Aprovado em 50º lugar no cargo de Fiscal de Receitas Estaduais no Concurso SEFAZ-PA

“[…] Concurso não se vence com surtos de estudo seguidos de longas pausas, e sim com disciplina e consistência ao longo do tempo.”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com Felipe Gustavo Gomes Cunha, aprovado em 50º lugar no Concurso SEFAZ-PA para o cargo de Fiscal de Receitas Estaduais:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo(a). Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Felipe Gustavo Gomes Cunha: Meu nome é Felipe Gustavo Gomes Cunha, tenho 36 anos e sou natural de Conselheiro Lafaiete, no interior de Minas Gerais. Sou formado em Engenharia Metalúrgica pela UFMG e, atualmente, atuo como Auditor Fiscal da Receita Estadual na SEFAZ-MA. Sobre minha vida de concursos eu considero que as características que o que mais me ajudou foi a constância nos estudos e o uso de bons materiais. Certamente concurso tem que ser visto como uma maratona. O ideal é sempre pensar em médio e longo prazo.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Felipe: O que me motivou, inicialmente, foi a busca por estabilidade e por uma carreira sólida, com a qual eu pudesse construir uma vida planejada a longo prazo. Conforme fui conhecendo melhor a área fiscal, percebi que era algo que combinava muito comigo: um trabalho técnico, desafiador e com grande relevância para a sociedade. A vigorar daí, a decisão de me dedicar de verdade aos estudos veio de forma natural.
Estratégia: Você trabalhava e estudava?
Felipe: Sim. Nos concursos mais recentes, eu já era servidor público e precisei conciliar uma rotina de trabalho com os estudos. A palavra-chave, para mim, foi rotina: eu reservava horários fixos (geralmente no início da manhã, antes do expediente, e à noite) e tratava esses blocos de estudo com a mesma seriedade de um compromisso profissional. Nos fins de semana, conseguia avançar com mais tranquilidade. Não é fácil, mas, com constância, o acúmulo de pequenos avanços diários faz toda a diferença.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado?
Felipe: Já fui aprovado em três concursos da área fiscal:
- Na SEFAZ-MA (25°) em 2016
- Na SEF-MG (215°), em 2024
- Mais recentemente, na SEFAZ-PA (50°)
Todos voltados para a carreira fiscal e fazendária. Acho importante que o concurseiro escolha uma área e foque nela. Tem alguns concursos que ainda tenho em vista, mas espero muito em breve me aposentar de vez.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos?
Felipe: Confesso que, nos períodos mais intensos de preparação, a vida social precisou ficar em segundo plano. Não cortei completamente o convívio com amigos e família (isso seria insustentável e até prejudicial), mas aprendi a dosar. Eu escolhia bem os momentos de lazer e os encarava como uma recompensa pelo esforço da semana, o que tornava esses encontros ainda mais valiosos. O importante é entender que se trata de uma fase: é um sacrifício temporário em nome de um objetivo maior.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro?
Felipe: Sim, e esse apoio foi fundamental. Minha família e meus amigos compreenderam que aquele era um momento de dedicação e respeitaram minhas ausências e minha rotina mais fechada. Mais do que isso, me incentivavam nos momentos de cansaço e comemoravam comigo cada pequena vitória ao longo do caminho. Ter uma rede de apoio que entende o processo faz uma diferença enorme, principalmente nos dias mais difíceis.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso?
Felipe: Para o último concurso, como eu já vinha de uma base sólida construída nas preparações anteriores, o período de estudo mais direcionado foi de alguns meses, voltados especialmente para o conteúdo específico da banca e do edital. Para manter a disciplina, eu confiava muito mais na rotina afinal, motivação vai e volta, mas o hábito permanece. Eu estabelecia metas claras, acompanhava meu próprio progresso e procurava cumprir o planejamento independentemente da vontade do dia. Tratar o estudo como uma obrigação inegociável, como qualquer outro compromisso sério, foi o que me manteve no rumo. Como eu já tenho uma base bastante sólida que foi construída com os anos, foram poucas horas de estudo diárias (cerca de 3-4 horas). Nos finais de semana eram mais (5-6 horas). Para a área fiscal seria considerado pouco, mas a base me ajudou muito.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Felipe: A base da minha preparação sempre foram os cursos em PDF – e, nesse ponto, sempre optei pelos materiais do Estratégia. Diferentemente de muita gente, eu estudo principalmente pela leitura: os PDFs me permitiam avançar no meu próprio ritmo, voltar quantas vezes fosse preciso e estudar em qualquer lugar, sem depender de horário ou de conexão. Além disso, eu trabalhava bastante com resumos, reunidos de diversas fontes – alguns elaborados por mim mesmo, mas muitos adquiridos de outros professores. A grande vantagem dos PDFs é justamente a profundidade aliada à praticidade; já os resumos eram essenciais na hora de consolidar e revisar o conteúdo de forma rápida. Às vezes eu fico até um pouco sem graça de comentar meu método de estudos porque eu realmente faço pouquíssimas questões. Faço em maior quantidade as de Contabilidade, mas meu foco realmente é leitura e questões já prontas que eu acompanho a resolução. Sei que não é o usual, mas comigo funciona.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Felipe: Conheci o Estratégia ainda no início da minha caminhada, por indicação e pela própria reputação que os materiais já tinham entre os concurseiros, especialmente na área fiscal. Bastou começar a estudar pelos PDFs para perceber a qualidade e a profundidade do conteúdo e, a partir daí, o Estratégia se tornou minha principal referência em todas as preparações seguintes.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos?
Felipe: No comecinho, como é comum, cheguei a experimentar materiais de outras fontes. Desde que adquiri o pacote vitalício, meu uso é exclusivamente pelo Estratégia. A qualidade e quantidade de conteúdo é imbatível.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material?
Felipe: Esses primeiros materiais foram apenas uma fase inicial e exploratória da minha preparação. Minhas aprovações vieram depois, já com os estudos consolidados e estruturados nos materiais do Estratégia.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação?
Felipe: Sem dúvida. A diferença mais marcante foi a sensação de segurança: eu sabia que, estudando pelos PDFs do Estratégia, estava cobrindo o conteúdo de forma completa, profunda e alinhada ao que as bancas realmente cobram. O grande diferencial, para mim, está na didática e na organização do material, que facilitam muito o estudo por leitura. Os PDFs, com a teoria bem encadeada e acompanhada de questões comentadas, foram, de longe, a ferramenta que mais me ajudou ao longo de toda a trajetória.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Felipe: Eu sempre estudei várias matérias de forma simultânea, em vez de me concentrar em uma só por vez. Isso ajuda a manter o conteúdo fresco e evita esquecer aquilo que foi visto lá no início. Costumava intercalar, no mesmo dia, uma disciplina de maior peso com outra mais leve, equilibrando o espaço. Em relação às horas líquidas, isso variava conforme a fase e a rotina de trabalho, mas eu sempre priorizei a qualidade do estudo em vez da quantidade de horas: prefiro algumas horas de estudo realmente concentrado a longas horas dispersas. O segredo, para mim, esteve na consistência ao longo das semanas, e não no volume isolado de um dia ou outro. As minhas primeiras preparações eram muitas horas (6-8 horas líquidas dias). Já para a SEFAZ-PA, devido à bagagem que já carrego, foram relativamente poucas – cerca de 4 horas/dia em média.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Felipe: As revisões foram, talvez, a parte mais importante de toda a minha preparação. Eu utilizava muito os resumos para revisar, tanto os que eu mesmo produzia quanto os que reunia de outras fontes, justamente porque permitem retomar uma grande quantidade de conteúdo em pouco tempo. Como eu disse, minha forma de estudar é um tanto quanto inusual. É muita leitura e, relativamente, poucas questões resolvidas. As revisões são essenciais. Nas últimas 2-3 semanas eu praticamente só fico repassando pelos resumos várias e várias vezes.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios?
Felipe: Para 99% das pessoas é indispensável. Eu realmente possuo uma forma de estudar um tanto quanto diferente e, portanto, faço menos questões. Confesso que isso me prejudica às vezes, principalmente quando são questões “manjadas”, mas quando a banca resolve inovar saio na frente, pois minha bagagem é principalmente no conteúdo e não em método de resolução. Não consigo dizer quantos fiz, mas não foram muitas. Eu diria que não devo ter resolvido nem 20% do que a média dos aprovados realizou/resolveu. Na verdade, provavelmente, bem menos. 👀
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade?
Felipe: Estatística e as Contabilidades. O motivo é justamente a baixa quantidade de questões resolvidas em relação à média. As poucas questões que resolvi são destas matérias. Delas não há como escapar… é necessária alguma prática tanto para que se consiga resolvê-las em um tempo hábil quanto para fixação de conteúdo.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Felipe: Resumos, resumos, resumos. Estes são meus aliados na preparação como um todo, mas nas últimas 2 semanas é praticamente tudo que eu vejo. Raramente vejo algum conteúdo diferente disso. A memória de curto prazo é muito importante neste momento.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Felipe: Entre os meus principais acertos, eu destacaria a constância e a fidelidade a um método que funcionava para mim – estudar pela leitura dos PDFs, revisar com resumos -, sem ficar mudando de estratégia a todo momento. Já em relação aos erros, eu preciso me repetir… questões são essenciais para a maioria dos candidatos. Sei que pela minha menor quantidade de resolução, as questões batidas acabam sendo mais difíceis para mim do que são para outros candidatos. Eu, talvez, aumentaria a quantidade de resoluções.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Felipe: Não sou novo nessa caminhada. Eu entendo o sacrifício que é necessário. Pensei em desistir no meu primeiro concurso. Passei depois de 2 anos e meio de estudos e nos últimos 6 meses eu estava esgotado. Já os dois últimos concursos (SEF-MG e SEFAZ-PA) foram mais fáceis. Conhecer o “caminho das pedras” facilita a jornada. Não pensei em desistir nestes.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Felipe: O meu principal conselho é: confie no processo e seja constante. Concurso não se vence com surtos de estudo seguidos de longas pausas, e sim com disciplina e consistência ao longo do tempo. Encontre um método que funcione para o seu perfil e seja fiel a ele, sem se desesperar com comparações ou com os resultados dos outros. Aprenda com os erros. Cada novo concurso, bloco de questões ou PDF lido é uma oportunidade para sentar e analisar seus pontos fortes e fracos. Essa análise, dia após dia, é o que entendo como mais importante. Não vejo motivo para insistir em uma matéria que seu aproveitamento é de 90% enquanto em outra o aproveitamento está abaixo de 60. O custo-benefício de melhorar 10% nesta segunda é muito melhor do que na primeira. Por fim, tenha paciência, porque a aprovação é uma maratona, não uma corrida de cem metros. E, acima de tudo, não desista diante das primeiras dificuldades: o caminho é exigente, mas absolutamente possível.