Notícia

Concurso ISS RJ: confira os possíveis recursos para Analista

As provas do concurso ISS RJ para o cargo de Analista de Planejamento e Orçamento ocorreram no último domingo (27). Inclusive, já foram divulgados os gabaritos preliminares.

O Estratégia Concursos esteve presente durante todos os momentos de sua preparação (assim como na correção extraoficial) e, mesmo após a realização das avaliações, não deixará de te acompanhar!

Com isso, reunimos nosso time de professores para apontar quais questões são passíveis de recursos do concurso ISS RJ. Veja abaixo!

Atenção, os recursos abaixo têm como referência a Prova Tipo 2 – Verde

Disciplina: Português

QUESTÃO 4

A frase abaixo cuja função de linguagem é metalinguística, é:

A) Esperteza é quando você acredita só em metade do que você ouve. Genialidade é quando você sabe em qual metade acreditar;

B) Um homem sábio criará mais oportunidades do que ele acha;

C) Nunca confunda movimento com ação;

D) Deus ajuda a quem se ajuda;

E) Originalidade não consiste em dizer o que ninguém disse antes, mas em dizer exatamente o que você pensa por si próprio.

GABARITO DA BANCA: LETRA A

GABARITO PRETENDIDO: LETRA C

FUNDAMENTAÇÃO:

A alternativa A não apresenta um modelo padrão de definição, uma vez que não diz no que consiste a esperteza, antes se restringe a uma situacionalidade (“é quando” indica, de forma exemplificativa, uma situação em que se observa esperteza). Portanto, não seria adequado afirmar que o trecho trazido na letra A apresenta função metalinguística.

O enunciado de uma questão de 2021 da própria banca corrobora esse entendimento: “Ópera é quando um sujeito recebe uma facada nas costas e, em vez de sangrar, canta. Essa definição não segue o modelo oficial de dar o significado do termo a ser definido, mas cita um exemplo de situação das óperas.” (FGV – 2021 – Prefeitura de Paulínia – SP – Assistente Social).

Baseando-se em uma questão recente da banca sobre o mesmo tema, podemos afirmar que a alternativa C seria a mais adequada, pois há uma manipulação da linguagem (uma espécie de jogo com o significado de “movimento” e “ação”).

A alternativa que apresentava metalinguagem na prova para o cargo de Analista (Perfil Interno) do Banco do Brasil era “Enfiar o dedo no anel ou enfiar o anel no dedo, eis um problema difícil” justamente por haver uma manipulação da própria construção frasal (“enfiar o dedo no anel ou o anel no dedo”).

Solicita-se, pelo fundamento apresentado, a mudança de gabarito.

QUESTÃO 7

A frase em que o vocábulo sublinhado exemplifica a linguagem lógica e não uma metáfora, é:

A) Infância é vida sob uma ditadura;

B) Uma criança não é um vaso a ser preenchido, mas um fogo para ser aceso;

C) Crianças são as mensagens vivas que nós enviamos a um tempo que não veremos;

D) Nunca é tarde para ter uma infância feliz;

E) Criança é um anjo cujas asas diminuem à medida que crescem as pernas.

GABARITO DA BANCA: LETRA D

GABARITO PRETENDIDO: LETRA B

FUNDAMENTAÇÃO:

Todas as alternativas apresentam frases metafóricas, quando se apreende o sentido global das construções frásticas. No entanto, quando se considera apenas as palavras destacadas, apenas o vocábulo “vaso” foi empregado em sentido lógico.

Na letra A, “ditadura” indica a imposição de regras rígidas, e não um sistema de governo ditatorial.

Na letra C, “mensagem” indica parte do presente que ficará para o futuro, e não o que efetivamente entendemos por “mensagem” (com um enunciador e um destinatário).

Na letra D, “infância” remete a viver com leveza, despreocupado, não levando a vida a sério, e não à infância de forma literal (período da vida que vai de uma idade a outra).

Na letra E, “anjo” remete à pureza da criança, e não literalmente a um ser celestial.

Solicita-se, pelo fundamento apresentado, a mudança de gabarito.

QUESTÃO 13

Observe a seguinte frase:

“Quando se parte o pão, algumas migalhas se espalham”. Nessa frase, o segundo termo designa especificamente os restos do primeiro; a frase em que essa correspondência semântica ocorre de forma adequada, é:

A) Quando um prédio é demolido, seus cacos são deixados na calçada;

B) Quando um copo é quebrado, seus destroços ficam espalhados pelo chão;

C) Quando cai um avião, suas peças ocupam larga extensão no solo;

D) Quando um vestido é rasgado, seus trapos não têm muita utilidade;

E) Quando um corpo é cremado, os detritos são guardados.

GABARITO DA BANCA: LETRA D

GABARITO PRETENDIDO: LETRA C

FUNDAMENTAÇÃO

Em relação ao que se pede no enunciado dessa questão (segundo termo designar especificamente o primeiro), apenas na alternativa C há correspondência semântica adequada (as partes de um avião podem ser chamadas de “peças” ou “destroços”).

O gabarito proposto pela banca (letra D) não é adequado, pois “trapo” designaria especificamente o vocábulo ” vestido” se esse termo sugerisse que o vestido estivesse gasto pelo tempo, e, ao ser rasgado, virasse trapo (= pedaço de pano gasto, velho; roupa muito gasta, surrada). No entanto, o vocábulo destacado não é “vestido”, e sim o verbo “rasgado”.

Solicita-se, pelo fundamento apresentado, a mudança de gabarito.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio século XXI: o dicionário da língua portuguesa. 3 Curitiba: Editora Positivo, 2004, 2120 p.

Quer conferir todos os detalhes do concurso ISS RJ, cujos possíveis recursos para Analista você conferiu neste artigo, basta acessar o link abaixo:

Disciplina: Raciocínio Lógico – Quantitativo

QUESTÃO 60

Seja N o número de 30 algarismos, todos iguais a 1. No número N2, o algarismo 1 aparece:

(A) 1 vez;
(B) 2 vezes;
(C) 3 vezes;
(D) 4 vezes;
(E) 5 vezes.

GABARITO PRELIMINAR: A

PEDIDO: ALTERAÇÃO PARA ALTERNATIVA “E”

O número (N^2) pedido é o seguinte:

12.345.679.012.345.679.012.345.679.012.320.987.654.320.987.654.320.987.654.321

Nele, o algarismo 1 aparece 5 vezes.

Dessa forma, solicitamos respeitosamente à banca examinadora a alteração do gabarito preliminarmente divulgado.

QUESTÃO 63

Uma empresa produz tintas de cor cinza, em dois modelos. No modelo 1, ela usa a proporção de 7 colheres de tinta preta para 3 colheres de tinta branca. No modelo 2, a proporção é de 2 colheres de tinta preta para 3 colheres de tinta branca. A empresa usará 1.100 galões de tinta preta e 900 galões de tinta branca na produção dos dois modelos. Nesse caso, o total de galões do modelo 1 que serão produzidos é igual a:

(A) 850;
(B) 960;
(C) 1.000;
(D) 1.180;
(E) 1.200.

GABARITO PRELIMINAR: C

PEDIDO: ANULAÇÃO

Sem uma clara formalização das ideias de “colheres de tinta” e “galões de tinta” a questão não apresenta solução coerente.

Usemos o total de galões do modelo 1 apresentado no gabarito preliminar para justificarmos melhor. Suponhamos, portanto, que serão produzidos 1.000 galões do modelo 1.

De acordo com os dados do texto, “no modelo 1, ela (a empresa) usa a proporção de 7 colheres de tinta preta para 3 colheres de tinta branca”. Sendo assim, se foram produzidos 1.000 galões do modelo 1, seriam necessárias 7.000 colheres de tinta preta e 3.000 colheres de tinta branca para tal produção. Além disso, de acordo com os dados do texto, “no modelo 2, a proporção é de 2 colheres de tinta preta para 3 colheres de tinta branca”. Portanto, seriam necessárias 2.000 colheres de tinta preta e 3.000 colheres de tinta branca para a cor cinza do modelo 2.

Assim, somando-se os totais obtidos para os modelos 1 e 2 seriam necessárias, ao todo, 9.000 colheres de tinta preta e 6.000 colheres de tinta branca.

Como, de acordo com o enunciado, a empresa usou 1.100 galões de tinta preta e 900 galões de tinta branca na produção dos dois modelos, chegaríamos à uma média de (9.000/1.100) colheres de tinta preta por galão (ou seja, 90/11 colheres de tinta preta por galão; aproximadamente 8,18 colheres de tinta preta por galão) e à uma outra média de (6.000/900) colheres de tinta branca por galão (isto é, 20/3 colheres de tintas brancas por galão; aproximadamente 6,66 colheres de tinta branca por galão).

Observa-se, portanto, que para chegarmos a esse resultado deveríamos partir do princípio que “colheres de tinta preta” e “colheres de tinta branca” têm capacidades distintas. Mas isso não foi informado ao candidato leitor da questão.

Dessa forma, por entendermos que o enunciado apresentou falhas em sua construção solicitamos respeitosamente à banca examinadora a anulação dessa questão.

Disciplina: ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA (AFO)

QUESTÃO 32

Ao final do terceiro bimestre de um determinado exercício financeiro, foi verificado um significativo decréscimo na realização da receita em relação à estimativa constante na LOA de ente municipal e detalhada em sua programação financeira.

Esse decréscimo compromete o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal definidas na LDO. O chefe do Poder Executivo publicou ato estabelecendo limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados na LDO, mas o chefe do Poder Legislativo não o fez no prazo legal.

Nesse caso:
(A) as dotações orçamentárias totais do ente deverão ser revisadas até o final do bimestre seguinte;
(B) o chefe do Poder Legislativo será notificado pelo respectivo Tribunal de Contas;
(C) o plenário da casa legislativa deverá promover a limitação de empenho em até trinta dias;
(D) o Poder Executivo é autorizado a limitar os valores financeiros segundo os critérios fixados pela LDO;
(E) o Poder Executivo pode suspender os repasses financeiros destinados ao Poder Legislativo.

RECURSO PARA ALTERAÇÃO DE GABARITO: GABARITO PROPOSTO para ALTERNATIVA B

Comentários:

A Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) elenca que: “Art. 9º Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias.

§ 3º No caso de os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público não promoverem a limitação no prazo estabelecido no caput, é o Poder Executivo autorizado a limitar os valores financeiros segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. (Vide ADI 2238)”.

O §3º autoriza o Poder Executivo a promover a limitação de empenho dos outros Poderes casos estes não o façam voluntariamente. Tendo em vista o princípio da separação de poderes, o STF entendeu
inconstitucional o §3º, afirmando que o “art. 9º,

§ 3º caracteriza hipótese de interferência indevida do Poder Executivo nos demais Poderes e no Ministério Público” (ADI 2238 MC, julgado em 09/08/2007).

No entender da maioria dos Ministros, a Constituição garante expressamente autonomia orçamentária e financeira aos Poderes e Ministério Público, logo não poderia o legislador complementar contradizer o constituinte ao possibilitar o Poder Executivo interferir diretamente na execução orçamentária dos outros poderes.

O STF, entendeu, por maioria, que a norma prevista NÃO guarda pertinência com o modelo de freios e contrapesos estabelecido constitucionalmente para assegurar o exercício responsável da autonomia financeira por parte dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público. Isso porque o dispositivo estabelece inconstitucional hierarquização subserviente em relação ao Executivo, permitindo que, unilateralmente, limite os valores financeiros segundo os critérios fixados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias no caso daqueles outros dois Poderes e instituição não promoverem a limitação no prazo fixado no caput. A defesa de um Estado Democrático de Direito exige o afastamento de normas legais que repudiam o sistema de organização liberal, em especial, na presente hipótese, o desrespeito à separação das funções do Poder e suas autonomias constitucionais.

Dessa forma, está incorreta a alternativa D, diante de todo o aparato jurisprudencial acerca do tema. A
banca trouxe erroneamente o gabarito (D) como solução da questão supracitada.

Ainda segundo a Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal)
“Art. 59. O Poder Legislativo, diretamente ou com o auxílio dos Tribunais de Contas, e o sistema de controle interno de cada Poder e do Ministério Público fiscalizarão o cumprimento desta Lei Complementar, consideradas as normas de padronização metodológica editadas pelo conselho de que trata o art. 67, com ênfase no que se refere a:
(…)
§ 1º Os Tribunais de Contas alertarão os Poderes ou órgãos referidos no art. 20 quando constatarem:
I – a possibilidade de ocorrência das situações previstas no inciso II do art. 4º e no art. 9º;” [Grifo meu.]

Ademais, nota-se que é possível que os Tribunais de Contas emitam alerta aos Poderes quando houver possibilidade das situações previstas no art. 9º, que trata da Limitação de Empenho.

Dessa forma, o item B torna-se o gabarito assertivo para a questão.

QUESTÃO 37

Durante a preparação da proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) em um ente municipal, a equipe havia concluído a estimativa das receitas orçamentárias. Antes da publicação da LOA, porém, a equipe da secretaria foi notificada que uma das espécies de receita sofreria atualização monetária legalmente autorizada.
No controle da execução orçamentária apresentado no Balanço Orçamentário, o valor relativo a essa atualização deve ser tratado como:
(A) dotação atualizada;
(B) previsão atualizada;
(C) previsão inicial;
(D) receita a realizar;
(E) receita extra orçamentária.

Comentários:

Conforme o MDF, 13ª Edição, [p.178]“O Balanço Orçamentário apresentará as receitas, detalhadas por categoria econômica, origem e espécie(destacando as receitas intra orçamentárias), especificando a previsão inicial, a previsão atualizada para o exercício, a receita realizada no bimestre, a realizada até o bimestre e o saldo a realizar; bem como as despesas, por categoria econômica e grupo de natureza da despesa (destacando as despesas intra orçamentárias), discriminando a dotação inicial, a dotação atualizada para o exercício, as despesas empenhadas no bimestre e até o bimestre, as despesas liquidadas no bimestre e até o bimestre, os respectivos saldos e a inscrição em restos a pagar não processados.”

“PREVISÃO ATUALIZADA
Identifica os valores atualizados das receitas previstas na Lei Orçamentária Anual – LOA ou nas alterações desta lei, para o exercício de referência, que deverão refletir a parcela da reestimativa da receita que poderá ser utilizada para abertura de créditos adicionais, o surgimento de nova natureza de receita não prevista quando da aprovação da LOA, o remanejamento entre as naturezas de receita7 ou ainda as atualizações monetárias autorizadas por lei, efetuadas após a data da publicação da LOA. Se não ocorrer nenhum dos eventos mencionados, o valor da previsão atualizada será o mesmo valor da previsão inicial.” [Grifos meus].

Ainda conforme o MDF, 13ª Edição [p.178]

“PREVISÃO INICIAL
Identifica os valores da previsão inicial das receitas, constantes na Lei Orçamentária Anual. Os valores registrados nessa coluna permanecerão inalterados durante todo o exercício, pois deverão refletir a posição inicial do orçamento constante da Lei Orçamentária Anual.”

Seguindo conforme o MDF, 13ª Edição [p.36 e 37]

“Dessa forma, a coluna PREVISÃO ATUALIZADA refletirá as receitas previstas na LOA e nas leis que a
alterarem. Ressalva-se que essa coluna pode não refletir a totalidade das receitas necessárias para a
abertura de créditos adicionais, quando houver a utilização de superávit financeiro para esse fim.” [Grifos
meus].

“PREVISÃO ATUALIZADA
Identifica os valores atualizados das receitas previstas na Lei Orçamentária Anual – LOA ou nas alterações
desta lei, para o exercício de referência, que deverão refletir a parcela da reestimativa da receita que poderá ser utilizada para abertura de créditos adicionais, o surgimento de nova natureza de receita não prevista quando da aprovação da LOA, o remanejamento entre as naturezas de receita ou ainda as atualizações monetárias autorizadas por lei, efetuadas após a data da publicação da LOA. Se não
ocorrer nenhum dos eventos mencionados, o valor da previsão atualizada será o mesmo valor da previsão inicial.” [Grifos meus].

A estimada banca trouxe como gabarito o item C (Previsão Inicial).

Entretanto, para que seja considerada a atualização monetária na previsão inicial, é necessário que a as atualizações monetárias estejam autorizadas por lei e efetuadas ANTES da publicação da LOA.

Assim, sabendo que a banca apenas elencou:
“Antes da publicação da LOA, porém, a equipe da secretaria foi notificada que uma das espécies de receita sofreria atualização monetária legalmente autorizada.”

Nota-se que foi mencionado que a receita SOFRERIA atualização monetária legalmente autorizada, mas não trouxe subsídios contundentes para fornecer se tal lei foi publicada e sancionada antes ou após a publicação da LOA.

Assim, pela falta de objetividade e pela subjetividade trazida pela situação, sugere-se a ANULAÇÃO da questão, por ter prejudicado o entendimento objetivo da questão.

RECURSO DE ANULAÇÃO.

Disciplina: Economia

QUESTÃO 49

Fala pessoal, tudo certo?

Bem, como previsto na nossa live de correção da prova, a FGV deu um gabarito do qual discordo na questão sobre o sistema de metas de inflação.

Além disso, na questão sobre o Modelo IS-LM, deu como gabarito preliminar uma alternativa que, na minha opinião, está no mínimo “menos correta” que outra.

Vamos direto a elas.

Gabarito da banca: B

Minha proposta: anulação

Argumento:

O texto da segunda afirmativa permite interpretar que o Bacen define a taxa de juros a partir da regra de Taylor, ou seja, esse seria o ponto de partida da definição da Selic Meta. Contudo, isso não é verdade.

De acordo com o mais recente Relatório de Inflação (RI) do Banco Central do Brasil1, a regra de Taylor é apenas um dos elementos utilizado para estimar a “Taxa neutra filtrada pelo modelo semiestrutural de pequeno porte”, sendo exposto no próprio relatório que (destaquei):

“Essa abordagem combina diversos elementos das abordagens anteriores. Em particular, o modelo agregado estima o comportamento da demanda agregada (curva IS), da autoridade monetária (regra de Taylor), dos formadores de preço (curva de Phillips) e dos investidores que arbitram juros internacionais (paridade descoberta de juros). Todos esses elementos estavam, de forma isolada para cada método, presentes nas abordagens anteriores. AQUI, CONTUDO, TODOS ESSES ELEMENTOS SÃO CONSIDERADOS CONJUNTAMENTE E PONDERADOS NO FILTRO QUE ESTIMA A TENDÊNCIA DA TAXA DE JUROS REAL NEUTRA.” – pág. 72

Além desse indicador (Taxa neutra filtrada pelo modelo semiestrutural de pequeno porte), diversos outros são calculados ou estimados para determinação da condução de política monetária, incluindo projeções de inflação futura, câmbio e choques de oferta, os quais não são considerados na regra de Taylor.

Destaca-se ainda no RI o real ponto de partida da definição da taxa de juros:

“A taxa de juros real neutra da economia, referência fundamental na formulação da política monetária, pode ser definida como aquela consistente, no médio prazo, com inflação na meta e crescimento do produto igual ao crescimento potencial (Blinder, 1998)” – Pág. 67

Dessa forma, o gabarito da questão deveria ser a letra C. Subsidiariamente, diante da possível margem para interpretação da afirmativa II, que poderia ser considerada correta caso o sentido de “A partir” não seja de “ponto de partida”, mas sim de “um dos elementos considerados”, pede-se a anulação da questão por conter dois gabaritos possíveis.

1 https://www.bcb.gov.br/publicacoes/ri

QUESTÃO 54

Gabarito da banca: E

Minha proposta: D

A letra considerou que a letra “E” está correta. Contudo, delimitou a situação fora do caso clássico, INCLUINDO, portanto, a armadilha da liquidez. Nessa situação, não haveria elevação da taxa de juros, tornando a alternativa incorreta:

“Se a economia estiver na armadilha da liquidez e, portanto, a curva LM for horizontal, um aumento nos gastos governamentais tem efeito total do multiplicador sobre o nível de equilíbrio da renda. NÃO HÁ ALTERAÇÃO NA TAXA DE JUROS ASSOCIADA com a variação nos gastos governamentais e, dessa forma, nenhum gasto com investimento é reduzido.”

Dornbusch, Rudiger; Fischer, Stanley; Startz, Richard. Macroeconomia (Portuguese Edition) (p. 251). Edição do Kindle.

Além disso, mesmo se considerarmos o caso intermediário (curva LM positivamente inclinada), o resultado FINAL em relação à demanda por moeda é neutro, uma vez a elevação dos juros tende a diminuir a demanda por moeda, que fora aumentada pela elevação da renda, convergindo novamente ao equilíbrio no mercado monetário (curva LM):

“A demanda por moeda é uma demanda por saldos reais. Esta demanda aumenta com a renda e diminui com a taxa de juros, que é o custo de reter moeda em vez de outros ativos. Com uma oferta de saldos reais exogenamente fixada, a curva LM, que representa o equilíbrio do mercado monetário, é positivamente inclinada.”

Dornbusch, Rudiger; Fischer, Stanley; Startz, Richard. Macroeconomia (Portuguese Edition) (p. 234). Edição do Kindle.

Portanto, a alternativa, para estar correta, deveria especificar que o aumento na demanda por moeda é apenas temporário, e não, como consta no enunciado, que é “uma característica do modelo IS-LM”, um modelo de equilíbrio.

Por fim, está correta a alternativa D.

De fato, “uma política monetária expansionista provoca a redução da taxa de juros, o que aumenta investimento e renda”, conforme indicado por Froyen, Mankiw e :

“No modelo IS-LM, a política monetária afeta a renda ao reduzir a taxa de juros e estimular o investimento.”

RICHARD FROYEN. MACROECONOMIA (Portuguese Edition) . Editora Saraiva. Edição do Kindle.

“Uma política monetária expansionista desloca a curva LM em sentido descendente. Esse deslocamento na curva LM reduz a taxa de juros e aumenta o nível de renda.”

Mankiw, N. Gregory. Macroeconomia (Portuguese Edition) . LTC. Edição do Kindle.

“A parte superior mostra o que acontece quando o Fed adota uma política monetária expansionista e aumenta a oferta monetária. As taxas de juros caem, levando a um aumento do gasto de investimento, o que aumenta a renda…”

Krugman, Paul; Wells, Robin. Macroeconomia (Portuguese Edition) . Elsevier Brasil. Edição do Kindle.

Poder-se-ia argumentar que tal efeito não ocorrerá na armadilha da liquidez, mas, nesse caso, a questão deveria ser anulada, pois tal argumento também invalida a alternativa E.

Portanto, pede-se a alteração do gabarito para a letra D ou, subsidiariamente, a anulação da questão.

Bem, é isso pessoal! Permaneço à disposição e desejo sucesso sempre!!


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