RECURSOS Prova Auditoria TCE-PR
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RECURSOS Prova Auditoria TCE-PR

Olá, pessoal,

 

Como já havíamos comentado a prova de Auditoria TCE-PR antes mesmo da divulgação do gabarito preliminar do CESPE, fica fácil embasar dois possíveis recursos com os comentários que apresentei para as questões.

 

Abraços e bons recursos.

 

Claudenir

 

 

33 (CESPE/TCE-PR-Engenharia Civil/2016) Assinale a opção correta, a respeito e governança no setor público.

  1. B) As instâncias externas de governança responsáveis pelo exercício de fiscalização e controle são autônomas, mas podem depender de outras organizações.

Comentários:

Em relação à governança no setor público, o Tribunal de Contas da União – TCU – editou um referencial básico a ser seguido pelas administração.

De acordo com esse referencial, “as instâncias externas de governança são responsáveis pela fiscalização, pelo controle e pela regulação, desempenhando importante papel para promoção da governança das organizações públicas. São autônomas e independentes, não estando vinculadas apenas a uma organização. Exemplos típicos dessas estruturas são o Congresso Nacional e o Tribunal de Contas da União”. (grifei)

Assim, fica claro que a assertiva B está correta, motivo pelo qual pede-se verificar a possibilidade de alteração no gabarito de E para B.

 

47 (CESPE/TCE-PR-Engenharia Civil/2016) Nas empresas de auditoria, o monitoramento destina-se a garantir que o controle de qualidade seja efetivo. Para concretizar esse objetivo, o(s) responsável(is) pela execução do monitoramento deve(m)

  1. E) identificar e avaliar circunstâncias e relações que criem ameaças à independência, e tomar as medidas apropriadas.

Comentários:

Em relação ao monitoramento e à independência, de acordo com a NBC TA 220 (controle de qualidade”:

“11. O sócio encarregado do trabalho deve concluir sobre o cumprimento dos requisitos de independência aplicáveis ao trabalho de auditoria e, com isso, deve:

(a) obter informações relevantes da firma e, quando aplicável, das firmas da rede, para identificar e avaliar circunstâncias e relacionamentos que criam ameaças à independência;

(b) avaliar as informações sobre violações identificadas de políticas e procedimentos de independência da firma para determinar se elas criam ameaça à independência para o trabalho de auditoria; e

(c) tomar as medidas apropriadas para eliminar essas ameaças ou reduzi-las a um nível aceitável mediante a aplicação de salvaguardas, ou, se considerado apropriado, retirar-se do trabalho, quando a retirada é possível de acordo com lei ou regulamento aplicável. O sócio encarregado do trabalho deve comunicar prontamente à firma, para tomar as medidas apropriadas, sobre qualquer impossibilidade de resolver o assunto (ver itens A5 a A7).”

Assim, podemos observar que a alternativa E está correta.

Na mesma norma, tem-se que a alternativa C não poderia estar correta, visto que “Revisor de controle de qualidade do trabalho é um sócio ou outro profissional da firma, uma pessoa externa adequadamente qualificada, ou uma equipe composta por essas pessoas, nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho, com experiência e autoridade suficientes e apropriadas para avaliar objetivamente os julgamentos relevantes feitos pela equipe de trabalho e as conclusões alcançadas na elaboração do relatório de auditoria”. (grifei)

Assim, pede-se verificar a possibilidade de alteração no gabarito de C para E.

 

 

 

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Claudenir Brito

Claudenir Brito

Auditor Federal de Finanças e Controle do Ministério da Transparência e da Controladoria-Geral da União - CGU. Atualmente exerce o cargo de Secretário Executivo Adjunto no Ministério da Justiça, e é o Presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria - CNCP. Aprovado em 15º lugar no concurso da CGU de 2008, promovido pela ESAF. Graduado em Direito (UNIP) e em Ciências Militares (AMAN). Oficial da reserva do Exército Brasileiro, pós-graduado em operações militares. Professor de Auditoria desde 2010 em cursos preparatórios para concursos e cursos corporativos em Brasília, no Rio de Janeiro e em Salvador, e professor do site Estratégia Concursos. Foi Auditor-Chefe da Auditoria Interna do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT, membro da Comissão de Coordenação de Controle Interno do Poder Executivo Federal - CCCI - e Diretor de Riscos, Controles e Conformidade da Secretaria do Tesouro Nacional – STN. Foi membro do Conselho Fiscal do Serviço Federal de Processamento de Dados - SERPRO; da empresa FURNAS Centrais Elétricas S.A; e da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal - TERRACAP. Autor da obra Auditoria Privada e Governamental - teoria de forma objetiva e mais de 500 questões comentadas (Ed. Impetus, 3ª edição), em co-autoria. Possui duas certificações internacionais: Certified Government Auditing Professional (CGAP) e Certification in Control Self-Assessment (CCSA), emitidas pelo IIA (The Institute of Internal Auditors), instituição da qual é membro efetivo. Na CGU, atuou durante muitos anos na área de Operações Especiais da Secretaria Federal de Controle Interno – SFC, participando do planejamento e da execução de trabalhos em conjunto com órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público e a Receita Federal.

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