Aprovado em 1º lugar para Econômico-Financeira no Concurso ARSESP

“[…] O caminho é difícil, mas costuma premiar quem permanece nele tempo suficiente para aprender […]”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com Marcus Vinicius Frugoli Verde, aprovado em 1º lugar no Concurso ARSESP para o cargo de Especialista em Regulação e Fiscalização de Serviços Públicos – Ênfase: Econômico-Financeira:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Marcus Vinicius Frugoli Verde: tenho 40 anos, sou de São Paulo e sou formado em Ciências Econômicas pela PUC-SP, desde 2011. Atualmente trabalho na área de regulação do setor público.
Minha trajetória profissional acabou me levando a áreas que eu não imaginava no início da graduação, e os concursos públicos se tornaram uma parte importante desse caminho. Hoje, vejo a regulação e o serviço público como espaços em que consigo aproveitar minha formação e, ao mesmo tempo, trabalhar com temas que têm impacto direto na sociedade.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Marcus: comecei a estudar para concursos em 2015. No início, a estabilidade naturalmente pesou, mas nunca foi o único motivo. O que passou a me atrair cada vez mais foi a possibilidade de exercer trabalhos tecnicamente interessantes, ter desenvolvimento profissional, atuar em áreas relacionadas à minha formação e também gerar algum impacto social.
Minha trajetória, porém, nunca foi perfeitamente linear. Tive períodos de bastante dedicação e outros longos períodos em que praticamente não estudei. Com as primeiras aprovações, ficou mais claro para mim que concurso não era algo inalcançável: havia um processo por trás que não era rápido, mas era possível.
Estratégia: Você trabalhava e estudava?
Marcus: sim. Grande parte da minha preparação aconteceu enquanto eu trabalhava, então nunca tive disponibilidade ilimitada. Isso me obrigou a aprender a escolher melhor onde colocar o tempo e a energia.
Nos dias úteis, eu procurava aproveitar as horas que realmente tinha disponíveis e, nos fins de semana, conseguia aumentar a carga. Mas acho importante dizer que eu nunca fui um exemplo de regularidade absoluta. Mesmo em fases em que tinha mais tempo, nem sempre consegui manter o foco que gostaria. O ponto mais importante da minha trajetória foi não abandonar de vez o projeto, mesmo nos períodos mais difíceis ou de menor produtividade.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado?
Marcus: tive algumas aprovações que foram marcantes.
- Em 2019, fui aprovado em 4º lugar, na ampla concorrência, para Profissional Júnior – Economia, na Liquigás.
- Em 2024, fiquei em 4º lugar, também na ampla concorrência, para Analista de Regulação de Serviços Públicos – Área VI – Econômico-Financeira, na SP Regula, onde atualmente trabalho.
- No Concurso Público Nacional Unificado, fui aprovado em 10º lugar, dentro do número de vagas, para Especialista em Indigenismo – Economia, na FUNAI. No mesmo CNU, também obtive classificações em listas de espera de outros cargos das áreas econômica e regulatória, mas considero a aprovação dentro das vagas na FUNAI a principal referência desse concurso.
Pretendo continuar estudando. Hoje encaro cada aprovação menos como um ponto final e mais como uma ampliação das minhas possibilidades profissionais.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos?
Marcus: eu nunca consegui enxergar como sustentável uma preparação que eliminasse completamente a vida fora dos estudos. Em períodos próximos das provas, naturalmente reduzia saídas e priorizava mais o estudo, mas não zerei minha vida social.
Continuei convivendo com minha família e procurando manter algum espaço para amigos, lazer e descanso. Para mim, esse equilíbrio ajudava inclusive a voltar ao estudo com mais disposição. Concurso exige renúncias, mas isolamento permanente nunca funcionou bem comigo.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro?
Marcus: sim. O apoio da minha família foi muito importante, principalmente porque a trajetória de quem estuda para concurso tem muitos altos e baixos. Há momentos em que você está confiante e outros em que começa a questionar se todo aquele esforço vai realmente produzir resultado.
Ter pessoas próximas que entendem que esse é um projeto de médio e longo prazo, respeitam seus momentos de estudo e continuam apoiando mesmo quando o resultado ainda não apareceu faz muita diferença.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso?
Marcus: não houve um período totalmente isolado em que eu estudasse apenas para a ARSESP, porque eu já vinha acumulando preparação para concursos das áreas econômica e regulatória. Nos meses que antecederam a prova, fui direcionando cada vez mais o estudo para o edital, para a banca e para os pontos específicos do concurso.
E eu prefiro não vender uma imagem de disciplina perfeita que eu não tive. Minha trajetória sempre teve oscilações. O que funcionou foi aprender a recomeçar rápido depois de uma fase ruim, trabalhar com metas mais realistas e pensar menos em todo o edital que ainda faltava e mais no próximo bloco de estudo que eu conseguia cumprir. Para mim, persistência acabou sendo mais importante do que uma regularidade impecável.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Marcus: o Estratégia foi meu material principal de formação de base teórica, especialmente pelos cursos em PDF. Gosto do PDF porque consigo controlar o ritmo, avançar mais rápido no que já domino e voltar com facilidade aos pontos em que tenho mais dificuldade.
Também sempre gostei muito dos materiais gratuitos disponibilizados pelo Estratégia no YouTube. Usei bastante revisões, aulas e transmissões de reta final, tanto para reforçar conteúdos quanto para ter uma visão mais direcionada do que poderia ser cobrado.
Outra ferramenta que valorizo bastante são os materiais mais condensados e voltados à prova, como o Passo Estratégico. Em fases de revisão, ele ajuda a separar o essencial do acessório e evita que você tente reler um curso inteiro quando o tempo já está curto.
Além disso, a resolução de questões foi uma parte central da minha preparação. As videoaulas eu utilizava de forma mais seletiva, principalmente quando precisava destravar algum assunto.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Marcus: conheci o Estratégia ao longo da minha trajetória de estudos pela internet. Os conteúdos gratuitos, principalmente no YouTube, foram uma porta de entrada importante. Com o tempo, passei a utilizar os cursos de forma mais estruturada e o Estratégia acabou se tornando meu principal material teórico para concursos.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos?
Marcus: sim. Como comecei a estudar em 2015, ao longo dos anos usei materiais de fontes diferentes. Não acho que exista um único problema que possa ser atribuído a todos os outros cursos; o que eu percebi é que, para mim, o Estratégia funcionou para formar uma base teórica mais sólida, enquanto outros materiais tinham uma função complementar importante.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material?
Marcus: sim. Ao longo de uma trajetória que começou em 2015, prestei concursos em fases em que usava combinações diferentes de materiais e também tive aprovações. Isso inclusive me ensinou a não atribuir um resultado a uma única ferramenta. Material é muito importante, mas precisa vir acompanhado de questões, revisão, estratégia e continuidade.
Mas o Estratégia foi minha principal referência teórica para formar uma base de conhecimento.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação?
Marcus: sim. O principal ganho, para mim, foi ter uma base teórica sólida mais didática do que os conteúdos acadêmicos tradicionais. Eu via que o material era preparado para ter um conteúdo mais acessível para o aluno, com foco em maior facilidade de compreensão.
Também considero um diferencial importante a quantidade de conteúdo gratuito de qualidade no YouTube. Muitas vezes, perto da prova, uma boa revisão ou aula de reta final ajuda a reorganizar rapidamente assuntos que você já estudou.
E gosto muito da ideia de materiais mais condensados e direcionados, como o Passo Estratégico. Depois que você já construiu a base, nem sempre a melhor estratégia é reler centenas de páginas. Em muitos momentos, vale mais revisar os pontos de maior incidência, os erros e aquilo que tem maior probabilidade de gerar pontos na prova.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Marcus: meu plano de estudos começava sempre por uma análise detalhada do edital. Eu avaliava o peso de cada disciplina, os tópicos cobrados e a relevância de cada tema para aquela prova. Depois, organizava os assuntos em uma planilha de Excel, normalmente em uma estrutura vertical, que funcionava como um guia para acompanhar o que eu já havia estudado e o que ainda faltava.
Eu sempre tive dificuldade em estudar muitas matérias simultaneamente. Tenho uma tendência ao hiperfoco e, quando entrava muito em uma disciplina ou em determinado assunto, acabava permanecendo tempo demais nele. Isso me desgastava bastante e dificultava a alternância entre várias matérias.
Esse foi, inclusive, um dos principais problemas da minha preparação ao longo do tempo, porque eu acabava não aproveitando tão bem uma das grandes vantagens dos ciclos de estudos: manter contato frequente com diferentes disciplinas e fazer revisões mais constantes.
Por isso, meu planejamento nem sempre seguia um ciclo tradicional. Eu procurava adaptar a organização àquilo que funcionava melhor para mim, concentrando mais tempo em determinados blocos de conteúdo e ajustando as prioridades conforme a importância da matéria e a proximidade da prova.
Minha carga de estudo também variou muito ao longo dos anos. Em períodos pontuais, quando eu tinha mais disponibilidade e estava bastante focado, cheguei a estudar até 8 horas por dia. Em outras fases, especialmente conciliando trabalho e estudo, essa carga era bem menor.
Com o tempo, percebi que montar um bom plano de estudos não significa necessariamente seguir um modelo pronto, mas entender como você funciona, reconhecer suas próprias dificuldades e encontrar uma organização que seja sustentável.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Marcus: para mim, os resumos sempre foram parte fundamental dos meus estudos. Eu tenho diversos resumos feitos principalmente em Excel, ferramenta que eu tenho mais intimidade e que, para essa finalidade, eu acho melhor do que o Word até mesmo para trabalhar com textos e imagens.
Simulados também eram muito importantes para ganhar tempo de prova, ainda mais se utilizadas provas reais anteriores.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios?
Marcus: sempre gostei muito de estudar por questões. Uma das principais vantagens, para mim, é perceber o quanto as próprias bancas conseguem ensinar de forma objetiva e direta. Muitas vezes, uma questão ajuda a entender um assunto de um jeito mais claro do que uma explicação puramente teórica.
Além disso, quando eu encontrava determinado conteúdo sendo cobrado em prova, aquilo também me convencia de que era um assunto realmente relevante. Deixava de ser apenas mais um tópico do edital e passava a ser algo que eu sabia que já havia sido exigido de outros candidatos.
Nunca tive muita preocupação em contabilizar quantas questões resolvi. Sempre valorizei mais a qualidade da resolução do que a quantidade. Eu procurava entender bem cada exercício, inclusive as alternativas que não eram o gabarito. Muitas vezes, uma alternativa errada, a justificativa da resposta ou até mesmo o texto introdutório da questão traziam informações importantes e ensinavam bastante.
Por isso, nunca enxerguei a resolução de questões apenas como uma forma de testar o conhecimento. Para mim, ela sempre foi também uma forma de aprender.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade?
Marcus: isso variava bastante de um concurso para outro. Antes de começar a preparação, eu sempre procurava estudar o edital e entender o histórico da banca, porque era isso que direcionava meus estudos. Eu levava em consideração tanto o peso e a relevância de cada disciplina quanto a frequência com que determinados temas costumavam ser cobrados.
Quando identificava que uma matéria ou assunto era realmente importante para aquela prova e, ao mesmo tempo, eu tinha dificuldade, procurava mudar a forma de estudar. Às vezes buscava exemplos mais próximos do cotidiano para tornar o conteúdo mais concreto; em outros casos, recorria a professores com uma didática que funcionasse melhor para mim ou que apresentassem estratégias de memorização.
Também costumava criar meus próprios materiais de revisão. Em algumas matérias, por exemplo, eu organizava resumos e informações em planilhas de Excel, porque isso me ajudava a visualizar melhor o conteúdo e a revisar de forma mais objetiva.
Então, mais do que simplesmente insistir da mesma maneira em uma matéria difícil, eu procurava entender primeiro o quanto aquele conteúdo era relevante para a prova e, a partir daí, encontrar a forma de aprendizado que funcionasse melhor para mim.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Marcus: na reta final, eu diminuía bastante a entrada de conteúdo novo e aumentava a revisão estratégica, focando em temas que eu via como mais relevantes e que de fato poderiam me trazer um diferencial na prova. Voltava aos pontos marcados nos resumos, a fórmulas, legislação e assuntos de maior incidência. Materiais mais condensados, como o Passo Estratégico, e revisões gratuitas do Estratégia no YouTube eram especialmente úteis nessa fase.
Na véspera, eu procurava evitar a tentativa de revisar o edital inteiro. Depois de meses de preparação, algumas horas a mais dificilmente compensam uma noite mal dormida. Minha prioridade era chegar à prova descansado e com a cabeça funcionando bem.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Marcus: na ARSESP, a prova dissertativa teve estudo de caso e questões dissertativas. Minha preparação para essa etapa foi muito apoiada no domínio do conteúdo da prova objetiva e na preocupação de responder de forma direta, organizada e tecnicamente fundamentada. Acabei obtendo 38,75 pontos na prova dissertativa, de um total de 40.
Meu conselho é não tratar a discursiva como algo que pode ser resolvido apenas com uma boa escrita. É preciso conhecer o conteúdo e treinar a transformação desse conhecimento em uma resposta objetiva, clara e organizada. O examinador precisa perceber que você sabe o conteúdo, além de saber organizar e expor esse conhecimento. Também vale prestar atenção exatamente ao comando da questão, porque uma resposta longa que não ataca o que foi pedido pode valer menos do que uma resposta mais curta e bem direcionada.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Marcus: entre os erros, eu colocaria a irregularidade em alguns períodos, o hiperfoco em determinados temas, que dificultava a adoção de ciclos de estudo, o excesso de cobrança e o perfeccionismo. Em certos momentos, eu criava metas muito ambiciosas e, quando não conseguia cumpri-las, a frustração acabava atrapalhando mais do que ajudando.
Também demorei para entender que concurso é uma prova de pontos. Às vezes você gasta horas tentando sair de 90% para 95% de domínio em um tema e deixa de usar esse mesmo tempo para sair de 20% para 60% em outro assunto muito mais carente.
Mas talvez um dos maiores desafios — e também um dos maiores aprendizados — tenha sido lidar com a parte emocional, principalmente depois de um resultado negativo. Quando você se dedica durante meses a uma prova, é natural criar expectativa, e uma reprovação pode gerar uma sensação de que todo aquele esforço foi perdido.
Com o tempo, aprendi que não é assim. Resultados negativos fazem parte da trajetória de praticamente qualquer pessoa que estuda por muitos anos para concursos. E mesmo quando a aprovação não vem, dificilmente você sai de uma preparação do mesmo lugar em que entrou. Você acumula conhecimento, melhora sua capacidade de resolver questões, conhece uma nova banca, identifica pontos fracos e constrói uma base que muitas vezes será aproveitada em concursos seguintes.
Passei a tentar enxergar cada prova não apenas pelo resultado final, mas também pelo quanto aquela preparação me fez avançar. Isso não elimina a frustração de uma reprovação, mas ajuda a colocar aquele resultado dentro de uma trajetória maior.
Entre os acertos, eu destacaria justamente a persistência, a capacidade de rever minha própria estratégia, o uso crescente de questões e a escolha de materiais adequados a cada fase. Aprender a absorver um resultado ruim, fazer os ajustes necessários e voltar a estudar talvez tenha sido tão importante quanto qualquer técnica de preparação.
E não avalie todo o seu avanço apenas pelo resultado de uma prova. Às vezes a aprovação ainda não veio, mas você já avançou muito mais do que percebe em conhecimento, experiência e preparação para as próximas oportunidades.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Marcus: sim. Acho difícil estudar para concursos durante tantos anos sem atravessar momentos de dúvida. Minha trajetória começou em 2015 e teve muitos altos e baixos, inclusive períodos longos em que praticamente não estudei.
Um fator que me afetou bastante foi justamente o contexto dos concursos naquele período. Comecei a estudar em uma época em que, para o tipo de carreira que eu buscava, passei a perceber uma oferta menor de concursos de grande porte e muita imprevisibilidade sobre quando surgiriam novas oportunidades relevantes. Essa sensação se prolongou por vários anos, aproximadamente até 2022, e teve um impacto emocional importante em mim.
Para quem estuda para concurso, é muito diferente se preparar sabendo que existem editais importantes surgindo com alguma frequência e estudar sem conseguir enxergar quando aparecerá uma oportunidade realmente alinhada ao seu perfil. Em alguns momentos, era difícil manter a motivação e a regularidade sem ter um horizonte mais concreto pela frente.
Espero sinceramente que um período assim não volte, porque a previsibilidade também tem um papel importante na vida de quem está se preparando.
O que me fez continuar foi perceber que, mesmo com uma trajetória longe da perfeição, eu seguia acumulando conhecimento e resultados. Inclusive nas minhas experiências profissionais no setor privado, eu percebia que conhecimentos adquiridos estudando para concursos acabavam me diferenciando no trabalho.
No meu caso, talvez a principal qualidade não tenha sido a disciplina constante, mas a disposição de voltar e tentar de novo.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Marcus: eu diria para não esperar a rotina perfeita, o material perfeito ou o momento perfeito para começar. No início, um edital parece enorme, mas ninguém aprende tudo de uma vez. Você estuda um assunto, resolve questões, erra, revisa e vai construindo repertório aos poucos.
Também acho importante não transformar a rotina de outro concurseiro em medida da sua própria capacidade. Há quem possa estudar oito horas por dia e há quem trabalhe e tenha uma ou duas horas. O método precisa caber na sua realidade, senão não se sustenta.
E, principalmente, não confunda irregularidade com fracasso definitivo. Eu mesmo não fui um exemplo de foco constante durante toda a trajetória. Tive períodos muito bons, períodos ruins e anos em que avancei pouco. O que fez diferença foi não desistir de forma definitiva e continuar buscando melhorar.
Se eu pudesse resumir em uma frase, seria a mesma ideia que aprendi na prática: o caminho é difícil, mas costuma premiar quem permanece nele tempo suficiente para aprender, ajustar a estratégia e continuar tentando.