Redação Pronta sobre racismo - ENEM, Vestibulares e Concursos
Daniel dos Reis Lopes

Redação Pronta sobre racismo – ENEM, Vestibulares e Concursos

Redação pronta sobre racismo
Redação pronta sobre racismo – Enem, vestibulares e concursos

Uma dúvida comum entre os alunos é como desenvolver um tema de redação. Pensando nisso, preparamos este artigo com um modelo de texto dissertativo-argumentativo (gênero cobrado no ENEM). Mais do que isso: aqui você encontrará uma redação pronta sobre racismo no Brasil.

A ideia é que você consiga compreender os principais aspectos de construção de um texto – como estruturar as ideias, o que deve conter a introdução, como escrever o desenvolvimento e como concluir a sua redação do ENEM. Então, vamos lá?

Introdução – Redação Pronta sobre Racismo

Dizem que a primeira impressão é a que fica, certo? Claro que isso pode ser um exagero, mas é importante ter em mente que a introdução de uma redação é um cartão de visitas. É por ela que o examinador começará a avaliar o seu texto.

A introdução deve apresentar dois aspectos muito importantes:

  • A) a sua tese sobre o tema proposto (neste caso, uma tese sobre o racismo no Brasil) e;
  • B) a apresentação da sua lógica de argumentação, ou seja, quais argumentos você pretende desencadear ao longo do desenvolvimento do texto.

Veja um exemplo de introdução para a nossa redação pronta sobre racismo no Brasil:

O racismo é uma chaga social no Brasil. Mesmo após mais de um século de abolição da escravatura, a população negra permanece, na maioria das vezes, à margem dos espaços de prestígio. A relação de exclusão com base na cor da pele está presente nos ambientes de trabalho, nas universidades, nos hábitos cotidianos. Compreender como o racismo opera no tecido social e como é possível superá-lo é, dessa forma, confrontar uma ferida que marca o país.

1. Perceba que, na introdução acima, a tese está presente logo na primeira frase: “O racismo é uma chaga social no Brasil”.

2. Depois, uma primeira contextualização sobre a tese é apresentada: “A relação de exclusão com base na cor da pele está presente nos ambientes de trabalho, nas universidades, nos hábitos cotidianos”.

3. A introdução é, então, finalizada com a apresentação da lógica de argumentação, encaminhando o leitor para o desenvolvimento do texto: “Compreender como o racismo opera no tecido social e como é possível superá-lo é, dessa forma, confrontar uma ferida que marca o país“.

4. Dessa forma, o leitor é preparado para um desenvolvimento textual que discorrerá sobre “como o racismo opera no tecido social e como é possível superá-lo”.

Desenvolvimento – Redação Pronta sobre Racismo

Agora é hora de apresentar o que os organizadores do ENEM chamam de “estratégias argumentativas“. Nos parágrafos de desenvolvimento (geralmente, dois), devem ser utilizados argumentos para desenvolver a tese inicial, de modo a convencer o leitor. Podem ser utilizados:

  • exemplos;
  • dados estatísticos;
  • pesquisas;
  • fatos comprováveis;
  • citações ou depoimentos de pessoas especializadas no assunto;
  • pequenas narrativas ilustrativas;
  • alusões históricas;
  • comparações entre fatos, situações, épocas ou lugares distintos.

Veja o exemplo de dois parágrafos de desenvolvimento para a nossa redação pronta sobre racismo no Brasil:

Última nação ocidental a conceder liberdade aos escravos, com a Lei Áurea, de 1888, o Brasil buscou construir, desde então, uma autoimagem de território de respeito às diferenças e de convívio racial pacífico. A Lei Áurea, no entanto, foi conservadora em seu texto e não contou com qualquer ressarcimento ou política de inclusão para populações que ficaram tanto tempo afastadas da cidadania, do direito à educação e da liberdade de ir e vir. O resultado, previsível, foi a perpetuação de uma violência social herdada do passado, mas renovada no presente.

Se foi injustificável o descaso a que acabaram relegados milhares de ex-escravizados, foi também persistente a luta deles pela liberdade plena. Uma luta que ecoou em seus descendentes e que hoje se traduz em batalha por representatividade e mais espaços de poder. Conquista bem conhecida dos brasileiros, a política de cotas, por exemplo, vem legando uma mudança na feição das universidades e das repartições públicas – hoje mais heterogêneas.

1. Observe que, no primeiro parágrafo de desenvolvimento, é feita uma alusão histórica à Lei Áurea. Isso atende a um requisito importante, exigido pelo ENEM, que é a contextualização. Conforme elencado acima, essa contextualização pode vir de fatos históricos, dados estatísticos, citações, etc.

2. O desenvolvimento é a hora de explicar o que você falou na introdução, só que com detalhes. Ou seja, se na introdução houve uma promessa, a hora de cumpri-la é no desenvolvimento. O trecho seguinte faz, justamente, a ligação do passado com o momento atual, corroborando a tese apresentada lá no início da introdução (de que o racismo é uma chaga social ainda presente no Brasil). Veja: “A Lei Áurea (…) não contou com qualquer ressarcimento ou política de inclusão para populações que ficaram tanto tempo afastadas da cidadania (…). O resultado, previsível, foi a perpetuação de uma violência social herdada do passado, mas renovada no presente”.

3. Um dos pontos valorizados pelos examinadores do ENEM no desenvolvimento da redação é a capacidade de o candidato estabelecer paralelos e contrapontos. Observe que, ao final do desenvolvimento, o texto reconhece avanços no combate ao racismo, trazendo uma visão de mundo atenta aos fatos atuais: “Conquista bem conhecida dos brasileiros, a política de cotas, por exemplo, vem legando uma mudança na feição das universidades e repartições públicas – hoje mais heterogêneas“.

Conclusão – Redação pronta sobre racismo

Antes de detalharmos como concluir o texto, leia este exemplo de conclusão para a nossa redação pronta sobre racismo no Brasil:

Os avanços na política de inclusão racial no Brasil, entretanto, ainda continuam pontuais e resultam de pressões da sociedade organizada. O país permanece sem uma política de Estado coordenada, ampla, que ultrapasse governos e esteja presente em diferentes pastas, como o Ministério da Justiça – com políticas mais precisas de ressocialização da população carcerária, em sua maioria negra – e o Ministério da Educação – com ações sistemáticas de conscientização em eventos e materiais didáticos. Só assim, ultrapassando ações pontuais, será possível minimizar de forma mais efetiva o abismo racial que ainda assola o país.

O aspecto mais relevante na conclusão de uma redação para o ENEM é a proposta de intervenção para o problema abordado. Ou seja, a sua redação deve, ao fim, apresentar uma solução, uma forma de resolver a questão abordada.

A proposta de intervenção deve refletir os conhecimentos de mundo de quem a redige e, quando bem elaborada, deve conter não apenas a exposição da ação interventiva sugerida, mas também o ator social competente para executá-la. Além disso, a proposta de intervenção deve conter o meio de execução da ação e o seu possível efeito.

Perceba que, no exemplo de conclusão acima, os requisitos avaliados pelo ENEM são atendidos. A ação interventiva é “uma política de Estado coordenada, ampla, que ultrapasse governos“, os atores sociais competentes são as “diferentes pastas governamentais, como o Ministério da Justiça (…) e o Ministério da Educação” e o possível efeito é a minimização, “de forma mais efetiva” do “abismo racial que ainda assola o país“.

Redação pronta sobre racismo: Texto completo

Agora, confira a íntegra da nossa redação pronta sobre racismo no Brasil. Trata-se de um exemplo, de uma inspiração para você construir o seu próprio texto. Como sempre falamos aqui no Estratégia: aprender redação é, sobretudo, praticar!

O racismo é uma chaga social no Brasil. Mesmo após mais de um século de abolição da escravatura, a população negra permanece, na maioria das vezes, à margem dos espaços de prestígio. A relação de exclusão com base na cor da pele está presente nos ambientes de trabalho, nas universidades, nos hábitos cotidianos. Compreender como o racismo opera no tecido social e como é possível superá-lo é, dessa forma, confrontar uma ferida que marca o país.

Última nação ocidental a conceder liberdade aos escravos, com a Lei Áurea, de 1888, o Brasil buscou construir, desde então, uma autoimagem de território de respeito às diferenças e de convívio racial pacífico. A Lei Áurea, no entanto, foi conservadora em seu texto e não contou com qualquer ressarcimento ou política de inclusão para populações que ficaram tanto tempo afastadas da cidadania, do direito ao letramento e da liberdade de ir e vir. O resultado, previsível, foi a perpetuação de uma violência social herdada do passado, mas renovada no presente.

Se foi injustificável o descaso a que acabaram relegados milhares de ex-escravizados, foi também persistente a luta deles pela liberdade plena. Uma luta que ecoou em seus descendentes e que hoje se traduz em batalha por representatividade e mais espaços de poder. Conquista bem conhecida dos brasileiros, a política de cotas, por exemplo, vem legando uma mudança na feição das universidades e das repartições públicas – hoje mais heterogêneas.

Os avanços na política de inclusão racial no Brasil, entretanto, ainda continuam pontuais e resultam de pressões da sociedade organizada. O país permanece sem uma política de Estado coordenada, ampla, que ultrapasse governos e esteja presente em diferentes pastas, como o Ministério da Justiça – com políticas mais precisas de ressocialização da população carcerária, em sua maioria negra – e o Ministério da Educação – com ações sistemáticas de conscientização em eventos e materiais didáticos. Só assim, ultrapassando ações pontuais, será possível minimizar de forma mais efetiva o abismo racial que ainda assola o país.

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Daniel dos Reis Lopes

Daniel dos Reis Lopes

  Meu nome é Daniel Reis, graduado em Ciências Biológicas (Licenciatura) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Fui aprovado em 2º lugar na Escola de Formação Complementar do Exército em 2009 na área de Magistério Ciências Biológicas, onde obtive a primeira colocação na área de Magistério durante o Curso de Formação de Oficiais. Nessa escola desenvolvi monografia sobre o Oficial de Controle Ambiental no Exército Brasileiro, através da qual obtive o grau de Especialista em Aplicações Complementares às Ciências Militares. Exerci a função de Oficial de Meio Ambiente na Companhia de Engenharia de Força de Paz – Haiti, e sou professor do Sistema Colégio Militar do Brasil.    

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