
“[…] A motivação foi sempre pensar que era um sacrifício temporário em troca de um resultado definitivo.”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com RICARDO GARAVELLI NASSAR, aprovado em 4º lugar no Concurso CGE-SP para o cargo de Auditor Estadual de Controle – Correição e Combate à Corrupção:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Ricardo Garavelli Nassar: Meu nome é Ricardo Nassar, tenho 29 anos. Sou de Santos/SP, mas moro em São Paulo há mais de 20 anos. Sou bacharel, mestre e doutor em Direito pelo Mackenzie. Atuei como advogado por vários anos em um escritório aqui na capital, mas atualmente sou auditor de controle no Município. Devo tomar posse como auditor de controle na CGE-SP no próximo mês (julho/2026).
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Ricardo: Eu queria trabalhar com algo que me desse mais propósito e realização profissional. Acredito que a carreira de controle me proporcionará isso mais do que a advocacia privada. Além disso, eu buscava uma maior estabilidade e segurança. Quero ter filhos em breve e a advocacia é uma profissão instável.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Ricardo: Sim, trabalhava como advogado em escritório e estudava. Para conciliar, busquei negociar o horário de trabalho e aproveitar cada instante possível. Passei a acordar 5h da manhã, estudar antes do trabalho, e reforçar os estudos de noite, após o expediente.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Ricardo: Fui aprovado nos seguintes concursos:
- Auditor de controle na CGM-SP (3º AC);
- CGE-SP (4º AC);
- TCE-PR (CR);
- TCE-MG (CR);
- TCE-SP (CR).
Além de outros concursos menores. Não pretendo continuar estudando. Quero investir meu tempo em outros objetivos agora.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Ricardo: Era bastante puxado. Acordava cedo, dormia tarde. Tive que me isolar um pouco de amigos e família, para conseguir dar conta. Mas não negava todos os eventos sociais. Ao menos uma vez por semana eu via amigos ou família.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Ricardo: Eu preferi manter os estudos em segredo até ser aprovado. Apenas minha esposa tinha conhecimento, e ela foi muito compreensiva e me apoiou muito. Não teria conseguido sem ela.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Ricardo: No total, passei cerca de 1 ano e meio estudando. Para esse último concurso (CGE-SP), eu fiquei direcionado por cerca de 3 meses apenas, mas eu já tinha bagagem, pois a prova foi bem no final do meu ciclo. Acho que não tem muita receita para manter a disciplina. Precisa tentar manter a cabeça focada e ter autocontrole. Ter um bom cronograma e horários fixos são coisas importantes, mas no final do dia, é você contra você mesmo.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Ricardo: Como regra geral, usava os PDFs. É o melhor material: rápido, direto, boa fixação etc. As videoaulas, eu usava como complemento e só em situações nas quais eu preferia não ler os PDFs. Por exemplo: eu baixava as videoaulas e ficava ouvindo na academia ou no metrô.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Ricardo: Indicação de amigos que estudaram para a OAB usando o material do Estratégia.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Ricardo: Eu usei o material do Estratégia desde o início, então não saberia dizer. Mas se tivesse que apontar algo, diria que os professores são excelentes, especialmente Nelma e Herbert. Eles fizeram a diferença na minha aprovação.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Ricardo: Eu mesmo montei o meu plano, em planilha Excel. Eu estudava 2 matérias por vez, iniciando pelas de maior peso/relevância. Eu não me preocupava em cronometrar tempo líquido de estudo, acho que isso gera mais ansiedade do que eficiência. O meu foco era estudar durante os horários em que me comprometi em estudar. Mas, em média, diria que eram cerca de 3 ou 4 horas por dia durante a semana, e 5 ou 6 horas por dia aos finais de semana.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Ricardo: Não fazia revisões regulares. Eu sei que funciona para muitas pessoas e é recomendado por muitos. Mas eu preferia uma outra estratégia: finalizar logo todo o conteúdo e, uma vez finalizado, retornar do zero (ao primeiro grupo de matérias que estudei) e recomeçar, agora focando nos grifos. Essa era a minha “revisão”.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Ricardo: Questões no total? Não tenho ideia. Mas diria que milhares de exercícios. Diria que o mais importante é saber em quais pontos você precisa melhorar, e o que você ainda não compreendeu de verdade.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Ricardo: DIREITO CIVIL e EMPRESARIAL. Para tentar contornar a dificuldade, busquei compensar em outras matérias e garantir o básico nessas duas.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Ricardo: Na semana que antecedeu a prova, o esforço era dobrado. Estudava de manhã e de noite. Sem eventos sociais. Academia suspensa. Tirei férias para estudar. Acordava 5h e estudava até 18h ou 19h. Na véspera eu tinha um ritual: assistir a Revisão de Véspera do Estratégia e comer McDonald’s. Deu certo!
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Ricardo: Para mim, mudava pouca coisa. O mais relevante é o conteúdo material, então eu focava no estudo regular. No mais, praticava um pouco com simulados, especialmente para treinar o tempo.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Ricardo: Meu maior erro foi começar a estudar antes de escolher uma carreira. Desperdicei alguns meses estudando sem foco. Recomendo que você conheça as carreiras, escolha o que quer fazer e, aí sim, estude com foco.
Acertos: montar um cronograma pessoal, que funcionava para mim. Continuar trabalhando enquanto estudava (eliminava a pressão financeira). Focar em uma carreira específica. Usar o material resumido do Estratégia, e não os PDFs completos (objetividade). Complementar o estudo dos PDFs com as videoaulas (somente em situações em que não era viável ou em que eu não queria estudar via PDF, como no metrô ou na academia).
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Ricardo: Nunca. Não era uma opção. Eu sabia que precisava mudar a minha carreira e essa era a única trajetória que conseguia imaginar. A motivação foi sempre pensar que era um sacrifício temporário em troca de um resultado definitivo.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso?
Ricardo: Comece conhecendo as carreiras e escolhendo a que você efetivamente quer. Depois, escolha um material que você goste. Depois, monte um cronograma que seja realista e que funcione para você. Depois, tenha disciplina para manter uma rotina de estudos, sem se preocupar em ser algo perfeito (consistência > perfeição). O resto é história.