Aprovado em 41º lugar no cargo de Fiscal de Receitas Estaduais no Concurso SEFA-PA

“[…] meu caminho não seria construído pelo talento natural, mas pela dedicação, pela disciplina e pela persistência.”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com Eric Mendes de Souza e Rodrigues, aprovado em 41º lugar no Concurso SEFA-PA para o cargo de Fiscal de Receitas Estaduais:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conheê-lo(a). Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Eric Mendes de Souza e Rodrigues: Meu nome é Eric, tenho 34 anos, sou natural de Uberlândia-MG, casado e não tenho filhos. Estudei exclusivamente em escolas públicas no Ensino Fundamental/Médio e sou graduado em Administração e em Processos Gerenciais, ambos na modalidade EAD (Ensino a distância).
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Eric: Quando criança, sonhava em ser jogador de futebol. Com o tempo, percebi que não tinha o talento necessário para seguir esse caminho. Depois, imaginei que poderia ser cantor, mas logo descobri que também não levava jeito para isso. Aos poucos, fui entendendo que as carreiras que dependiam de um dom extraordinário ou de uma habilidade especial não eram para mim. Foi então que percebi que meu caminho não seria construído pelo talento natural, mas pela dedicação, pela disciplina e pela persistência.
Venho de uma família humilde e, por isso, também não dispunha de capital para empreender. Busquei oportunidades na iniciativa privada, mas enfrentei dificuldades que muitos conhecem bem: não tinha networking, nunca fui indicado para nenhuma vaga e também não me destacava nas dinâmicas de grupo e processos seletivos. Apesar das tentativas, não conseguia alcançar os objetivos profissionais que almejava.
Foi então que enxerguei nos concursos públicos uma oportunidade diferente: um caminho em que os resultados dependeriam principalmente do meu esforço, da minha dedicação e da minha capacidade de aprender. Vi nos estudos uma forma legítima de conquistar estabilidade, qualidade de vida e uma remuneração justa.
Hoje, olhando para trás, não me arrependo da escolha que fiz. Pelo contrário, sou profundamente grato por cada conquista ao longo dessa jornada e agradeço diariamente pelas oportunidades que os estudos me proporcionaram.
Estratégia: Você trabalhava e estudava?
Eric: Em todos os concursos que fiz tive que conciliar trabalho com estudo. Especificamente para o concurso de Fiscal de Receitas Estaduais, eu trabalhava 35-40 horas semanais no cargo de Técnico Judiciário do Tribunal Regional Federal da 6ª Região de segunda a sexta.
No meio da semana, acordava às 5h50 da manhã, tomava uma água, lavava o rosto e já começava a estudar às 6h. Então, estudava desse horário até as 11h, com pequenos intervalos de 20 minutos para um lanche, descanso ou para alguma tarefa doméstica entre cada sessão de estudos, que normalmente durava 1h15.
Às 12h, entrava no trabalho e trabalhava até as 19h; às vezes, ficava até as 20h. Após isso, chegava em casa e tentava estudar mais alguma coisa, se desse, por 30 ou 40 minutinhos. Eu buscava fazer mais de 4 horas líquidas diárias durante a semana, mas nem sempre conseguia, aí eu compensava no fim de semana. Depois, descansava o restante da noite que me restava e buscava dormir antes das 23h para acordar bem no dia seguinte. Essa era minha rotina conciliando trabalho e estudos.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado?
Eric: Fui aprovado nos seguintes concursos:
- Educador Infantil da Prefeitura de Uberlândia em 2010;
- Escriturário do Banco do Brasil em 2011;
- Técnico Judiciário do TRF1 em 2017;
- Técnico do MPU em 2018;
- Fiscal de Receitas Estaduais na SEFA-PA em 2026.
Fiz concursos em épocas distintas, pois normalmente quando eu era aprovado parava de estudar e só retornava anos depois.
Especificamente para o cargo de Fiscal, fui aprovado na ampla concorrência dentro das vagas imediatas na 41° posição de 100 vagas imediatas disponíveis.
Não pretendo continuar estudando, mas não descarto estudar caso encontre melhores oportunidades futuramente.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos?
Eric: Era uma vida regrada, porém não abandonei totalmente o lazer nem a atividade física, percebo que eu necessitava deles para recarregar as baterias e iniciar novamente o protocolo.
Eu saía com minha esposa quase todos os fins de semana, realizava exercícios físicos também, pois acredito que um pouco de descanso é necessário, um mínimo de equilíbrio é fundamental. Passei o Natal e o Ano Novo do meu primeiro ano de estudos (2024) com minha família. Porém, em 2025, não consegui estar com eles, pois estava em fase de pós-edital da SEFA-PA. Renúncias também são necessárias, nem sempre eu estava presente em um aniversário, casamento ou data festiva, sempre avaliava se era possível participar dos eventos sem prejudicar muito os estudos, se fosse prejudicar muito, não hesitava em dizer “não posso”, normalmente arrumava alguma desculpa. Com isso, algumas “amizades” ficaram pelo caminho, alguns parentes não ficaram satisfeitos, constantemente eu era criticado por isso, faz parte do processo de quem está realizando uma preparation séria.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro?
Eric: Eu contei que estudava para concursos públicos apenas para minha esposa e para pouquíssimos familiares, tentava deixar meus objetivos para pessoas que indubitavelmente eu teria que contar.
Minha esposa me ajudava nas tarefas de casa e me apoiava a estudar, além de me motivar, ela foi essencial na minha jornada.
Minha mãe também sempre me apoiou, fundamental para mim.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso?
Eric: Iniciei minha preparação para a área fiscal em janeiro de 2024 e a encerrei em março de 2026, portanto foram aproximadamente 2 anos de estudos após passar 6 anos sem estudar nada para concursos públicos. Logo no início, já contratei o Estratégia Concursos, pois já havia utilizado os cursos desde 2016 quando prestei alguns concursos, inclusive fui aprovado no TRF1 em 2017 e no MPU em 2018 utilizando boa parte dos materiais da corujinha.
Para manter a disciplina eu procurava me motivar diariamente, assistindo pequenos vídeos motivadores, lendo depoimentos de aprovados, visualizando contracheques no Portal da Transparência e imaginando como minha vida e da minha família mudariam se eu fosse aprovado.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Eric: Utilizei durante minha preparação teórica 60% de PDFs e 40% de videoaulas, a maioria do Estratégia Concursos. Acredito que algumas disciplinas que dependem de muita demonstração funcionem melhor por vídeos, como matérias de Exatas, Português, Economia e Contabilidade. Enquanto que disciplinas que dependem de muita leitura e memorização, como os Direitos, funcionem melhor por meio de PDFs, por isso, mesclei as duas ferramentas. Também era uma forma de alternar os estímulos, deixar o estudo um pouco mais leve e menos repetitivo.
Não usei livros nem aulas presenciais, acredito que se perde muito tempo utilizando-os, o custo-benefício para concursos públicos é muito baixo na minha opinião.
Utilizei muita Inteligência Artificial para me ajudar a entender bem os conceitos mais abstratos, as nuances das questões e a criar novas também baseadas em anteriores já criadas, acredito ser fundamental dominar essa excepcional ferramenta.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Eric: Conheci o Estratégia Concursos em 2012 por meio da internet quando estava pensando em estudar para tribunais ou para a área fiscal, no entanto, só fui adquirir os primeiros cursos em 2016. Baixei e assisti muito material gratuito do Estratégia disponibilizado no YouTube e no site, principalmente os aulões de véspera que sempre me ajudaram.
Considero-me um fã da corujinha, indico a todos que me perguntam sobre concursos, foi fundamental na minha aprovação.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos?
Eric: Para o concurso da Prefeitura (em 2010) e do Banco do Brasil (em 2011) utilizei outros cursos, pois nessa época não existia o Estratégia Concursos, já os outros que fiz foram todos utilizando boa parte dos materiais do Estratégia, especialmente o de Fiscal.
Percebo que o Estratégia possui uma organização excelente, bons professores e didática diferenciada. Há todo um cronograma que é cumprido e deixa o concurseiro mais tranquilo, enquanto que em outros cursos percebi muita desorganização, professores prolixos e falta de didática.
São sensacionais a ferramenta do PDF Simplificado, os resumos e os mapas mentais disponibilizados.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material? Foi aprovado?
Eric: Sim, realizei outros cursos em que fui aprovado, os de menor relevância.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Eric: O salto de qualidade é perceptível desde o primeiro dia que o conheci, percebo que o Estratégia possui uma organização excelente, bons professores e didática diferenciada.
Uma ferramenta que usei muito foi o PDF Simplificado, sempre que existia essa opção eu a utilizava.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Eric: Comecei estudando o ciclo básico fiscal (Português, Exatas, Direito Constitucional, Direito Tributário, Contabilidade e TI), depois que fui terminando algumas disciplinas fui acrescentando outras, como Direito Civil, Direito Empresarial, Direito Penal e Legislação Tributária. Sempre que terminava uma disciplina, ela entrava no meu ciclo de revisões por meio de questões, resumos prontos e Anki para as grandes dificuldades.
Meu plano de estudos era montado por meio de uma consultoria que adquiri.
Na minha rotina de estudos eu realizava, em média, cerca de 28 hours semanais líquidas durante o pré-edital e aproximadamente 36 horas semanais líquidas no pós-edital. Mantive essa constância praticamente todos os dias, com poucas interrupções ao longo dessa jornada de aproximadamente 2 anos.
Fiz ao todo 3.300 horas líquidas cronometradas.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Eric: Revisava por meio de resumos prontos que adquiri, por resumos do Estratégia, por meio do aplicativo Anki e fazendo questões em sites de questões. Fiz poucos resumos próprios, pois perdia muito tempo os fazendo e a retenção não compensava essa perda. Priorizava o ESTUDO ATIVO.
Realizei dois simulados do Estratégia Concursos no pós-edital quando faltava 1 mês para a prova para ajudar na minha gestão do tempo e estratégia de prova. Também realizei também uma prova anterior da SEFA-PA para me testar.
Acredito que é fundamental fazer simulados próximos da prova para testar estratégias, como: por qual disciplina começar a prova, quantas questões fazer na primeira passada, quantas fazer na segunda, etc.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Eric: Se você quer ser aprovado em concursos públicos de forma mais rápida precisa entender que é necessário fazer muitas questões de concursos anteriores.
Realizei 17.500 questões em um site especializado em questões, pelo menos umas 10.000 questões nos PDFs e mais várias criadas pela Inteligência Artificial.
Fazia as questões de forma analítica, entendendo cada alternativa, o porquê era a letra “A” e não a “B”, por exemplo. Entendia cada nuance antes de avançar para a próxima, priorizava a qualidade da resolução em vez da quantidade. Por vezes fiquei mais de 10 minutos em uma única questão.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Eric: Tive dificuldade em quase todas as disciplinas, sempre foi um desafio estudar, não tenho hábito de leitura nem de estudos, então, foi muito difícil.
Em especial, as mais desafiadoras foram: Tecnologia da Informação, Economia, Português e Matemática básica (aquela do ensino fundamental e médio).
Aqui é preciso ter resiliência, saber que você vai errar muito antes de chegar a um nível excelente, que tudo é construído aos poucos, tijolo por tijolo.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Eric: Eu aumentei mais a carga na última semana e no dia que a antecedeu. Sou o tipo de pessoa que quanto mais chegava a data da prova, mais eu aumentava a carga de estudos. Sinto-me melhor estudando mais, dedicando-me mais, do que descansando, porém acredito que isso seja pessoal. Minha tranquilidade era dizer para mim mesmo que eu estava fazendo tudo que era possível.
Estudei nessa última semana 52 horas líquidas, foi meu recorde desde o início dos estudos.
No dia da prova eu revisava alguns pontos essenciais, principalmente as fórmulas de Matemática Financeira e Estatística para já chegar “aquecido” na prova, realizava pequenos cálculos também para esse aquecimento.
Nos concursos que resolvi descansar nas vésperas foram os que fui pior.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Eric: Meu principal erro foi ter começado a fazer muitos resumos nos meus primeiros meses de estudos, meu estudo não rendeu, senti que não avancei muito nesse período.
Meus principais acertos foram:
- Fazer um acompanhamento médico;
- Tratar do meu emocional;
- Não fazer provas antes de estar preparado de fato;
- Focar exclusivamente em uma área (área fiscal) não fazendo concursos de áreas diferentes;
- Ter uma consultoria especializada desde o início da preparação;
- Utilizar massivamente a Inteligência Artificial;
- Treinar resolução/estratégia de prova.
Acho fundamental esperar ter uma boa base primeiro para depois encarar os desafios, na área fiscal acredito que gire em torno de 2.000 horas líquidas para a maioria das pessoas, para os seres comuns, e resolver muitas questões, além do ciclo básico totalmente fechado. Só depois disso que eu faria alguma prova, fazer antes é desperdício de dinheiro e desestímulo a sua autoconfiança, a não ser que você seja um graduado do ITA/IME ou similares e tenha extrema facilidade em aprender.
É importante também focar em uma área só, são muitas disciplinas para estudar, ficar migrando de área desperdiça tempo e não te especializa o suficiente na área almejada.
Acho essencial fazer um acompanhamento médico, como um psiquiatra, por exemplo. Às vezes é necessário um remédio para dormir melhor, para tratar a ansiedade, para melhorar a parte emocional, entre outras questões.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Eric: Houve muitos dias difíceis. Dias em que os estudos não rendiam, em que, por mais que eu tentasse, não conseguia estudar com a qualidade que gostaria. Também enfrentei diversas dificuldades e imprevistos ao longo da jornada. Ainda assim, nunca cogitei desistir. Eu estava preparado para estudar pelo tempo que fosse necessário, pois ser aprovado na área fiscal era um sonho que eu carregava desde os 17 anos de idade quando vi o anúncio do concurso da Receita Federal em 2009. Sempre acreditei que sonhos existem para serem realizados, não é fácil, mas é possível.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Eric: Se eu pudesse dar algumas recomendações, começaria pela escolha de um bom material de estudos. Acredito que o Estratégia Concursos cumpre muito bem esse papel. Em seguida, recomendo uma consultoria especializada. Ter um acompanhamento direcionado torna a caminhada mais eficiente e, na minha visão, mais fácil do que tentar descobrir tudo sozinho. Por fim, indico a realização de atividades físicas e um bom acompanhamento médico para tratar algumas questões que podem surgir no meio do processo, como ansiedade, insônia, etc. Não faria resumos no início da preparação. Nessa fase, utilizaria os materiais de revisão já disponíveis no mercado e concentraria meus esforços na construção da base teórica. Talvez apenas na reta final elaborasse alguns resumos próprios, voltados para revisões rápidas e objetivas nos dias que antecedem a prova.
Uma mensagem que quero deixar é que independentemente de onde você veio, das dificuldades que enfrenta ou das cartas que recebeu nesse jogo chamado vida, não procure desculpas, não se justifique. Existe uma tendência própria da natureza humana de buscar justificativas para os fracassos e dificuldades, de justificar o abandonment de um sonho. Afinal, desistir é mais fácil do que persistir. Não fique se comparando com outras pessoas, tente fazer o que é possível de ser feito dentro das suas possibilidades fazendo o seu melhor. Mas não se justifique, não desista. Mantenha-se firme, seja resiliente, persista e tenha fé que vai dar certo, a aprovação vai chegar.
Você já é um guerreiro por ter decidido lutar, é hora agora de virar o jogo! Não se conforme. A caminhada não é fácil, mas é possível, sim, é mais possível do que você imagina. Acredite: vai dar certo.