Aprovado no concurso CGM Manaus para o cargo de Auditor de Controle Interno - Engenheiro Civil

“[…] pode ter certeza: quando você chegar lá, vai dizer que faria tudo de novo, e até mais, pela conquista alcançada”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com Davyson Carlos Batista de Almeida, aprovado no concurso CGM Manaus para o cargo de Auditor de Controle Interno – Engenheiro Civil:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Davyson Carlos Batista de Almeida: Tenho 33 anos e sou do interior de Pernambuco. Sou formado em Engenharia Civil e cursei alguns semestres de Administração.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Davyson: Sempre tive em mente que gostaria de trabalhar para mim mesmo, empreendendo, ou para o Estado, como professor universitário ou servidor de algum órgão público. A questão é que sempre prezei pela qualidade de vida para desfrutar de outros hobbies, e o concurso público, ao mesmo tempo que me trazia essa tão sonhada estabilidade, também me oferecia a satisfação de poder retribuir à sociedade tudo o que foi investido em mim.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Davyson: Sempre trabalhei e estudei ao longo da minha jornada, e fui muito realista com as minhas metas. Sabia que dificilmente alcançaria as melhores colocações logo nos primeiros anos, já que a área de controle é bem concorrida e muitos candidatos apenas estudam. Por isso, apostei na constância e na preparação a longo prazo.
Minha estratégia para conciliar tudo foi estudar logo cedo, antes do trabalho, e aproveitar cada minuto no trajeto e na academia para ouvir os áudios do Estratégia Cast.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Davyson: Dentre os concursos em que fui aprovado, alguns me renderam nomeações: em 2021, como Auditor de Obras do Tribunal de Contas do Amazonas (18º); em 2022, no Tribunal de Contas do Tocantins (7º); e, mais recentemente, como Auditor de Controle Interno – Engenheiro Civil da Controladoria-Geral de Manaus.
Ainda assim, pretendo continuar estudando para o TCU.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Davyson: Minha preparação começou no início da pandemia. Como liberaram o home office, aproveitei a oportunidade para dar início ao meu projeto de aprovação no serviço público. Por isso, no primeiro ano, a vida social quase não existia. A partir de 2022, quando as atividades sociais se normalizaram, eu me encontrava com os amigos aos finais de semana apenas para comer algo e conversar, mas por pouco tempo, para conseguir dormir bem e voltar à rotina de estudos no dia seguinte. Entre uma prova e outra, ia à praia com a família, mas no pós-edital era foco total
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Davyson: Minha família sempre me apoiou e torceu por mim. Alguns amigos e familiares não entendem a proporção de uma preparação de alto nível e acabamos nos afastando, o que é natural, não os julgo por desconhecerem a vida de um concurseiro.
Nesse momento, os amigos que fiz na jornada foram fundamentais, pois com eles eu podia desabafar e me lamentar pelas reprovações, já que sabiam, assim como eu, as dificuldades que enfrentamos.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Davyson: No total, estudo há seis anos, com um ano sabático no meio desse período. Para este último concurso, não estudei especificamente. Como foco na área de controle desde o início, todas as disciplinas cobradas eu já havia estudado para outros certames. Então, para mim, essa aprovação foi uma premiação pela bagagem que construí ao longo de toda a minha preparação.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação? (Aulas presenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens?)
Davyson: Usei praticamente todos os tipos de materiais. Comecei com vídeos, depois fui para os PDFs, fiz uma disciplina presencial, mas logo mudei de ideia, pois perdia tempo no deslocamento, e depois fui massivamente para as questões. Não recomendo presencial, principalmente se for em uma cidade com trânsito caótico como Recife, rsrs. As aulas em vídeo, no início, foram ótimas para eu me ambientar com as disciplinas de Direito, uma vez que minha formação é em Engenharia. Mas depois eu precisei de algo mais substancial e completo, como os materiais em PDF.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Davyson: Eu conheci no início da preparação. Antes de iniciar minha preparação eu planejei bem a área, materiais e concursos que me interessava. O Estratégia foi o mais recomendado pelos depoimentos de youtubers aprovados.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos? Se sim, o que mais incomodava quando você estudava por esse concorrente?
Davyson: No começo, com a mentalidade de faculdade, eu estudava por livros e apostilas e via algumas videoaulas avulsas na internet. Depois, percebi que a qualidade dos materiais e a praticidade de encontrar tudo em um só lugar encurtariam minha trajetória até a aprovação.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia? (Pode citar uma ou mais ferramentas que mais te ajudaram na preparação).
Davyson: Demais! Quando compro ou contrato algum serviço, eu gosto de explorar bem. No Estratégia, utilizei todos os recursos à minha mão: Passo Estratégico, Trilhas, Resumos, Hora da Verdade, Sistema de Questões, Estratégia Cast… usei tudo, rsrsrs.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos? (Estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Quantas horas líquidas estudava por dia?)
Davyson: Eu estudava por ciclos, de 3 a 4 matérias por dia. No início, estudava 3h líquidas. Depois, no pré-edital, fazia em torno de 4h e, no pós-edital, de 6h a 7h líquidas.
Estratégia: Como fazia suas revisões? (Costumava fazer resumos, simulados ou algo mais?)
Davyson: Minhas revisões eram por questões, e eu preparava um material de resumo apenas copiando e colando os bizus que via. Quando percebia que o rendimento na disciplina estava caindo, eu corria para o Passo Estratégico e para os resumos no fim do PDF.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Davyson: Resolver questões massivamente é o afinamento da preparação de qualquer concurseiro de alto nível. São elas que vão dizer onde você pode melhorar e no que está acertando.
Parei de contar depois de um tempo, mas arrisco dizer que fiz mais de 100 mil questões.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Davyson: No início, por ser de exatas, tinha bastante dificuldade nas disciplinas de Direito, principalmente em Controle de Constitucionalidade (Direito Constitucional). Mas depois, TI e Contabilidade passaram a ser o calo no pé.
Fui superando ao ler os PDFs e acompanhar muitas resoluções de questões. Percebi que, muitas vezes, eu até sabia o conteúdo, mas só fui entender a mentalidade do examinador e da banca vendo as resoluções dos professores com seus bizus para entender o que a questão pedia.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Davyson: No último mês, eu dava um sprint e aumentava a carga horária de estudos. Mas quando ia chegando a última semana, eu desacelerava, via os vídeos da Hora da Verdade e partia para decorar a letra da lei e aqueles bizus que sempre caíam.
Na semana e no dia da prova, eu não inovava. Mantinha, na medida do possível, minha rotina de exercícios e alimentação, pois era a garantia de que nada de anormal aconteceria no grande dia.
Sobre estudar na véspera e no dia da prova, acho que é algo bastante pessoal; você precisa testar e saber o que é melhor para si. Eu gostava de ler os meus resumos até antes de entrar na sala, pois, além de apostar na memória de curto prazo, isso me acalmava.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Davyson: Sim, a discursiva sempre foi uma matéria dentro da minha preparação. Naturalmente, quanto mais você estuda as disciplinas, mais seguro se sente por dominar os conteúdos que podem ser cobrados. Mas, ainda assim, é fundamental fazer uma preparação específica para treinar o tipo de texto cobrado pela banca, as exigências e a caligrafia. Eu costumava estudar e fazer discursivas aos domingos. Isso já treinava meu cérebro para escrever nesse dia e servia como uma simulação de prova.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Davyson: Meu principal erro foi querer dominar 100% das matérias na primeira leitura do PDF. Isso, de certa forma, travava minha preparação e me impedia de avançar. Depois, entendi que a visão do todo tem o seu valor e que isso me permitiria aprofundar nas minhas deficiências depois. É aquela máxima: mesmo sem entender muita coisa, continue até que as coisas comecem a fazer sentido na sua cabeça.
Meu principal acerto foi me entender como concurseiro e encontrar a metodologia que melhor funcionava para mim. Depois que você entende isso, cria uma rotina de estudos focada nas suas dificuldades, sabendo exatamente que material serve melhor para a sua preparação, o que fazer no dia da prova e como superar os desafios.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Davyson: Sim, várias vezes. O pensamento de desistir sempre vinha à minha mente como uma possibilidade (“e se eu focar nesta outra área da minha vida?”), mas, sinceramente, nunca cheguei a cogitar largar tudo de verdade. Eu tinha muito definido na minha cabeça o que queria para a minha vida e o que era melhor para mim.
Minha principal motivação para seguir era a minha família, o desejo de dar uma condição de vida melhor para eles. Eu me imaginava viajando por vários países com a minha família, desfrutando de momentos de qualidade com eles sem ter o peso de um trabalho que me consumisse.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Davyson: Inicialmente, planeje-se. Envolva seus parentes mais próximos, já que é um projeto familiar, e comece o quanto antes. Não espere o “melhor momento” para iniciar esse projeto. Comece aos poucos, entendendo como funciona a dinâmica dos concursos, e vá se aperfeiçoando até se tornar um expert na sua área. Use bons materiais e saia da zona de conforto em algumas disciplinas.
Entenda que essa é uma preparação de longo prazo até a nomeação e não se compare, cada um tem a sua trajetória. O sentimento natural do concurseiro, muitas vezes, é querer pular todas as etapas e ir logo para o dia da nomeação. Mas o meu conselho é: aproveite o processo. Permita-se chorar com as reprovações e comemorar os acertos nas disciplinas mais difíceis.
É essa resiliência, construída ao longo da jornada, que nos permite chegar aonde quisermos; basta ter foco e lutar por isso. Concurso não é para quem é mais inteligente, mas para quem mais se esforça.
E pode ter certeza: quando você chegar lá, vai dizer que faria tudo de novo, e até mais, pela conquista alcançada.