Classificado na AFA e EFOMM

“[…] SE SUA FAMÍLIA NÃO É RICA OU VOCÊ NÃO VÊ NENHUMA PERSPECTIVA DE FUTURO, INDEPENDENTE SE FOR PARA CONCURSO MILITAR, PÚBLICO OU VESTIBULAR, APENAS O PAPIRO LIBERTA.”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com Matheus De Almeida Rodrigues, classificado na AFA e EFOMM:
Estratégia Concursos: Conte um pouco sobre você: idade, cidade e trajetória.
Matheus De Almeida Rodrigues: Tenho 18 anos, moro em Poções-BA. Comecei minha trajetória nos concursos militares na pesquisa sobre o que eu queria para o meu futuro, pois, na época, estava terminando o segundo ano do EM, vendo alguns vídeos na internet, eu descobri o concurso da ESA e de lá comecei a estudar, mas com baixa constância e sem material focado, apenas com videoaulas no YouTube e materiais largados pela internet. Após um tempo, vi que conseguia mirar coisas maiores e comecei a estudar para a ESPCEX, o tempo foi passando e chegou o dia da prova, e como o esperado, fui muito mal, fiz 44/100, mas não me abalei e, logo após a PREP, assinei com o Estratégia e comecei a estudar focado, com constância e, enfim, um material de qualidade. O tempo foi passando, e, por motivações pessoais, eu entendi que a EFOMM se encaixava melhor no meu perfil, com o passar do papiro, decidi fazer a AFA para testar meus conhecimentos. As provas chegaram e vi que todo o esforço não foi em vão, após uma reprovação dura na ESPCEX, consegui a aprovação na AFA, com 9.3/10 na redação e a tão sonhada classificação na EFOMM/CIABA.
Estratégia: Em quais concursos você foi aprovado ou classificado?
Matheus: AFA e EFOMM.
Estratégia: Quantas vezes você tentou até conseguir esse resultado?
Matheus: Ambas de primeira tentativa.
Estratégia: Quando surgiu o interesse pela carreira militar?
Matheus: Descobri a carreira militar navegando pela internet e me interessei nas carreiras, nunca tive um sonho de profissão, mas a carreira da EFOMM me chamou a atenção e fez eu ficar vidrado pela profissão.
Estratégia: Como você conheceu o Estratégia Militares?
Matheus: A minha descoberta do Estratégia foi com uma demonstração gratuita do banco de questões no fim de 2024, fiquei como criança quando vê uma loja de brinquedos pela primeira vez, visto que na época o meu material de estudo era bem limitado, e, desde lá, decidi que ia confiar minha preparação no Estratégia.
Estratégia: Qual foi sua maior dificuldade no início dos estudos?
Matheus: A maior dificuldade de todo mundo que está começando do zero (e também foi a minha maior dificuldade) é ver o edital imenso e pensar como vai conseguir aprender e dominar todos aqueles conteúdos, olhar os PDFs das provas antigas e pensar a forma que vai fazer para sair do zero e chegar em um nível de ser aprovado nas provas militares.
Estratégia: Como você organizava sua rotina de estudos?
Matheus: Com as questões dos horários, eu tinha o dia inteiro livre pra estudar, então, na média, eu acordava 6:30, fazia os afazeres e ia estudar 7, estudava até o horário do almoço, geralmente 13, almoçava e 13:30 voltava a estudar até o rendimento cair, no começo era 17 e foi aumentando com o passar do tempo, e pra dar uma oxigenada no cérebro, ia treinar e voltava a estudar 19 até as 22, no fim do dia eram em média 10 horas por dia. Tudo isso era em média, não seguia exatamente horários, mas o padrão era esse, variando pra mais ou menos horas estudadas, sempre com pausas pra necessidades básicas no horário de estudo, nenhum ser humano é uma máquina, tinham dias que eu estudava menos e os dias de limite máximo de horas que eu cheguei, que foram 13:30 horas de estudo líquido, mas foram no máximo 3 dias.
Estratégia: Qual método de estudo você utilizava?
Matheus: Eu não tinha um cronograma definido de como estudar, usei o método de estudo livre, estudava as matérias que no dia eu tinha vontade de estudar, quando cansava, trocava, no entanto, sempre mantendo um equilíbrio entre os assuntos, para não ficar atrasado em nenhuma matéria. Agora no estudo em si, quando eu estava aprendendo as matérias pela primeira vez, eu via a videoaula no LDI e já seguia nas questões propostas pelos professores do Estratégia, depois ia no banco de questões fazer mais se as primeiras não fossem suficiente para fixar o conteúdo, depois das questões, eu montava meu material de revisão rápida e seguia para o próximo assunto. Nas primeiras revisões, eu checava o material e fazia mais questões, sempre buscando aumentar o nível, com o passar do tempo, eu revisava apenas por questões, isso me ajudou a não esquecer nenhuma fórmula, ao ponto que, hoje em dia, mesmo sem estudar mais, consigo lembrar das fórmulas de matemática e física.
Estratégia: Quais foram as principais dificuldades durante a preparação?
Matheus: No papiro cada um tem suas dificuldades individuais, no começo eu errava muita questão e via a taxa de acertos cair na plataforma, mas com o tempo, eu assimilei que o importante não é acertar a questão, mas entender e evoluir no que você está errando ou não sabe, uma frase legal para isso é que ninguém evolui acertando, o que vai te fazer subir de nível é o erro e entender o que você errou, e isso foi potencializado comigo com as resoluções em vídeo do banco do Estratégia, que aumentaram demais minha evolução. Outro desafio foi a comparação com outras pessoas, via os comentários de pessoas resolvendo questões que eu não entendia a primeira linha do enunciado me fez questionar se o que eu estava estudando era o correto, mas, no fim, não importa o desempenho de terceiros, a nota de simulados dos outros, você não sabe a realidade da outra pessoa, se já estudava antes, base escolar, na hora da prova é você por você, e se comparar no período da preparação era algo que eu tinha muita dificuldade, principalmente no começo.
Estratégia: Como você lidou com essas dificuldades?
Matheus: A vontade de conseguir a aprovação era maior que todas as dificuldades já citadas, não tive problemas com procrastinação, preguiça, lógico que vai ter períodos que você vai estar mais cansado, mas ver sua evolução a cada dia te motiva a continuar estudando e aumentando o nível.
Estratégia: Você chegou a pensar em desistir?
Matheus: Todo mundo que está estudando sempre tem pensamentos de “será que vai dar certo?”, “vai valer a pena todo esse esforço?”, “não deveria estar fazendo outra coisa? Um monte de gente da minha idade já trabalhando e eu aqui trancado dentro de casa estudando de segunda a segunda”, e eu não fui diferente, mas ver sua evolução, começar sem saber o que é um advérbio e terminar resolvendo mais de 5 mil questões de Português no banco, não saber ler um texto em Inglês e quase gabaritar simulados/provas antigas, acertar 08/20 em Matemática no meu primeiro concurso e chegar em um nível EFOMM/EN nas exatas foram coisas que não me fizeram desistir em nenhum momento na minha preparação.
Estratégia: Qual foi a importância da sua família durante a preparação?
Matheus: A família nunca saiu da cabeça na hora da preparação, o esforço que eu fiz não foi por mim, mas por eles que confiaram em mim para estudar, sempre estudei em boas escolas, mesmo que não tenham tido muito impacto na preparação, sempre fui um aluno que só fazia o básico para passar de ano, eles bancaram, mesmo não sendo tempos tão bons, esse ano somente de estudo para mim, e a minha obrigação era devolver no esforço do estudo, meus pais não tiveram a oportunidade de estudo como eu tive, e isso me fez não errar no estudo, mesmo quando eu estava esgotado na reta final, em dias ruins, sempre eu estava no objetivo de dar pelo menos uma alegria para eles. Tempos depois, me contaram que meu avô, já falecido, tinha o sonho de ser militar, e isso foi mais um combustível para a preparação, mesmo a EFOMM não sendo predominantemente militar, mas, se tudo der certo, pelo menos por 3 anos, vou realizar o desejo dele.
Estratégia: O que mais ajudou você no Estratégia Militares?
Matheus: O que mais me ajudou no Estratégia foi o banco de questões e o LDI, o banco e as resoluções em vídeos foram o principal motivo da minha aprovação, fiz mais de 20 mil questões lá, com muitas resoluções que pareciam aulas, principalmente do Omena, e por ironia do destino, foi justamente o banco que me fez descobrir o Estratégia. E o formato que o LDI é feito ajuda muito quem está no começo, tem videoaula, material em texto e as questões logo após o conteúdo dado, que são fundamentais para fixar o conteúdo.
Estratégia: Quais ferramentas do Estratégia Militares você mais utilizou?
Matheus: Além do banco de questões e LDI já citados, a ferramenta que eu mais usei foi a correção das redações, a entrega da correção e as aulas ao vivo que periodicamente tinham na plataforma me ajudaram na minha evolução na redação, que resultou no 9.3/10 na AFA.
Estratégia: Em que momento você percebeu que estava preparado para a prova?
Matheus: O momento que eu percebi que eu ia conseguir foi quando o estudo deixou de ser uma obrigação e eu comecei a gostar, lógico que eu não queria ficar horas trancado estudando, queria sair com amigos ou fazer outros lazeres, mas quando deixou de ser uma coisa forçada e começou a me fazer ficar “viciado” em estudar, em fazer uma questão que no começo eu não sabia nem ler o enunciado, em ver a evolução nos simulados e provas antigas me fez perceber que ia dar resultado todo esse esforço.
Estratégia: Como foi a semana anterior à prova?
Matheus: Na semana da prova da EFOMM eu já estava bem cansado, e não tinha o que fazer, não ia aprender nada de novo em uma semana, então revisei coisas importantes, assisti aos aulões do Estratégia pré-prova, diminuí a carga horária de estudos (isso foi na EFOMM, visto que era a prova foco) e só administrei pra chegar tranquilo na prova, sem o pensamento de que podia fazer mais. Na prova da AFA, só fiz a pausa nos dias anteriores à prova (viagem e a própria prova), e depois foi gás máximo até a EFOMM.
Estratégia: Como foi o dia anterior à prova?
Matheus: Na AFA e EFOMM, no dia anterior à prova eu não estudei nada, aproveitei pra descansar e chegar relaxado na prova, na AFA, era época de Copa do Mundo, então assisti aos jogos tranquilo, na EFOMM, eu assisti a filmes que eu queria assistir, mas não tive tempo na minha preparação, sem pressão de estudar alguma coisa, tudo que tinha para fazer já foi feito, sem o pensamento de que poderia ter feito mais.
Estratégia: Qual estratégia você utilizou no dia da prova?
Matheus: A estratégia de prova é algo individual e varia de prova para prova, na AFA, eu busquei fazer a média em todas as matérias, começando pelas matérias que eu tinha mais facilidade, depois de encaminhar a média, fui para o rascunho da redação, terminando o rascunho, fui fazer as questões que eu julgava factíveis para ir além da média pro tempo que sobrou, sempre intercalando com a redação final. Na EFOMM, no dia de Linguagens, eu comecei em Português por ser a matéria mais fácil da prova, depois fui para Inglês fazer as questões de início de prova (gramática e vocabulário, deixando as de interpretação para o fim), depois fiz a redação direto, pois não deram rascunho na prova, o que poupou tempo para fazer a prova de Português e Inglês com mais atenção, contribuindo para a nota de 16/20 e 14/20 respectivamente, no segundo dia, procurei as questões fáceis de Matemática e Física para ganhar confiança e garimpar as outras sabendo que o dever de casa foi feito. A estratégia de prova tem que ser treinada desde os simulados/provas antigas, para chegar na hora já sabendo o que deve ser feito.
Estratégia: Como foi conferir o gabarito?
Matheus: Conferir o gabarito foi a maior sensação de alívio que eu tive na minha vida inteira, principalmente na AFA, mesmo não sendo a prova foco, saber que o estudo que eu fiz por meses estava dando resultados aliviou a pressão para a EFOMM, e nessa, quando eu vi que minha nota foi muito boa para o CIABA, 48/80, mesmo sem a confirmação na lista inicial, foi muito gratificante ver que toda a luta valeu a pena.
Estratégia: Como você reagiu ao descobrir o resultado?
Matheus: A sensação de ver a primeira vez o seu nome na lista de aprovados, pelo menos até a atualidade, foi uma das melhores sensações que eu tive na minha vida, depois de uma reprovação pesada na ESPCEX e conseguir aprovações em 2 concursos mais difíceis, que no começo do papiro eu julgava além do meu nível, de primeira tentativa foi uma coisa que eu nunca vou esquecer, mesmo que não dê certo nas próximas etapas, é um sentimento que você se torna capaz de fazer qualquer coisa.
Estratégia: Quais são seus próximos passos agora?
Matheus: O pós-prova está sendo descansar da rotina intensa de estudos, voltar a fazer os lazeres que eu cortei na minha preparação, além de me organizar para as próximas etapas da EFOMM, que são tão importantes quanto a prova, correndo atrás de exames e treinando para o TAF, para que, se tudo der certo, em janeiro estar na adaptação e ingressar na escola.
Estratégia: Qual é sua expectativa para o ingresso na escola?
Matheus: Se tudo der certo nas próximas etapas, é buscar algo novo que me deixou motivado a estudar e buscar pertencer à EFOMM, mesmo sabendo das dificuldades da distância da família, que é toda da Bahia, a mudança de realidade com a rotina militar sem ter nenhuma experiência no meio, com a adaptação pesada que é a da EFOMM, mas lembrar da caminhada vai me fazer forte pra aguentar qualquer desafio que vier. Com o êxito nos 3 anos de formação e 1 ano de praticagem, ir para a profissão que, pela primeira vez, me fez sentir focado em estudar e buscar mudar minha realidade.
Estratégia: Que dica você daria para quem está começando a estudar agora?
Matheus: Para a galera que está começando, se você tem o sonho de uma carreira militar, ou quer mudar sua realidade, observe sua situação atual e dê o gás máximo que você conseguir no estudo, sair do zero e olhar aquele edital imenso e pensar como chegar no nível de ser aprovado nessas provas de alto padrão, mas estudando com constância e com o material correto e focado na sua preparação, pode ter certeza que você vai ter a sensação de ver seu nome na lista de aprovados. Eu já passei por isso, errava muita questão no começo, muitas dificuldades, mas a vontade de mudar a realidade da minha família, dar um orgulho para eles e a própria vontade pessoal de conseguir uma conquista supera qualquer procrastinação ou preguiça. Lembrem-se de uma coisa, se sua família não é rica ou você não vê nenhuma perspectiva de futuro, independente se for para concurso militar, público ou vestibular, apenas o papiro liberta.
Novamente obrigado pela oportunidade de contar a minha história aqui, nunca imaginei que uma demonstração gratuita do banco do EM desencadearia isso, mesmo se não der certo nas próximas etapas, sempre terão um espaço no meu coração, tamo junto!