“[…] Não se preocupar em cumprir horas diárias de estudos, mas sim de manter uma constância. Não querer esperar o dia certo para estudar.”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com ADRIANO ANDRADE RAMBO, aprovado em 1º lugar no Concurso UDESC para o cargo de Técnico Universitário de Suporte – Função: Técnico de Segurança do Trabalho – Florianópolis:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conheê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Adriano Andrade Rambo: Me formei em Técnico de Segurança do Trabalho (TST) em 2005 – CEFET/RJ. Hoje sou formado em Engenharia Civil e Engenharia de Segurança do Trabalho com mestrado em Ciências Ambientais. Sou professor efetivo no Instituto Federal Catarinense – IFC e dou aula de Segurança do Trabalho em São Bento do Sul/SC.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Adriano: Meus pais em razão de trabalho precisaram algumas vezes mudar de cidade e até de região, buscando melhor condição de vida e numa delas foi quando meu pai, depois de muito esforço, lembro de eles nos levarem para a praia final de semana e ele procurava uma sombra para ficar no carro estudando apostilas de concurso, estava estudando para o TCU mas acabou passando para AFC/CGU e logo nos mudamos para Florianópolis. Eu tinha acabado de pegar o diploma de TST e com currículo fui buscar trabalho, participei de algumas entrevistas, mas nada. Seguindo o exemplo de meu pai, não me restou dúvida. Vendo também nossas vidas mudando para melhor, decidi estudar para passar em algum concurso na área. Passei a fazer quase todos os concursos que surgiam no Brasil.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Adriano: Eu iniciei a graduação de Engenharia Civil em 2005, e nos momentos que não me dedicava à faculdade estava estudando para concurso. Algumas vezes nos intervalos entre uma aula e outra eu me sentava no banco da faculdade, pegava minhas anotações, resumos, normas ou questões anteriores e ficava estudando.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Adriano: Já participei de diversos concursos, perdi a conta, mas com certeza já passaram de 70. Eu tinha uma planilha no Excel que eu listava aqueles em que havia passado e reprovado. Posso citar:
-TRENSURB 2006 (30º lugar – esse eu assumi);
-CELESC 2006 (60º lugar);
-TBG 2006 (40º lugar);
-SPTURISMO 2007 (30º lugar);
-CORREIOS (200º lugar);
-Pref. de Florianópolis 2008 (30º lugar);
-PETROBRAS 2008 (40º lugar);
-BR Distribuidora 2008/2010 (50º e 70º lugar);
-SERPRO 2008 (50º lugar – assumi);
-MPU nível superior (60º lugar – 2013);
-IFC 2014 (10º lugar – assumi);
-EBSERH 2015 (50º-70º lugar);
-IFC DOCENTE (70º lugar – atual – 2015);
-IFAP nível superior (30º lugar – 2016).
De 2016 para frente me dediquei à docência, de 2018 a 2020 me dediquei ao mestrado. E o concurso da UDESC serviu para me testar e ver como me sairia. Sim, pretendo fazer concursos futuros, mas para outras áreas, como fiscal por exemplo. Atualmente iniciei o projeto do curso Estratégia Trilhas que achei ótimo, e estou dentro do possível fazendo as tarefas propostas.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Adriano: Sempre fui muito reservado, gosto de praticar esportes, basquete, futebol, minha diversão era participar de alguns jogos agendados na semana com amigos em times fixos. No início não saía muito não, lembro que quando comecei a estudar, namorava e muitas vezes não a acompanhava em festas, carnavais, praia com os amigos. Depois eu me mudei muitas vezes, então não criava muitos laços.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Adriano: Sim, sempre me incentivaram os estudos. Lembro de uma vez brigar com meu pai, e ele fala até hoje desse dia. Queria estudar e muitas vezes ele me ligava à tarde para resolver algumas coisas para ele. Eu parei, chamei atenção, disse para parar de ficar pedindo coisas que eu precisava estudar e não tinha tempo para fazer outras coisas. Depois daquele dia ele dificilmente ligava. Ele entendeu, já foi concurseiro. Viu que eu estava mesmo levando os estudos a sério. Eu me trancava no quarto, colocava placas de não perturbe na porta, e seguia estudando. Deu certo!
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Adriano: O resultado do último concurso foi fruto de uma construção, uma base anterior mais sólida. Depois que assumi a docência na área, vemos os conteúdos técnicos continuamente. Eventualmente venho estudando português, matemática, informática, até pouco tempo fiz curso de inglês por alguns anos. O estudo me acompanha, gosto de aprender, estudar e ensinar.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Adriano: A minha base foi o início. Fiz cursinhos preparatórios para Receita Federal, trabalhava de dia e fazia cursinho à noite. Depois estudava por conta, acredito que o que me ajudou muito foi fazer resumos dos conteúdos técnicos, em fichas pautadas, resumos em folhas A4, fazia apostilas de provas antigas separadas por bancas, resolvia tudo primeiro depois mapeava as erradas e estudava os conteúdos que errava, depois seguia estudando as questões. Dias antes das provas revisava os resumos e focava nas apostilas feitas. Hoje fica muito mais fácil pois o acesso eletrônico, dos bancos de questões do Estratégia e dos resumos das aulas e acesso às apostilas, com questões comentadas ainda, facilita muito!
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Adriano: Foi por indicação de familiares, fóruns e canal do YouTube.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos? Se sim, o que mais incomodava quando você estudava por esse concorrente?
Adriano: Sim, eu sempre vinha estudando por videoaulas, então isso tomava um tempo enorme, e muitas vezes estudava no pós-edital. Em razão disso, isso realmente me incomodava, eu percebia que não ia dar conta, me deixava apreensivo, estressado, dificilmente ia para alguma prova com o conteúdo programático zerado, e seguro.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material? Foi aprovado?
Adriano: Difícil, pois sempre busquei as mais diversas formas de estudar, livros, vídeos YouTube, apostilas, videoaulas, de diferentes cursinhos e professores, são muitos anos fazendo concurso.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Adriano: O material me agradou muito, pela forma de apresentação, muito bem estruturado, por apresentar questões também comentadas. Fácil leitura, parece que estamos conversando com o professor. Outra novidade que comecei a usar e achei ótimo são as Trilhas Estratégicas que me direcionam nos estudos.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Adriano: Já fiz diversas tentativas de planejamentos, o que mais me ajudou foram as programações dividindo em ciclos de estudos, alternando as matérias. Hoje foco nos conteúdos programáticos dos editais, dou atenção aos conteúdos novos, e que se repetem ou que se percebe uma tendência maior. Isso para os concursos da minha área (Segurança do Trabalho).
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Adriano: Fazia resumos e estudava provas anteriores da banca.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Adriano: Perdi as contas, foram muitas.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Adriano: Português, redação. Se reparar nesse concurso foi o que me separou da 2ª colocada. Treino e estudo. O conteúdo técnico eu tinha completo, então nessa eu estava mais confiante em fazer uma boa estrutura argumentativa.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Adriano: Dias normais, não estudei nos dias anteriores à prova. Só fui fazer.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Adriano: Teve. Treino e estudo. O conteúdo técnico eu tinha completo, então nessa eu estava mais confiante em fazer uma boa estrutura argumentativa com os pontos solicitados pela banca.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Adriano: Eu não consigo identificar erros, porque mesmo que erre alguma coisa foi tentando fazer o certo, e que de alguma maneira foi importante para o aprendizado e crescimento. Como acerto eu vejo que foi não desistir, seguir tentando persistir, mesmo que seja aprovado e não seja convocado, não desanimar.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Adriano: Meu primeiro concurso, meu pai me levou fazer com ele em São Paulo, morávamos no Rio de Janeiro na época por volta de 2002 e eu ainda cursava o ensino médio. Naquela ocasião bastava o ensino fundamental. Pois bem, meu rendimento não foi nem 30%. No entanto, apesar daquele resultado péssimo, meu pai me incentivou falando: “é assim mesmo, conforme vai estudando, vai melhorando”. A área da Segurança do Trabalho não é muito grata quando se fala em concursos, pela quantidade de vagas e convocações nos concursos, então para sonhar com cargo público precisa estar no topo. Esse caminho é árduo, não é fácil, por detalhes, erros bobos, desatenção, você acaba caindo muitas colocações te deixando fora do concurso. Nesse aspecto eu sofria. Muitas vezes oscilava, num concurso ia super bem, no outro era um desastre. A maior motivação foi não precisar de um aval para conseguir um emprego, não depender de ninguém para ter emprego, só de você mesmo. Dá estabilidade, do salário garantido final do mês, de poder tirar férias todo ano. Poder comprar um carro, ter lugar bom para morar, trabalhar em ambientes saudáveis.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso?
Adriano: Com certeza ser Estratégia. Não se preocupar em cumprir horas diárias de estudos, mas sim de manter uma constância. Não querer esperar o dia certo para estudar, ou arrumar uma motivação para iniciar ou se sentar para estudar naquele dia e sim só fazer. Se desconectar de celular nos momentos de estudo, se possível se isolar da família e filhos. Fazer muitas questões e revisar, fazer sempre que possível concursos para a área ou segmento que deseja. Não ficar mudando de área em concursos aleatórios, não atire para todos os lados, foca em um e não desista!