Aprovado no Exame de Suficiência CFC

“[…] Entenda quais assuntos têm mais peso e aparecem com mais frequência e comece por eles […]”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com NICHOLLAS FALQUER, aprovado no Exame de Suficiência CFC:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossas leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Nichollas: Me formei em Contabilidade em Dezembro de 2025, foi minha segunda graduação. Sou formado também em Design Gráfico (graduação em 2020). Tenho 27 anos de idade e sou de Brasília.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Nichollas: Nos primeiros meses de preparação eu estava fazendo faculdade de manhã e fazendo estágio de tarde, então aproveitava para estudar quando ficava com menos demandas no estágio, e estudava o resto quando chegava em casa.
Quando estava faltando 3 meses e meio para a prova eu comecei a trabalhar, então manter a rotina dos estudos ficou um pouco mais difícil, mas eu ainda sim mantive o hábito de estudar de noite o que dava.
Estratégia: Já havia tentado outras vezes?
Nichollas: Não, essa foi a primeira vez.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados?
Nichollas: Foi bem gratificante, uma sensação de “finalmente acabou”.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para o Exame? Você saía com amigos e família?
Nichollas: Não adotei essa postura radical, continuei saindo normalmente, vivendo minha vida normalmente.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Nichollas: Foram 7 meses de estudo ao todo. Comecei a estudar logo quando adquiri o curso preparatório do Estratégia.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Nichollas: Eu tinha os materiais da faculdade, porque eu sempre fui de anotar tudo no caderno, mas os materiais principais que eu utilizei foram os PDFs do curso Pacote Completo. O que sempre funcionou para mim foi ter materiais em formato de texto de alguma maneira, nunca me dei bem com videoaulas.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Nichollas: Fazendo buscas no YouTube por bons cursos preparatórios, pesquisando no Google, indicações de amigos, etc.
Estratégia: Você estudou todas as matérias?
Nichollas: Infelizmente não, acabou não dando tempo de ver tudo. Mas eu aproveitei que a primeira aula do curso explicava a dinâmica de ter as aulas estruturadas por ordem de “o que estatisticamente mais apareceu na prova”, então eu sabia que pelo menos o que mais costuma cair na prova eu tinha conseguido estudar.
Ao todo estudei 18 aulas completas das 34 que tinham no curso.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Nichollas: Na verdade, o meu método para estudar era bem simples: eu aproveitei a questão de que o curso estava estruturado por ordem estatística de assuntos que mais aparecem na prova e ia estudando uma aula por vez. Lia toda a teoria do PDF, depois fazia todas as questões por conta própria, depois comparava com o gabarito e olhava a parte comentada das questões para entender o porquê de eu ter errado. Fiz isso com cada uma das aulas sem ficar misturando assuntos, para mim era o melhor jeito de memorizar toda a parte teórica.
Eu mantinha uma planilha com cada um dos itens que eu marquei e conseguia ter um controle de quais assuntos eu precisava revisar quando chegasse mais perto da data da prova. Tinha todos os itens que eu já tinha marcado organizados em colunas por aulas, assim ficava fácil de visualizar a quantidade de acertos e erros por aula para eu voltar nos assuntos depois.
Estratégia: Como você distribuiu a divisão das matérias nos seus estudos, já que Contabilidade Geral tem quase metade do peso da prova?
Nichollas: Sendo bem sincero, não fui eu quem fez essa distribuição. Eu adquiri o curso do Estratégia justamente porque uma pessoa comentou comigo que o curso tinha esse diferencial, de estruturar as aulas em ordem de o que historicamente mais caiu na prova.
Como eu nunca tinha realizado o Exame de Suficiência e não sabia bem como planejar isso de “o que será que eu devo estudar mais”, resolvi dar essa chance em vez de estudar sozinho, que eu sabia que a dificuldade seria muito maior, justamente por não ter essa noção de o que costuma aparecer mais na prova.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Nichollas: Tinha dificuldade com alguns CPCs específicos, sim. O que eu fazia era não ficar tentando “forçar a barra” para aprender. Eu marcava na minha planilha de controle de questões que nessa área eu tinha mais erros e alguns dias depois eu voltava nesses conteúdos. Estudar de novo o que eu já tinha visto costumava me ajudar a entender melhor, até porque muito eu conseguia memorizar da primeira vez, mesmo sem entender tão bem.
Às vezes eu também utilizava inteligência artificial para me ajudar a estudar. Quando eu não conseguia entender nem sequer a explicação da solução da questão, eu pegava o enunciado da questão junto com a explicação dela e jogava no ChatGPT, mas em vez de ser “qual o gabarito da questão”, eu usava uma abordagem de “não estou entendendo mesmo depois de ler a explicação. Me explique de maneira mais clara o porquê de a resposta da questão ser essa”. Muitos assuntos que eu tinha bastante dificuldade passaram a ficar bem mais compreensíveis depois de eu passar a fazer isso.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Nichollas: Tentei me abalar o mínimo possível. Fiquei ansioso com a prova, mas não fiquei neurótico pensando “só consegui estudar metade do curso”, mas sim coloquei na cabeça que eu não estava competindo com ninguém, que não era igual um concurso público, em que eu preciso ser melhor do que os outros. Aceitei que bastava eu acertar 26 questões e eu passaria, e me tranquilizei com o fato de que eu tinha estudado todos os assuntos que mais costumam cair na prova.
Estratégia: Na prova, o que você achou do tempo para a realização?
Nichollas: Achei bem tranquilo, mas eu não sou um bom parâmetro para isso, porque eu sempre fiz prova muito rápido. Basicamente, quando deu o tempo para liberarem a saída eu tinha acabado de terminar a prova.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Nichollas: Eu diria que meu maior acerto foi ter aceitado logo no início que não daria certo eu estudar por conta própria. Eu tinha tentado montar um plano de estudos para a prova, mas vendo a quantidade imensa de assuntos que tinham no edital e reconhecendo que eu não teria como saber o que de fato cairia muito na prova por conta de nunca ter tido contato com o exame antes, acredito que a melhor coisa que eu fiz foi ter adquirido um curso que me desse essa base.
Um dos erros que eu cometi algumas vezes foi justamente tentar ficar “forçando a barra” para estudar. Em dias que eu estava completamente exausto eu ainda sim me fazia estudar por pelo menos uma hora, mas isso acabava não rendendo nada, e depois eu precisava ficar voltando nos conteúdos.
Estratégia: Pela sua experiência e contato com outros candidatos, diga-nos quais são os maiores erros que as pessoas cometem quando decidem se preparar para o Exame?
Nichollas: Pela experiência que eu tive conversando com algumas pessoas, eu diria que o maior erro é, sem dúvida, serem convencidas a ponto de acharem que dão conta de estudar sozinhas para a prova. Não me entendam mal, eu admiro quem de fato é capaz de ser autodidata, mas isso é algo relativamente bem raro, e na maioria dos casos infelizmente as pessoas apenas acreditam que sejam, e quando chega na hora que precisam ser, não conseguem de fato aprender sozinhas.
Algumas das pessoas com quem eu conversei tinham esse mesmo discurso, de que não precisavam de nenhum curso preparatório, de que conseguiriam estudar por conta própria mas não tinham ideia da quantidade de assuntos da prova, nem de o que mais cai, nem de que no fundo estavam só enganando a si mesmas.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Nichollas: O mais difícil foi me manter motivado a continuar estudando. Era uma mistura de “pra que estudar tanto, eu posso só acertar metade da prova e eu passo” e “se eu não passar, vou ter que ficar estudando até o final do ano para refazer a prova”.
A motivação foi justamente o fato de que eu não queria por nada ter que lidar com a frustração de reprovar e ter que ficar estudando por mais 6 ou 7 meses para poder tentar de novo.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Nichollas: O principal conselho que eu daria é não se assustar com a quantidade de conteúdo da prova e não entrar na preparação pensando que você precisa saber absolutamente tudo para conseguir passar. O edital é muito grande e, pelo menos para mim, pensar dessa forma só tornaria o processo muito mais estressante. Entenda quais assuntos têm mais peso e aparecem com mais frequência e comece por eles, principalmente se você não tiver tempo suficiente para estudar todo o conteúdo.
Também é importante encontrar uma forma de estudar que realmente funcione para você e ter algum controle do seu desempenho. No meu caso, fazer as questões, registrar meus erros e depois voltar nos assuntos em que eu estava tendo mais dificuldade foi muito mais útil do que simplesmente ficar relendo o conteúdo várias vezes.
E também não se cobre a ponto de transformar os estudos em algo exaustivo. Nem todo dia vai render da mesma forma e tentar estudar exausto só por obrigação vai mais atrapalhar do que ajudar. Faça o que você conseguir fazer, mantenha uma certa constância e lembre-se que você não precisa tirar uma nota perfeita, acertar 26 questões ou acertar 50 dá no mesmo. Foi pensar dessa forma que me ajudou bastante a levar a preparação de uma maneira mais tranquila.