Aprovado em 1º lugar no concurso MP SP para o cargo de Analista Técnico Científico- Engenheiro Agrônomo
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“Sempre tenha o objetivo a longo prazo. Sei que vivemos em uma era do imediatismo, mas tenha consciência de que algumas metas, às vezes, levam tempo a serem alcançadas […]”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com Felipe Morais Del Lama, aprovado em 1º lugar no concurso MP SP para o cargo de Analista Técnico Científico- Engenheiro Agrônomo:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Felipe Morais Del Lama: Meu nome é Felipe Morais Del Lama. Sou natural de Ribeirão Preto/SP. Atualmente, tenho 35 anos. Sou formado em Engenharia Agronômica pela Universidade de São Paulo, no campus de Piracicaba (ESALQ/USP).
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Felipe: Nasci em uma família repleta de servidores públicos. Tenho parentes muito próximos (pais, primos e tios) que sempre nos incentivaram (minha irmã e eu) a ingressar na carreira pública. Além da famigerada estabilidade que o serviço público proporciona, a previsibilidade da vida financeira sempre foi um argumento utilizado.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Felipe: Sim, trabalhava e estudava. A conciliação ocorria nos horários livres (antes e após o expediente de trabalho e nos horários de almoço).
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Felipe: 1o lugar: Prefeitura de Bragança Paulista/SP (cargo de Engenheiro Agrônomo); Prefeitura de Franca/SP (cargo de Engenheiro Agrônomo); Universidade de São Paulo (cargo de Engenheiro Agrônomo- especialidade em Arborização Urbana); Ministério Público do Estado de São Paulo (Analista Técnico Científico- Engenheiro Agrônomo);
2o lugar: Prefeitura de Piracicaba/SP (cargo de Engenheiro Agrônomo) e Prefeitura de Campinas/SP (cargo de Engenheiro Agrônomo);
3o lugar: Prefeitura de Santos/SP (cargo de Engenheiro Agrônomo);
4o lugar: Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB)- cargo de Analista Ambiental/especialidade Engenharia Agronômica
5o lugar: Prefeitura de São José do Rio Preto/SP (cargo de Engenheiro Agrônomo).
Pretendo continuar estudar com o intuito de me aperfeiçoar profissionalmente. No tocante a concursos públicos, o ciclo chegou ao fim.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Felipe: Sempre mantive minha social (amigos, família e atividade física) durante a preparação para concursos. O único ponto que mudava era a frequência e a carga horária. Neste caso, reduzia o tempo na academia e com as pessoas próximas para me dedicar mais aos estudos, mas jamais aboli completamente momentos externos à preparação para os certames.
Estratégia:Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Felipe: Sim, sempre tive esse apoio. Meus amigos e familiares compreendiam minha ausência em alguns encontros, em prol de uma melhor preparação para os concursos. Sabiam que essa era uma fase passageira.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Felipe: Estudei 3 meses para o concurso do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP/SP), que é, até hoje, o maior certame enfrentado por mim.
As maiores motivações para manter a disciplina foram: ótimos ganhos financeiros e benefícios, carreira prestigiada, sede em uma cidade com ótima qualidade de vida (Piracicaba/SP).
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação? (Aulas presenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens?)
Felipe: Videoaulas e cursos em PDF.
A principal vantagem das videoaulas é a didática do professor para explicar o conteúdo cobrado no edital, principalmente no tocante à interpretação das leis. Além disso, o professor resolve e comenta questões de provas anteriores, justamente com o intuito de mostrar ao aluno como o assunto é cobrado.
Vale ressaltar que, para os alunos com boa memória auditiva, as videoaulas são uma excelente ferramenta de aprendizado.
Os cursos em PDF, por sua vez, são bem completos e repletos de questões e comentários dos professores. No entanto, requerem mais tempo para finalizá-los.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Felipe: Por meio da minha irmã, que utilizava os materiais na preparação para os concursos que prestava.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia? (Pode citar uma ou mais ferramentas que mais te ajudaram na preparação).
Felipe: Sim, senti grande diferença! Aprendi a fazer mapas mentais e a focar meu aprendizado por meio da resolução de questões e revisões.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos? (Estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Quantas horas líquidas estudava por dia?)
Felipe: Sim, sempre estudei 3 ou 4 matérias simultaneamente. Isso ajuda a ter a sensação de “avanço” em relação às matérias que compõem o edital. Além disso, diversificar o conteúdo estudado provoca menos cansaço mental e, consequentemente, facilita a assimilação de assuntos variados.
Estratégia: Como fazia suas revisões? (Costumava fazer resumos, simulados ou algo mais?)
Felipe: As revisões eram feitas por meio de mapas mentais e resumos.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Felipe: A resolução de exercícios é uma etapa-chave, pois permite a sedimentação de todo o conteúdo estudado e a constatação de como os assuntos são cobrados.
Outro ponto importante é a malícia adquirida, pois começamos a identificar “pegadinhas” e, principalmente, o estilo de cobrança de cada uma das bancas.
Se considerarmos apenas a preparação para o concurso do MP/SP, resolvi quase 3.000 questões, incluindo as disciplinas de Conhecimentos Específicos, Direito Administrativo, Direito Constitucional, Direito Processual Penal, Matemática e Raciocínio Lógico e Português.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Felipe: Matemática e Raciocínio Lógico, com destaque para Análise Combinatória e Probabilidade.
Neste caso, apenas a resolução de muitas questões permite amenizar as dificuldades encontradas em um assunto tão complexo e espinhoso como Análise Combinatória.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Felipe: Na semana que antecedeu a prova, bem como no dia pré-prova, fiz revisões em que foquei apenas os assuntos cuja cobrança era certa.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Felipe: No concurso do MP/SP, a prova discursiva apresentava o maior peso (60 pontos). Isso mostra a importância de um bom preparo para essa parte do exame.
A minha preparação consistiu em redigir, de próprio punho, textos de assuntos da parte específica, pois, no edital, estava explícito que o tema da discursiva estaria associado aos conhecimentos da área de atuação.
É muito importante trabalhar a redação manual, uma vez que perdemos esse hábito, em decorrência da utilização dos aparelhos tecnológicos.
Após o desenvolvimento do texto, é essencial que outra pessoa leia sua redação. Pode ser um especialista da área ou, até mesmo, um professor de português.
O fato mais relevante é seu leitor compreender sua caligrafia e sua mensagem.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Felipe: Ao longo de minha trajetória de quase 10 anos como concurseiro,
Cometi muitos erros no início, como: estudar por materiais aleatórios encontrados em sites, não resolver questões para saber como as bancas cobravam determinado assunto e não revisar.
Decorridas algumas reprovações, conheci o Estratégia e aprendi a elaborar mapas mentais, a focar no estilo de cobrança à medida que adquiri experiência com as provas e a resolução de questões e, principalmente, a fazer resumos objetivos para revisar. Concluí que a revisão é fator primordial de assimilação do conteúdo estudado.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Felipe: Não pensei em desistir, mas em prestar concursos diferentes da minha área de formação, com o intuito de ter acesso a certames com maior número de vagas. Até mesmo aqueles para nível médio.
No entanto, quando obtive o primeiro lugar para o cargo de engenheiro agrônomo, em um concurso municipal que oferecia uma única vaga e tinha 150 inscritos, percebi que minha meta pessoal era factível.
A partir desse dia, criei confiança em mim mesmo, até atingir todas as aprovações mencionadas anteriormente.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Felipe: Sempre tenha o objetivo a longo prazo. Sei que vivemos em uma era do imediatismo, mas tenha consciência de que algumas metas, às vezes, levam tempo a serem alcançadas. Por isso, esteja preparado para lidar com eventuais frustrações, sobretudo no início da caminhada de concurseiro.
E jamais considere uma experiência malsucedida como algo “inútil” ou “perda de tempo”. Essa é uma etapa do processo de amadurecimento que, certamente, trará um bom preparo para desafios futuros.