Aprovado no concurso da PGM Nova Iguaçu
“Tenha certeza do que quer, dedique-se e não pare nunca até conseguir. É o clichê mais verdadeiro que existe.”
Confira nossa entrevista com Luiz Fagundes, aprovado no concurso da PGM Nova Iguaçu no cargo de Técnico de Procuradoria:
Estratégia Concursos: Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Luiz Fagundes: Sou advogado, 30 anos, de Nova Iguaçu/RJ.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Luiz: A dificuldade encontrada no mercado de trabalho.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Luiz: Trabalhei e estudei a maior parte do tempo. A partir de março de 2019, quando fui demitido do meu emprego, passei a somente estudar.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Luiz: Fui aprovado para técnico administrativo do TRT/RJ, 371ª posição e, por último, para técnico da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, 125ª posição da Região 01.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados(as)?
Luiz: Foi uma sensação de dever cumprido, ainda mais pelo fato de a prova estar num nível muito acima do esperado.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Luiz: Procurava sair moderadamente aos fins de semana. Não acredito em posturas radicais, a não ser que faltem poucas semanas para a prova. Do contrário o melhor a ser feito é estudar o máximo possível sem esquecer do lazer, família, amigos, namorado(a).
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Luiz: Sou solteiro, sem filhos. Moro com minha mãe, que infelizmente não me dá o apoio de que preciso. Só como exemplo, na noite de véspera deste certame em que fui aprovado, acordei às três da manhã por conta da televisão que estava numa altura elevadíssima. Não tive direito sequer a uma noite de sono antes de minha prova. Mesmo com todas as dificuldades que encontrei dentro de casa me mantive firme estudando, e finalmente logrei êxito.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Luiz: Com certeza! É exatamente meu caso. Estudo para tribunais federais. Prestei o concurso da PGM de Nova Iguaçu com o intuito de fazer dele um concurso escada.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado?
Luiz: Na verdade não estudei direcionado a este concurso. Apenas foquei em alguns pontos mais específicos do edital na semana de prova.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Luiz: Sempre procuro estudar sem edital, mantenho a disciplina reduzindo as horas estudadas por dia, para ter fôlego no momento em que o edital for lançado.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Luiz: Através de amigos.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? O que funcionou melhor para você?
Luiz: Aulas presenciais funcionaram no começo, mas à medida que fui ficando mais experiente, migrei para os PDFs.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Luiz: Não estudei todo o conteúdo, foquei no mais importante. Costumo estudar duas matérias por dia. Não faço resumos, mas sim bastante exercícios e revisões de lei seca. Enquanto estava trabalhando estudava uma média de 1h30 por dia. Depois que fui demitido passei a estudar pelo tempo máximo que podia.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Luiz: Não sinto mais dificuldade em disciplinas em específico. A dificuldade vem nas matérias que nunca estudamos, a partir do momento que começamos, fica mais tranquilo. Por isso vai a dica: comece!
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Luiz: Procurava revisar o máximo de tempo que podia, ficava exausto. Inclusive na véspera da prova.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Luiz: Meu maior erro foi achar que precisava ser especialista em determinadas matérias. Em concurso vale mais saber pouco de muito do que muito de pouco. Meu maior acerto foi perceber isso.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Luiz: O processo é difícil. Sempre tive extrema facilidade com provas, sempre fui ótimo aluno. Passei sem dificuldades para o CEFET/RJ, depois para Direito na UFRJ. Eu parecia estar destinado ao sucesso rápido nos concursos. Ledo engano, tive muita dificuldade nas minhas primeiras provas. E isso mexeu muito com a minha autoestima. Essa foi minha maior dificuldade: encarar o fato de que eu na verdade não era tão especial quanto julgava.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Luiz: Conseguir estabilidade financeira para sair de casa.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Luiz: Tenha certeza do que quer, dedique-se e não pare nunca até conseguir. É o clichê mais verdadeiro que existe.
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