Aprovado em 49º lugar para Gestão Fazendária no Concurso SEFAZ CE

“[…] Estudo primário do jeito que funciona melhor para você, muitas questões, revisão constante e persistência […]”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com Gabriel Braga de Albuquerque Maranhão, aprovado em 49º lugar no Concurso SEFAZ CE para o cargo de Auditor Fiscal da Fazenda Estadual – Gestão Fazendária:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo(a). Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Gabriel Braga de Albuquerque Maranhão: tenho 27 anos, sou formado em Engenharia Química e licenciado em Química. Sou natural de Recife-PE, mas atualmente resido em João Pessoa-PB.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Gabriel: em 2021, no final do curso de Engenharia Química e no contexto da pandemia, encontrava-me frustrado por buscar estágios no setor privado na área da minha formação. Depois de bater na trave em várias entrevistas de estágio, decidi fazer algo que dependesse apenas de mim. Foi daí que comecei a estudar para concursos, com foco no cargo de Perito Criminal.
Estratégia: Você trabalhava e estudava?
Gabriel: sim. Praticamente durante todas as minhas preparações, trabalhei e estudei. Nos primeiros anos, conciliava a faculdade com os estudos para concursos. Depois de um tempo, comecei a conciliar o trabalho com os estudos.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado?
Gabriel: comecei os estudos para concursos com foco no cargo de Perito Criminal em janeiro de 2021. Após seis meses de estudo intenso, obtive a primeira aprovação para Perito Criminal do Estado do Ceará (PEFOCE), em 8° lugar. Continuei estudando e, no início de 2022, fui aprovado para o cargo de Perito Químico-Legal da Polícia Civil da Paraíba, em 3º lugar, cargo que ocupo atualmente.
Em 2023, dei uma pausa nos estudos para fazer o curso de formação desse último concurso que citei, retornando efetivamente aos estudos em 2024, quando conquistei a aprovação, no meu estado natal, para o cargo de Perito Criminal da Polícia Científica de Pernambuco, em 1º lugar.
A partir desse ano, migrei de área e comecei os estudos para as áreas Fiscal e de Controle. Em 2025, após um ano de estudo, obtive a primeira aprovação na prova objetiva para o cargo de Auditor de Controle Externo no TCE-PE, mas o concurso foi anulado por fraude. Mais recentemente, obtive a aprovação na SEFAZ CE.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos?
Gabriel: no começo, tentava conciliar os estudos e a vida social. Porém, como estudo há um certo tempo, hoje os papéis se inverteram: estudar virou parte da minha rotina, de uma forma que me sinto tão satisfeito estudando quanto saindo e curtindo a vida social.
Para ser bem honesto, no começo, a pergunta era: “Será que eu posso sair no fim de semana sem prejudicar meus estudos e continuar tendo chances de aprovação?”.
Hoje, porém, o questionamento se tornou: “Eu realmente preciso sair para esse evento? O quão importante ele é? O quanto as pessoas ficariam decepcionadas comigo se eu não fosse?”.
Com o tempo, a maturidade e a inserção dos estudos na rotina, passei a me sentir tão satisfeito estudando quanto saindo.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro(a)? De que forma?
Gabriel: sim. Principalmente nos primeiros anos, tive muito apoio dos meus familiares e amigos.
Com o tempo, vão surgindo alguns questionamentos do tipo: “Por que ele continua estudando? Não ficou satisfeito com o cargo em que está?”. Mas sei que isso é apenas uma forma de demonstrarem que querem minha presença na vida deles.
Minha mulher sempre assumiu a maior parte das obrigações da casa. Sempre foi muito compreensiva e me apoiou bastante.
Minha família me apoiou da mesma forma quando eu ainda morava com eles.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso?
Gabriel: estudo para a área fiscal desde agosto/setembro de 2024. Especificamente para o concurso da SEFAZ CE, estudei por um mês e meio, desde a publicação do edital até o anúncio da reaplicação da prova do TCE-PE.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Gabriel: usei todo o material do Estratégia, tanto videoaulas quanto PDFs. Além do Estratégia, também utilizava duas plataformas de resolução de questões.
Acredito que a videoaula seja uma ferramenta poderosa para ganhar familiaridade no começo do estudo de uma disciplina, mas é preciso usá-la com sabedoria, pois sua principal desvantagem é levar muito mais tempo para percorrer o edital quando comparada ao PDF. Eu assistia às aulas na maior velocidade que conseguia. Posso afirmar que usei mais as videoaulas do que os PDFs. Também utilizei bastante os aulões de reta final e o Hora da Verdade da banca FCC.
Os PDFs são muito bons para ganhar velocidade e percorrer tópicos com pouco peso na prova. Mas acredito que uma das maiores desvantagens seja a dificuldade de criar “intimidade” com a disciplina. Eu, particularmente, tenho a memória muito ruim e, para gravar o conteúdo, preciso das associações que os professores trazem de forma mais “mastigada” em vídeo.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Gabriel: conheci o Estratégia em 2021, fazendo buscas por cursinhos para minha preparação para o concurso de Perito Criminal.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos?
Gabriel: cheguei a utilizar materiais de outros cursos no início da preparação. Acredito que o grande diferencial do Estratégia seja a forma como os conteúdos são entregues. O Estratégia organiza as aulas e os materiais de uma forma que torna muito alto o custo-benefício de estudar os tópicos: os professores são muito assertivos quanto ao que realmente precisa ser aprendido para responder às questões de concurso. Os outros cursinhos que utilizei anteriormente não eram tão objetivos nem tinham materiais escritos elaborados com tanto zelo.
Além disso, as listas de questões de muitas disciplinas são elaboradas com cuidado para que o aluno não “perca tempo” refazendo questões que abordam exatamente o mesmo conhecimento de determinado tópico. Eu, particularmente, sou muito fã do Silvio Sande nesse aspecto.
Ademais, o Passo Estratégico de Direito Constitucional me salvou na prova discursiva da SEFAZ CE. Caiu um julgado que eu havia lido nesse material uma semana antes da prova.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material?
Gabriel: não cheguei a fazer.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação?
Gabriel: com certeza. Acabei respondendo a isso em um questionamento anterior, mas houve algo que merece destaque nessa minha aprovação: cerca de uma semana antes da prova, abri despretensiosamente o PDF do Passo Estratégico de Direito Constitucional. Esse material continha as principais jurisprudências. Tirei print das que achei mais relevantes na parte de Direito Tributário e pensei: “Isso daria uma discursiva bacana demais”. Apesar de estar estudando para outro concurso, o TCE-PE, o resultado foi que caiu exatamente o julgado do print.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Gabriel: estimo que, no pré-edital, estudava cerca de seis a oito horas líquidas por dia. No pós-edital, usava todo o tempo que tinha disponível. Sempre tentei manter poucas disciplinas no ciclo de estudos, de duas a três, no máximo.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Gabriel: sempre gostei de fazer anotações e meus próprios resumos. O grande problema é que, na área fiscal, o tempo para percorrer o edital é muito escasso. Então, tive que adaptar minha forma de estudar. Eu sempre analisava o custo-benefício peso da matéria na prova versus tempo necessário para preparar o resumo antes de decidir anotar determinado assunto.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios?
Gabriel: resolver muitas questões foi essencial para todas as minhas preparações. Não consigo nem mensurar quantas fiz desde o começo; teria que fazer uma varredura nas plataformas, mas acredito que tenham sido mais de 20 mil.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade?
Gabriel: tive muita dificuldade com as disciplinas de Direito no começo de tudo. Achava o linguajar muito diferente. Para contornar essa dificuldade, utilizava abordagens de diferentes professores do Estratégia para a mesma disciplina por exemplo, Daud e Herbert para Direito Administrativo e também priorizava o estudo por videoaulas.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Gabriel: na semana pré-prova, fiz um estudo muito leve, ativando apenas a memória visual com as revisões e resolvendo poucas questões.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Gabriel: tive pouco tempo de preparação específica para essa prova. Treinei alguns temas e pedia para a IA corrigir.
O que posso dar de dica é: treinar os tópicos mais relevantes, estudar pensando em possíveis questões discursivas e, na hora de praticar, pensar sempre nas palavras-chave que podem aparecer em um eventual espelho de correção.
Por exemplo, na prova, perguntava-se se determinada lei era constitucional ou não, mas imaginei que, no espelho, viriam argumentos além do questionamento explícito.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Gabriel:
- ERROS: pouca revisão, muitas questões de um mesmo tópico e aprofundamento excessivo em determinados conteúdos não tão relevantes.
- ACERTOS: estudar do jeito que funciona para mim. Encaixar a revisão e a bateria de questões, acertando o momento adequado para fazer questões e revisar.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Gabriel: em vários momentos, pensei em desistir. Minha motivação sempre foi proporcionar a melhor qualidade de vida possível para mim e para minha família.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Gabriel: quando se vai fazer uma prova de concurso, há uma série de variáveis que influenciam o resultado. Algumas delas são incontroláveis, como, por exemplo, o conteúdo que será cobrado. Às vezes, o examinador pesa a mão em uma matéria que você não dominava tão bem; outras vezes, a prova pode vir “a sua cara”.
O que quero dizer é que ir mal em uma prova específica não significa que você não seja capaz. A aprovação pode vir quando a gente menos espera, no concurso que menos priorizou ou para o qual menos se preparou especificamente.
Construir uma boa bagagem no estudo para concursos leva tempo. Os conteúdos demoram um certo período para se fixarem de vez.
A aprovação não tem segredo: estudo primário do jeito que funciona melhor para você, muitas questões, revisão constante e persistência, sem olhar para trás, só para a frente!
Sucesso a todos!