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Do Zero ao 01 – Minha trajetória até a aprovação

Fala, galera! É uma grande honra para mim ingressar na equipe de Coaching aqui do Estratégia. Se você ainda não viu o meu depoimento em vídeo, vou deixar o link no final. Mas aqui, vou contar com um pouco mais de detalhes toda minha trajetória desde o início dos estudos até atingir a 1ª colocação no concurso de Auditor Fiscal de uma das maiores capitais do Brasil.

Antes de começar, vale a pena voltar ao ano de 2009. Com 14 anos de idade, comecei a trabalhar como aprendiz na Ford, uma das maiores automobilísticas do mundo. Entrar na empresa, até então, era praticamente certeza de me aposentar lá (meu pai, por exemplo, entrou em 1981 e saiu em 2018). E quem entrava como aprendiz, em um processo seletivo bem difícil, tinha ainda mais chance de crescer na companhia. Então, já nessa época, eu conciliava estudos com o trabalho. Depois de ser efetivado como Técnico, segui o caminho natural e resolvi cursar Engenharia Elétrica.

Quando terminei o curso, em 2016, o cenário era bem diferente. A crise que o Brasil atravessava e a reformulação que ocorrera na empresa fez com que houvesse muitas demissões, redução de salários e benefícios, entre outras coisas típicas da iniciativa privada. Além disso, eu não tinha o desejo de trabalhar na minha área como Engenheiro. Passei alguns dias pensando no que faria da vida, e conversando com a minha namorada na época (hoje minha esposa), optei por estudar para concursos públicos. Nesse momento, os únicos concursos que eu sabia que existiam era para juiz e para Auditor da Receita Federal. Como para o primeiro cargo eu não tinha formação, só me restava uma escolha: #partiuestudarpraReceita… rs.

Nesse momento, acho que cometi o maior erro da minha caminhada: iniciei os estudos sem procurar qualquer ajuda ou orientação. Fui na banca de jornal, comprei um Apostilão (na verdade eram 3 apostilas com mais de 500 páginas cada uma) e comecei a ler e grifar, sem qualquer método de revisão nem nada. Uns dois meses depois, concluí a primeira disciplina da apostila (eu estudava todas ao mesmo tempo, um pouco cada dia). Pensei comigo: bom, se eu já li todas as páginas (eram 21) de Legislação Aduaneira, eu podia pegar a última prova da Receita, de 2014, e resolver para ver o meu nível (foi a primeira vez que resolvia questões de provas anteriores). Resultado: de 10 questões, errei 9 e a qual eu acertei foi no chute. Então, percebi que havia algo errado.

Fui para Internet pesquisar sobre materiais de estudo, e descobri o site do Estratégia. Mais de 50% dos aprovados no último concurso da RFB tinham sido alunos de lá (ou melhor, daqui… rs). Antes de comprar, assisti algumas aulas demonstrativas e percebi o porquê de eu ter ido tão mal no meu teste com a prova de 2014. O material era bem melhor escrito, organizado, cheio de dicas, esquemas, mnemônicos. Nos 2 meses que eu estudei pela apostila, não sabia nem o que era LIMPE (se você não sabe, fique tranquilo que na primeira aula de Direito Administrativo do Estratégia, você não esquece nunca mais). Não tive dúvidas: fui lá e comprei o pacote.

Continuei estudando por esse material até a prova do TCE-PE (2017). Apesar da consciência de ainda não ter completado boa parte das matérias, achei que podia ser uma oportunidade para mim. Não tinha a menor noção do nível em que estavam os outros alunos. Fui pra Recife, assisti o aulão de véspera do Estratégia, fiz a prova e levei fumo! Rs. Aquilo me deu uma baqueada, mas eu já tinha feito minha inscrição para a prova do ISS Criciúma. Não consegui estudar muito bem, ainda meio decepcionado com o TCE-PE. Não li nada da Legislação Específica e fui pra prova. Resultado: não fui mal no geral (85%). O problema é que o nível da prova era baixo e eu fiquei em 273º.

Até ali, como já disse, eu não tive qualquer orientação. Mas logo depois da prova, conheci um grupo de rapazes no hotel e fomos para o bar. Perguntei para os que tinham ido melhor (dois deles foram aprovados no ICMS-GO e ICMS-SC) para saber como estudavam, e descobri que tinham contratado uma consultoria de estudos. Em janeiro de 2018, resolvi fazer o mesmo e contratei uma consultoria.

Nesse momento, comecei a estudar com muito mais planejamento e determinação. Com a orientação do meu consultor, minha preocupação era exclusivamente estudar. Comecei a controlar minhas horas líquidas de estudo (foram mais de 2.000 horas) e meu desempenho nas questões (mais de 28.000 questões até a aprovação). Em junho de 2018, começou a chuva de editais da área fiscal.

O primeiro foi o ICMS GO. Estudei como nunca tinha estudado antes ao longo de 3 meses. Às vezes, acordava mais cedo antes do trabalho, aproveitava o horário de almoço para resolver questões, dormia depois das 23h, fazia entre 6 e 7 horas líquidas aos finais de semana. Com tudo isso, fiquei mais ou menos em 140º (26 vagas). Foi o primeiro soco no estômago.

Mas eu não podia parar, porque logo em seguida veio o ICMS SC. Tinha 45 dias entre a prova de Goiás e a de Santa Catarina. Apesar de ser um dos meus Estados favoritos no Brasil, não conseguia estudar tão bem. Sentia muito cansaço à noite, tantas e tantas vezes cochilei uns 10 minutos no chão do banheiro, para não ficar confortável, e já acordava e voltava a estudar. Mas essa falta de equilíbrio e de qualidade no estudo fez com que eu praticamente repetisse o desempenho: 130º (3 pontos atrás do CR).

Ali, eu tinha uma “certeza”: eu jamais conseguiria passar em um concurso top conciliando trabalho e estudo. Para mim, passar em concurso era só pra quem podia estudar o dia inteiro. E nesse momento, eu tinha outro problema: tinha prova do ICMS RS em fevereiro de 2019 e meu casamento estava marcado para maio de 2019. Combinei com a minha noiva que estudaria para essa prova e depois pararia para ajudar com as coisas do casamento. Até ali, eu não tinha participado de quase nada.

Estudei ainda mais. Minha atual esposa foi em uma loja de suplementos e comprou para mim uma cápsula de cafeína que me ajudava a ficar mais ligado para estudar à noite. Lembro que passei a virada do ano na casa de um casal de amigos. Acordei e já fui estudar no escritório do meu amigo (que tive a honra de ser padrinho de casamento depois). Entrei na PUC de Porto Alegre pela primeira vez, confiante de que poderia ser a minha prova. Fiz as 3 provas, dei graças a Deus de não ter sido reprovado em TI, mas não voltei confiante. Na quarta-feira, quando saiu o gabarito, joguei minha nota no Olho na Vaga e estava em 26º (eram 37 vagas para ampla concorrência). Mas logo depois, outros alunos também colocaram a nota e fui caindo, até 48º. Quando saiu o gabarito oficial, após recursos, 108º. Outra vez, estava longe.

Então, fiz como prometi para minha noiva e dei uma pausa. Casei, nos mudamos para o nosso apartamento, fomos para lua de mel (viajei no dia da prova do ISS Guarulhos) e depois que voltei, retomei os estudos. 3 semanas depois, edital do ISS Campinas. Não tinha muita confiança, porque tinha parado 2 meses, mas já enfrentei esse edital. Consegui estudar com mais qualidade do que das outras vezes. Dominei melhor a disciplina de Legislação, que estava sendo uma pedra no sapato para mim. Fiz uma boa prova e fiquei em 32º.

Eu sentia que estava muito perto de entrar nas vagas. Precisava de um ajuste fino, e resolvi trocar de consultor (uma boa mentoria faz uma enorme diferença). Saiu o edital da SEFAZ-DF. Fiquei em dúvida se fazia ou não. Edital pesadíssimo, com 7 ou 8 matérias que não tinha estudado. Além disso, havia previsão de sair ICMS PR e ISS Porto Alegre, que me chamavam mais atenção do que Brasília. Resolvi esperar, com a estratégia (Estratégia é fundamental… rs) de que viesse um desses outros editais, que talvez fossem menos concorridos. Não poderia ter dado mais certo: duas semanas depois, saiu o edital do ISS Porto Alegre.

Em um primeiro momento, decepção. Eram apenas duas vagas (lembro que cheguei a pensar que, se não passasse, nunca mais estudaria para concurso com tão poucas vagas). E eu ainda conciliava trabalho e estudos, então achava que não daria. Mas estudei com a maior qualidade que já havia feito até então. Muita lei seca, revisão e questões. Carga horária média de 35h semanais (máximo que eu conseguia trabalhando simultaneamente).

Voltei para Porto Alegre, depois de 11 meses. Na véspera, recebi uma mensagem do meu consultor dizendo que minha preparação tinha sido ótima, era só ter tranquilidade e fazer a prova. No domingo, entrei novamente na PUC. Lembro de que, enquanto resolvia a prova, quase podia ver como se a questão estivesse na tela do meu computador, e quando circulava a alternativa, via a alternativa ficar verde… rs. Pela primeira vez, saí da prova ciente de que fizera o meu melhor, em uma prova muito difícil.

3 dias depois, sai o gabarito oficial. Esperei até a noite para lançar minha nota no ranking (não queria ter a mesma decepção do ICMS RS). Quando terminei, meu nome lá em cima, 10 pontos na frente do segundo colocado.

A partir daí, passei o mês mais tenso da minha vida. Ao mesmo tempo que sabia que as chances eram enormes, poderiam aparecer duas pessoas na minha frente e perder tudo. Mas em 15 de janeiro de 2020, o resultado se confirmou no Diário Oficial: eu era o 01 do ISS Porto Alegre. Aí, nem preciso dizer a festa que foi. Comemorar com minha esposa, meus pais e meu irmão o resultado de tanto sacrifício não tem preço que pague nem palavras que possam descrever.

Hoje, só tenho a agradecer a todos os que estiveram na caminhada comigo. Minha esposa, que sempre acreditou mais em mim do que eu mesmo. Meus pais, por terem me ensinado o valor dos estudos. A todos os meus amigos, que aceitaram os “nãos” que eu dava para poder estudar. E, acima de tudo, a Deus, porque sem a fé que tenho Nele, sei que não seria capaz de nada disso.

Sei que a história ficou longa. Mas queria contar em detalhes tudo que passei, para que você saiba que sim, eu sei o tamanho dos seus desafios e de suas privações. Sei o quanto é difícil trabalhar e estudar. Mas também sei que é possível, e quero estar ao seu lado para te ajudar a alcançar a aprovação no cargo dos seus sonhos. Quero que você seja meu companheiro de profissão!

Fecho com uma frase de Henry Ford, um dos maiores exemplos de persistência que já passaram por esse nosso mundo: “Se você pensa que pode, ou se você pensa que não pode, de qualquer forma você está certo!”

Grande abraço!

Depoimento em vídeo:

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