Erros comuns na etapa discursiva do TJ RJ
A etapa de provas do concurso TJRJ já está próxima e mobiliza candidatos para intensificarem os estudos na reta final de preparação. Milhares de candidatos irão concorrer às vagas destinadas aos cargos de Analista Judiciário e Técnico de Atividade Judiciária.
O edital do TJRJ para os referidos cargos prevê a aplicação de uma Prova Objetiva composta de 70 questões sem diferença de pontos entre elas. Além disso, para o cargo de Analista Judiciário, será aplicada adicionalmente uma Prova Discursiva composta de 1 questão com o valor de 20 pontos.
Essa Prova Discursiva costuma distanciar bastante os candidatos preparados dos demais na classificação final do concurso. Esses candidatos não se restringem ao domínio do conteúdo, pois esse tipo de cobrança avalia mais do que o conhecimento das matérias abordadas.
Conhecer o conteúdo é só o primeiro passo para estar competitivo nesta etapa, pois muitos candidatos bons incorrem em erros que podem afastá-los de uma boa classificação. Por isso, separamos algumas dicas que irão ajudar você a evitar os erros mais comuns na etapa discursiva.
16 erros mais comuns na prova discursiva do TJ RJ
Fugir do tema ou comando
Um dos principais erros cometidos pelos candidatos na etapa discursiva é fugir do comando da questão. Muitas vezes até o excesso de conhecimento pode levar o candidato a incluir informações relevantes sobre o assunto, mas que não contribuem para o objetivo do enunciado.
Leia atentamente o enunciado, rascunhe as informações que não podem faltar e verifique se o texto finalizado responde à questão. Grife e siga o comando da questão: julgue (dar parecer de certo/errado), discorra (explicar), fundamente (citar referências), etc.
Respostas incompletas ou superficiais
Esse tipo de resposta não atende ao objetivo da questão, seja por deficiência de informações ou por ausência das palavras-chave preteridas pelo avaliador. Leia o enunciado e liste rapidamente tudo o que o texto deve tratar, isso diminui as chances de, ao final da discursiva, a questão ainda ficar sem resposta.
Respostas com informações desnecessárias
Candidatos que estudam bastante acumulam muitas informações e isso pode atrapalhar na sua etapa discursiva. Eles podem ficar empolgados em demonstrar para o avaliador que dominam o conteúdo abordado e introduzir muitas informações desnecessárias na resposta.
Busque concentrar-se no que foi solicitado na questão sem acrescentar informações não relevantes. O tempo e o espaço destinado à discursiva são limitados e esse excesso de informação pode prejudicá-los, além de dificultar a leitura.
Erros ou falta de fundamentação na etapa discursiva
A lógica da prova discursiva é avaliar o conhecimento de forma mais aberta, mas não pode ficar presa ao campo da opinião do candidato. Por isso, o candidato deve demonstrar que possui conhecimento baseado em fontes relevantes.
Assim, o candidato deve citar, sempre que possível, as fontes das informações utilizadas como fundamento na prova discursiva. Caso não saiba ou tenha dúvidas sobre a referência específica (um artigo, por exemplo), utilize uma mais genérica (a lei, por exemplo).
A fundamentação é importante, pois traz uma valoração externa do ponto de vista do candidato, característica apreciada pelo avaliador. Nem todas as afirmações precisam de fundamentação, como as de conhecimento geral ou consenso da maioria das pessoas, por exemplo.
Escrita opinativa não solicitada
A opinião é algo bastante pessoal e difícil de ser avaliado com uma nota pela banca. Por isso, evite de expô-la nas suas questões discursivas quando não solicitadas pelo avaliador.
Mesmo quando banca solicita sua opinião sobre determinado assunto, o seu objetivo geralmente é avaliar a sua capacidade de argumentação e o seu conhecimento de fontes para embasar a sua convicção. Assim, nesses casos, evite utilizar “eu acho”, “eu penso que…” ou “eu entendo que…”, pois essas expressões trazem menos credibilidade à sua argumentação.
Copiar trechos do enunciado
Evite copiar trechos do enunciado ou da prova na sua discursiva, pois pode parecer uma tentativa de preencher linhas da prova ou mesmo falta de conteúdo. Caso precise citar algo do enunciado, utilize palavras diferentes e seja o mais sucinto possível.
Falta de coesão e coerência
O texto deve ser lógico e conexo para o avaliador. Suas partes devem estar relacionadas entre si a fim de que sua leitura seja fluida.
Estude e treine o conteúdo de coerência e coesão mesmo que não esteja previsto no edital, buscando usar conectivos e referências textuais de forma adequada. Assim, o avaliador consegue entender melhor o que você pretende dizer e qual a conexão com a resposta esperada por ele.
Erros na estrutura dissertativa na etapa discursiva
A discursiva geralmente pede uma resposta com estrutura dissertativa. Portanto, organize seu texto para que possua introdução, desenvolvimento e conclusão bem definidos.
Prolixidade
Usar muitas palavras para dizer algo simples pode parecer uma tentativa de preencher linhas e pode prejudicar o espaço para abordagens mais relevantes. Seja objetivo na resposta, a intenção maior do avaliador é que você responda e não que preencha as linhas.
Má gestão do tempo
Gerir bem o tempo de prova é essencial para qualquer concurso. Questões difíceis ou demoradas devem ser deixadas para depois, pois o tempo gasto com elas pode comprometer o das outras questões.
O candidato deve administrar o tempo para que se possa responder às questões, marcar no cartão resposta, rascunhar a discursiva e passar para a Folha de Textos Definitivos com facilidade, além de resguardar-se para eventualidades (ir ao banheiro, por exemplo). A má gestão do tempo pode fazer com que uma questão discursiva bem iniciada tenha que ser finalizada às pressas, prejudicando sua qualidade.
Sempre que possível, treine com tempo cronometrado. Isso leva a uma prática de respostas mais rápidas, treina seu organismo a funcionar dentro daquele espaço de tempo e minimiza o impacto de ocorrências não previstas na hora da realização da prova, além de evitar vários outros erros na etapa discursiva.
Estudo do conteúdo deficiente
Dominar o conteúdo a ponto de identificar uma alternativa certa ou errada (prova objetiva) é diferente de discorrer sobre o assunto (prova discursiva). Estude o conteúdo o suficiente para desenvolver um discurso partindo apenas do tema.
Erros gramaticais na etapa discursiva
Naturalmente, a avaliação também ocorre nos erros gramaticais que cometidos na etapa discursiva, afinal, trata-se de um concurso público. Ortografia, concordâncias, regências, pontuação, tudo já costuma fazer parte do conteúdo programático para a matéria de Língua Portuguesa, portanto use-as sem moderação.
Caso tenha dúvidas de como é a escrita de uma palavra, tente trocá-la por um sinônimo. Essa dica também pode ser útil para tentar contornar outros erros como em regências, concordância, etc.
Caligrafia
A caligrafia é um dos erros comuns na etapa discursiva. Isso não significa que você precisa ter uma letra bonita, mas ela precisa ser legível.
O avaliador não vai se esforçar para tentar entender o que está escrito na sua prova, pois ele tem muitas outras para corrigir. Evita-se esse tipo de erro na etapa discursiva com uma escrita calma (desenhando bem as letras), proporcionada principalmente por uma boa gestão do tempo de prova.
Outra dica que poder ser interessante é treinar sua escrita fazendo resumos e anotações, ajudando ainda mais a fixar o conteúdo. Além disso, pedir que outras pessoas leiam o que escreveu pode ser uma boa métrica para legibilidade da sua caligrafia.
Erros nos limite de linhas na etapa discursiva
Sempre obedeça aos limites físicos da folha e os especificados no anúncio da questão. Os números mínimo e máximo de linhas, os limites laterais das linhas, o tamanho da letra limitado entre uma linha e outra, tudo deve ser objeto de atenção do candidato.
A fim de evitar esse problema, faça o rascunho já observando esses espaços necessários. Além disso, caso seja necessário acrescentar informações não constantes incialmente no rascunho, evite adicioná-las diretamente na Folha de Textos Definitivos.
Rasuras em excesso na etapa discursiva devido a muitos erros
Muitas rasuras no texto final também podem ser prejudiciais à avaliação da sua discursiva. Além de conferir um visual desagradável ao seu texto, podem prejudicar a leitura do texto e parecer uma manobra para preencher linhas mais facilmente.
Sempre fazer o rascunho e fazer a transcrição atenta para a Folha de Textos Definitivos pode ajudar a minimizar esse problema.

Linguagem formal/informal demais
O texto da prova discursiva deve ser, acima de tudo, claro e comunicativo. Isso significa que deve usar uma linguagem compreensível pelas pessoas em geral, sem muita formalidade ou informalidade.
O excesso de formalidade pode parecer a utilização de palavras muito eruditas desnecessariamente ou expressões que trazem um discurso mais característico de solenidades ou grupos de pessoas que se afastam do comum. Palavras pouco usadas ou com substitutas mais simples devem ser evitadas para uma melhor leitura do texto.
Por outro lado, a informalidade também pode empobrecer o discurso do texto. Assim, gírias, expressões ou ditados populares e linguagem de baixo calão são exemplos do que se deve evitar.
Conclusão sobre os erros comuns na etapa discursiva
Em suma, a discursiva será uma importante etapa de avaliação do concurso do TJRJ, por isso o candidato deve fugir desses erros mais comuns. Um mero erro de ortografia, por exemplo, pode ser um diferencial grande na classificação final.
Estude, pratique, rascunhe, releia o texto, mantenha a atenção e a calma. Um bom preparo vem de muita dedicação e atenção principalmente na etapa discursiva.
Bons estudos!!!
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