Aprovado em 13º lugar no Concurso CGE-SP para o cargo de Auditor
Controladorias/Gestão (CGU, CGE, STN, EPPGG)
“[…] No estudo para concurso, o cansaço físico não é o principal obstáculo, primeiramente, é mais importante desenvolver uma mentalidade blindada […]”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com CYNTHIA ALBUQUERQUE, aprovado em 13º lugar no Concurso CGE-SP para o cargo de Auditor:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo(a). Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Cynthia: Material Bélico pela Escola de Sargentos de Logística (tecnólogo do concurso da Escola de Sargentos das Armas); 22 anos; Olinda – PE.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Cynthia: Para o concurso da ESA, a indecisão de qual faculdade fazer. Para os demais concursos após me tornar sargento, o estudo foi motivado por não querer mais seguir a carreira militar e galgar melhores oportunidades na vida civil.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Cynthia: Sim. Estudando antes e depois do expediente, utilizando o intervalo de almoço para revisar ou fazer questões.
A rotina era a seguinte: Em dias normais, estudar de 4:30h a 6:40h; ir para o trabalho; hora do almoço, metade eu dormia e metade revisava/fazia questões; voltar para casa e começar os estudos novamente às 19h e seguir até 22:30/23h. Ia dormir em torno de 00h para acordar novamente no dia seguinte às 4:30. Nos dias de serviço, fazia simulados/questões quando dava e, no dia seguinte, utilizava de 4h a 6h da manhã para estudar, pois sabia que ia começar a trabalhar novamente após sair do serviço e não queria deixar acumular para depois do expediente. Depois do expediente pós-serviço, tentava manter meu desempenho (que era prejudicado pelo cansaço, mas enxergava isso como um treinamento para o dia da prova) e, no total do dia, rendia umas 4 horas líquidas de estudo.
Além disso, havia casos excepcionais, como na retomada da minha preparação para concursos em 2024 (meu primeiro ano de tropa). Esse ano coincidiu com as enchentes no Rio Grande do Sul e tinha dias que não conseguia estudar por conta de operação/missão. Nesses casos, tentava utilizar a madrugada para estudar, mesmo que um pouco.
Minha preparação até ser classificada na CGE-SP não foi nada linear, eu só ia fazendo os concursos à medida que os editais eram publicados e coincidiam com as matérias que já havia estudado. Nisso, iniciei meu estudo com o Poder Judiciário, depois passei para a área administrativa e, por fim, entrei na área de Controle pelo concurso do TCU. A prova da CGE-SP foi meu 2º concurso na área de controle e o 1º para o cargo de auditor.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado(a)? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Cynthia:
Escola de Sargentos das Armas – 3º lugar na ampla concorrência;
Técnico Judiciário do TRE-PE (TSE UNIFICADO) – 20º lugar cotas;
Analista Administrativo da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) 1º lugar na objetiva e discursiva na ampla concorrência; 1º lugar cotas após valoração de títulos;
Técnico Federal de Controle Externo do TCU: aprovada fora das vagas;
Auditor da Controladoria Geral do Estado de São Paulo 13º lugar ampla concorrência.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Cynthia: Saía pouco para disfarçar, pois estudava em segredo e não queria que descobrissem. Como morava muito longe da minha família, só os via quando estava de férias, fato que facilitou um pouco minha concentração.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseira? De que forma?
Cynthia: Somente minha mãe apoiava pois era a única que sabia e meu pai/outros familiares diziam para estudar para outra coisa. O restante desdenhava porque eu teoricamente “não fazia nada” (pois não fazia faculdade, academia ou algo do tipo após me formar sargento).
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Cynthia: 3 meses. Vontade de ter uma melhor qualidade de vida, não pretendia seguir carreira militar mesmo antes de entrar na ESA. Em 2024, após 3 meses como sargento no meu primeiro ano de tropa em Santa Maria RS, vi que não era o que eu queria e comecei a estudar para não perder tempo. Quando acordava cansada de madrugada, não conseguia voltar a dormir mesmo que quisesse, pois isso me distanciaria do meu objetivo. Com isso, concluí que, no estudo para concurso, o cansaço físico não é o principal obstáculo, primeiramente, é mais importante desenvolver uma mentalidade blindada para esse tipo de situação. Nesse quesito, acredito que o militarismo me ajudou bastante na parte de disciplina e equilíbrio emocional.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Cynthia: Para a ESA, utilizei o material gratuito do Estratégia e videoaulas do YouTube. Após formada, adquiri a assinatura básica e utilizei o Passo Estratégico, questões + resumos dos PDFs “padrão” e videoaulas das disciplinas que não entendia a partir da leitura do PDF.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Cynthia: Conheci inicialmente pelo Estratégia Militares, no YouTube.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Cynthia: Passo Estratégico, rodada de discursivas e simulados foram essenciais pois tratavam dos assuntos exatamente da forma como eram cobrados pela banca. Nos simulados, sempre havia questões que caíam no concurso.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Cynthia: Estipulava peso das matérias pela ênfase dada no edital, dividia os PDFs em “blocos” e fazia uma média de em quantos blocos de PDF eu precisaria dividir cada disciplina até o dia da prova utilizando um calendário. Dedicava mais tempo/blocos às disciplinas que tinham mais peso no edital e ia alterando semanalmente caso precisasse adaptar o estudo à minha rotina. Normalmente eu estudava 2 matérias por dia + revisão de outra matéria. Em dias normais (sem serviço ou missão), fazia 6h líquidas. Em dias de serviço, campo ou missão, em torno de 2h líquidas. Finais de semana chegava a 6h30/7h, às vezes 8h líquidas, mas era muito difícil.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Cynthia: Lia os grifos no PDF/lei seca e utilizava caderno de erros feito por mim.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Cynthia: Fixação do conteúdo e ter uma leitura estratégica do PDF para o que pode ser cobrado. Não lembro quantas questões fiz pois utilizei todos os materiais disponibilizados, assim como a plataforma de questões.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Cynthia: Administração Financeira e Orçamentária. Como tinha bastante peso na prova da CGE-SP, estudava todos os dias até entender e depois fui diminuindo os blocos semanais.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Cynthia: A escala de serviço apertou bastante (um serviço de 24h a cada 4 dias, emendando com o expediente do dia seguinte), fato que dificultou bastante minha preparação, mas mantive o foco da mesma maneira que fazia antes. No dia pré-prova, assistia a revisão de véspera e lia os questionários ao final do Passo Estratégico dos assuntos que achava mais importantes.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Cynthia: Tentava fazer no mínimo 1 por semana (a meta era fazer 3, mas nunca consegui). Escolhia um tema aleatório da rodada de discursivas e fazia a questão, depois observava o padrão de resposta do professor e via se a minha estava correta. Dias antes do concurso, lia as respostas das discursivas do professor para adquirir repertório, com ênfase nos grifos que fazia na estruturação dos períodos, conjunções e tudo que eu achava interessante para incrementar a minha discursiva. No total, na preparação para a CGE-SP, fiz 6 questões discursivas e consegui fazer 113,5/120 pontos no dia do concurso (95% da pontuação, sendo a 3ª maior nota do concurso na especialidade auditoria).
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Cynthia: Acertos: treinar escrevendo diretamente na folha de resposta, utilizando o rascunho apenas para estruturar ideias e a melhor forma de organizar os períodos. Lei seca todo dia.
Erros: estudar somente no pós-edital para todos os concursos que fiz e começar o estudo para discursivas somente 45 dias antes da prova.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Cynthia: Desistir nunca foi uma opção, pois não estava satisfeita com a minha escolha de carreira, além da distância da família e falta de tempo/previsibilidade para ter vida pessoal. O estudo para concurso é difícil e cansativo, mas mais difícil ainda seria suportar o peso de não estar na vida que eu almejava.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Cynthia: Apenas começar, manter os estudos em segredo independentemente da opinião alheia e, acima de tudo, não desistir, pois o estudo é o único caminho para alcançar nossos objetivos de forma honesta e justa.