aprovado em 3º lugar para o cargo de Analista Judiciário da 4ª Região no Concurso TJ RJ

“[…] Acreditem no seu potencial e foquem em bons materiais de estudo. Tenham um planejamento e sigam um roteiro.”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com Diego de Almeida Queiroz, aprovado em 3º lugar para o cargo de Analista Judiciário da 4ª Região no Concurso TJ RJ:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Diego de Almeida Queiroz: Sou formado em Direito pela UNIRIO, tenho 36 anos e sou natural do Rio de Janeiro, capital.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Diego: desde a faculdade eu sempre almejei concurso público pela estabilidade e pela qualidade de vida. Inclusive, ingressei em alguns estágios por meio de concurso, como na PGE, e logo depois de formado, no próprio TJ, no cargo de Técnico, há cerca de uns 10 anos.
Estratégia: Você trabalhava e estudava?
Diego: sim, durante toda a minha caminhada eu tive que dividir os estudos com o trabalho. No meu primeiro concurso, eu dividia o tempo com o estágio, faculdade e com os estudos da OAB, o que de certa forma, ajudava a formar a base geral das matérias. Depois, já empregado, quando voltei a estudar, dividia o tempo com o trabalho e afazeres domésticos normais na casa, mas, com organização, é possível conciliar.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação?
Diego: fui aprovado e chamado para o meu cargo atual, de Técnico Judiciário, que estou há aproximadamente 10 anos. Depois de um período de pausa nos estudos, resolvi voltar a estudar melhor, aí fui aprovado:
- no ENAM (Exame Nacional da Magistratura);
- em algumas primeiras fases de Membro;
- no TRE, mas fora do número de vagas.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos?
Diego: minha vida social era relativamente normal, acho que consegui equilibrar bem. Por exemplo, gosto muito de futebol, então sempre que podia ia ver os jogos do Flamengo no Maracanã ou em algum barzinho com uns amigos. Também não deixava de sair com os amigos para comer, aniversários, até porque acredito que os momentos de lazer são importantes para relaxar a mente e manter o equilíbrio. O importante é saber dosar as atividades, de modo a manter uma constância nos estudos e dar um foco maior, sobretudo após o edital.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro?
Diego: a grande maioria sempre entendeu e apoiou a caminhada. Tenho ótimos amigos e colegas de trabalho que dão apoio e outros que também estão ou voltaram a estudar, e é sempre bom trocar dicas de estudo ou feedback sobre determinados assuntos. É claro também que alguns relacionamentos se desgastam por isso, e nem todas as pessoas são tão compreensíveis com essa caminhada, sobretudo quando você já é concursado em outro cargo ou já não é mais tão novo. Porém, o melhor é focar em quem te proporciona apoio, estímulo e até te “exige” melhorar mais, porque alguns ciclos vêm e vão, mas a estabilidade e a sensação de ter feito seu melhor e de “dever cumprido” ficam.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso?
Diego: especificamente para este concurso do TJRJ foram uns 04 meses de foco de estudo até a prova. Mas eu já estava estudando para o ENAM, o que me deu uma base boa nas matérias jurídicas e na resolução de questões. Quando saiu o edital, dei um foco maior em Português, porque fazia tempo que não estudava e tinha uma base mais superficial, sobretudo considerando o nível de cobrança da banca FGV. Nas matérias de Direito, já tinha uma base mais forte, aí foquei em revisar algumas e priorizar nos pontos mais fortes da FGV.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Diego: os cursos em PDF ajudaram bastante na preparação, principalmente para matérias que já tinha certa noção. Uma coisa que gostei bastante foi o APP que possuía o EstratégiaCast, que facilitava muito para ouvir na academia ou correndo, o que ajudava a revisar e fixar conteúdo. Algumas videoaulas de conteúdos novos também foram muito boas. A Revisão de Véspera e os cursos Hora da Verdade também foram excelentes para o ajuste final.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Diego: conhecia o Estratégia há muito tempo, por indicação de amigos e internet. Uma grande amiga é assinante há um tempo também, e me alertou quando abriu promoção da assinatura.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação?
Diego: certamente! As aulas focadas nas matérias do edital, os PDFs e o EstratégiaCast foram ferramentas fundamentais nos estudos. Um grande diferencial que vi foi a objetividade do conteúdo, seguindo o roteiro do edital em sequência, otimizando muito o tempo de estudo, sobretudo para quem já trabalha e não tem tanto tempo disponível.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Diego: normalmente estudava 2 matérias por dia, e fixava uma meta de horas líquidas na semana. Alguns dias mais cheios eu estudava menos ou só revisava, e nos dias mais tranquilos intensificava os estudos, e contava globalmente na semana, até porque os dias não se desenrolam de maneira igual. Então, mais importante do que estudar só 1 hora (ou menos) ou 4 horas, vale a constância, de sempre ver pelo menos algum conteúdo.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Diego: eu geralmente não fazia resumos, mas anotava algumas legislações ou tópicos que eu tinha mais dificuldade para voltar depois. Para revisões eu retornava ao material PDF, mesmo que fosse o condensado, e também nos PDFs de questões disponibilizados pelo Estratégia. Quando errava uma questão, já tinha a resposta e explicação logo em seguida. Os simulados foram ótimos para ter um termômetro e focar nos pontos mais fracos.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios?
Diego: a resolução de questões é de extrema importância, pois serve para ter uma noção do seu nível nas matérias e mostrar se o conteúdo foi fixado de fato. Permite ainda fazer revisões mais dinâmicas, com foco nos pontos mais fracos e dificuldades.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Diego: a minha maior dificuldade era em Português, sem dúvida. Porque além de não ser um conteúdo típico de carreiras jurídicas, a banca do concurso costuma ser muito rigorosa nesse ponto, e sabia que seria fundamental na pontuação do certame. Legislação específica também é uma matéria complicada por ser muito dispersa em diversas leis, mas com um bom PDF atualizado, ajuda bastante.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Diego: na semana pré-prova já estava bem cansado dos estudos, então foquei em revisar pontos relevantes e não desgastar muito a mente para o dia da prova. No dia pré-prova acompanhei a Revisão de Véspera do Estratégia, que ajudou na preparação e revisão final do conteúdo.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame?
Diego: a discursiva nesse concurso era algo bem complicado, porque simplesmente era uma questão só, com vários tópicos, mas que poderia ser de qualquer matéria jurídica do edital. Era uma janela muito ampla de assuntos. Então acho que é muito importante ver cobranças de provas anteriores similares e o espelho de correção.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Diego: um erro foi não focar em certas matérias antes, o que fez com que tivesse que ser uma preparação mais corrida e estressante. Às vezes não focar num segmento específico de carreira também pode diluir muito os estudos. Um acerto foi um grande número de resolução de questões, e levar minha preparação de maneira mais profissional, focada no edital específico do concurso.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir?
Diego: nunca. Sempre soube que os concursos poderiam mudar minha vida (e como mudou). Acho que se você tem um propósito claro, e foco, deve seguir até o fim. É claro que podem ter ajuste de rotas e dificuldades no caminho, mas desistir no meio do caminho não deve ser uma opção. As pessoas devem acreditar e ter fé para prosseguir na caminhada.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Diego: acreditem no seu potencial e foquem em bons materiais de estudo. Tenham um planejamento e sigam um roteiro, mesmo que precisem adaptar depois devido às circunstâncias da vida. No início o conteúdo grande dos editais assusta, e parece que você está “apanhando” ao resolver questões, mas com o tempo, você vai melhorando, e cobrindo mais o conteúdo base que cai em qualquer concurso. Vão ter reprovações e desempenhos abaixo, mas façam uma análise dos erros e adaptações aos estudos. No dia da prova, façam uma boa logística, planejando o dia e a realização da prova, como água, comida etc. E após, se permitam relaxar um pouco, com menos cobrança, e se preparar para a próxima jornada.