Aprovado em 1° lugar (CR) no concurso TJ-RS para o cargo de Técnico do Poder Judiciário - Área Administrativo-Judiciária
Concursos Públicos
“Estude. Se você está lendo esse relato e já estuda ou pensa em estudar para concursos, estude, se dedique, vá até o fim […]”
Confira nossa entrevista com Felipe Barbara Salvador, aprovado em 1° lugar (CR) no concurso TJ-RS para o cargo de Técnico do Poder Judiciário – Área Administrativo-Judiciária:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Felipe Barbara Salvador: Meu nome é Felipe Barbará Salvador, sou natural de Porto Alegre-RS, tenho 27 anos e sou bacharel em Direito pela PUCRS.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Felipe: Certamente foi o incentivo da minha família. Desde muito cedo, meu pai, José Maria, me falava sobre as vantagens de ser um concursado, sobretudo a estabilidade, previsibilidade e segurança de um cargo público. Também tenho os exemplos próximos dos meus tios, Alícia e Luiz Gaspar, que são servidores públicos federais e me inspiraram a buscar esse caminho.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Felipe: Não, felizmente eu tive a oportunidade de me dedicar exclusivamente aos estudos assim que concluí a graduação e não tenho dúvidas de que esse privilégio me permitiu chegar mais cedo à aprovação.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Felipe: Foi a minha primeira aprovação. Pretendo continuar estudando, mas não necessariamente da mesma forma: a intensidade tende a diminuir e o foco será direcionado apenas para os cargos e carreiras que mais fizerem sentido.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Felipe: Justamente por ter tempo disponível, isso não foi um problema pra mim. Nunca deixei de estar com a minha família, minha namorada e meus amigos, exceto, talvez, nos dias que antecedem a prova. Acredito que a jornada do concurseiro já é solitária e estressante o suficiente, então devemos nos distrair e aproveitar os momentos da vida sempre que possível.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Felipe: Com certeza. Inclusive, acho que as reprovações foram o retrato mais claro disso. Não só não questionaram minhas escolhas e meus métodos, mas me incentivaram nos momentos em que eu mais precisava. O mérito dessa conquista passa muito por eles.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Felipe: Foi um período de muitas provas, acredito que o edital do TJRS saiu em uma segunda-feira, logo após uma prova que eu tinha feito no domingo. Então, devo ter estudado apenas cerca de 2 ou 3 meses exclusivamente para essas provas, de Analista e de Técnico. A disciplina é um exercício diário e é uma das partes mais difíceis dessa caminhada, se não for a mais difícil. O que me ajudou a manter o foco e a consistência foi pensar em tudo aquilo que a aprovação iria me proporcionar, escrever em um papel e mantê-lo comigo, pra estar constantemente me lembrando do porquê eu estava estudando.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Felipe: Eu diria que 90% PDFs e 10% videoaulas. Os PDFs aprofundam mais o conteúdo e, dependendo do ritmo de leitura, te permitem finalizar uma aula muito mais rápido do que as videoaulas. Porém, para as matérias que gerem alguma dificuldade de compreensão e para as revisões pré-prova, prefiro assistir videoaulas.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Felipe: No momento em que se cogita estudar para concursos públicos, em uma rápida busca no Google, o Estratégia já aparece. E, ao avaliar o conteúdo disponibilizado, os relatos de aprovados, os professores, fica muito claro de que se trata do melhor curso do Brasil.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Felipe: Sim, os PDFs e as videoaulas do Estratégia são excelentes. Também utilizei o Caderno de Questões para criar simulados e o Passo Estratégico na reta final. São diferenciais muito relevantes e que contribuíram para a minha aprovação.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Felipe: Experimentei de várias formas diferentes ao longo do tempo e acho que não existe fórmula universal. No meu primeiro ciclo, tentava equilibrar 6 matérias ao mesmo tempo, em períodos de 1h cada. Porém, o estilo ao qual eu me adaptei melhor foi o de simplesmente terminar uma matéria de cada vez e, depois, jogar ela para o “Modo Revisão”. Isso garantia uma compreensão maior, pois eu estava imerso naquele assunto por semanas. Quanto à estrutura do meu dia de estudos, o período da manhã era dedicado exclusivamente às revisões, enquanto a tarde (e, por vezes, a noite) servia para estudar as aulas das matérias que eu ainda não tinha finalizado.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Felipe: As revisões são a parte mais importante do estudo em si. Digo isso, pois é inaceitável investirmos tempo para aprender uma matéria e, posteriormente, perdermos o conhecimento adquirido. Após cada PDF lido, eu pegava minhas anotações e criava flashcards daquela aula – aproximadamente de 10 a 20 flashcards para uma aula de 60 páginas; todos os dias pela manhã, primeiro eu revisava os flashcards e depois resolvia questões das matérias já finalizadas. A organização é muito importante pro concurseiro. Tudo isso eu tinha organizado em uma planilha de controle, pra que eu não tivesse que pensar sobre o que estudar ou revisar a seguir. Era só executar.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Felipe: Se revisar é a parte mais importante do estudo, a resolução de questões é a parte mais importante das revisões. Não adianta estudar, revisar via flashcards, anotações ou resumos e errar as questões sobre o assunto. É impossível contabilizar quantas questões eu resolvi no total, mas era uma média de 50 a 100 questões por dia.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Felipe: Felizmente são matérias que não caíram nessa prova: Contabilidade Geral e Avançada e Dir. Processual Civil. A grande verdade é que não se supera, o que podemos fazer é buscar outro método de estudo (videoaulas, no meu caso), investir mais tempo nelas, resolver mais questões… Todos temos facilidade e dificuldade para coisas diferentes, isso faz parte do processo.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Felipe: Eu gosto de intensificar bastante o estudo nessa reta final. Discordo da ideia de que devemos nos poupar e confiar no que já foi estudado ao longo do tempo. O dia anterior a essa prova foi provavelmente o dia em que mais estudei na vida, passei o tempo todo vendo Revisões de Véspera e revisando alguns conceitos, leis, mnemônicos e fórmulas relevantes. Todo mundo já estudou na véspera para alguma prova na escola ou na faculdade e conseguiu um bom resultado, pois o conteúdo está fresco na mente, fácil de acessar. Acho muito importante ter consistência na preparação a longo prazo, mas colocar o máximo de empenho nesses dias finais.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Felipe: O erro foi procurar me adaptar totalmente a métodos e ciclos de estudos desenvolvidos por outras pessoas, achando que era a fórmula secreta. O acerto, como contraponto, foi pegar o que de melhor cada um poderia me oferecer e construir o meu próprio método, o meu próprio ritmo.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Felipe: Nunca pensei em desistir, porque a minha convicção de que esse era o caminho certo pra mim era muito grande. Porém, houve momentos em que duvidei da minha capacidade, troquei a área de foco algumas vezes também. Enfim, são poucas as pessoas que não passarão por momentos assim. A motivação para seguir depende do quanto você realmente quer aquilo, depende do motivo pelo qual você decidiu estudar, do que você deseja para sua vida e carreira. Se o alicerce for forte e resistente o suficiente, a casa não vai desabar.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Felipe: Estude. Se você está lendo esse relato e já estuda ou pensa em estudar para concursos, estude, se dedique, vá até o fim. É um sacrifício temporário em troca de um benefício permanente, e vale muito a pena. O tempo vai passar de qualquer forma, você fazendo algo com ele ou não.