
“[…] Se seus planos estão alinhados aos seus propósitos de vida, então continue e não desista até sua vitória chegar.”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com FLARYSTON, aprovado em 1º lugar no Concurso INFRA/VALEC para o cargo de Analista – Especialidade Engenheiro Ambiental:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Flaryston: Me chamo Flaryston, sou formado em Engenharia Sanitária e Ambiental pela Universidade Federal da Bahia, tenho 42 anos e sou natural de Barreiras-BA. Atualmente moro em Goiânia-GO.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Flaryston: A valorização profissional aliada à remuneração muito mais atrativa quando comparada à iniciativa privada foi o meu grande motivo para estudar para concursos.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Flaryston: Em minha preparação para concursos, desde minha primeira aprovação, sempre conciliei estudos com trabalho. A primeira aprovação foi um pós-edital muito intensivo e o resultado foi surpreendente, porém muito desgastante. Depois disso eu entendi que não adiantava atirar para todo e qualquer concurso sem definir a área que eu realmente gostava e queria perseguir. Desde então, tornou-se mais leve para mim buscar um concurso de mais alto nível, sem fugir da minha área de formação, pois agora eu já era concursado. E o melhor, já estava na área que gostava. Conciliava sempre estudando pouco antes e logo após o expediente e, principalmente, nos meus intervalos de almoço durante o trabalho. Aos fins de semana eu intensificava mais ainda os estudos.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Flaryston: Fui aprovado nos seguintes concursos:
- Técnico em Saneamento – SANEAGO (vaga direta – 1º); cargo atual que exerço por 7 (sete) anos;
- Técnico Ambiental – IBAMA (CR – 22º);
- Analista em Eng. Sanitária – MPU (CR – 17º);
- Analista em Saneamento em Eng. Ambiental – CAESB (CR – 2º);
- Analista em Eng. Ambiental – INFRA S.A (vaga direta – 1º).
Pretendo parar em breve, mas ainda continuarei estudando sim.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Flaryston: Minha rotina sempre foi caseira, então, no meu caso, não era o problema manter a rotina de estudos. Mesmo assim, não abria mão de sair eventualmente e encontrar com a família. Mas esses momentos sempre foram esporádicos. Meu foco de aprovação sempre era visando o médio a longo prazo e estudando no pré-edital. No pós-edital eu só fazia um novo planejamento e demais reajustes do que já era rotina.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Flaryston: Sou casado, então no meu convívio era só eu e minha esposa. Ela sempre me apoiou em tudo. Isso contribuiu, de certa forma, para continuar o projeto de estudos ao longo do tempo.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Flaryston: Como disse, já tinha uma rotina de estudos para minha área de formação. As minhas inúmeras reprovações em concursos da área ambiental me levaram a esta e outras aprovações recentes. A disciplina foi conquistada na rotina diária que eu já executava. Então eu já sabia o que queria e não deixava outros editais de áreas diversas atrapalharem minha jornada.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Flaryston: A formação na área e as atividades práticas do meu trabalho atual me deram um certo diferencial, mas como já se sabe, estudar para concursos exige muita disciplina, inteligência emocional. Materiais e ferramentas são fundamentais também neste processo. O Estratégia contribuiu bastante nesse processo. Comecei a estudar por alguns materiais em PDF, muito bem elaborados, mas o divisor de águas para mim foi ter usado o banco de questões. Nunca fui de assistir videoaulas, eu sempre buscava um estudo mais ativo e recorria a materiais teóricos apenas em algumas dúvidas pontuais.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Flaryston: Como sempre tinha o hábito de pesquisar por concursos na internet, conheci por meio da própria. Os relatos e depoimentos ajudam a gente a filtrar o que é divulgado, então resolvi investir na plataforma de questões.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos? Se sim, o que mais incomodava quando você estudava por esse concorrente?
Flaryston: O Estratégia foi o primeiro. Experimentei outra plataforma de questões, e ainda o utilizo bastante. Nunca adquiri material de estudos completo, sempre foi por materiais diversos. Mas este outro e o ESTRATÉGIA CAST foram suficientes no meu caso.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material? Foi aprovado?
Flaryston: Sim, recentemente obtive êxito no concurso da CAESB, também para o cargo de Engenheiro Ambiental. Obtive a segunda posição da classificação geral. Neste, que era apenas uma vaga prevista, sou o primeiro do cadastro de reservas.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Flaryston: Foi fundamental ver alguns materiais em PDF que eram disponibilizados gratuitamente. Em razão disso, resolvi investir comprando o banco de questões, pensando em potencializar meus estudos de forma mais ativa. O material e as ferramentas a serem utilizadas vai depender muito de seu grau de conhecimento sobre o assunto, então quem está iniciando nesse mundo e quiser reduzir seu tempo de aprovação é importante o investimento. Eu resolvi apostar apenas no ESTRATÉGIA CAST pois já tinha familiaridades com estudos passados.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Flaryston: Meu planejamento sempre foi pré-edital, não me preocupava com horas líquidas, só queria ser constante no tempo, mas estudando todos os dias. Já no pós-edital, eu só reajustava o estudo inserindo algumas matérias novas ou leis específicas do órgão ou instituição. Nesse último caso, eu já estudava a letra da lei de forma crítica e imaginando as prováveis cobranças de prova. Eu sempre mesclava as matérias, pois na prova sempre vem tudo junto e misturado. No pós-edital eu conseguia estudar 3 horas diariamente de segunda a sexta-feira. Sábados e domingos eram mais, mas nem tanto (cerca de 4 a 5 horas). Quando meu filho nasceu, em 2023, eu reduzi bastante os estudos, mas não deixei de estudar pois já era hábito.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Flaryston: Minhas revisões, no passado, eram na raça mesmo. Já fiz resumos e simulados, mas eu via que isso estava me atrasando a prosseguir nos demais conteúdos e sendo ineficiente. Aí com as reprovações, resolvi mudar a estratégia e estudar por banco de questões. Lá você aprende a resgatar o conhecimento diretamente da sua mente e vai ficando bom em identificar “peguinhas” do examinador e a entender qual o raciocínio da banca em determinados assuntos polêmicos (do tipo: a banca tal entende a regra como verdade, já a outra banca aplica a exceção como verdade). Só no estudo ativo você consegue ter essa malícia. E não adianta brigar com a banca, pois muitos não levam em consideração os seus recursos e atribuem aquilo como verdade ou falso. É uma questão de estudar conforme o jogo.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Flaryston: Em 2019 passei no meu primeiro concurso, e ainda o exerço até hoje. Minha jornada, após este, começou em torno de dois anos após eu tomar posse exercício. Como minha meta era o médio a longo prazo, iniciei sem pressa em meados de julho de 2021 a saga nos estudos. De lá para cá eu tenho contabilizado pouco mais de 77 mil questões feitas de diversas matérias. Mas isso é detalhe, o importante é estudar bem cada questão. Eu me preocupava bastante em fazer muitas questões diárias. O estudo ativo, até então, eu não aplicava como deveria. Depois entendi a importância de “gastar tempo” refazendo as questões e estudando também por leitura dos comentários. Os resultados começaram a aparecer. Hoje eu faço menos questões, mas não fazendo por fazer, e sim as estudando de fato.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Flaryston: A minha maior dificuldade era Raciocínio Lógico, mas não a matemática em si. Eu consegui resolver isso, resolvendo muitas questões e internalizando alguns conhecimentos e conceitos de forma mecânica e ativando a memória visual de curto prazo. Na prova, era meu diferencial, pois eu sabia que poderia chegar a um raciocínio plausível, mas iria demorar muito tempo e isso é inconcebível durante um tempo limitado, que é prova de concurso. Então resolvi deixar na minha memória volátil (semana e vésperas de prova) para ativá-la. Nesse caso específico, eu utilizo meu resumo-rascunho. Ele fica sempre guardado esperando o próximo edital aparecer.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Flaryston: Na semana da prova eu já prefiro não resolver questões. Faço minhas revisões rápidas de variados assuntos que já estudei por resumos feitos no passado e anotações esparsas nas leis que costumo grifar como mais recorrentes em provas. Também, costumo ativar a memória de curto prazo, como foi o caso de Raciocínio Lógico, inclusive fundamental para aplicar neste na INFRA S.A.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Flaryston: Sim, teve a discursiva. Eu não tinha muito o hábito de fazer questões discursivas como preparação, mas eu falo que negligenciar essa etapa pode custar caro na sua não aprovação. No meu caso, a parte de conhecimentos específicos ajudou muito a redigir o tema pois a nota de conteúdo vale bastante, porém os erros gramaticais podem jogar sua nota lá para baixo. Então isso já aconteceu comigo, assim eu resolvi investir na escrita e manuscrita de redações. Meu conselho é, invista em sua discursiva como pré-treino e nunca negligencie essa etapa importante da preparação.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Flaryston: Meu maior erro foi não ter adquirido material preparatório há mais tempo, pois creio que isso já teria me ajudado a ser aprovado há mais tempo. Sei que não é a regra, mas eu fui muito insistente comigo mesmo e constante nos estudos, talvez uma vantagem, mas você pode encurtar esse período e ficar mais leve na rotina diária, pois à medida que o tempo passa, mais obrigações vêm surgindo na vida e mais difícil fica de progredir nos estudos. Meu principal acerto, creio que foi não ter desistido a cada reprovação que estava vindo. Muitas vezes eu olhava como um aprendizado para melhorar. Mudava rotinas, material, estratégia de estudos, etc.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Flaryston: Por incrível que pareça, nunca passou pela minha cabeça desistir do objetivo da aprovação. Sempre coloquei Deus à frente da situação, então eu sempre falo para Ele que as portas fechadas devem ser para não me afastar da presença Dele. Eu sempre fiz e faço minha parte, mas é Ele quem me direciona no caminho. Então assim, os estudos acabam ficando mais leves e sustentáveis durante a jornada. Minha motivação constante é sempre minha família. Quero o melhor para eles, então me esforço.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso?
Flaryston: Faça a sua parte, que é estudar com direcionamento. Muitas vezes você precisará ajustar a rota e mudar suas estratégias de estudos, mas nunca desista desse projeto. Um dos questionamentos que você deve fazer é “Por que estou querendo ser aprovado neste concurso? É realmente o que eu quero?”. Se seus planos estão alinhados aos seus propósitos de vida, então continue e não desista até sua vitória chegar. Até mesmo porque o concurso público não é o fim em si mesmo, mas um meio para você exercer uma profissão. E quando você chegar lá, não seja apenas mais um perdido no meio da multidão. Você pode, você consegue, você só precisa acreditar no seu potencial e fazer valer cada esforço e dedicação.