
“[…] Estude o que você puder sem comprometer a sua saúde física e mental. Se você só tem hoje uma hora, estude essa hora […]”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com EDNEY ANDRE ALVES DINIZ, aprovado em 1° lugar(CR) no Concurso TJ-PE para o cargo de Oficial de Justiça – Mata Norte/Agreste (PCD):
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conheê-lo(a). Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Edney André Alves Diniz: Olá, meu nome é Edney André, sou graduado em Administração e em Direito pela Universidade Estadual da Paraíba – UEPB, sou pós-graduado em Direito Civil e Processo Civil e em Segurança Pública e Cidadania. Tenho 46 anos e sou natural de Campina Grande – PB. Terminei o ensino médio em uma escola pública estadual e sempre fui da turma do fundão. Na verdade, eu acho que eu era a própria turma do fundão (rs) – não que isso me orgulhe hoje em dia, muito pelo contrário.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Edney: A decisão de começar a estudar para concursos públicos partiu da necessidade profissional. Na época, com a minha graduação em Administração não estava conseguindo nenhuma colocação digna na iniciativa privada em minha região, nem perspectiva possuía, já que industrialização é escassa e a maioria das empresas são familiares.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Edney: Sempre trabalhei e estudei, desde o meu primeiro concurso público. Na verdade, desde a minha primeira graduação. Trabalhava 8 a 9 horas diárias e logo após seguia para a universidade à noite. A conciliação é difícil, muito difícil, mas extremamente necessária, principalmente para quem tem que arcar com suas despesas e que não possui nenhuma outra fonte de renda, a não ser a proveniente do seu trabalho.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado(a)? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Edney: Ao longo desses anos, já tive o privilégio de passar para:
- Polícia Militar do Estado da Paraíba em 2007 (29º lugar);
- Polícia Penal do Estado da Paraíba (2009 – cargo que atualmente ainda ocupo);
- Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco – 2016 (8º lugar para Técnico Judiciário – não quis assumir por questões pessoais);
- TRF 5 em 2024 para o cargo de Agente de Polícia Judicial (36º geral e 2º PCD – concurso em andamento);
- Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco – 2025 – Oficial de Justiça (9º geral e 1º PCD), entre outros certames que nunca fui chamado. O pensamento é continuar estudando. Sempre!
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Edney: Depois de um tempo na estrada dos concursos públicos você começa a saber dosar os estudos com sua vida social. Saber que a preparação não é um “tiro de 100 metros”, mas uma “maratona” é fundamental para o equilíbrio mental. Já faz um tempo que não estudo em finais de semana. Para mim funcionou, pois ganhei muito em qualidade de vida junto com minha família e amigos. Ah, isso não se aplica aos “pós-editais”, hein! Rsrsrsrs. Pós-edital só temos, no máximo, o direito de não estudar aos domingos.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro(a)? De que forma?
Edney: Minha mãe é professora aposentada (concursada) e sempre apoiou os meus estudos. Sempre foi a minha maior incentivadora. Tive a honra de encontrar uma esposa que sempre foi muito estudiosa, sendo também duplamente concursada (área da saúde pode acumular rsrs). Ela sempre me apoiou e me apoia até hoje. O apoio para um concurseiro pode vir de várias formas, desde uma palavra de conforto e incentivo, como também aquele “deixa que eu faço, pois ele (a) está estudando”. Isso não tem preço em sua preparação. Faz total diferença no alcance de seus objetivos.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Edney: Para este concurso em específico não tive uma grande carga de estudos. Não estava com tempo suficiente, já que estava empossado em um cargo em comissão que tomava muito tempo e energia vital. Acho que neste concurso prevaleceu a bagagem de estudo que já possuía, apenas ajustei as velas. Tive que me aprofundar em matérias decisivas para este certame, como, por exemplos, Direito Civil e Processual Civil. Para se manter disciplinado, todo e qualquer concurseiro tem que gostar do jogo. Você não vai se manter motivado/disciplinado por muito tempo se não aprender a gostar de estudar e de fazer concursos.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Edney: Com o tempo, você praticamente abandona as videoaulas. Só estudo por PDFs e livros. Utilizar apenas materiais de leitura de forma fácil e focada ajuda demais na economia de tempo de preparação.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Edney: Conheci o Estratégia Concursos há anos, desde 2015 mais precisamente. Lembro que na época o material do Estratégia Concursos causou uma revolução no mundo dos concursos públicos.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos? Se sim, o que mais incomodava quando você estudava por esse concorrente?
Edney: Sim, utilizei outros materiais. Utilizeis apostilas. O que mais me incomodava era a falta de clareza e de aprofundamento nos temas abarcados. Muitas vinham com erros grotescos. Algumas não abordavam o edital completo.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material? Foi aprovado?
Edney: Fiz e fui aprovado, mas porque nós mesmos é que montávamos o nosso material. Não existia um bom material direcionado para concursos públicos. Era no peito e na raça mesmo.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Edney: O material do Estratégia Concursos faz você poupar muuuuito tempo na sua preparação. Ele já vem com tudo que é necessário hoje em dia para você maximizar seus resultados. Todo o conteúdo é pensado para você ser aprovado o mais rápido possível. Condensar lei seca, doutrina e jurisprudência em um único material, com explicações claras e diretas, leva você a outro patamar.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Edney: Para este concurso em específico, o plano de estudos foi pegar os meus pontos fracos (Direito Civil e Processo Civil) e tentar melhorá-los ao máximo possível. Apesar de ser pós-graduado nessas matérias, minha base vem de concursos policiais, e, por isso, não as via com a profundidade nem com a frequência exigida. Nas outras matérias que já possuía base sólida, fiz muitas e muitas questões para revisar os conteúdos de forma ativa. Em relação às horas estudadas, três ou quatro horas por dia. Era o que me sobrava e que tinha disponível.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Edney: Na minha humilde opinião, a construção de resumos é muito bom para se pegar a base em uma determinada matéria. Ou seja, no início do estudo de determinada disciplina e se, e somente se, você tiver tempo hábil para essa elaboração, já que se leva muito tempo para se produzir um material. Nunca se deve fazer resumos em um pós-edital. Não dará tempo e só aumentará a sua frustração. Minhas revisões são feitas com a releitura (rererereleitura!) da lei seca, jurisprudência necessária e com questões. Muuuuuitas questões! Em relação aos simulados, é bom sempre fazer, sem precisar exagerar na quantidade. Na minha visão, os simulados te dão um “norte” para que você ajuste os pontos necessários para sua aprovação.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Edney: Ah, sem dúvidas é um ponto tão importante quanto o estudo do material em si. Na verdade, eles se complementam. Nenhum concurseiro passa em concurso público se não tiver afiado na resolução de questões. Isso é fato! Ao longo dos anos, perdi a conta de quantas questões já resolvi. Lembro de ter apagado umas duas ou três vezes as estatísticas, justamente para medir a minha evolução.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Edney: Uma em especial me faz lembrar das dificuldades que todo concurseiro tem que superar. No início dos estudos, há muito tempo atrás, minha principal dificuldade era português. Essa matéria me fez perder um certame da Polícia Militar lá no longínquo ano de 2005. Essa dificuldade foi superada após passar meses estudando apenas essa matéria. Tinha prometido que aprenderia de uma vez por todas os principais conteúdos dessa temida disciplina. E assim foi feito, apaixonei-me totalmente. Hoje, passadas duas décadas, ainda continuo apaixonado.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Edney: Revisando os principais pontos do edital. O que mais poderia cair na prova.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Edney: Minha preparação para a discursiva deste certame foi focada em estudar as minhas matérias não dominantes (Civil e Processo Civil). Além disso, tive que revisar de forma pormenorizada a estrutura básica de uma dissertação. De nada vale o concurseiro dominar o tema exigido na discursiva se ele não sabe prender a atenção de quem vai corrigir, passando para o papel de forma clara, concisa e coesa as suas ideias e seus argumentos.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Edney: O meu principal erro, sem sombra de dúvidas, foi a falta de foco em apenas uma área. Estudar para todos os concursos de todas as áreas é um erro iniciante, mas que retarda a sua aprovação em muitos meses, talvez anos. Infelizmente, por causa da necessidade urgente que muitos possuem em passar em um concurso público, muitos concurseiros ainda cometem esse erro principiante. Meu principal acerto foi ser resiliente. Teimoso mesmo! (rsrs). Não desistir, aprender a amar o processo. Mesmo sendo uma atividade altamente cansativa, nunca baixei a cabeça e nunca aceitei não estudar. Estudar cansa e cansa muuuuito, mas desistir não é uma opção.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Edney: Nunca pensei em desistir sem antes passar, ser nomeado e empossado em um concurso público. Deixe para pensar em desistir quando já estiver em exercício em um cargo público. Antes nem pensar!
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Edney: Nunca desistam, nunca! Não se compare com ninguém: cada vida é uma história única. Se fulano estuda 6 horas líquidas todos os dias, ótimo para ele! Estude o que você puder sem comprometer a sua saúde física e mental. Se você só tem hoje uma hora, estude essa hora, pois estudar uma hora é melhor do que não estudar nenhuma. Não invente desculpas para não estudar: tenha foco e disciplina diária. Leve o estudo como prioridade máxima! Tenha metas e objetivos definidos: a aprovação em um concurso público só depende de você. Pode demorar mais tempo do que você imaginou, mas sempre dará certo. É só não desistir. Todo começo é difícil e dolorido: se você está começando a estudar e nunca teve esse hábito, vai doer muito antes de você começar a sentir prazer em estudar. Você pode até chorar, mas vai agradecer todos os dias não ter desistido.