
“[…] UM OU DOIS ANOS DE DEDICAÇÃO NÃO SÃO NADA QUANDO COMPARADOS A UMA VIDA INTEIRA DE ESTABILIDADE E TRANQUILIDADE.”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com Paulo Nascimento, aprovado no Concurso TJRJ para o cargo de Técnico:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Paulo Nascimento: Formado em Direito, 28 anos, Rio de Janeiro.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Paulo: Diversos fatores me levaram a estudar para concursos. Em primeiro lugar, a minha origem humilde; fui criado pela minha mãe, que trabalhou muito para garantir o mínimo necessário para nós. Compreendi cedo que a educação seria o principal instrumento capaz de transformar a minha realidade e a da minha família.
Mais tarde, ao trabalhar no setor privado após ingressar na UERJ, percebi que a instabilidade me gerava grande insegurança. Diante desse cenário, compreendi que a carreira pública representava um caminho alinhado com os valores de estabilidade e segurança que eu buscava.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Paulo: Sim, eu conciliava trabalho e estudos. Na época, atuava na residência jurídica do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Minha rotina era intensa: acordava às 5 horas da manhã para estudar até as 8h30, trabalhava das 11h até cerca de 18h30 e, ao retornar, estudava novamente até as 22h ou 23 horas.
Quando o edital foi publicado, tomei a difícil decisão de me desligar do Tribunal para me dedicar integralmente à preparação, pois o deslocamento consumia quatro horas valiosas do meu dia. Foi uma escolha arriscada, mas consciente, que me permitiu alcançar 92% de acertos na prova.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Paulo: Esse é o primeiro concurso em que fui aprovado dentro de uma classificação aceitável. Contudo, também fui aprovado na residência do TJRJ, para a qual estudei pelo Estratégia.
Não sei se pretendo continuar estudando; talvez eu volte no ano que vem, pois preciso descansar um pouco pós TJRJ.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Paulo: A vida social não existia. Não fazia absolutamente nada: não ia à academia, a festas ou aniversários. Passei o Natal e o Ano Novo em casa, estudando e dormindo.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Paulo: No geral, me apoiaram bastante. Alguns ficaram receosos quando decidi sair do emprego por causa da nossa origem humilde, gerando preocupação sobre o tempo de nomeação ou caso a aprovação não viesse. Ainda assim, entenderam a importância do projeto e me deram apoio para seguir em frente.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Paulo: Estudei por 8 meses: 5 de forma moderada e 3 de forma intensa. Manter a disciplina foi difícil e cheguei a parar várias vezes. O que me ajudou muito foi contratar uma plataforma que contabiliza os ciclos de estudos, permitindo que eu batesse as metas semanais.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Paulo: Minha base principal foram os resumos que fiz com o material do Estratégia para a residência do TJRJ. Depois, estudei quase integralmente pelos PDFs, que considero completos para fixar o conteúdo e treinar pelo padrão das bancas. Em Português, utilizei videoaulas da professora Adriana Figueiredo devido à dificuldade com a banca FGV. Também utilizei as aulas de revisão, como “Hora da Verdade”, “Reta Final” e “Revisão de Véspera”.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Paulo: Conheci em 2016, por indicação de uma amiga e ex-chefe, Lívia Mattos. Ela me incentivou a estudar para concursos e afirmou que o Estratégia era um dos melhores materiais. Anos depois, quando iniciei a preparação, optei pelo curso e tive uma experiência muito positiva.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos?
Paulo: Cheguei a usar outros materiais e o que mais me incomodava eram os erros, como informações invertidas, além de conteúdos incompletos. Tinha que “confiar desconfiando”, o que era cansativo.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material? Foi aprovado?
Paulo: Estudei e não fui aprovado em uma posição aceitável. Atribuo isso a uma mistura de conteúdos incompletos e falta de disciplina da minha parte.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Paulo: Sim, senti diferença. Eu me sentia mais seguro para confiar no material. A Marcação dos Aprovados também foi uma ferramenta muito útil na minha preparação.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Paulo: Utilizei uma plataforma para organizar os estudos por ciclos de 2 a 3 horas por disciplina. No período do edital, mantive uma média de 10 horas líquidas por dia, acordando às 5h e indo até as 22h. Cheguei a bater 11h30 de estudo em um único dia.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Paulo: Utilizava resumos e simulados. Revisava meus próprios resumos e fazia um “resumo do resumo”, mas minha maior revisão era por meio de questões; estudava o tema enquanto as resolvia.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Paulo: É o ponto mais importante para saber se você aprendeu o conteúdo. Estudando especificamente para o TJRJ, fiz cerca de 17.290 questões, sem contar os simulados e as questões dos PDFs.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Paulo: A única disciplina que eu tinha dificuldade era Português. Superei estudando mais de 100 horas líquidas por videoaulas, assistindo aos vídeos várias vezes. Foi a matéria que mais estudei.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Paulo: Revisei a legislação específica e acompanhei a “Hora da Verdade”, “Reta Final” e “Revisão de Véspera”. Como não aguentava mais ler, as aulas no YOUTUBE ajudaram muito.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Paulo: Meu principal erro foi tentar fazer um “resumo do resumo”, o que consumia muito tempo no pós-edital. Meu maior acerto foi fazer muitas questões, o que me ajudou a fixar a matéria, já que tenho memória fraca.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Paulo: Nunca pensei em desistir, pois o concurso era o caminho para transformar minha vida. Tive inspiração em histórias reais, como a da minha amiga Tamara Araújo, que era dona de casa e foi aprovada em terceiro lugar no TJRJ. Exemplos concretos funcionam como combustível.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Paulo: Não desistam. A aprovação é questão de tempo, disciplina e consistência. Afastem-se de quem tenta desestimulá-los; cada dia de sacrifício temporário faz diferença para uma vida inteira de estabilidade. Estudar mais horas por dia acelera o caminho até a aprovação. Confie em você e siga em frente.