Aprovado em 1º lugar no Concurso MP-AL para o cargo de Técnico Judiciário
Concursos Públicos“[…] Para manter a disciplina não tem muito mistério: necessidade e senso de urgência. Acredito que ninguém gosta de estudar […]”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com Rudá Libório, aprovado em 1º lugar no Concurso MP-AL para o cargo de Técnico Judiciário:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Rudá: Olá, me chamo Rudá, tenho 31 anos e sou natural da cidade de Aracaju, capital do estado de Sergipe. Sou formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Tiradentes.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Rudá: Comecei a estudar porque observei muitas dificuldades no mercado de trabalho e também porque sempre tive como meta a estabilidade financeira (vida previsível financeiramente).
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Rudá: Apenas nos 2 primeiros meses eu conciliei trabalho com os estudos, mas logo depois pedi demissão e foquei apenas nos estudos.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Rudá: Durante minha carreira de concurseiro, consegui algumas boas aprovações, mas precisei mudar de cargo, pois o cargo que havia escolhido é péssimo para nomear. (tentarei colocar na ordem de melhor colocação); *todas as aprovações são na ampla concorrência.
Cargo: Técnico Judiciário – Agente de Polícia Judicial:
TRT – Sergipe → 3°
TRT Minas Gerais → 30
TRF 1 (SALVADOR) → 4°
TSE Unificado – TRE (Sergipe) → 4°
TRT Ceará → 21º
TRF 5 (Seção Judiciária Sergipe) → 40°
TRF 3 (SEDE – São Paulo) → 43°
TRT- Bahia → 44°
TRT Santa Catarina → 370°
Cargo: Técnico Judiciário – Área administrativa:
MP ALAGOAS → 1°
MP SERGIPE → 1220
Sim, pretendo continuar estudando, pois a minha experiência aguardando ser nomeado foi a pior possível, sendo assim enquanto eu não tiver nomeado não existe a chance de parar de estudar. Pelos meus resultados é possível notar a variação de classificações, pois eu parei de estudar em alguns momentos, acreditando que seria nomeado, mas não fui. Mudei de área e comecei a estudar para área administrativa mais recentemente.
Também pretendo continuar pois a diferença salarial dos órgãos mantidos pela união dos órgãos mantidos pelos estados é muito relevante, já passei muito tempo estudando para aceitar tal diferença.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Rudá: Eu sempre separei minha preparação em 2 momentos, pré e pós edital. No pré edital eu estudava de segunda a sexta no horário comercial e no sábado durante a manhã. Porém, no pós edital eu estudava até não aguentar mais.
Quanto a vida social, eu sempre me planejei para me manter vendo família e amigos. Alguns dias acordava bem cedo para poder sair durante a tarde (ajustando meus horários), mas também procurava passar menos tempo nos eventos sociais para não desregular o sono. Não tenho uma regra muito rígida, mas sim uma análise da circunstância e consciência momentânea.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Rudá: Sim, sempre houve muito apoio e compreensão. (de todas as formas). Compreensão de algumas ausências e a demonstração muita parceria em momentos estressantes.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Rudá: 2 meses neste último concurso (MP-AL). Para manter a disciplina não tem muito mistério: necessidade e senso de urgência. Acredito que ninguém gosta de estudar para concurso, pois trata-se de um estudo muito diferente do tradicional, é quase como a preparação de uma atleta, muita repetição. Estudava porque tinha a obrigação de estudar.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Rudá: Os materiais que utilizei sempre foram variados. (com exceção de aulas presenciais, que nunca utilizei). A variação do material depende muito da situação. Por exemplo, acredito que as videoaulas funcionam melhor quando tratam de assuntos (ou áreas) às quais não possuo nenhum conhecimento, sendo assim necessito entender o cerne do conteúdo (por mais que seja um método mais lento). Já os PDF’s e as questões eu utilizo mais para revisões, onde não é possível perder tempo.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Rudá: Na internet e através de amigos.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Rudá: A diferença maior foram os professores, como disse anteriormente. Pois muitas matérias, principalmente as de direito, eu não tinha familiaridade, pois vim da área da propaganda, e os professores do Estratégia sempre procuram explicar de uma forma que qualquer pessoa consiga entender (mas sem deixar o tecnicismo de fora, parte essencial nas provas)
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Rudá: Montei meu plano de estudos sozinho.. Sempre avaliava o edital para analisar os pesos das matérias e ia estudando de acordo com as minhas dificuldades e os meus resultados. Acredito que o concurseiro deve estar sempre se autoavaliando e encarando a realidade como ela é, sem correr do que considera mais difícil. Entendo também que é obrigação de cada um montar seu cronograma de estudos, pois apenas o candidato sabe do que precisa.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Rudá: Revisões de pontos onde havia maior dificuldade eu revisitava meus resumos. O restante era através de questões e caderno de erros.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Rudá: Imensa. Sempre tratei a resolução de questões como a parte mais importante. Não lembro exatamente os números, pois costumo apagar o histórico no final das preparações (para que na próxima eu responda tudo de novo sem lembrar se eu acertei ou errei), mas já terminei alguns ciclos com 7.000, 8.000 questões feitas.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Rudá: As que envolviam certa subjetividade (pois algumas bancas pensam de maneiras diferentes, existem vários autores o que me deixava sem saber o que eu deveria decorar para cada situação).
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Rudá: Muita, MAS MUITAS QUESTÕES MESMO. Eu tento estudar até o último minuto antes de cada prova.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Rudá: Meu maior erro foi ter insistido em um cargo que nomeia muito pouco.
Meu maior acerto foi simplesmente não ter parado.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Rudá: Sim, pensei. Como não fui nomeado para Policial Judicial (mesmo com excelentes aprovações) isso me fez questionar se ser servidor público era pra mim. Porém, eu continuei porque cheguei a um ponto de não retorno. Já tinha dedicado muitos anos da minha vida aos estudos e, naquele momento, simplesmente não conseguia mais me imaginar parando no meio do caminho.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Rudá: Tenho alguns conselhos que acredito que sejam importantes.
Primeiro: determine a área que você quer estudar (pois a concorrência está cada vez mais profissional nos cargos o estudo de apenas alguns meses para um cargo torna a aprovação muito improvável).
Segundo: não acredite que existem apenas alguns métodos que funcionam, cada pessoa é diferente e precisa respeitar o que funciona para si. Porém, é dever de cada um analisar friamente a própria evolução, sem se enganar. E, a depender da própria autoanálise, mudar o método se necessário.
Terceiro: a organização é, na minha humilde opinião, a maior arma do concurseiro. Uma pessoa desorganizada, que não sabe exatamente em que etapa está dos estudos e não consegue estruturar os conteúdos de forma adequada, tende a se prejudicar. Isso porque a quantidade de conteúdos cobrados nos concursos está cada vez maior, tornando praticamente impossível estudar de forma eficiente sem uma boa organização.
Quarto: buscar atividades que possam relaxar e te tirar um pouco do mundo dos concursos, para que você não acabe ficando maluco e ansioso (principalmente no pré edital, pois no pós edital a maluquice pode funcionar em alguns momentos kkkkkkk)