Policial pode ter outro emprego ou empresa?
Legislação impõe barreiras, mas há excessões!
Direto ao ponto, estrategistas, pode o policial ter outro emprego ou empresa no Brasil?
Bem, a legislação brasileira impõe critérios rígidos para quem veste ou estuda para um dia vestir uma farda ou distintivo. Contudo, se você está buscando entender os limites entre emprego e negócios, o Estratégia Concursos explica o cenário jurídico atual.
Ao contrário do que muitos pensam, o policial não é proibido de ter outra fonte de renda, mas sim de exercer certas atividades de gestão ou de interesses conflitantes.
A base dessa restrição é o regime de dedicação exclusiva, que visa garantir que o servidor esteja descansado para o serviço e que não utilize o cargo para a obtenção de vantagens ilícitas.
Empreendedorismo: sócio pode, administrador não
Para o policial que deseja investir em um negócio, há a distinção entre propriedade e gestão.
- Sócio: o policial pode ser sócio ou acionista de qualquer empresa. Ou seja, ele pode investir seu capital.
- Administrador: o profissional não pode exercer funções de gerência ou administração. Ele não pode ser quem assina pela empresa, contrata funcionários ou toma decisões.
- MEI: policiais não podem ser MEI (Microempreendedor Individual), pois essa modalidade exige que o titular seja o gestor do próprio negócio, violando o estatuto dos servidores públicos.
Educação e Saúde (EC 101/2019)
A maior flexibilização dos últimos anos veio com a Emenda Constitucional 101/2019, que unificou um direito que antes gerava muitas batalhas judiciais: a acumulação de cargos públicos para militares estaduais.
Atualmente, um policial pode ter um segundo vínculo se for para as seguintes áreas:
- Magistério: professor em escolas, faculdades ou cursos preparatórios.
- Saúde: profissional de saúde da polícia (médicos, enfermeiros) podem ter outro vínculo na rede pública ou privada.
Observação: a prioridade sempre precisa ser a atividade policial. Sendo assim, os horários não podem ser conflitantes.
Segurança Privada “bico”
Apesar de ser uma prática comum na informalidade, o “bico” de segurança particular permanece ilegal em todo o território nacional.
Não existe estado brasileiro que tenha legalizado a atuação de policiais em empresas de vigilância privada ou como seguranças de estabelecimentos comerciais.
Os riscos do bico informal:
- Improbidade Administrativa: uso de treinamento e equipamentos do Estado para fins privados.
- Expulsão: a reincidência em atividades de segurança privada é um dos principais motivos de processos administrativos disciplinares.
Bico legal
Diversos estados criaram programas para que os profissionais aumentem suas remunerações por meio de trabalhos legalizados.
No Rio de Janeiro, por exemplo, existe o PROEIS. Em São Paulo, há o programa Diária Especial (DEJEM). Outros estados estendem os benefícios aos profissionais por meio de Gratificações de Desempenho.
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