
“[…] A aprovação é construída com consistência. É importante confiar no processo e focar na evolução diária.”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com PEDRO TEIXEIRA JACOBINA AIRES, aprovado em 3° lugar no Concurso INFRA/VALEC para o cargo de ANALISTA – ESPECIALIDADE ANALISTA DE SISTEMAS:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo(a). Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Pedro Aires: Tenho 32 anos, sou natural de Brasília e sou formado em Engenharia Civil e em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Há alguns anos fiz uma transição de carreira para a área de TI, na qual trabalho atualmente e pretendo continuar me desenvolvendo, tanto no serviço público quanto profissionalmente.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Pedro: Por ter passado grande parte da minha vida em Brasília, sempre convivi com pessoas que estudavam ou trabalhavam no serviço público. Concursos sempre fizeram parte das conversas ao meu redor, principalmente pela estabilidade e pelas oportunidades de crescimento que oferecem.
A decisão de iniciar essa jornada veio quando percebi que queria construir um projeto de vida de longo prazo. Meu objetivo era formar uma família, ter mais qualidade de vida e buscar uma carreira que me proporcionasse estabilidade sem abrir mão de trabalhar na área de TI, que é onde realmente me identifico.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Pedro: sim. Tenho o privilégio de trabalhar remotamente, o que me proporciona um pouco mais de flexibilidade para organizar minha rotina. Ainda assim, a maior parte dos estudos acontecia após o expediente.
Sempre acreditei que a consistência era mais importante do que a quantidade de horas estudadas. Por isso, meu objetivo era manter uma rotina sustentável, estudando praticamente todos os dias. Durante a semana, costumava dedicar entre 2 e 3 horas por dia, e, nos finais de semana, aproveitava para aumentar um pouco a carga de estudos. Essa constância ao longo do tempo foi o que fez a maior diferença na minha preparação.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado(a)? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Pedro: Ao longo da minha trajetória, conquistei algumas aprovações em cadastro de reserva, que serviram como um importante indicativo de que eu estava no caminho certo. Minha primeira aprovação dentro das vagas veio no concurso da Infra S.A., no qual alcancei a 3ª colocação.
Pretendo, sim, continuar estudando. Meu objetivo é seguir construindo uma carreira no serviço público na área de TI, e estou bastante animado com a expectativa de publicação do edital do Banco Central, que hoje é um dos concursos que mais desperta meu interesse.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Pedro: minha vida social acabou ficando em segundo plano durante a preparação, porque era necessário priorizar os estudos. Isso significou recusar alguns convites e reduzir a frequência de encontros com amigos e familiares, principalmente nos períodos mais próximos das provas. Ao mesmo tempo, acredito que segundo plano não significa abrir mão completamente da vida social. Sempre procurei reservar alguns momentos para estar com as pessoas que são importantes para mim, porque esses encontros ajudam a aliviar a pressão, recarregar as energias e voltar aos estudos com mais disposição e motivação. Na minha experiência, encontrar esse equilíbrio foi importante para manter a constância na preparação ao longo do tempo.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro(a)? De que forma?
Pedro: recebi muito apoio de todos ao longo dessa jornada. Tenho o privilégio de ter sido criado em uma família que sempre valorizou a educação e incentivou os estudos, então foi natural para eles entenderem quando precisei abrir mão de alguns momentos de lazer e recusar convites para me dedicar à preparação.
Minha noiva também teve um papel fundamental nesse processo. Ela sempre foi muito compreensiva com a minha rotina, especialmente nos períodos mais intensos de estudo, além de estar ao meu lado nos momentos de maior ansiedade e de celebrar comigo cada pequena conquista ao longo do caminho. Acredito que esse apoio fez toda a diferença, porque a preparação para concursos é um projeto de longo prazo, e ter pessoas que compreendem seus objetivos torna a caminhada muito mais leve.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Pedro: essa é uma pergunta que exige um pouco de contexto. Há cerca de quatro anos fiz uma transição de carreira para a área de TI e, quando decidi seguir o caminho dos concursos, optei por focar exclusivamente em certames voltados para tecnologia. É uma área com a qual tenho grande afinidade e na qual pretendo construir minha carreira.
No início de 2025, passei a estudar de forma consistente, principalmente para consolidar a base teórica de TI. Embora eu já trabalhasse na área, meu conhecimento era muito mais prático, então precisei dedicar bastante tempo ao estudo dos conteúdos cobrados nos editais. Especificamente para o concurso da Infra S.A., estudei durante cerca de um mês, no período entre a prova da Telebras e a da Infra. No entanto, considero que minha preparação para essa aprovação começou muito antes, já que vinha estudando continuamente para concursos de tecnologia, cujos editais costumam ter uma base de conteúdos bastante semelhante. Para manter a disciplina, estabeleci uma rotina de estudos e procurei encarar a preparação como um projeto de longo prazo. Em vez de estudar apenas quando surgia um edital, mantive a constância, ajustando o ritmo conforme a proximidade das provas. Essa continuidade foi fundamental para chegar bem preparado quando as oportunidades apareceram.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Pedro: sempre gostei de utilizar uma estratégia de estudo baseada na resolução de questões. Acredito muito no estudo reverso: primeiro entender como a banca cobra os assuntos e, a partir disso, direcionar o aprofundamento teórico.
Por isso, resolvi milhares de questões, principalmente da Cebraspe, que era a banca dos concursos que eu estava prestando. Ao mesmo tempo, utilizei bastante os PDFs do Estratégia para consolidar minha base teórica, entender melhor os tópicos em que tinha dificuldade e estudar o conteúdo de forma estruturada e lógica. Na minha experiência, essas duas abordagens se complementam muito bem. As questões ajudam a desenvolver o raciocínio exigido pela banca e a identificar os pontos fracos, enquanto os PDFs oferecem uma explicação completa e organizada, permitindo aprofundar o conhecimento com eficiência. Essa combinação foi, sem dúvida, um dos principais fatores da minha preparação.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Pedro: conheci o Estratégia Concursos por indicação de um professor. Na época, ele recomendou os PDFs do Estratégia, destacando que, na opinião dele, eram os melhores do mercado pela qualidade, organização e profundidade do conteúdo. Resolvi seguir a recomendação e, desde então, os materiais passaram a fazer parte da minha preparação.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Pedro: sim, senti uma diferença significativa na minha preparação principalmente pela qualidade dos PDFs. Um dos grandes diferenciais que encontrei foi o equilíbrio entre profundidade e objetividade: os materiais são completos o suficiente para cobrir uma grande parte dos conteúdos cobrados nos editais, mas sem serem excessivamente extensos a ponto de comprometer a continuidade dos estudos.
Além disso, a organização e a didática dos PDFs facilitaram muito minha rotina de preparação, permitindo estudar a teoria de forma estruturada e revisar os principais pontos com mais eficiência.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Pedro: eu acredito bastante no ciclo de estudos, então montei minha preparação dessa forma. Em vez de estudar uma matéria por vez até finalizar todo o conteúdo, preferi manter várias disciplinas em andamento simultaneamente, garantindo que todas evoluíssem ao longo da preparação.
Para definir a distribuição do tempo entre as matérias, considerei principalmente dois fatores: o peso de cada disciplina na prova (estimando o número de questões que poderiam ser cobradas) e o custo de estudo, que era a forma como eu avaliava o esforço necessário para conseguir evoluir em determinado assunto. Dessa maneira, conseguia dedicar mais tempo às matérias com maior impacto na nota ou melhor custo-benefício. A quantidade de matérias estudadas por dia variava conforme o tempo disponível, mas o objetivo era sempre manter todas dentro do ciclo. Para esse concurso, minha rotina foi de aproximadamente 3 horas líquidas de estudo por dia.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Pedro: gosto muito de fazer minhas revisões por meio de questões e simulados, pois acredito que essa é a melhor forma de consolidar o conhecimento e treinar o estilo de cobrança da banca.
Além disso, mantinha um resumo de cada matéria. Uma regra que eu seguia era limitar esses resumos a, no máximo, duas páginas, o que me obrigava a selecionar apenas os pontos mais relevantes, principalmente aqueles assuntos mais recorrentes nas questões ou em que eu tinha mais dificuldade. Dessa forma, conseguia ter um material de revisão rápido e objetivo, que realmente ajudava na reta final da preparação.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Pedro: considero a resolução de exercícios uma das partes mais importantes da preparação. Como mencionei anteriormente, sou um grande entusiasta do estudo reverso, pois acredito que as questões permitem entender como a banca cobra os assuntos, identificar pontos fracos e direcionar melhor o estudo teórico.
Além disso, a prática constante ajuda a desenvolver velocidade e familiaridade com o estilo da prova, especialmente em bancas como a Cebraspe. Desde que iniciei meus estudos, em janeiro de 2025, até a realização da prova da Infra S.A., em março de 2026, resolvi aproximadamente 13.000 questões.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Pedro: quando iniciei minha preparação para concursos, já tinha decidido focar exclusivamente em provas da área de TI. O principal desafio foi justamente construir uma base teórica mais sólida nessas disciplinas, pois, apesar de já atuar na área, meu conhecimento era muito mais voltado para a prática profissional.
As matérias que exigiram mais dedicação inicialmente foram Banco de Dados, Engenharia de Software e Segurança da Informação. Para superar essa dificuldade, utilizei bastante o estudo reverso por questões, identificando os temas mais cobrados pelas bancas e direcionando meus estudos para aquilo que realmente tinha maior impacto na prova. Além disso, minha graduação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas ajudou a formar essa base, e posteriormente complementei e aprofundei meus conhecimentos utilizando os PDFs do Estratégia, que me ajudaram a organizar a teoria e preencher algumas lacunas.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Pedro: eu tive apenas um mês de preparação entre a prova da Telebras e a da Infra S.A., então precisei utilizar esse período de forma bastante estratégica. Na última semana, foquei em finalizar o conteúdo de legislação que ainda não tinha conseguido estudar, pois sabia que poderia ser um diferencial importante na prova.
Esse estudo acabou sendo muito relevante, já que consegui chegar mais preparado nessas questões e acredito que contribuiu positivamente para minha pontuação final. No dia anterior à prova, mantive uma rotina normal de estudos. Aproveitei o sábado para revisar o máximo de conteúdo possível, principalmente os pontos mais importantes e aqueles que eu havia identificado como mais sensíveis ao longo da preparação.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Pedro: minha preparação para a discursiva não foi feita de forma exclusiva, então não tenho uma experiência tão aprofundada nessa parte quanto na prova objetiva. No entanto, acredito que a preparação para a parte técnica do conteúdo acabou contribuindo bastante, pois ter domínio dos assuntos cobrados é fundamental para conseguir desenvolver uma boa resposta.
Como conselho, acredito que é importante não deixar a discursiva para a última hora. Mesmo que a maior parte do tempo seja dedicada à prova objetiva, vale treinar a estrutura das respostas, entender o padrão de cobrança da banca e praticar a escrita de forma periódica.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Pedro: acredito que meu principal acerto foi ter entendido a importância da consistência. Desde o início, procurei encarar a preparação como um projeto de longo prazo, uma maratona, em que o resultado vem para quem consegue manter a disciplina e continuar evoluindo ao longo do tempo.
Em relação aos erros, acredito que foi ter utilizado o estudo reverso de forma muito intensa no início, quando eu ainda não possuía uma base teórica sólida em algumas disciplinas. Hoje entendo que o melhor caminho é equilibrar as duas estratégias: utilizar as questões para direcionar o estudo e entender a cobrança da banca, mas sempre tendo o apoio de uma boa fonte teórica, como PDFs ou videoaulas, principalmente na fase de construção da base. Esse equilíbrio entre teoria e prática tornou minha preparação mais eficiente.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Pedro: sim, cheguei a pensar em desistir algumas vezes. A preparação para concursos é, por natureza, uma jornada solitária, e é comum que a insegurança apareça ao longo do caminho. Principalmente antes da primeira aprovação, existe uma grande incerteza, porque você está dedicando muito tempo e esforço sem ainda ter a confirmação de que está no caminho certo ou de que conseguirá alcançar o objetivo. Além disso, diferentemente de outros projetos, nos quais os resultados costumam aparecer de forma mais previsível, nos concursos é preciso lidar com um período longo de preparação sem saber exatamente quando a recompensa virá.
O que me manteve motivado foi perceber minha própria evolução ao longo do tempo. A cada prova realizada, a cada questão resolvida e a cada conteúdo dominado, eu conseguia enxergar que estava avançando e me aproximando do objetivo. Essa percepção de progresso me dava a confiança de que, mantendo a consistência e o foco, o resultado seria uma consequência natural do processo.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Pedro: para quem está começando, meu principal conselho é entender que a aprovação é construída com consistência. No início, é muito comum sentir insegurança e ter a impressão de que o conteúdo é grande demais ou de que o resultado está distante, mas é importante confiar no processo e focar na evolução diária.
Também acredito que é fundamental estudar de forma estratégica. Não basta apenas acumular horas de estudo; é preciso entender a banca, resolver muitas questões, identificar os pontos de maior retorno e buscar boas fontes de conteúdo para construir uma base sólida. Por fim, diria para não desistirem diante da falta de resultados imediatos. A preparação para concursos é uma maratona, e cada hora estudada, cada questão resolvida e cada dificuldade superada fazem parte da construção da aprovação. Se houver constância, ajustes na estratégia e dedicação ao longo do tempo, a evolução acontece e a aprovação se torna uma consequência desse processo.