Aprovada em 2° lugar para Agente Administrativo no concurso CRF-RJ
Concursos Públicos
“Persista, mesmo diante dos fracassos que possam surgir no caminho, eles são naturais e essenciais para o amadurecimento, inclusive nos estudos. Estudar para concursos é um exercício constante de superação […]”
Confira nossa entrevista com Alessandra Werneck Ornellas, aprovada em 2° lugar no concurso CRF-RJ para o cargo de Agente Administrativo I – Região II:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-la. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Alessandra Werneck Ornellas: Tenho 29 anos e nasci em Nova Friburgo, Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro. Sou graduada em Serviço Social desde 2018.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Alessandra: Tomei essa decisão em busca de oportunidades e de estabilidade. Sempre me dediquei aos estudos e, desde a adolescência, meu foco foi construir uma carreira e ter um emprego que me proporcionasse satisfação pessoal e a possibilidade de oferecer melhores condições de vida para mim e para minha família. Além disso, o campo de atuação do assistente social está majoritariamente concentrado no serviço público, isso aliado ao fato de que eu residia em uma cidade do interior, acentuou a falta de oportunidades fora desse setor. Foi nesse contexto que a vontade de estudar para concursos surgiu. Além disso, tive muito incentivo da minha família, em especial da minha mãe.
Estratégia: Você trabalhava e estudava?
Alessandra: Sim, sempre precisei conciliar as duas coisas. Principalmente porque eu mesma custeei meus estudos, além de possuir outras obrigações financeiras. Vivi muitas fases durante essa trajetória, houve momentos em que eu trabalhava inclusive aos finais de semana e, em outros, eu tinha os finais de semana e feriados livres. Sempre tentei aproveitar o tempo livre para estudar, especialmente nos períodos em que os editais dos concursos que eu queria muito estavam abertos. Estudava à noite, após o trabalho, no horário de almoço e até durante o trajeto (no ônibus, no metrô, caminhando) e isso fez toda a diferença, porque esse percurso às vezes me tomava horas do dia. Além disso, passei os últimos anos utilizando meus períodos de férias do trabalho para intensificar os estudos. É um caminho muito cansativo e exige muita perseverança, mas vale a pena.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovada?
Alessandra: Antes de ingressar no CRF-RJ, eu atuei no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na capital, como Analista Censitária, por cerca de dois anos. Foi meu primeiro concurso e também o primeiro para qual fui convocada. Foi uma experiência incrível. Durante esse período, fui chamada outras vezes para o cargo de Assistente Social em prefeituras da Região Serrana, Nova Friburgo e Bom Jardim, nesse último alcancei o 2º lugar, mas optei por não assumir. Também fui aprovada na PCERJ, TJ-SP, TRT-10 e TRE-RJ, nesses dois últimos minhas colocações foram 10º e 12º, respectivamente. Fiz tantas provas que às vezes perco a conta.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos?
Alessandra: Passei por diferentes fases. Houve momentos eu que eu me dediquei quase integralmente aos estudos, nos períodos de folga do trabalho, e ficava bastante reclusa. Em outras ocasiões, eu abri espaço para encaixar a vida social. Acredito que, em uma jornada longa como a do concurseiro, é preciso ter momentos de lazer e relaxamento. Mesmo assim, a intensidade depende de alguns fatores: da urgência e se aquele é o concurso dos sonhos, por exemplo.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseira?
Alessandra: Sim, sempre tive muito apoio. Nem sempre é fácil explicar o sentimento de “nunca ter estudado o suficiente” que se instala na mente do concurseiro, mas eles compreenderam a minha dedicação. Minha família e amigos me ajudaram bastante, auxiliando com as tarefas do dia a dia e/ou me acompanhando em provas/fases de concursos realizadas em outros municípios e estados. Esse suporte foi essencial para que eu pudesse me manter firme.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso?
Alessandra: Quando eu decidi fazer a prova para o CRF-RJ, já vinha de uma rotina intensa de estudos, pois estava me preparando para outro concurso que o antecedeu. Um colega me falou sobre o certame, eu comparei os editais e vi que o conteúdo programático era muito parecido e que a inscrição estava com um preço acessível. Decidi fazer por descargo de consciência e acabei passando em 2º lugar. Realizei a prova de maneira bem tranquila, percebi que isso fez bastante diferença.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Alessandra: Sempre priorizei a leitura dos PDFS e a resolução de questões. Costumo baixar as aulas (áudio e/ou vídeo) para ouvir/assistir enquanto caminho para casa, estou na academia ou realizo tarefas domésticas, objetivando aproveitar melhor esse tempo. Evito fazer resumos, pois demandam muito tempo. Prefiro utilizar os resumos elaborados pelos professores, que são mais objetivos e direcionados. Sempre que possível, assisto às revisões de véspera. Por conta da rotina corrida, nunca cheguei a frequentar aulas presenciais. Optei por cursos que eu pudesse acessar de qualquer lugar.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Alessandra: Após alguns meses tentando estudar sozinha, ainda me sentia muito perdida. Então fiz uma pesquisa na internet sobre os melhores cursinhos online e encontrei o Estratégia. Optei pela assinatura ilimitada na época, pois ainda não tinha me decidido sobre qual área seguir e porque me deu acesso a um material bem completo.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Alessandra: Gosto muito dos PDFS, principalmente pela maneira como a lei seca é abordada, intercalando-a com a explicação de forma didática. Isso me ajudou muito, especialmente em matérias que comecei do zero, como Direito. Além disso, os resumos prontos são essenciais. As trilhas estratégicas também são um diferencial, sobretudo para iniciantes, pois auxiliam a organizar os estudos quando existe a dificuldade de montar seu próprio planejamento. É uma ferramenta que otimiza o aprendizado de forma estratégica. Também recomendo muito assistir às revisões de véspera, chega perto de uma premonição.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Alessandra: Comecei seguindo as trilhas estratégicas e à medida em que fui aprofundando meu conhecimento, passei a criar planilhas com o objetivo de visualizar e monitorar o que precisava reforçar. O que eu já dominava, revisava apenas resolvendo questões. Na minha percepção, o progresso deve ser medido pelo cumprimento de tarefas e metas, não acredito que contabilizar horas líquidas seja o melhor método, já que a pessoa pode passar horas em frente ao computador sem estudar de maneira realmente produtiva.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Alessandra: Utilizo os resumos prontos e reforço o aprendizado resolvendo questões. Costumo organizar cadernos específicos por disciplina, utilizando o Estratégia questões, focando nos pontos em que encontro mais dificuldade.
Além disso, assisto aos aulões de revisão sempre que posso, porque me ajudam a fixar os conteúdos principais antes da prova.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios?
Alessandra: A resolução de questões é fundamental para consolidar a teoria e lapidar o conhecimento. No momento que realizamos as questões, testamos a aplicação do que aprendemos, verificamos nossas dúvidas, vemos como o assunto é cobrado, as pegadinhas e quais detalhes não podemos deixar escapar na hora da prova. Foram tantas questões, que não consigo contabilizar. Cheguei a fazer em média 40 questões por dia, incluindo exercícios de revisão e de consolidação da teoria. Foi um hábito decisivo para o meu progresso.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade?
Alessandra: No início, tive bastante dificuldade em Direito Administrativo, pois comecei a estudar a matéria do zero. Para superar, intensifiquei a prática: resolvia muitas questões, acompanhava meu percentual de acertos e reforçava os pontos fracos. Esse esforço me levou a dominar a disciplina e até a gabaritar algumas provas. Sempre enfrento desafios quando o assunto é Raciocínio Lógico-matemático e, para lidar com isso, recorro às videoaulas, sobretudo quando a dúvida persiste mesmo após estudar e revisar a teoria por meio do PDF. Percebo que não adianta fugir do que temos dificuldade: a dedicação transforma a fraqueza em diferencial.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Alessandra: Foi uma semana difícil, pois tive que lidar com um problema de saúde de um familiar. Infelizmente, a vida não se ajusta para que possamos nos dedicar aos estudos em perfeitas condições, sem interferências. Ela acontece. Nesse momento, não adianta se desesperar: é importante usar o tempo disponível com sabedoria.
Nessa reta final, procurei me concentrar no estudo dos PDFs simplificados e na resolução de questões de disciplinas com a maior probabilidade de cobrança, conforme o perfil do órgão e cargo. Também assisti à revisão de véspera, como de costume.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Alessandra: Preparei-me muito para essa prova discursiva, mesmo que indiretamente. Na época, eu estava estudando direcionada para outro concurso e já praticava constantemente. Cheguei a redigir mais de 30 textos até a data da prova do CRF-RJ. Embora o conteúdo programático para a discursiva fosse diferente, a prática anterior aprimorou minha técnica e expandiu meu repertório. Todo esse esforço foi decisivo: conquistei a maior nota discursiva para o cargo, incluindo todas as regiões. Fiquei muito orgulhosa pelo resultado, principalmente porque no início eu estava bastante insegura com essa etapa. Meu conselho é: pratique. A escrita exige treino. Quanto mais textos forem redigidos, mais natural e seguro se torna o processo.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Alessandra: Aprendi que é preciso focar em determinada área, em certame e cargos com conteúdos em comum, para não começar do zero a cada edital e acabar não conseguindo uma preparação adequada para nenhum deles. São muitos editais atrativos, mas tentar abraçar todos gera frustração e prejudica o aprofundamento do conhecimento.
Entre meus acertos, destaco a escolha de priorizar a resolução de questões como método de revisão. Assim consegui identificar falhas e reforçar a teoria de forma direcionada. Também aprendi a estabelecer metas realistas, conscientes do que consigo cumprir dentro da rotina. Essa clareza faz muita diferença para manter a consistência.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Alessandra: Em desistir não, mas já me passou pela cabeça várias vezes que eu poderia não conseguir, afinal não há garantia de que vai dar certo. É um exercício de fé muito grande, porque exige um enorme sacrifício diário. É preciso olhar para o futuro com determinação e convicção para não desanimar. Em cada reprovação era como se todo esforço fosse pelo ralo, todo aquele sacrifício para nada. Estudar para concurso implica em abrir de muita coisa, inclusive descanso e lazer, mas vejo como um investimento temporário para alcançar um resultado permanente. Acredito ser normal se sentir exausto, frustrado, ter vontade de chorar. Chorei algumas vezes, mas depois olhava para frente e começava a me preparar para a próxima prova. Eu realmente não tinha tempo para ficar sofrendo pela reprovação.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Alessandra: Persista, mesmo diante dos fracassos que possam surgir no caminho, eles são naturais e essenciais para o amadurecimento, inclusive nos estudos. Estudar para concursos é um exercício constante de superação. Quando iniciei essa jornada, comprei um caderninho vermelho de capa dura para anotações e no verso da capa escrevi essa frase, que me inspirou e da qual nunca me esqueço: “Muitos dos fracassos desta vida estão concentrados nas pessoas que desistiram por não saberem que estavam muito perto da linha de chegada”.