Aprovado em 7º lugar no cargo de Analista Tributário no Concurso SEFA PA

“O que eu deixo de prático é isso: horas importam, mas hora sozinha não basta. Estude pelo que a banca cobra.”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com Luan Ferraz Boamorte, aprovado em 7º lugar no Concurso SEFA PA para o cargo de Analista Tributário:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Luan Ferraz Boamorte: sou Luan, 33 anos, engenheiro de produção, de Salvador. Hoje, recém-aprovado como Analista Tributário na SEFA-PA. Sempre gostei de estudar, e muito. Numa segunda fase da minha caminhada, comecei a buscar na IA formas de otimizar os estudos — e otimizar, pra mim, não é só ganhar tempo. É fazer o estudo fluir melhor: vencer gargalos, encarar uma lei seca extensa, organizar o que parecia grande demais. Foi assim que comecei a montar um método de estudo apoiado em IA.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Luan: sentia que estudar para concursos me tornaria um profissional mais completo, com visão de várias áreas ao mesmo tempo. A engenharia me daria uma especialidade só; o concurso me dava amplitude. E os PDFs do Estratégia me permitiam exatamente isso — eu me sentia muito mais produtivo estudando por eles do que do jeito tradicional. Somando isso à estabilidade e ao bom salário, foi uma escolha de projeto de vida, não fuga de outra coisa.
Estratégia: Você trabalhava e estudava?
Luan: em fases diferentes. No começo, entre 2018 e 2021, era estudo em tempo quase integral, com muita intensidade — e eu gostava disso. Depois a vida virou: precisei trabalhar, passei pela área financeira de uma empresa de engenharia e, em seguida, fui pra produção de materiais para concursos. Conciliar só foi possível porque mudei o método. Com pouco tempo, comecei a usar IA pra fazer o estudo fluir melhor e vencer os gargalos que antes me travavam. Era praticamente segunda a segunda, mas aproveitando muito melhor o tempo que sobrava.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado?
Luan: ao longo da trajetória tive aprovações fora das vagas em alguns certames da área fiscal e na área policial — PF, SEFAZ-MG e SEFAZ-BA. A aprovação que se concretizou em nomeação foi a da SEFA-PA, para Analista Tributário, essa dentro das vagas. E sim, pretendo continuar: meu próximo passo é Auditor. Quero chegar lá aplicando o mesmo método, agora com mais maturidade.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação?
Luan: variou bastante. Salvador, morando na Barra, no circuito do carnaval — não dá pra fingir que é fácil. Teve fases de muita reclusão e intensidade, e nessas o crossfit foi praticamente a minha vida social: virou um ponto de conexão importante, não só treino. Com o tempo, o desapego virou parte da minha estratégia. Entendi que eu não tinha obrigação de passar em nada — só de fazer a minha parte com excelência e soltar o resto. Isso tirou um peso enorme das costas e, paradoxalmente, me deixou render mais.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada?
Luan: o apoio nem sempre veio da forma que eu esperava, mas sempre tive amigos ao meu lado — alguns na área dos concursos, outros fora dela. Houve momentos difíceis em que precisei me sustentar sozinho na decisão de continuar, e isso me amadureceu muito. Aprendi que a caminhada é minha, e que o apoio que importa de verdade é o que a gente constrói com método e consistência.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso?
Luan: no caso da SEFA-PA, curiosamente foi um dos concursos em que tive menos tempo pra estudar — entrei no pós-edital com uns 20 dias de atraso. E eu gosto de estudar muito, sempre estudei. Mas a vida tinha mudado, o tempo encolheu, e não dava mais pra dedicar as horas de antes. Foi aí que a IA entrou: passei a render com pouco tempo o que antes só rendia com muito. Disciplina eu sempre tive — o que mudou foi ter uma ferramenta que multiplicava cada hora que sobrava. O engraçado é que passei justamente no concurso em que menos estudei.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou?
Luan: usei muito PDF — a vantagem é a densidade e o ritmo próprio; a desvantagem é o volume, que às vezes afoga. Foi justamente esse desafio que me levou a montar um método com IA por cima do material: gerar caderno teórico a partir de questões, fazer revisões rápidas e, principalmente, ir em cima da minha própria lacuna — preencher na hora exatamente o que o erro mostrava que eu não sabia. A IA não substitui o material; ela faz você extrair o máximo dele e atacar o ponto certo.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Luan: conheci no começo da minha jornada, ainda iniciei em 2018. Eu tinha escolhido a área fiscal e queria entrar já consciente do caminho — então contratei um coach do Estratégia na época, pra aprender a estudar do jeito certo desde o início.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, usou material de outro curso?
Luan: minha base teórica sempre foi o Estratégia — foi o material que me sustentou do começo ao fim. Ao longo da caminhada usei outras fontes também, é natural numa trajetória longa. Mas o que me movia não era insatisfação com material nenhum. Era uma percepção: por mais completa que seja a teoria, a questão sempre cobra um detalhe a mais, mais específico. Existe um gap natural entre estudar a teoria e o que a banca pede na hora. Foi aí que tive a ideia de usar IA pra construir o caminho inverso — gerar o material teórico a partir das próprias questões, deixando a banca guiar o que eu estudava.
Estratégia: Chegou a fazer algum concurso enquanto se preparava com esse outro material?
Luan: não.
Estratégia: Depois que se tornou aluno do Estratégia, sentiu diferença relevante?
Luan: o que mais marcou foi logo no início: meu coach, o Léo Mathias, me ensinou a estudar para concurso de verdade. E isso é uma coisa muito específica — é um estudo pragmático, completamente diferente do que a gente aprende no colégio ou na faculdade. Não é estudar pra entender tudo a fundo; é estudar pelo que a banca cobra, do jeito que ela cobra, e treinar isso à exaustão na questão. Parece simples, mas foi um divisor de águas: mudou minha relação com o estudo pra sempre, e é a base de tudo que construí depois, inclusive do método com IA.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Luan: mudou bastante entre as fases. Na fase intensa, eram várias matérias em paralelo e muitas horas líquidas por dia. Na fase recente, montei um calendário inteiro com a ajuda da IA: informava quantos dias faltavam pra prova, jogava o edital, e ia administrando a partir dali — dando mais peso às matérias de maior incidência e priorizando o fechamento das minhas lacunas. O melhor era a flexibilidade: se acontecia um imprevisto, eu reajustava o plano na hora, instantaneamente, sem perder a estrutura. Menos horas disponíveis, mas muito mais direcionamento em cada uma.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Luan: montei um ciclo bem próprio, assistido por IA. Eu pegava uns três PDFs do Estratégia e pedia à IA uma revisão condensada de cada um. Em seguida, fazia poucas questões — umas dez — e as que eu errava viravam material novo: nova revisão e novas questões em cima exatamente da lacuna que o erro revelou. E ia girando assim. No tempo de uma revisão tradicional, eu rodava esse ciclo várias vezes, sempre mirando no que eu ainda não dominava.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios?
Luan: questão é tudo — é onde a banca mostra a cara. Na minha trajetória resolvi dezenas de milhares; só na preparação para a PF foram cerca de 30 mil. Mas mais do que o número, o que mudou o jogo foi estudar pela questão: deixar o que a banca cobra guiar o que eu estudo, em vez do contrário.
Estratégia: Quais disciplinas você tinha mais dificuldade?
Luan: a mais difícil foi legislação tributária do Pará. Por ser legislação estadual, é muito específica e detalhista — e, entrando atrasado no pós-edital, era quase impossível dominar de última hora. Mesmo priorizando, foi a matéria em que menos acertei. Mas é aí que está o ponto: sem o método com IA, eu provavelmente seria eliminado nela. Gerei material a partir das questões da própria banca e fui preenchendo lacuna em cima dos erros, o que me deu o suficiente pra passar nessa matéria crítica. Curiosamente, em matérias que precisei deixar em segundo plano, como RLM e informática, fui bem — sinal de que o método me deixou alocar o esforço onde o risco era maior.
Estratégia: Como foi sua rotina na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Luan: foi um período diferente do convencional. Os planos saíram diferentes do que eu tinha planejado e, entre a SEFAZ-SP e a SEFA-PA, pude contar com um amigo de infância: dividimos o QG por quase um mês em São Paulo, e de lá fui direto pro Pará. Foi curioso preparar a reta final inteiramente fora da minha rotina, e mesmo assim funcionou, porque eu já chegava com o método e as ferramentas que vinha construindo e testando fazia tempo. Uma semana antes, inclusive, fui a um show da minha banda favorita e tirei um fim de semana pra mim, sem culpa. Pode parecer contraintuitivo, mas faz parte do desapego que virou minha estratégia: chegar leve e inteiro rende mais do que chegar esgotado. Na segunda eu voltei, fiz um simulado final — que, por sinal, era do Estratégia — e fiquei em primeiro no ranking. Foi ali que tive certeza de que estava preparado e entrei tranquilo na prova.
Estratégia: Como foi sua preparação para essa parte? O que aconselha?
Luan: não se aplica — o concurso da SEFA-PA para Analista Tributário não teve prova discursiva.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Luan: meu maior erro não foi estudar muito — eu gosto disso e não me arrependo. Foi acreditar, por muito tempo, que só esforço bruto resolvia, sem método e sem saber soltar o que eu não controlava. Me dediquei intensamente a concursos que não vieram. Meu maior acerto foi, depois de amadurecer, somar ao esforço o que faltava: confiar num método, usar a IA como alavanca pra render mais, e aprender a soltar a tensão na hora certa. Foi quando juntei as duas coisas que veio a aprovação.
Estratégia: Chegou a pensar em desistir?
Luan: desistir do objetivo, nunca quis — pelo contrário, eu sempre quis estudar mais e mais. O que pesou foi outra coisa: os recursos acabaram e eu tive que parar pra trabalhar. Não foi falta de vontade, foi a vida me obrigando a mudar de rota. E talvez tenha sido o melhor que me aconteceu, porque foi trabalhando, com pouco tempo, que descobri um jeito novo de estudar com IA. Voltei diferente — não fazendo mais do mesmo, mas fazendo melhor.
Estratégia: O que você aconselharia a quem está iniciando? Deixe sua mensagem.
Luan: cada um tem sua história, seu propósito, seu jeito de estudar — não existe fórmula mágica. Mas, se você estiver firme no propósito, uma hora as coisas acontecem; mais cedo ou mais tarde. Eu passei por muita coisa: muitas horas de estudo, muita abdicação, a pandemia, momentos em que tive que parar. Voltei diferente, com a ajuda da IA, e hoje estou aqui dando mais um passo. O que eu deixo de prático é isso: horas importam, mas hora sozinha não basta. Estude pelo que a banca cobra, use as ferramentas que existem hoje — IA inclusive — pra fazer seu estudo render mais e fluir melhor, e cuide de você no processo. Faça a sua parte com excelência e siga firme. Dá pra chegar mais longe estudando de um jeito mais inteligente.