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Pegadinhas clássicas em provas

Pegadinhas clássicas em provas

O presente artigo visa analisar algumas pegadinhas clássicas em provas de concursos públicos, de grandes bancas examinadoras, como a CEBRASPE, por exemplo.

Neste caso, as pegadinhas analisadas não dizem respeito ao conteúdo das disciplinas em si, e sim ao enunciado e ao texto da própria questão e das suas alternativas de respostas.

Este tipo de pegadinha maliciosa pode, e costuma, atrapalhar até o candidato que domina o conteúdo da prova. E é inserido nas questões justamente para isso. Conhecer antecipadamente a possibilidade, e o formato de tais pegadinhas, pode ajudar muito na execução de uma prova de concurso.

Pegadinhas clássicas em provas – Enunciados longos

Iniciando a análise sobre pegadinhas clássicas em provas, aborda-se a existência de enunciados longos.

Muitas provas apresentam longos textos motivadores, comandos de questões, e até mesmo alternativas com grande número de linhas para serem lidas. Nas provas da FCC e da CESGRANRIO, isso costuma acontecer. O caderno de provas é extenso, e demanda muita leitura.

Nem sempre a leitura completa acaba sendo útil. Às vezes, a intenção da banca é cansar o candidato com excesso de informação. Não é aconselhável deixar de ler o material fornecido pela banca, porém é necessário aplicar uma boa filtragem. Pode ser que pouco do texto fornecido seja o suficiente para resolver a questão.

Assim, filtragem de informação, leitura crítica e controle do tempo de prova podem ajudar a evitar desgaste, em alguns casos proposital, trazidos pelos enunciados e textos longos da prova.

Pegadinhas clássicas em provas – Generalização

Continuando a análise sobre pegadinhas clássicas em provas de concurso, analisa-se o perigo de generalização.

Termos muito perigosos em prova são as palavras: “sempre”, “nunca”, “todos” e “nenhum”. São termos generalizadores. Quando usados, acabam afirmando que para aquela sentença, não existe exceção, ou só existe exceção.

Nos estudos de concurso público, a maioria das disciplinas explica muitas nuances e casos específicos para o mesmo tema. Frases categóricas costumam não combinar com os conceitos complexos e dotados de especificidades e exceções do conteúdo dos editais.

A CEBRASPE costuma apresentar algumas frases categóricas. E os professores costumam brincar, em aulas, afirmando que em questões categóricas da banca, o gabarito costuma ser julgar a frase como errada.

A dica é se atentar, e sempre que achar uma generalização, ler a frase e ver se a generalização faz sentido. 

Palavra que muda o sentido

Dando continuidade a dissertação sobre pegadinhas clássicas em prova, aborda-se a possibilidade de uma palavra mudar todo o sentido de uma frase ou questão.

Existem palavras que, quando inseridas numa frase, mudam seu sentido. Por exemplo, a troca da palavra “pode” pela palavra “deve”, ou a troca da palavra “privativa” por “exclusiva”. A leitura rápida ou desatenta da palavra, pode mudar o entendimento necessário, e uma frase apenas pode prejudicar uma questão inteira.

Outro caso é inserir palavras como “incorreto”, “não”, “exceto”. Ao não perceber uma palavra, o candidato pode buscar algo correto, quando deve buscar algo incorreto. 

Pode haver a famosa dupla negativa, algo do tipo: “O céu é azul não é algo verdadeiro”. Se uma sentença simples vem intercalada com outras, inalteradas, o erro pode ser induzido, até mesmo em candidatos bem preparados.

Tanto a generalização, quanto a palavra que muda o sentido são bem perigosos em provas. Pois podem ser utilizados sozinhos, atrapalhando a leitura. Mas podem ser utilizados confundindo o conteúdo da disciplina em si, de forma sutil, como no caso da troca da palavra “privativa” por “exclusiva”.

Maior pegadinha: a ansiedade

Finalizando o artigo “Pegadinhas clássicas em provas”, aborda-se a maior pegadinha de todas, e que vem do próprio candidato, a ansiedade.

A ansiedade faz a pessoa focar no futuro hipotético e se desconcentrar do presente. E, nos casos expostos acima, o que mais importa para evitar as pegadinhas é uma leitura atenta e crítica da prova, no momento de sua realização.

Então, o candidato deve vencer o medo e o nervosismo, causado pela ansiedade, e na prova tentar dar o seu melhor em cada questão. O controle do tempo de prova é importante, mas o tempo de qualidade para a resolução de cada questão também é.

Ler com a atenção necessária, destacando toda palavra que ache válida e precise de uma releitura. Ler, e se preciso reler, de forma crítica, e contextualizando com o todo da questão.

Uma pegadinha pode ou não ser uma pegadinha, o senso crítico é necessário. Mapear bem a banca e seus exercícios e provas, e um estudo sólido ajuda muito neste momento. E o autocontrole é sempre uma ferramenta essencial para tornar a ansiedade um combustível e não um empecilho.

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