Aprovada em 2º lugar (PcD) no concurso SES MG para o cargo de Especialista em Políticas e Gestão de Saúde - Serviço Social (BH)

“[…] A caminhada não é fácil e exige renúncias, mas a dedicação honesta transforma a nossa história. Persista, cuide da sua mente e não pare diante dos obstáculos, porque, no final de tudo, a realidade é melhor que os sonhos”
Confira nossa entrevista com Sara Moreira da Silva, aprovada em 2º lugar (PcD) no concurso SES MG para o cargo de Especialista em Políticas e Gestão de Saúde – Serviço Social (BH):
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Quando se formou, idade e cidade natal?
Sara Moreira da Silva: Sou natural de Minas Gerais, especificamente da cidade de Belo Horizonte e trago comigo uma trajetória de longos anos de experiência no mercado financeiro. Decidi recalcular a minha rota e buscar a minha verdadeira vocação aos 42 anos. Concluí a graduação em Serviço Social agora em julho de 2026, tendo a satisfação de aprovar o meu TCC recentemente, restando apenas os trâmites formais da colação de grau para iniciar essa nova e tão desejada etapa profissional.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Desde início seu foco foi em concursos na sua área de formação?
Sara: Após anos atuando na iniciativa privada e na área financeira, percebi que precisava alinhar o meu trabalho aos meus valores éticos e ao desejo de atuar diretamente na garantia de direitos humanos e na justiça social. Essa busca por propósito me guiou até o Serviço Social.
A decisão de estudar para concursos públicos veio logo em seguida, com o objetivo de conquistar estabilidade e exercer a profissão em órgãos de grande impacto, como o SUS. Desde o princípio, meu foco foi totalmente direcionado para os certames da minha nova área de formação no âmbito da saúde, o que me garantiu não apenas a aprovação na SES-MG, mas também a aprovação no Hospital das Clínicas da UFMG (HC-UFMG/EBSERH), uma das instituições hospitalares mais importantes do país.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Sara: Minha rotina exigia conciliar as demandas acadêmicas da graduação presencial, a preparação para os concursos e a rotina do lar. O grande segredo para gerenciar essas funções foi a organização rigorosa do tempo e o aproveitamento de cada janela disponível do dia, dividindo as tarefas domésticas e os estudos em blocos bem definidos para manter a produtividade. Além de utilizar o tempo “livre” até mesmo do trajeto de trabalho, para manter as leituras da área em dia.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Sara: Obtive aprovação no concurso da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) na área de Serviço Social, 2º lugar PCD. Bem como o certame do HU BRASIL, antiga EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), também figurando em 2º lugar das cotas, porém PPP.
Pretendo continuar estudando, para a especialização na área de Saúde Mental e concursos estatutários de âmbito federal.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Sara: Durante o período de preparação mais intensa, foi necessário estabelecer limites claros e reduzir as saídas sociais. Optei por um recolhimento estratégico para focar no cumprimento das metas de estudo e nas demandas da graduação. Estar focada no meu núcleo familiar mais próximo foi fundamental para manter o equilíbrio emocional sem perder o foco no objetivo final.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Sara: Não sou casada, mas conto com a parceria do pai dos meus filhos, que é um pai presente e cumpre o seu papel de forma ativa. Meus filhos são os grandes amores da minha vida e o combustível para cada madrugada de estudo. Gerenciar o lar e a preparação para os concursos exigiu muito desdobramento, mas essa rede de apoio mútua e a clareza de que aquele período de renúncias geraria frutos para o futuro dos nossos filhos foram pilares indispensáveis na minha caminhada.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Sara: Em teros práticos, posso dizer que estudei para a saúde, em específico, cerca de 6 meses, 3 horas por dia. Mas de forma global, já vinha me preparando para concursos na minha área de formação.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação? (Aulas presenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens?)
Sara: Utilizei majoritariamente cursos em PDF e videoaulas. A grande vantagem dos PDFs é a profundidade teórica e a agilidade na leitura, enquanto as videoaulas funcionavam muito bem para solidificar conteúdos complexos de legislação do SUS e políticas sociais. Como desvantagem do modelo digital, há o cansaço visual após longas horas de tela, o que exigia pausas programadas para descanso e o uso de óculos.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Sara: Conheci o Estratégia Concursos por meio de pesquisas na internet e recomendações de outros concurseiros que destacavam o alto índice de aprovação e a qualidade do material focado nas carreiras de saúde, jurídica e assistência social.
Estratégia: Adquiriu o curso regular da sua área ou o curso específico para seu concurso? Como foi seu contato com nossos professores?
Sara: Adquiri a Assinatura Vitalícia do Estratégia Concursos. Essa foi uma das melhores decisões da minha preparação, pois me deu acesso irrestrito, tanto aos cursos regulares da área de Serviço Social quanto aos pacotes específicos focados nos editais da SES-MG e do HC-UFMG/EBSERH.
O contato com os professores por meio dos fóruns de dúvidas, materiais escritos e videoaulas foi excelente; a didática direcionada e o mapeamento dos perfis das bancas facilitaram muito a compreensão de temas densos da nossa legislação profissional e do SUS.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos? Se sim, o que mais incomodava quando você estudava por esse concorrente?
Sara: Antes de me consolidar com o Estratégia, cheguei a consumir alguns materiais e cursos livres preparatórios disponíveis na internet. Minha formação universitária de base na PUC Minas foi ímpar e de altíssimo nível teórico, mas eu buscava ferramentas complementares para o formato de provas. O que mais me incomodava nesses cursos livres de internet era o fato de que, embora eles ampliassem o conhecimento geral, eram muito superficiais e dispersos. Faltava-lhes direcionamento prático, profundidade e foco naquilo que é realmente central e decisivo para os grandes certames da saúde e do Serviço Social.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material? Foi aprovado?
Sara: Sim, cheguei a realizar provas e confesso que obtive aprovações, mas com um nível de classificação irreal e muito distante das vagas imediatas, sem qualquer chance prática de convocação. Essas experiências foram o termômetro que me mostrou que, embora eu tivesse uma base, faltava o refino estratégico e o aprofundamento que só encontrei depois, quando mudei minha preparação.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Sara: Sim, a diferença de rendimento foi imediata e muito relevante. O grande diferencial que encontrei na Assinatura Vitalícia do Estratégia foi o refino, o aprofundamento e o direcionamento estratégico que os materiais oferecem. Os PDFs são cirúrgicos e vão direto ao ponto, filtrando os conceitos centrais das políticas sociais e da legislação do SUS exatamente da forma como as bancas cobram. Além disso, as marcações teóricas e o volume gigantesco de questões comentadas alternativa por alternativa me deram a segurança que eu precisava para transformar aprovações distantes em classificações reais e convocações garantidas.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos? (Estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Quantas horas líquidas estudava por dia?)
Sara: Montei meu plano de estudos de forma progressiva e adaptada à minha realidade. No início da preparação, eu estudava no máximo 3 matérias por dia, focando em avançar no conteúdo teórico de forma sólida e consolidar o aprendizado imediatamente através da resolução de questões. À medida que ia esgotando esses tópicos iniciais e ganhando ritmo, passava a incluir gradativamente as outras matérias do edital.
Em relação à carga horária, cheguei a tentar estudar 5 horas por dia, mas percebi que esse volume bruto não estava funcionando para mim e gerava esgotamento. Decidi, então, reduzir para 3 horas líquidas diárias, mas com a exigência rígida da manutenção de leituras de modo contínuo e focado. Essa mudança priorizou a constância e a qualidade, permitindo que eu cobrisse o edital com muita eficiência.
Estratégia: Como fazia suas revisões? (Costumava fazer resumos, simulados ou algo mais?)
Sara: Essa é certeira: meu método de revisão foi focado em resolução de questões, sem dúvida alguma, e muita resolução. Em vez de perder tempo produzindo resumos extensos, eu revisava a teoria diretamente na prática. Utilizava massivamente a plataforma do Estratégia e imprimia provas anteriores da própria banca examinadora para decifrar o perfil de cobrança. Esse fluxo contínuo de responder exercícios me permitia identificar imediatamente quais pontos da legislação da saúde ou do Serviço Social precisavam de reforço, tornando o processo de revisão muito mais ágil, dinâmico e cirúrgico.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Sara: A resolução de exercícios é o coração da aprovação. Ela dita o ritmo do aprendizado. Eu não tenho um panorama ou um número exato de quantas questões fiz na minha trajetória, mas sei que foram muitos milhares. Minha estratégia era baseada em metas flexíveis e inteligentes: quando eu me sentia mais segura em determinada matéria, fazia um mínimo de 10 questões para fixação rápida. Quando o conteúdo era “novo” ou mais complexo, eu estabelecia uma média de 20 questões para mapear os detalhes da cobrança. E se eu percebesse que o meu rendimento não ia tão bem nessa primeira rodada, eu não avançava com dúvidas, interrompia o ciclo, voltava aos pontos específicos do material teórico e iniciava uma nova rodada completa de resolução. Esse método de ciclos garantiu que eu não deixasse poucas arestas em aberto no edital.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Sara: Minhas maiores dificuldades estavam concentradas em Direito Constitucional e nas legislações gerais. Para superar esse obstáculo, adotei uma estratégia prática: pesquisei detalhadamente na plataforma do Estratégia o professor que mais dialogava com a minha forma de assimilar o conteúdo. Foi assim que encontrei a professora Nelma, com uma abordagem didática diferenciada. Notei o jeito leve, divertido, porém extremamente consistente com que ela passava o conteúdo e o firmava por meio de casos concretos ou exemplos do cotidiano. Essa conexão com a didática dela transformou o peso do Direito Constitucional em algo compreensível e me deu a segurança necessária para gabaritar essas questões na prova.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Sara: Confesso que, geralmente, tenho o hábito de estudar até a véspera da prova, mantendo o ritmo na base da leitura. No entanto, dessa vez em especial, adotei uma estratégia diferente: priorizei o meu descanso total três dias antes do exame. Eu estava na reta final da minha formação universitária na PUC Minas, definindo qual seria a minha defesa acadêmica para o TCC, e percebi que o meu cérebro precisava de trégua. Essa pausa estratégica foi fundamental para que eu chegasse no dia da prova com a mente limpa, descansada e emocionalmente estável para conquistar a aprovação.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Sara: Para a prova discursiva, a preparação exigiu muito treino prático, até porque ela veio em um formato bastante específico e reduzido, o que demandava grande capacidade de argumentação e uma resposta muito objetiva para o desenvolvimento textual. Minha estratégia principal referia-se ao conteúdo próprio do certame: como o foco era a área da saúde, fiz questão de sempre lançar mão, na construção e na fundamentação das minhas respostas, dos pilares fundamentais do SUS, como as suas diretrizes, princípios e fundamentos.
Meu maior conselho para os concurseiros é treinar a concisão e ter em mente que, por mais difícil ou intimidador que o tema da discursiva pareça na hora, nunca, em hipótese alguma, você deve deixá-la em branco. Cada linha pontuada conta para a sua classificação final.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Sara: Meu principal erro foi deixar para esmiuçar os detalhes mais específicos e minuciosos do edital apenas mais adiante na preparação, o que poderia ter sido otimizado desde o começo.
Já o meu maior acerto, sem dúvida alguma, foi a persistência, mesmo frente ao cansaço extremo de conciliar a rotina. Manter-me firme no propósito, respeitando meus limites, mas sem abrir mão da constância, foi o divisor de águas que transformou o esforço em aprovação real.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Sara: Sim, em vários momentos o cansaço acumulado nos faz questionar se vale a pena continuar. Mas a minha principal e definitiva motivação para seguir em frente foram os meus filhos. Olhar para eles e ter a clareza de que cada hora de estudo era um tijolo na construção de um futuro mais digno, seguro e estável para a nossa família me dava as forças necessárias para levantar e continuar. Eles são o meu propósito real e o motivo de eu não ter desistido.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Sara: O meu conselho para quem está iniciando essa jornada é: acredite em você, acredite no amor e acredite que você é capaz de tornar seus sonhos reais. A caminhada não é fácil e exige renúncias, mas a dedicação honesta transforma a nossa história. Persista, cuide da sua mente e não pare diante dos obstáculos, porque, no final de tudo, a realidade é melhor que os sonhos.