Aprovado em 1º lugar no TRT 2 para o cargo de Analista Judiciário - TI
Tribunais“[…] paciência e persistência. Às vezes ficar estagnado e encontrar dificuldades no caminho é normal. Faz parte do processo de melhorar.”
Confira nossa entrevista com Luiz Fernando Prado, aprovado em 1° lugar no concurso TRT 2 para o cargo de Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Especialidade Tecnologia da Informação:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Luiz Fernando Prado: Perfeito. Tenho 36 anos, nascido no interior de São Paulo, em General Salgado. Sou graduado em engenharia de computação pela USP de São Carlos.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Luiz Fernando: Dentro da faculdade, sempre quis seguir a vida acadêmica, mas é um caminho um bocado longo para que se chegue a um concurso de boa remuneração. Tenho alguns servidores públicos na família e pensei: já que eu ia fazer concursos, que começasse logo. Passei em alguns logo cedo e acabei abandonando a ideia de seguir na universidade.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Luiz Fernando: Sim, sempre trabalhei e estudei. É um caminho mais demorado, mas que fazia sentido para mim. Conciliar trabalho e estudo exige entender como você pode render melhor e domar a ansiedade pra conseguir sempre avançar sem atropelos. E ambos são esforços recorrentes, o que deu certo na semana passada pode não funcionar mais na seguinte.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Luiz Fernando: Quando iniciei meus estudos, fui aprovado no Banco do Brasil, mas acabei optando por trabalhar na minha área em outro concurso, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto. Depois de alguns anos, fui aprovado para Oficial de Promotoria do MPSP e Escrevente do TJSP, meu local de trabalho atual. Passei uns anos fora dos concursos e agora retornei, conseguindo a aprovação para o TRT.
Continuo estudando para concursos sim, pretendo ainda buscar algumas oportunidades na área fiscal.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Luiz Fernando: Eu não sou daqueles que se isolam durante a preparação. Talvez funcione para um mês final, imagino, mas, pra mim, estudo bom tem que ter consistência. Você tem que ser capaz de manter o ritmo por muito tempo.
Sigo minha vida social normalmente, mas sou de poucos amigos também. Creio que isso tenha ajudado.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Luiz Fernando: Muito. Tive o apoio de todos e foram muito importantes inclusive pra ouvir as inúmeras reclamações da vida de concurseiro.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Luiz Fernando: Especificamente para este concurso foi pouco tempo, cerca de vinte dias. Claro que eu já venho estudando uma base das matérias de TI, mas este edital foi particularmente favorável ao não trazer muitas matérias que não tenho familiaridade. Até por isso, decidi fazer.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Luiz Fernando: Hoje meu estudo é muito focado em questões, mas faço uso dos materiais nas matérias que detecto que preciso melhorar. Gosto muito de usar os PDFs e complementar com alguns vídeos, se precisar.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Luiz Fernando: Sinceramente, uso há tanto tempo que não lembro. Conheci por sempre querer prestar a área fiscal e o material ser muito bem recomendado desde aquela época para a área.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Luiz Fernando: O principal foi economizar bastante tempo na busca de um bom material. Com o Estratégia, buscar o conteúdo necessário para entender o que o edital trazia nunca foi uma preocupação. Para o concurseiro, tempo é essencial. Ter tanto conteúdo em um só lugar é muito prático.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Luiz Fernando: Já fiz um pouco de tudo, mas hoje julgo ter chegado no que mais me traz resultado. Hoje meu estudo é guiado por questões e estudo algumas matérias por dia, até para não cansar. Tento ver um pouco de todas em um espaço de 15 dias.
Horas líquidas não costumo contar, mas estimo em um intervalo de 25 a 35 semanais.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Luiz Fernando: Já usei muitos resumos e talvez minha melhor decisão foi não fazer mais. Minhas revisões, hoje, são por flashcards apenas e tem dado certo. Tem vários meios de fazer e acho que o problema é a gente querer usar todos.
Fazer um método bem feito é melhor que vários de forma apressada e sem qualidade.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Luiz Fernando: Não faço ideia, até porque ainda tenho muitas pra fazer. Para mim, é essencial. Ajuda na revisão do conteúdo, apresenta coisas novas, mostra entendimentos das bancas, ajusta a importância dos conteúdos, etc. Fundamental!
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Luiz Fernando: Sempre existem as matérias que parecem que nunca vão ter sentido pra gente. Neste concurso especificamente não era o caso, lembro de ter focado mais no conteúdo de redes, mais em razão de ser algo que não estava estudando.
Não tem segredo, é ver várias explicações diferentes até conseguir meios de acertar as questões, entendendo ou não.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Luiz Fernando: Foquei em resolver as provas anteriores para tentar entender o estilo de cobrança, porque o conteúdo é imenso. Daí consegui ir vendo os assuntos que precisava entender melhor ou aprofundar e fui fazendo isso até a prova, ciente que não daria tempo de cobrir tudo, mas cada dia dava para agregar um pouco. Feliz que deu certo.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Luiz Fernando: A discursiva, neste caso, não foi específica da área de TI, então minha preparação foi mais no sentido de mapear os temas que comumente eram trazidos, treinar a estruturação das ideias e, principalmente, o tempo. A prova foi muito focada em tempo, na minha opinião.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Luiz Fernando: Acertos foram basicamente persistência e disciplina. Fazer do estudo uma constante. Mais recentemente, o uso das questões como guia do meu estudo.
Erros foram vários, viu. Acho que o principal erro foi estudar matérias em quantidade, mas sem qualidade. Estudo apressado, superficial, feito com cansaço e desatenção é perda de tempo.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Luiz Fernando: Eu, na verdade, já cheguei a desistir. Estava cansado dos concursos e a pandemia trouxe outras possibilidades para mim. Mas voltei, talvez com a maturidade que gostaria de ter tido à época para perceber o que tinha feito de errado.
A motivação é 100% minha família. Voltei porque era o melhor jeito de proporcionar para eles sempre o melhor.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Luiz Fernando: Que difícil! Talvez paciência e persistência. Às vezes ficar estagnado e encontrar dificuldades no caminho é normal. Faz parte do processo de melhorar.
E nunca esquecer de se manter mentalmente bem. Porque exige abdicar todo dia de fazer algo que seria mais divertido e também pela enxurrada de ansiedade que a atividade de concurseiro proporciona. Se precisar de descanso, descanse.