Aprovado no concurso CGE SP para o cargo de Auditor Estadual de Controle – especialidade Auditoria
Controladorias/Gestão (CGU, CGE, STN, EPPGG)
“[…] A receita da constância, disciplina, paciência e dedicação, de forma persistente, funcionou para todos os aprovados e também funcionará para você. É só não parar antes da hora”
Confira nossa entrevista com Leonardo Barros Pereira, aprovado em 24º lugar no concurso CGE SP para o cargo de Auditor Estadual de Controle – especialidade Auditoria:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Leonardo Pereira: Fala aí, beleza? Meu nome é Leonardo, tenho 28 anos e nasci em Governador Valadares, Minas Gerais. Sou formado em Direito pela Universidade Federal de Ouro Preto desde 2023.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Leonardo: A decisão veio de diversos fatores. Primeiro, meu bom desempenho na prova da OAB me mostrou que eu conseguia obter bons resultados quando me preparava de forma organizada. Ao mesmo tempo, ao entrar no mercado de trabalho, percebi que a advocacia não me traria realização profissional. Conversando com amigos já concursados, vi que a carreira pública oferece estabilidade, remuneração digna e, sobretudo, qualidade de vida fora do trabalho.
Depois, conheci a área de controle e tive muita vontade de trabalhar como auditor. Por fim, saber que o sucesso nos concursos depende mais de uma boa preparação do que de fatores arbitrários foi determinante para minha escolha.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Leonardo: No início, sim. Comecei a estudar para concursos enquanto ainda advogava em escritório. Tentava estudar antes de ir para o trabalho e depois de chegar em casa. Todavia, eu estava com muito gás para estudar e queria acelerar os meus resultados ao máximo: com isso, resolvi sair do escritório e me dedicar de forma exclusiva. De vez em quando, ainda fazia alguns serviços que apareciam esporadicamente, mas recusava qualquer coisa que pudesse atrapalhar minha rotina de estudo.
Fiz um planejamento inicial, coloquei um prazo máximo para “passar” e fui pra cima. Acabei ultrapassando um pouco esse prazo e até alguns limites financeiros estabelecidos inicialmente (foi com emoção, rsrs). Isso exigiu alguma resiliência para que a pressão financeira não interferisse no meu foco, mas hoje vejo que o investimento valeu a pena e que o resultado final validou todo o esforço.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Leonardo: Primeiro, fiquei na lista de aprovados do TCE-SP, prova feita em junho de 2025, porém com muitas pessoas na minha frente e chance remota de nomeação. Em setembro do mesmo ano, fiz o TCE-PE e foi meu primeiro bom resultado, tendo sido aprovado nas provas objetivas para Analista (61º) e Auditor (32º) de Contas Públicas: esse concurso infelizmente foi suspenso e ainda não chegou ao final. Posteriormente, em outubro fiz o TCE-MS, tendo sido aprovado para Analista de Controle Externo- Direito, na 21ª colocação. Em dezembro de 2025, fiz o concurso da CGE-SP e consegui minha primeira aprovação nas vagas, na 24ª colocação para Auditor Estadual de Controle – Auditoria. Por fim, em janeiro de 2026 foi a vez do TCE-MG, tendo sido aprovado para Analista de Controle Externo – Direito, na 76ª posição.
Atualmente estou por conta de organizar documentação para posse e mudança para São Paulo, então já faz uns dois meses que não estudo. Quanto ao futuro, ainda tenho que entender como será minha adaptação na nova cidade e no órgão, mas com certeza, caso volte a estudar, será de uma forma mais equilibrada, rs.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Leonardo: No início, quando eu conciliava estudos com trabalho, eu ainda saía normalmente. Quando eu resolvi me dedicar integralmente aos estudos, aí realmente eu abdiquei de tudo: reduzi minha vida social drasticamente para focar no rendimento. Tudo que eu fazia era pensando no meu melhor rendimento. Embora tenha me trazido o resultado, o custo mental foi alto, então é necessário fazer uma boa gestão para evitar situações de esgotamento.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Leonardo: Sim. Meus irmãos me ajudaram bastante. Não fosse por eles, talvez não teria conseguido manter uma rotina pesada pelo tempo que consegui. Com relação aos amigos, poucos realmente sabiam que eu estava estudando.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Leonardo: Iniciei o planejamento focado para a área de controle já no início de 2024. Tinha como foco o edital da CGU e, como pano de fundo, TCU. Esse planejamento conseguiu abarcar grande parte do que eu precisei pra CGE-SP. A partir do meio de 2025, me dediquei intensivamente em alguns pós editais específicos: TCE-SP de abril a junho; TCE-PE de julho a setembro e CGE-SP, de outubro a dezembro.
Com relação à disciplina, tinha muita vontade de fazer dar certo o quanto antes e, além disso, acredito que o fato de eu ter largado fontes de renda fixas para me dedicar aos estudos não me permitia relaxar.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação? (Aulas presenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens?)
Leonardo: No início, assistia muitas videoaulas. Foi bom para iniciar no mundo dos concursos e manter rotina leve. Conforme fui evoluindo, comecei a adotar os PDFs em quase 100% do tempo. A partir de então, só usava videoaulas para disciplinas mais complexas, de maior dificuldade pessoal ou quando gostava muito das aulas um professor específico.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Leonardo: Quando advogava, no início da jornada, conversei com amigos já concursados e de cara veio a indicação. Além disso, ao conhecer a história de aprovados que passaram pelos mesmos concursos que eu almejava, percebi que muitos eram alunos do Estratégia.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia? (Pode citar uma ou mais ferramentas que mais te ajudaram na preparação).
Leonardo: Sempre estudei pelos materiais do Estratégia. Eu percebi que os materiais eram bons quando estudei as disciplinas da minha área: como eu tinha acabado de formar, ainda tinha muita coisa fresca na cabeça e, ao estudar os PDFs e videoaulas, pude perceber que o material é completo e muito bem-organizado. Inclusive, ter essa confiança no material de estudo foi muito importante para a parte mental nesse processo até a aprovação.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos? (Estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Quantas horas líquidas estudava por dia?)
Leonardo: Comecei fazendo um ciclo de 5 ou 6 disciplinas, estudando do primeiro ao último PDF, enquanto fazia o meu material de estudo. Uma vez que conseguia dar aquela primeira passada em toda a disciplina, essa matéria ia para o ‘modo revisão’, ou seja, uma carga horária menor e muito mais focada em resolução de questões e flashcards. O tempo que liberava eu adicionava novas disciplinas, e assim caminhava. Durante o final de 2025, em que fiz várias provas competitivas, estava sempre em um ciclo de 15 a 20 disciplinas, que rodava de forma semanal, com uma média de 6 horas líquidas por dia.
Estratégia: Como fazia suas revisões? (Costumava fazer resumos, simulados ou algo mais?)
Leonardo: Usava muito o Anki (aplicativo de revisão por flashcards). Montei quase 20.000 cards a partir do meu material de estudo e respondia uma média de 100-120 cards diários, além de muita resolução de questões e caderno de erros. Não fazia resumos e só fazia simulados em pós editais (cerca de 2 a 3 simulados por edital, sobretudo para treinar a gestão de tempo para aquela prova específica).
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Leonardo: É extremamente importante. Não dá para negligenciar. É uma das bases fundamentais para qualquer aprovação em concurso de alto nível. Fiz cerca de 30.000 questões contabilizadas em sistema. Inclusive, acredito que, além de fazer muitas questões da área, é importante refazer e revisar seus erros quantas vezes for necessário. Quando encaixei tudo isso, dei um salto em termos de resultados nas provas.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Leonardo: Estatística, TI, além de algumas matérias de Contabilidade Geral e Pública. Coloquei mais carga horária nelas e fui avançando com videoaulas, além de muita paciência. Não dá para achar que você vai conseguir avançar pela teoria e questões com a mesma rapidez que outras disciplinas: é necessário saber lidar com essa ‘frustração’ de um avanço mais lento.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Leonardo: Não fico fazendo muita resolução de questões, nem buscando conteúdo novo, até para evitar chegar cansado num domingo de prova. É muito mais um estudo de revisão de algumas disciplinas chave, leitura das principais leis, revisão de algumas matérias que você sabe ter dificuldades e que têm boa probabilidade de aparecer na prova. Por fim, no sábado pré-prova, fico por conta das revisões de véspera do Estratégia, que sempre me garantem alguns acertos a mais na prova.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Leonardo: No pós edital, fazia uma discursiva por semana. Além de dominar os pontos teóricos da disciplina, é fundamental se habituar a transferir para o papel, dentro da estrutura exigida pela banca, conteúdos que, na maior parte do tempo, só praticamos por meio de questões objetivas.
Ademais, um fator crucial no dia da prova é a gestão de tempo: sem uma preparação, é fácil demorar muito para desenvolver a questão discursiva e ficar sem tempo para o restante da prova. Além disso, treinava inserir o máximo de informações possível do tema proposto dentro da discursiva, mesmo que, às vezes, possa parecer excesso de zelo. Isso é muito importante e, inclusive, fez grande diferença na minha discursiva da CGE-SP.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Leonardo: O principal erro foi negligenciar a importância de estar bem mentalmente durante o processo. Conheço pessoas que adotaram uma rotina parecida à minha que acabaram sucumbindo com o cansaço, dúvidas e pressão por resultados. Esses fatores foram minha maior dificuldade, especialmente na metade final dessa jornada.
O principal acerto foi sempre ter tido um planejamento bem estruturado, tanto de uma forma geral quanto na rotina diária de estudos, usar bons materiais e, por fim, ter confiança no processo: confiar que as incontáveis horas de estudo, revisão e resolução de questões vão te levar a ter os resultados almejados.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Leonardo: Nunca pensei seriamente em parar de forma definitiva. Já cheguei, incontáveis vezes, a pensar que não aguentaria mais, que não queria mais continuar. Mas no outro dia eu acordava e iniciava minha rotina novamente como se nada tivesse acontecido. No final, a vontade de fazer dar certo era maior que as dúvidas e frustrações.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Leonardo: Se você está certo de que realmente quer uma aprovação em concurso público, faça um planejamento levando em conta as especificidades da sua rotina (e vá ajustando, conforme necessário), coloque tudo de si e acredite no processo. A receita da constância, disciplina, paciência e dedicação, de forma persistente, funcionou para todos os aprovados e também funcionará para você. É só não parar antes da hora.