Como estudar para o Enem 2019 em 7 passos (GUIA COMPLETO)
Daniel dos Reis Lopes

Como estudar para o Enem 2019 em 7 passos (GUIA COMPLETO)

Saiba como estudar para o Enem 2019 em sete passos

O período de preparação para o ENEM é, na maioria das vezes, desgastante para o estudante. Muitas horas de estudos, aulas, redações e questões fazem parte do cotidiano daqueles que almejam conquistar uma vaga no ensino superior.

Estudar nunca é uma tarefa fácil – sobretudo, estudar para um exame complexo como o ENEM. Mas existem etapas que, quando cumpridas, podem facilitar essa jornada. É exatamente disso que trata este artigo: etapas para facilitar o seu caminho no estudo para o ENEM.

Aprender como estudar para o ENEM é tão importante quanto estudar cada um dos assuntos da prova. É disso que iremos tratar aqui neste artigo! Vamos lá?

Como estudar para o Enem

1º Passo – Mapeie a prova

Cada prova possui uma linguagem, uma forma de cobrar os assuntos. Podemos comparar essa linguagem a um mapa que precisamos conhecer antes de caminhar sobre um território. Não adianta estudar todos os assuntos se você não domina a forma como eles são cobrados.

A primeira coisa que o candidato precisa saber sobre como estudar para o ENEM é que ele é dividido em 5 grandes áreas do conhecimento. São elas:

  • 1) Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (Português, Língua Estrangeira, Literatura, Tecnologias da Informação e Comunicação)
  • 2) Ciências Humanas (História, Geografia, Sociologia e Filosofia)
  • 3) Ciências da Natureza (Física, Química e Biologia)
  • 4) Matemática (álgebra, geometria, equações, etc.)
  • 5) Redação (texto dissertativo-argumentativo)

As provas do ENEM são formadas por 180 questões objetivas de múltipla escolha, além da redação. No primeiro dia de provas, os estudantes respondem a 45 questões de Ciências Humanas, 45 questões de Linguagens e Códigos, além de confeccionarem uma redação. No segundo dia, respondem mais 45 questões de Matemática e outras 45 de Ciências da Natureza.

Esse é o ponto de partida no mapeamento para ENEM. E por que essas informações importam? Porque algo comum nas provas do ENEM é a interdisciplinaridade das questões. Ou seja, uma mesma questão pode cobrar conhecimentos de duas ou mais disciplinas.

Isso é bastante comum, por exemplo, na prova de Ciências da Natureza, que mistura química e biologia. Dessa forma, o seu estudo deve buscar, sempre que possível, a conexão entre as disciplinas de uma mesma área do conhecimento.

Uma excelente forma de mapear as provas do ENEM é… LER as provas. Para realizar a leitura de uma prova você não precisa ter todo o conhecimento adquirido nem mesmo resolver questões. A leitura é um reconhecimento da linguagem utilizada pelos examinadores – um mapeamento do terreno a ser percorrido.

Com essa leitura inicial, você notará que os enunciados das perguntas são formados por textos que contextualizam a questão e notará que o formato de provas do ENEM faz com que o participante exercite a capacidade de interpretação textual e visual.

São informações que o candidato precisa ter contato o quanto antes, já que forma de cobrança do ENEM deve ditar a forma como você irá estudar para ENEM.

2º Passo – Escolha seu material de estudo

Livros, apostilas e cursos preparatórios de qualidade são indispensáveis para que você tenha acesso à informação adequada e de acordo com o que é cobrado no ENEM. Não adianta você estudar 10 horas por dia se o seu material não estiver em sintonia com a linguagem e com a forma utilizadas nas questões.

Tão importante quanto estudar, é saber como estudar para o ENEM e quais fontes acessar. Escolher o material que se adeque a sua rotina, a sua forma de aprendizado e a suas expectativas exige algo que muitos candidatos não possuem: autoconhecimento.

Muitos estudantes, quando decidem estudar para o ENEM, correm para um curso presencial sem refletir, por exemplo, se essa será a melhor forma de aprender.

Por que não estudar por um curso online?

Saber suas deficiências e habilidades, gostos e desgostos, é fundamental para não precisar trocar de material mais à frente ou mesmo conduzir um estudo com material inadequado.

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3º Passo – Crie seu material de revisão

Os materiais que usamos para ter o primeiro contato com a matéria são, normalmente, mais extensos e detalhados. Eles são fundamentais para criarmos um lastro firme em torno do conhecimento de determinada matéria. Mas eles se tornam um problema quando, faltando pouco para a prova, precisamos ter um contato breve e condensado com a matéria, capaz de reativar o conteúdo guardado em algum canto da memória.

Como resolver o problema? Tendo materiais de revisão. Esses materiais devem ser mais sucintos e mais pessoais do que os materiais primários – aqueles que usamos no primeiro contato com o assunto. Podem ser resumos, mapas mentais, fichamentos – ao gosto do estudante.

A plataforma utilizada para revisar não importa tanto. O importante, neste caso, é construir um material de revisão pessoal e sempre visitá-lo na medida em que o seu planejamento de estudos for avançando.

4º Passo – Tenha um plano de estudos

O planejamento é (ou deveria ser) a base de qualquer coisa que uma pessoa pretende fazer. E com a rotina de estudos para o ENEM não é diferente: o planejamento é crucial, pois ajudará você a economizar tempo e ter mais chances de aprovação.

Uma grande vantagem do ENEM é a data das provas. Sempre acontecendo no fim do ano (na maioria das vezes, em novembro), o exame possui um calendário muito constante e isso permite que o candidato elabore o plano de estudos ao longo de todo o ano.

Por outro lado, o ENEM é um dos exames mais complexos sendo realizados atualmente como forma de entrada no ensino superior. Sua essência interpretativa e analítica o diferencia de outras provas mais clássicas e conteudistas, ainda sendo aplicadas nos vestibulares de algumas faculdades.

A previsibilidade com que a prova acontece pode ser usada a seu favor na construção de metas (em determinado mês, “x%” do conteúdo precisa ser visto; no próximo mês, mais “x%”…). E a quantidade de assuntos a serem estudados para o ENEM podem ser vencidos com respeito, sempre que possível, ao planejamento de estudos inicial.

O ponto fundamental é: você sabe planejar o SEUS estudos? Ou seja, fazer um planejamento de acordo com a sua realidade? Criar um cronograma que não possa ser cumprido ou que seja cumprindo facilmente, mas que não atenda a sua necessidade real de conhecimento, pode ser um erro decisivo no caminho.

Para planejar é preciso organizar sua rotina, descobrir quantas horas semanais de estudo você tem disponível, criar horários de estudo específicos e entender em quais matérias você possui mais facilidade e em quais possui mais dificuldade (para essas, vale reservar mais tempo).

5º Passo – Crie bons hábitos

O hábito é uma estratégia de sobrevivência do cérebro. Por ser uma espécie de automatização de um comportamento, o hábito permite que o organismo gaste menos energia ao cumprir determinada tarefa. Dessa forma, é uma grande vantagem transformar a tarefa diária de estudar para o ENEM em um hábito.

De acordo com os estudos do psicólogo Jeremy Deann, 66 é o número de dias para que alguém adquira um novo hábito, ou seja, comece a fazer algo novo de maneira automática. Mas esse número é uma média e ele varia bastante de indivíduo para indivíduo e, claro, depende também da dificuldade da tarefa.

Beber um copo de água logo ao acordar pode demorar cerca de 20 dias para se transformar em hábito. Frequentar a academia três vezes por semana pode levar mais de 80 dias para virar hábito.

Como transformar, então, a árdua tarefa de estudar para o ENEM em hábito? Há, certamente, milhões de coisas mais fáceis do que isso. Mas é o estudo que te levará do ponto onde você está para onde você quer ir. Ele é seu veículo para dias melhores, e isso já é razão suficiente para persistir, dia após dia, na construção desse hábito.

6º Passo – Faça muitas (muitas!) redações

Muitos candidatos sabem da importância de fazer questões e simulados para o ENEM. Mas algo ignorado por muitos é a necessidade de exercitar redações. Longe de ser uma parte do conhecimento subjetiva, a redação deve ser vista como uma equação matemática que só será dominada se for encarada de forma progressiva e constante.

Só a prática contínua pode revelar estratégias para que erros não sejam repetidos e para que a escrita saia de forma mais natural (o tempo para confecção de uma redação no ENEM é ouro). Nesse aspecto, é essencial buscar a ajuda de um professor. Os corretores, seguindo os parâmetros estabelecidos pelo próprio ENEM, podem pontuar erros e solicitar reescrituras, contribuindo para o aperfeiçoamento da escrita.

Uma das notas que mais pesam na média final é, justamente, a nota da redação. E por que se dá tanto valor a ela? Porque o ENEM tem como objetivo principal avaliar a capacidade de reflexão e análise crítica do candidato. E nada mais apropriado do que testá-lo com uma redação.

Redação Nota 1000: Saiba como elaborar!!

7º Passo – Prepara-se para dias ruins

Estudar é mais difícil do que as pessoas pensam. Dias ruins estarão presentes na caminhada de estudos para o ENEM. Serão dias em que a concentração e a motivação não virão e você enfrentará o desânimo. Nestes dias, faça uma pausa e tente voltar ao estudo.

Caminhe um pouco e tente voltar. Respire e tente voltar. Medite e tente voltar. Assista um episódio de série e tente voltar. Desligue o celular e tente voltar. Se nada funcionar, relaxe porque você não é máquina. Só não permita que esses dias sejam a regra no seu estudo para o ENEM – e não a exceção.

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Se você ainda está inseguro sobre os processos, você pode seguir ainda algumas dicas que criamos para os nossos alunos concurseiros. No artigo como começar a estudar para concurso elencamos seis dicas relevantes. Siga as dicas e otimize seus estudos.

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Daniel dos Reis Lopes

Daniel dos Reis Lopes

  Meu nome é Daniel Reis, graduado em Ciências Biológicas (Licenciatura) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Fui aprovado em 2º lugar na Escola de Formação Complementar do Exército em 2009 na área de Magistério Ciências Biológicas, onde obtive a primeira colocação na área de Magistério durante o Curso de Formação de Oficiais. Nessa escola desenvolvi monografia sobre o Oficial de Controle Ambiental no Exército Brasileiro, através da qual obtive o grau de Especialista em Aplicações Complementares às Ciências Militares. Exerci a função de Oficial de Meio Ambiente na Companhia de Engenharia de Força de Paz – Haiti, e sou professor do Sistema Colégio Militar do Brasil.    

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