ENTREVISTA: Pedro Tavares Ribeiro aprovado no Concurso SEFAZ BA em 10º lugar para o cargo de Auditor Fiscal / área Administração, Finanças e Controle Interno

Entrevista:

ENTREVISTA: Pedro Tavares Ribeiro aprovado no Concurso SEFAZ BA em 10º lugar para o cargo de Auditor Fiscal / área Administração, Finanças e Controle Interno

“Meu principal conselho é esteja preparado e procure atalhos para isso. Planeje e organize seus estudos, saiba onde você precisa melhorar. Saiba o que está fazendo. Se você está perdido, procure dicas e veja o que funciona para você, não encare tudo como verdade para o seu caso. Faça provas e não desanime, em pouco tempo um resultado negativo se transforma em um positivo se você estiver trilhando o caminho certo”

Confira nossa entrevista com Pedro Tavares Ribeiro, aprovado no Concurso SEFAZ BA em 10º lugar para o cargo de Auditor Fiscal:

Estratégia Concursos: Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Pedro Ribeiro: Sou formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Pernambuco, tenho 28 anos e atualmente moro em Recife, mas nasci no Rio de Janeiro e passei a maior parte da vida morando em Curitiba. Também já morei no Canadá e no interior do Pará. Quando me perguntam de onde sou fico meio confuso.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?

Pedro: Acredito que foi uma soma de fatores. A principal fonte de renda dos meus pais é oriunda de cargos públicos, meu pai trabalhou na Aeronáutica e minha mãe já passou em vários concursos nas cidades em que moramos. Isso nos proporcionou uma vida bem confortável, portanto sempre vi com bons olhos atuar na área pública.

Quando me formei, trabalhei na iniciativa privada, gostava do que fazia, mas via profissionais muito competentes, em quem eu me espelhava, insatisfeitos com a situação em que estavam na empresa, trabalhando excessivamente, com medo de serem os próximos a serem demitidos, sem saber “o dia de amanhã”, e com remuneração incompatível ao que estavam desempenhando. Após algum tempo eu mesmo comecei a sentir que estava nessa situação. Ao comparar as duas alternativas, entendi que o melhor para mim, que ainda estava começando minha carreira, seria seguir os passos de meus pais e estudar para área pública.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Pedro: Meu pensamento de estudar para concursos vinha desde os últimos anos da faculdade, na época um amigo meu já estava nesse mundo e me incentivou a começar (valeu TX!). Mas com estágio e faculdade, e posteriormente com o trabalho, eu não tinha ânimo e tempo para chegar em casa após um dia cansativo e estudar. Eu tinha noção que para me preparar bem para as provas que eu tinha interesse, a dedicação teria de ser enorme, teria de ser tudo ou nada.

Após alguns anos matutando a idéia e “criando coragem”, optei por pedir demissão do emprego em que estava para começar a estudar. Curioso que logo após pedir demissão fui convidado para uma entrevista em outra empresa, fizeram uma proposta de dobrar meu salário anterior, e não me vi em condições de recusá-la, mas após apenas três meses nessa segunda empresa, criei coragem e pedi demissão novamente para voltar ao planejamento inicial, de me dedicar inteiramente ao estudo, pois já estava claro que era isso mesmo que eu queria.

Ah, esqueci de mencionar, durante toda a minha preparação, eu estava fazendo um curso de especialização em engenharia civil, que acontecia todas as sextas à noite e sábados pela manhã e tarde. Eu o encarava como um compromisso para sair um pouco da rotina de ficar sozinho apenas estudando para concursos.

Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Pedro: Comecei a estudar em 7 de maio de 2018, para o concurso de Perito Engenheiro Civil da Polícia Federal.

Em 22 de julho, no meio da preparação, fiz uma prova para Engenheiro Civil da Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA) em que obtive um bom resultado, fiquei em 9º lugar, o concurso tem 7 vagas e tenho boas chances de ser chamado. Um resultado tão bom em pouco tempo me deu otimismo para as provas seguintes.

Em 16 de setembro foi a prova da PF, para quatro meses de preparação consegui um resultado excelente da prova objetiva, fiquei em 2º lugar, mas infelizmente na discursiva veio numa dificuldade bastante superior a esperada por mim e fui eliminado. Após o resultado insatisfatório na PF tive de decidir qual seria o rumo a seguir. Na área de Engenharia Civil são raras as boas oportunidades como a da PF. Dei uma pesquisada, conversei com algumas pessoas e optei a começar a me dedicar à área fiscal, principalmente porque já havia um edital aberto (SEFAZ-RS) e a perspectiva de vários outros por vir. Em 22 de outubro recomecei de fato a estudar.

A prova da SEFAZ-RS aconteceu aproximadamente 3 meses depois, eu sabia que não estava preparado suficiente para disputar vagas, não tinha conseguido nem terminar de estudar todo o edital, mas fiz a prova com seriedade do mesmo jeito. Obtive um resultado satisfatório, na minha opinião. Fiquei próximo à colocação 200ª, foi bom para comparar em quais matérias meu desempenho é bom e em quais é ruim, comparando com os candidatos mais bem colocados, e adaptar o estudo.

Um mês após essa prova, fiz uma outra para auditor fiscal de Petrolina, era uma banca bem pequena, prova com pouquíssimas questões, e sabia que além de conhecimento era necessária muita sorte para conseguir entrar, fiquei próximo a 100º colocação, bem longe das vagas.

Depois dessa prova, comecei a estudar para a prova da SEFAZ-BA, que o edital já tinha saído. Já tinha bastante assunto estudado da época da prova do RS mas, claro, algumas novidades. Nos três meses de preparação consegui fechar o edital e me sentia bastante preparado para a prova. Na ampla concorrência, são 16 vagas imediatas e 4 para cadastro de reserva, na prova objetiva fiquei em 3º lugar, na prova discursiva consegui não ser eliminado (hehe), mas caí para 10ª posição. Ainda faltam recursos e provas de títulos, mas mesmo que tudo dê errado para mim, ainda fico dentro das vagas.

Durante a preparação para a prova da Bahia, também fiz uma prova para Engenheiro Civil aqui da PGE-PE, eram 2 vagas + CR, fiquei em 2º lugar na objetiva e caí duas posições na discursiva.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados(as)?

Pedro: Para mim foi uma sensação de alívio. Pela minha preparação eu sabia que estava em condições de passar, mas assim como eu, existem centenas de pessoas tão quanto preparadas. Preparação é o básico, mas existem outros fatores que influenciam na sua aprovação: sorte, psicológico, concentração etc. Cedo ou tarde eu sabia que em alguma prova eu conseguiria êxito, mas como as oportunidades são raras, não conseguir ser aprovado pode significar 6 meses ou mais até uma outra chance.

Abrimos mão de muita coisa para estudar para concurso. No meu caso abri mão de um bom emprego, cada mês que não trabalho e estudo é um salário que deixo de receber, o custo de oportunidade é alto. Conseguir a aprovação significa que aquela decisão que tomei lá atrás, de deixar o emprego para estudar, foi correta.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Pedro: Eu encarava meu estudo como um trabalho, minha meta era fazer uma carga horária líquida próxima a 40h semanais. Nas sextas e sábados tinha aula da pós-graduação. De maneira geral, eu conseguia cumprir meus objetivos de estudo, então não me sentia culpado em manter uma vida social compatível com quem tem que estar pronto para estudar praticamente todos os dias.

Durante minha preparação assisti os jogos do Brasil na Copa, viajei algumas vezes, saí com amigos, família, namorada, jogava futebol semanalmente etc. Claro que abri mão de algumas coisas, mas de maneira geral a vida social era semelhante antes de começar a estudar.

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Pedro: Tenho namorada e moro com meus pais e irmã. Todos me apoiaram na caminhada. A decisão de começar a estudar para concursos foi conversada antes de ser tomada. Eles entenderam que eventualmente eu não teria tempo para fazer certas coisas, me deram condições para focar naquilo que eu realmente precisava fazer. Se eu dissesse que não podia fazer algo pois tinha que estudar, era porque realmente não podia, todos eram compreensíveis. Em casa era poupado de algumas tarefas para poder me dedicar ao estudo.

Apesar de ter me preparado financeiramente para passar um tempo sem receber salário, também conto com grande ajuda dos meus pais nesse ponto.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior? (Se esse ainda não é o concurso dos seus sonhos, se possível, citar qual é se pretende continuar se preparando para alcançar esse objetivo)

Pedro: Essa é uma decisão bastante pessoal, quando tomei a decisão de sair do emprego, me preparei para em até em uns 2-3 anos passar num “concurso dos meus sonhos”. Então nesses anos iniciais meu objetivo é me preparar para o “concurso principal”, fiz alguns concursos “alternativos” (COMPESA, AF-PETROLINA e PGE-PE) mas não desviei meu foco. Minha situação foi um pouco particular pois sempre houve um “concurso principal” com um edital aberto.

Eu não tenho exatamente um “concurso dos meus sonhos” propriamente dito, meu principal objetivo já foi o de Perito da PF, o da SEFAZ-RS e o da SEFAZ-BA. Após a prova da Bahia continuei o estudo para a SEFAZ-AL e SEFAZ-DF, que ainda estão sem edital, mesmo tendo sido aprovado em um bom concurso, pretendo continuar me preparando.

Financeiramente este concurso que fui aprovado é interessante, mas realmente não tenho como dizer se é aquilo que quero passar o resto da minha vida fazendo, espero que sim. Mas se não, minha idéia é desde agora já ir buscando outras alternativas.

Minha dica é se você ainda está confortável com a situação de estudante, prepare-se para o concurso dos seus sonhos, mas sempre procure fazer provas semelhantes aquelas que você realmente almeja, e se o edital do seu objetivo maior ainda nem saiu, não se preocupe em mudar um pouco o foco (Ex: Auditor Federal -> Auditor Estadual/Municipal).

Agora se a pressão começou a aumentar, financeiramente a situação está crítica, eu acho que vale a pena mudar o foco e tentar um concurso menos concorrido, em que as possibilidades de aprovação são maiores. Pois se a preparação já é difícil nas condições ideais, com pressão torna-se ainda mais complicado.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado(a)?

Pedro: Para o concurso da SEFAZ-BA estudei do dia 06/03 até 25/05, totalizando 456 horas e 17 minutos.

Para área fiscal estudei do dia 22/10/2018 até 25/05/2019, totalizando 1151 horas e 11 minutos.

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Pedro: Até o concurso da Bahia não. Tive a sorte de sempre ter um edital na praça. Atualmente continuo estudando para área fiscal, sem nenhum edital aberto, a carga horária de estudos diminuiu bastante, em parte também porque para a maioria dos assuntos estou fazendo apenas uma rápida revisão teórica e muitos exercícios, e é muito mais difícil passar longas horas fazendo isso.

A verdade é que se você ainda não está razoavelmente preparado, não tem essa de ficar desmotivado se não tem edital aberto. Neste caso é ainda melhor que não tenha, pois em 2-3 meses é muito difícil chegar bem para fazer uma prova. Foi o que aconteceu comigo no concurso da SEFAZ-RS, quando comecei a estudar, o edital já tinha saído, estudei muito, muito mesmo, mas 3 meses não foi tempo suficiente para chegar bem para a prova.

Então se você não está preparado e não tem edital na praça, agradeça e estude até ficar preparado. Se estiver bem preparado e ainda não tiver edital, aproveite para diminuir um pouco o ritmo, descansar um pouco, pra quando o edital sair, voltar com força total.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Pedro: Para ser sincero não me lembro muito bem, acho que quando comecei a procurar material para estudar, dei uma pesquisada na internet. Pelos resultados alcançados, vi que o Estratégia deveria ser muito bom. Conversei com meu amigo da faculdade que já estava nesse mundo a um tempo e ele me disse que realmente o material era excelente. Dei uma olhada nas aulas demonstração e gostei do que vi.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? O que funcionou melhor para você?

Pedro: Digo com sinceridade que 99% do material da minha preparação foi do Estratégia, não comprei qualquer outro material. Meu estudo divide-se basicamente em 3 pontos: videoaula, leitura teórica de PDF e exercícios do PDF ou de site de questões. Não fiz qualquer curso presencial nem utilizei livros na preparação.

Das 1151 horas estudadas para área fiscal, 518 foram assistindo vídeos, 414 fazendo exercícios e 219 de leitura teórica.

Muitas pessoas dizem que a principal parte do aprendizado se dá com a leitura, isso pode ser verdade para a maioria das pessoas, mas pra mim acho que não. No colégio e na faculdade sempre tive muita facilidade em aprender em sala de aula, quando tem alguém explicando, passava muito pouco tempo estudando “sozinho”, com livros.

No estudo para concursos, tentei fazer da mesma forma, dediquei muito tempo para assistir as videoaulas. Realmente com elas o progresso no conteúdo é muito mais lento, mesmo assistindo em velocidade acelerada. Mas eu percebi que é algo que funciona muito bem para mim, os professores são muito bons, e as aulas abordam praticamente todo o conteúdo, raramente algo fica de fora. Então optei por fazer dessa forma, como eu tinha tempo suficiente, achei que valia a pena.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Pedro: Fundamental para se atingir a aprovação o quanto antes é a organização do estudo, planejamento. Antes de começar a estudar, eu fazia o seguinte levantamento: quantas aulas eu tenho para estudar? quantos dias faltam para a prova? Respondendo essas perguntas, eu sabia quantas aulas eu teria de estudar por semana, até a data da prova. Para a prova da Bahia, por exemplo, eu tinha que estudar 3 aulas novas por dia, no domingo eu fazia algumas revisões e dava uma descansada.

Para as revisões, eu sigo o famoso ciclo 24h/7d/28d. Então a rotina diária era mais ou menos assim: cada dia eu tinha aproximadamente 9 aulas para revisar (as 3 do dia anterior, as 3 de 7 dias antes e as 3 de 28 dias antes), fazer essas revisões eram minha obrigação principal. Baseado em quanto tempo eu gastava nessas revisões, e na minha vontade ou necessidade, eu escolhia 3 aulas novas para estudar, e já marcava para revisá-las de acordo com o ciclo. É uma planilha Excel que fiz e que funciona mais ou menos como um diário.

Nessa planilha sempre anoto também o que foi feito: quais vídeos assisti, quais páginas li, quantos exercícios fiz, e quantos acertei, quanto tempo gastei. Agregando essas informações posso acompanhar diversas estatísticas do meu estudo e ir ajustando alguns pontos ao longo do processo.

Então durante um dia, entre revisões e aulas novas eram em média 12 assuntos diferentes. Alguns da mesma matéria, considerando as “aulas novas” eu diria que meu ciclo de estudo tinha umas 8 matérias sendo estudadas simultaneamente.

Para a Bahia, a carga horária média final foi de 40 horas e 25 minutos semanais, eu procurava concentrar a maior parte nos dias da semana. Houve alguns poucos dias em que não estudei nada, houve outros dias que estudei mais de 10 horas.

Quando estudei para a prova do RS não fiz nenhum resumo, para a Bahia, como tinha um pouco mais de tempo, eu costumava imprimir o resumo que os professores faziam e ia adicionando algumas coisas que julgava interessante, principalmente quando fazia questões. Não recomendo fazer resumos completos “de próprio punho”, são muito demorados, a não ser que você sinta que seja algo essencial para seu aprendizado e tenha bastante tempo disponível.

Como disse anteriormente, eu diria que o foco principal do meu estudo foram as videoaulas, mas isso é bastante particular. Também é absolutamente necessário fazer muitas questões, desde quando comecei a estudar para área fiscal, fiz mais de 20 mil. Na minha visão, com o passar do tempo devemos cada vez mais concentrar nosso estudo na resolução de questões e menos na leitura teórica ou videoaulas.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Pedro: No estudo para área fiscal minhas principais dificuldades foram no Direito Civil e Direito Empresarial nessas duas disciplinas eu fico bem abaixo da média, felizmente na prova da Bahia não havia essas matérias.

Com minha planilha, tenho noção de qual o meu rendimento nas questões baseado na aula do Estratégia que elas estão relacionadas. Para melhorar meu desempenho geral, realizo o que chamo de “revisões aleatórias”. Nos dias em que estou mais folgado, eu procuro aquelas aulas que meu rendimento é baixo e dou uma revisada nela, seja lendo o resumo, vendo o vídeo novamente ou fazendo questões, o que eu julgar mais interessante.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Pedro: Na semana que antecedeu a prova estudei 29 horas, ou seja, dei uma diminuída no ritmo.

Outra coisa que eu faço enquanto estudo é anotar aqueles pontos “decoreba” e que tenho dificuldade para serem vistos na véspera da prova.

Cheguei em Salvador no sábado pela manhã, a prova foi no domingo. Dei uma passeada pela praia próximo ao hotel, de noite dei uma revisada em coisas muito pontuais, que eu tinha anotado para ver.

Para mim, na véspera de prova é importante descansar, não compensa ficar estudando desesperadamente.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Pedro: Não me preparei para prova discursiva. Eu não gosto de escrever, toma muito tempo e achava que não valia a pena, era melhor se garantir no conteúdo da objetiva que conseguiria um bom resultado na discursiva. Mas estou começando a mudar de opinião, fiquei de fora no concurso da PF porque pensava assim, no concurso da Bahia consegui entrar porque fui muito bem na objetiva, mas perdi diversas colocações na discursiva. Das 48 provas corrigidas, tive a 5ª pior nota, corri o risco de ser eliminado novamente. A partir de agora irei me preparar par provas discursivas, ainda não sei como, mas aconselho a todos que se preparem também.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Pedro: O maior erro foi não me preparar para a prova discursiva. Passei semanas bastante apreensivo entre o resultado da prova objetiva e o resultado da prova discursiva, com medo que a história que aconteceu com a PF se repetisse.

O maior acerto e grande diferencial da minha preparação acredito ser a organização do meu estudo, entender que o que funciona bem para mim, que não é exatamente o que funciona bem para os outros. Gosto muito da minha planilha, acho que é um diferencial na preparação você ter uma noção quantitativa dos seus pontos fortes e pontos fracos.

Também acho que acertei ao procurar não abdicar de fazer coisas que gosto para focar completamente no estudo. Felizmente tive a oportunidade de deixar o emprego para estudar. Se você tiver algum tempo, acho importante não abrir mão de fazer o que gosta.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Pedro: O mais difícil foi tomar a decisão inicial, de sair dos empregos para estudar. Me considero uma pessoa bastante comprometida e resiliente, encaro o estudo como um trabalho, uma obrigação. Me preparei para uma caminhada mais longa, tive resultados muito bons rapidamente e isso me deixava animado para continuar estudando.

Também descobri que gosto de estudar, de aprender, tem gente que não suporta. Claro que é cansativo, repetitivo e as vezes chato e muitas vezes preferiríamos fazer alguma outra coisa naquele momento. Mas no geral não considero um sacrifício muito grande. Em nenhum momento pensei em desistir.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Pedro: Eu diria que as principais motivações eram as oportunidades que um bom cargo público poderia me proporcionar, principalmente sob o aspecto financeiro mas também quanto os demais. Também sou movido a desafios, o simples fato de algo ser difícil de se conseguir, me motiva a conseguir.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Pedro: Meu principal conselho é: esteja preparado e procure atalhos para isso. Planeje e organize seus estudos, saiba onde você precisa melhorar. Saiba o que está fazendo. Se você está perdido, procure dicas e veja o que funciona para você, não encare tudo como verdade para o seu caso. Faça provas e não desanime, em pouco tempo um resultado negativo se transforma em um positivo se você estiver trilhando o caminho certo.

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