
“[…] o concurso público proporciona maior qualidade de vida, estabilidade financeira e tranquilidade para planejar o futuro”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com BRENNER HAYDEN FREIRE DANTAS, aprovado em 1º lugar no Concurso CGM Manaus para o cargo de Auditor Municipal de Controle Interno (AMCI) – Engenharia Civil:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Brenner Hayden Freire Dantas: Sou Brenner Hayden, natural de Manaus, tenho 34 anos e sou graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Amazonas.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Brenner: Logo após a minha formação, percebi que o mercado privado apresentava salários bastante defasados e que as melhores remunerações estavam concentradas na iniciativa pública. Além disso, esse setor oferece maior estabilidade financeira e melhor qualidade de vida.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Brenner: Nesse período, eu me encontrava em uma situação bastante favorável. Minha carga de trabalho concentrava-se majoritariamente nos finais de semana, com eventuais atividades em dias úteis. Sou sócio, juntamente com meu irmão, de uma empresa de brinquedos infláveis, cuja demanda se concentra, em sua maior parte, aos finais de semana. Dessa forma, durante a semana eu conseguia me dedicar intensamente aos estudos, enquanto, nos finais de semana, estudava sempre que possível.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Brenner: Fui aprovado nos seguintes concursos:
-Auditor de Controle Interno – Engenharia Civil na CONTROLADORIA-GERAL DO MUNICÍPIO DE MANAUS (1º lugar);
-Engenheiro Civil na SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE (1º lugar – SEMMAS);
-Engenheiro Civil no concurso dos CORREIOS para o estado do Amazonas (1º lugar).
Atualmente, integro o cadastro de reserva da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM) para Engenharia Civil, na terceira colocação, bem como o cadastro de reserva da Secretaria Municipal de Educação de Manaus (SEMED), na quarta colocação.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Brenner: Durante esse período, reduzi significativamente minhas atividades sociais, o que me levou a adotar um estilo de vida mais reservado e a restringir as saídas a ocasiões especiais. Em geral, meu lazer consistia, de forma esporádica, em momentos com minha namorada, como idas a restaurantes, ou em encontros familiares em celebrações específicas.
No que se refere às amizades, com o passar do tempo é natural que haja certo distanciamento de algumas pessoas e maior aproximação de outras. Não havia, naquele momento, grande interesse em manter uma vida social intensa, pois meu principal objetivo era a aprovação. Inclusive, em algumas ocasiões em que saía, eu me via tomado por certa culpa, por considerar que deveria estar estudando.
Entretanto, ao longo do tempo, compreendi que o mais relevante é a constância no dia a dia. Percebi que um momento pontual de lazer não seria determinante para uma eventual reprovação, sendo o compromisso contínuo e o foco no longo prazo os fatores essenciais para alcançar a aprovação em concursos públicos.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Brenner: Sim, minha família é a principal responsável pelas minhas conquistas. Sempre contei com o apoio de todos, que foram fundamentais ao longo de toda a minha trajetória. Em especial, destaco o suporte da minha mãe, dos meus irmãos e da minha namorada, que demonstraram grande paciência durante essa jornada.
Houve diversas ocasiões em que, ao retornar de uma prova, eu era perguntado sobre meu desempenho e respondia que não havia ido bem. Ainda assim, eles permaneceram ao meu lado, oferecendo incentivo contínuo, até que, finalmente, alcancei o resultado esperado.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Brenner: Especificamente para os concursos da CGM MANAUS e da SEMMAS, realizados no mesmo dia, empenhei-me integralmente nos estudos durante todo o período pós-edital. No entanto, já possuía uma base consolidada de 2 anos e 1 mês de preparação ininterrupta.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Brenner: Sou favorável ao uso de materiais em PDF. Utilizei amplamente esse formato no início da minha preparação, chegando a ler e reler algumas disciplinas mais complexas ao menos três vezes, enquanto, em outras, consegui avançar com maior rapidez. As videoaulas tiveram um papel mais pontual, sendo utilizadas principalmente na véspera das provas ou para esclarecer dúvidas específicas.
O material em PDF do Estratégia foi fundamental para a consolidação da minha base de estudos, por ser completo e bastante denso, permitindo uma preparação sólida para diferentes concursos. Quanto às desvantagens, não identifiquei nenhuma relevante. Dessa forma, recomendo fortemente o estudo por meio de PDFs, seguido da resolução de questões para fixação do conteúdo.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Brenner: Conheci a plataforma por meio de pesquisas na internet sobre concursos públicos, ocasião em que tive amplo contato com conteúdo do Estratégia. Assisti a diversas entrevistas de candidatos aprovados em concursos de alto nível, o que me motivou a realizar a assinatura do curso.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Brenner: Sim, percebi que o Estratégia seria um grande aliado na minha preparação, pois todo o conteúdo necessário estava disponível, cabendo a mim apenas me dedicar aos estudos. O material do Estratégia é completo, robusto e oferece uma excelente orientação para quem está iniciando e ainda não possui familiaridade com o universo dos concursos públicos. Os PDFs foram, sem dúvida, o recurso que mais me agradou, por serem bastante completos, apresentarem um layout organizado e incluírem uma grande quantidade de questões para prática.
Acredito que aqueles que possuem a assinatura saem em vantagem em relação aos candidatos que recorrem a conteúdos gratuitos ou até mesmo a outros cursos preparatórios. Isso se confirma, inclusive, pela percepção em grupos de estudo dos quais participo, nos quais a qualidade do material do Estratégia é amplamente reconhecida. Além disso, o corpo docente é altamente qualificado, composto por professores renomados em nível nacional.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Brenner: Meu planejamento de estudos consistiu, inicialmente, em começar com aproximadamente quatro disciplinas e, ao longo do tempo, fui incorporando as demais. Em cerca de seis a oito meses, já havia incluído praticamente todas as matérias doas concursos que pretendia prestar — em torno de 10 a 12 disciplinas, a depender do certame —, abrangendo, assim, toda a base da área de controle, além dos conteúdos específicos de Engenharia Civil.
Minha rotina de estudos girava em torno de 6 a 7 horas por dia, de segunda a sexta-feira. Aos sábados e domingos, estudava conforme a disponibilidade, em razão das demandas de trabalho, havendo certa variação. Ainda assim, buscava manter uma carga semanal próxima de 40 horas, equivalente à jornada de um trabalhador em tempo integral.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Brenner: Não elaborei resumos durante a minha preparação. No início, realizava muitos simulados do Estratégia, o que foi bastante útil para avaliar o meu nível. Contudo, com o passar do tempo e o aumento da experiência em provas, passei a priorizar a resolução de questões, percebendo que já possuía um bom controle de tempo e maior segurança para evitar erros simples durante as avaliações.
Meu método de revisão consistia, essencialmente, na resolução de um grande volume de questões, com ênfase na análise e revisão dos erros cometidos. Na reta final, intensificava esse processo, buscando reforçar, na memória de curto prazo, conteúdos nos quais ainda apresentava maior dificuldade.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Brenner: Na minha opinião, a resolução de questões é o que leva o concurseiro a um novo patamar; considero que todo dia em que não pratico questões me afasta do meu objetivo. Ao longo da minha preparação, já resolvi aproximadamente 90 mil questões, registradas em site de questões, além das questões presentes nos materiais em PDF.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Brenner: Minha maior dificuldade, por incrível que pareça, esteve na área de Engenharia Civil, uma vez que o estilo das questões varia significativamente de banca para banca. Além disso, a capacidade de analisar um edital, identificar com maior precisão os conteúdos mais prováveis de serem cobrados e filtrar temas extensos e menos relevantes é uma habilidade que se adquire com a experiência ao longo do tempo. Dessa forma, fui superando essas dificuldades por meio da resolução intensiva de questões. Ainda assim, trata-se de um ponto que exige atenção constante, permanecendo, até hoje, como um desafio a ser continuamente trabalhado.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Brenner: Não realizei mudanças significativas na minha rotina, uma vez que já mantinha uma boa carga de estudos ao longo da semana. Na reta final, meu foco esteve voltado à memorização de conteúdos que ainda não dominava, com ênfase em pontos específicos e recorrentes de erro. Assim, concentrei-me na revisão desses tópicos e na resolução de questões relacionadas, mantendo, contudo, a mesma carga horária de estudos.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Brenner: Nesse aspecto, reconheço que foi um dos pontos em que mais deixei a desejar. Ainda assim, tive um pouco de sorte por já possuir conhecimento prévio sobre parte do tema da prova discursiva, especialmente por se tratar de uma jurisprudência sobre a qual eu já havia resolvido algumas questões objetivas, o que me proporcionou uma noção prévia do assunto. Em relação à escrita, sempre tive um desempenho razoável, embora reconheça que deveria ter treinado com maior frequência.
Meu método consistiu, basicamente, na leitura de questões discursivas do curso do Estratégia e de sites de questões, especialmente da banca Consulplan, quando disponíveis, bem como de outras bancas, em razão da escassez de questões específicas da área de controle dessa instituição. Como o foco principal é o domínio do conteúdo, também utilizei questões de outras bancas da área de controle.
Durante esse processo, eu lia as questões, tentava respondê-las mentalmente e, em seguida, conferia as respostas para avaliar se meu raciocínio estava adequado. Quanto aos aspectos formais, não realizei um treinamento específico e aprofundado. Minha preparação esteve mais voltada ao estudo de Língua Portuguesa na parte objetiva, com foco na escrita correta e no domínio das normas gramaticais.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Brenner: Acredito que meu principal acerto foi não desistir diante das primeiras reprovações, mantendo a convicção de que, com persistência, o resultado positivo viria. Outro ponto essencial foi a prática constante de resolução de questões desde o início da preparação, algo que considero fundamental para quem almeja a aprovação. Inclusive, por ter cursado Engenharia, já trago desde a graduação o hábito de resolver questões como forma de verificar o domínio do conteúdo e consolidar o aprendizado, o que contribuiu significativamente para minha evolução nos estudos.
Por outro lado, meu principal erro foi ter iniciado, em 2021, os estudos para o concurso da POLÍCIA FEDERAL, para o cargo de agente, e, após cerca de três meses de preparação no pós-edital — período em que obtive 62 pontos líquidos —, ter interrompido o processo. Retomei os estudos apenas em dezembro de 2024, sendo essa uma das decisões das quais realmente me arrependo, pois, caso tivesse mantido a constância, acredito que teria alcançado a aprovação muito antes.
Além disso, reconheço como outro erro a falta de um preparo mais aprofundado para a prova discursiva, o que resultou na minha reprovação no concurso do TCE-RS. A questão cobrada era bastante semelhante a um tema já exigido anteriormente no TCE-RR, o qual eu também não dominava, evidenciando a importância de uma preparação mais consistente nesse aspecto.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Brenner: Em diversos momentos, especialmente no início, a motivação e a disciplina são mais frágeis, e eu buscava constantemente pensar no longo prazo. Ainda assim, reconheço que esse é um processo difícil, principalmente porque, no começo, o propósito ainda não está plenamente consolidado. Por isso, era necessário me apoiar no “porquê” que me levou a escolher esse caminho. No meu caso, esse motivo estava relacionado à busca por uma melhor remuneração em função do esforço investido na graduação, à possibilidade de proporcionar melhores condições de vida para minha família e à realização de objetivos materiais que são naturais a muitas pessoas.
Com o passar do tempo, esse propósito foi se fortalecendo e se tornando mais enraizado, o que me permitiu recusar com mais facilidade distrações, facilidades ou oportunidades que poderiam me afastar do meu objetivo principal. No início, era mais difícil, pois eu frequentemente me questionava se não estaria perdendo oportunidades no mercado privado ou no empreendedorismo. Entretanto, eu tinha consciência de que, nesse caminho, as condições iniciais não seriam as ideais e que o crescimento seria mais lento em comparação ao serviço público.
Emquanto no setor privado, em geral, é necessário um longo período de esforço para alcançar posições de destaque, no concurso público o início pode ser mais desafiador, porém com a possibilidade de uma ascensão mais rápida após a aprovação. Meu objetivo sempre foi concentrar alguns anos de dedicação intensa para alcançar esse patamar mais rapidamente. Minha maior motivação sempre foi conquistar uma melhor qualidade de vida, receber uma remuneração condizente com o esforço que considero ter investido ao longo da minha trajetória e, sobretudo, proporcionar essa mesma qualidade de vida às pessoas que eu amo.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso?
Brenner: Eu indicaria, principalmente, que se tenha em mente que a preparação para concursos públicos é um processo de médio a longo prazo, pois existem diversas adversidades ao longo do caminho. Nesse sentido, considero essencial compreender que a constância nos estudos é muito mais determinante do que a quantidade de horas dedicadas diariamente.
A mensagem que deixo é que, embora o caminho seja difícil — como qualquer outro na vida — existem trajetórias cujo custo-benefício se mostra mais favorável. Na minha visão, o concurso público proporciona maior qualidade de vida, estabilidade financeira e tranquilidade para planejar o futuro, sem o receio constante de demissões ou instabilidades profissionais. Por isso, considero ser um caminho muito vantajoso para aqueles que desejam alcançar uma boa colocação por meio dos estudos.