“[…] Com o passar do tempo melhores resultados virão e a vaga também virá.[…]”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com THIAGO CAMPOS, aprovado em 3º lugar no Concurso INFRA/VALEC para o cargo de ANALISTA – ESPECIALIDADE ECONOMISTA:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo(a). Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Pedro Henrique Rezende Machado: Meu nome é Thiago Campos, tenho 26 anos, sou formado em Ciências Econômicas pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Nasci em São Paulo, morei no Rio de Janeiro durante a minha infância e adolescência, e moro em Brasília já há 7 anos.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Pedro: Uma série de fatores me fizeram tomar essa decisão. Ao morar em Brasília, você está sempre em contato com diversas pessoas que são concursadas, e praticamente 100% dessas pessoas elogiam e recomendam esse caminho. Segundo, sempre tive uma experiência dentro da minha casa que não foi muito boa quanto o trabalho em instituições privadas, no caso, minha mãe que trabalhou por 30 anos no setor de energia elétrica passou por momentos de muita dificuldade quanto a rotina e pressão no trabalho. Por último, as diversas oportunidades que apareceram de bons concursos na minha área também contribuíram para essa decisão.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Pedro: Durante todo esse período eu apenas estudava. Tive o privilégio de contar com a ajuda da minha mãe e a compreensão da minha namorada para conquistar a minha sonhada vaga.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado(a)? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Pedro: Fui aprovado no concurso da INFRA S.A, fiquei na terceira colocação. Essa prova contava com 4 vagas para o cargo de Economista em ampla concorrência. Nos últimos três anos eu fiz diversos concursos, sendo todos eles na área da economia/finanças. Ano passado tive uma evolução nos meus resultados com um 11° lugar no concurso da CAESB e 26° lugar no concurso da CONAB, contudo não foi suficiente para garantir uma vaga.
Quanto a continuação nos estudos, ainda não decidi se continuarei ou não estudando. Acredito que o cargo na INFRA S.A é muito bom e pretendo aprender muito lá. Porém, algumas boas oportunidades têm aparecido, como, por exemplo, o concurso para vaga de Auditor do Banco Central. Por enquanto, estou na fase de indecisão.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Pedro: Minha vida social não passou por muitas limitações, sou uma pessoa mais caseira e que mantém amizade com poucas pessoas, além claro de priorizar o bom convívio com a minha namorada e minha mãe.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro(a)? De que forma?
Pedro: Minha mãe e minha namorada sempre apoiaram, principalmente quando eu tive resultados negativos. Os meus amigos também apoiavam e sempre queriam saber como estava indo os meus resultados, porém eu tentava evitar conversas maiores sobre os estudos para não gerar muito burburinho.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Pedro: Para o concurso da INFRA S.A eu aproveitei os três anos de acúmulo de conhecimento para ir bem na prova. Como eu mantinha os meus estudos sempre voltados para as mesmas matérias (Português, Raciocínio Lógico, Macroeconomia, Microeconomia, Estatística/Econometria e Matemática Financeira), eu pude aproveitar muito o edital dessa prova. O único conteúdo novo para mim foi a legislação interna da empresa. Com isso pude focar bastante nas questões e nas discursivas no pós-edital.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Pedro: No meu primeiro ano de estudo, eu usei a Trilha Estratégica do Banco Central. Eu nunca tinha estudado para concurso público antes, e essa ferramenta foi fundamental para me guiar. O material que eu mais utilizava para aprender inicialmente uma matéria era os PDFs. Assim que eu adquiria um certo conhecimento do conteúdo, eu fazia o máximo de questões possíveis com o auxílio tanto das questões dos PDFs como o caderno de questões do Estratégia.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Pedro: Eu conheci o Estratégia Concursos pelas redes sociais e propagandas do YouTube. Contudo, o que me fez assinar o curso foi uma conversa que eu tive com o professor Carlos Roberto (professor de matérias discursivas do Estratégia), que já era meu amigo antes de eu começar a estudar para concurso, e falou todos os pontos positivos da plataforma.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos? Se sim, o que mais incomodava quando você estudava por esse concorrente?
Pedro: Não utilizei material de nenhuma empresa concorrente.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Pedro: O material do Estratégia é muito completo, tanto para concursos grandes, como o Banco Central, como também para concursos mais nichados. Isso ajudou muito na minha preparação. O concurso da INFRA S.A e outros que eu fiz não eram concursos de muito apelo dos concurseiros, mas mesmo assim, pude utilizar todo material da plataforma.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Pedro: Meu plano de estudo passou por diversas alterações ao longo do tempo. Para o concurso da INFRA, estudei, no pós-edital, por volta de 6-7 horas por dia, 6 vezes na semana. Como já tinha muito conhecimento sobre as matérias, priorizei as questões, as redações, e o material que eu tive que focar mais um pouco foi a legislação interna da INFRA, uma vez que, eu nunca tinha visto a maior parte desse conteúdo.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Pedro: Minhas revisões eram feitas de acordo com os meus resultados nas questões que eu fazia, e também, quando eu fazia redações. Quando ia mal em algum conteúdo que eu sabia que caía com mais frequência, eu voltava para ler o material escrito do PDF. Para fazer as redações, quando tinha algum tema de Economia que eu não estava dominando, também voltava para o material escrito.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Pedro: A principal ferramenta da minha preparação foi o caderno de questões do Estratégia. Com ele, pude organizar todas as questões que caíam nos editais e segmentava as questões da banca da prova. Ao longo dos meus 3 anos de estudos, contando as questões dos PDFs e do caderno de questões, cheguei próximo de 100 mil questões realizadas.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Pedro: A disciplina que eu mais odiava e tinha mais dificuldade era Informática. Foram poucas provas que eu fiz que tinha essa matéria, porém sempre tive muita dificuldade. Das matérias que eu sempre mantinha na minha rotina de estudos, Estatística/Econometria sem dúvida foram as matérias que mais tive dificuldade. Vale lembrar que, para a maioria das pessoas, essas duas matérias de Economia são as mais difíceis, e nos concursos, são as que os candidatos têm o menor índice de acerto.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Pedro: Na semana antes de provas eu costumava diminuir um pouco o ritmo, fazia o equivalente a 60-70% do número de questões que faria em uma semana boa. Além disso, revisava muito as redações. Tentava repetir os temas mais quentes e ampliar um pouco o repertório. Sentia que isso fazia diferença na hora da prova. Conseguia criar mais ligações entre as ideias, tinha um maior vocabulário, sobretudo para os conectivos, e sentia que demorava menos tempo para fazer a redação no dia da prova. Inclusive, para a prova da INFRA S.A, acertei em cheio o tema da primeira redação. Treinei umas 4 ou 5 vezes o mesmo tema que caiu na prova, e no dia pude fazer com extrema confiança e repertório. O resultado foi uma boa nota.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Pedro: No concurso da INFRA S.A teve duas questões discursivas, cada uma valendo 10 pontos, com o máximo de 20 linhas para cada resposta. Os temas abordados seriam ligados aos conteúdos das matérias específicas para cada cargo, ou seja, seriam temas de Economia para mim. Minha preparação para as provas discursivas passava primeiramente por entender qual era a função fim do órgão público. Por exemplo, o Banco Central é a autarquia responsável por aplicar e regular a política monetária do Brasil, com isso, voltava todos os temas que estavam no edital da discursiva para temas voltados para essa área. Na INFRA não foi diferente. A INFRA é a empresa pública responsável pelo planejamento das obras de infraestrutura no Brasil, assim, buscava encaixar, dentro do material de Economia, abordagens que estivessem ligadas ao setor. Deu muito certo. As provas discursivas dos concursos de nível superior estão cada vez mais elaboradas, cobrando mais e mais repertório dos candidatos, e com uma correção rigorosa dos corretores. No caso do concurso da INFRA S.A para Economista, foram 303 inscritos totais na prova, e apenas 15 pessoas tiraram a nota mínima exigida na prova discursiva.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Pedro: Meus principais acertos eu diria que foram o foco nas questões e nos treinos das provas discursivas. Meus principais erros estavam ligados mais pela parte emocional. Ter dificuldade de encarar as provas com confiança e não pensar nos outros candidatos. Na maioria das provas que eu fiz, fiquei abalado durante a prova, ou então me perdia em algumas questões, até nas mais bobas/fáceis. Nesse último concurso, senti que era a minha vez, que estava 100% preparado e que uma das vagas seria minha. Durante a prova também passou o sentimento de desistir e perder a concentração por alguns momentos. Contudo, voltava rapidamente para o meu foco e sabia que eu ia conseguir. As provas recentes da minha área têm sido muito difíceis, tanto as provas objetivas, como as discursivas. Somado a isso, a banca Cebraspe, no esquema de questões Certo/Errado, mexe com a sua mente a todo momento.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Pedro: Pensei em desistir, sobretudo ao entrar no terceiro ano só estudando. Sabia que cada ano que passava a responsabilidade aumentava e precisava passar de qualquer jeito. Contudo, eu sabia que estava alcançando um bom nível de conhecimento e experiência e não podia parar estando tão perto. Acabou que deu certo, ufa!
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Pedro: Aos que começaram recentemente, aconselho primeiramente a assinatura do Estratégia Concursos. A plataforma é excelente e você terá todo o caminho nas suas mãos. Outro conselho é não exagerar e não parar. Tente sempre manter uma constância. O exagero te satura de uma forma que você não quer mais ver nada de estudos por semanas. Assim como, não pare de estudar. Por mais que você não esteja numa semana boa, tente manter o básico do básico para não passar em branco. Procure estudar para uma área específica, ou seja, não mude muito as matérias de estudo, pois assim, você nunca vai conseguir dominar por completo uma prova de concurso. Nunca fui a pessoa mais inteligente e nem a mais dedicada, porém sempre mantive uma boa organização e tentei manter minha mente sã por todos esses anos. Com o passar do tempo melhores resultados virão e a vaga também virá.