Artigo

Conversando com a banca

Conversando com a banca

O presente artigo, intitulado “Conversando com a banca”, visa analisar e dar dicas sobre o relacionamento banca e concurseiro. Esse diálogo é importante, e facilita a execução, geralmente complexa, de provas de concurso público, aplicada por bancas como a CEBRASPE, por exemplo.

Cada banca tem uma característica, e fala uma “língua” própria. Compreender a língua da banca examinadora, da melhor maneira possível, melhora o entendimento, comunicação, e a consequente aprovação no concurso almejado.

O perfil da banca

Iniciando a análise da temática conversando com a banca examinadora, analisa-se a importância de traçar o perfil da banca.

Conhecer bem o perfil da banca é a conversa inicial que o concurseiro tem com ela. É a fase de, no relacionamento pessoal, estar se conhecendo um futuro ou amigo ou companheiro afetivo. 

Saber seu comportamento, nos bons e maus momentos. Seus gostos. Sua forma de pensar, e as expectativas de ambos os lados. No caso do concurso público, da banca e do concurseiro.

Cada banca possui seu formato de prova. A Fundação Carlos Chagas (FCC), por exemplo, atualmente trabalha com provas de múltipla escolha, com 5 alternativas, e não vem aplicando provas discursivas em grandes concursos, como de auditor. A CEBRASPE utiliza o método CESPE, com uma frase a ser julgada certa ou errada e utiliza provas discursivas.

Em relação ao conteúdo, existem diferentes entendimentos. É comum as bancas divergirem em entendimentos de Direito, são as chamadas jurisprudências da banca. Isso ocorre em outras matérias, como Administração e Contabilidade.

Uma boa dica para conhecer a banca antecipadamente é resolver muitas provas e exercícios anteriores que ela já utilizou.

Conversando com a banca  – Entendimento do edital

Continuando o tema conversando com a banca, aborda-se a próxima etapa da conversa, o entendimento do edital, após a sua publicação.

O edital é a lei do concurso público. Tudo que se deve saber sobre as vagas, salário, realização da prova, datas, formatos e locais da prova está minuciosamente explicado neste documento. Portanto, a leitura completa e atenta é indispensável.

Quanto ao conteúdo, a banca dá muitas dicas ao elencar as disciplinas e seus tópicos no edital. Às vezes nos próprios títulos dos tópicos, outras vezes na proporção ou desmembramento de cada ponto da disciplina. Além do peso de cada prova ou disciplina, a depender da banca.

Isso gera uma certa facilidade para guiar o concurseiro ao montar seu planejamento de estudos e priorizar as disciplinas chave para sua aprovação.

Então, após a conversa inicial, essa parte mais curta também é muito importante. É uma espécie de estabelecimento de um compromisso entre o candidato e a banca examinadora.

Conversando com a banca durante a prova

Prosseguindo com a dissertar sobre o tema conversando com a banca, o tema é a conversa que acontece durante a realização da prova em si.

A conversa durante a prova exige calma. Nervosismo só vai atrapalhar toda a conversa inicial e o perfil da banca traçado pelo concurseiro. Medo e esquecimento não vão ajudar. É como um primeiro encontro, um reencontro, ou um casamento.

A prova deve ser lida com atenção. Às vezes, uma questão de outra disciplina ajuda na resolução de outra. Ou o texto da prova discursiva, ou de Português, ajuda na linha de raciocínio da prova.

Nem toda questão deve ter a resposta de pronto, afinal a banca quer que os candidatos reflitam, analisem e raciocinem para resolver a prova.

Achar que não sabe é comum, passe para a próxima, volte, sem desespero. É hora de mostrar preparo, mostrar que a conversa inicial e os estudos foram válidos, e que a banca não é onisciente. Candidato bem preparado conhece as disciplinas, e muito bem a banca examinadora.

A conversa após a prova

Finalizando o artigo “Conversando com a banca”, aborda-se a conversa que acontece após a prova do concurso.

É normal ficar ansioso pelo resultado, que às vezes demora a sair. A dica aqui é evitar a ansiedade, ou conjecturas que vão gerar ansiedade. Os rankings pós-prova são bons para ter ideia de resultado, mas a nota final é a banca que divulga. Ansiedade em excesso faz mal para a saúde mental.

Outro ponto importante é sobre recursos.

Para as provas objetivas, a meta é mostrar que a alternativa respondida é a correta ou mais correta que a do gabarito, alterando o gabarito. Ou que a resposta do gabarito está errada, ou todas estão erradas, anulando a questão. É um recurso mais objetivo. Muita gente acaba recorrendo, e padrões de recursos costumam ser divulgados por professores.

Recursos de provas discursivas e redação são mais complexos. Tem que se analisar todo o conjunto da nota (ortografia, conteúdo e estrutura). E defender seu ponto de vista, baseado em teoria concreta. Mas é válida a entrada do recurso, pois pode definir posições e aprovações.

Caso haja reprovação, a tentativa foi válida, pois ampliou o conhecimento do perfil da banca e a experiência em concursos.

Cursos e Assinaturas

Prepare-se com o melhor material e com quem mais aprova em Concursos Públicos em todo o país!

Concursos Abertos

Concursos 2026