Aprovado em 8° lugar no concurso CORE-SP para o cargo de Assistente Administrativo - São Paulo
Concursos Públicos
“Aprenda a aprender. Aprender a estudar, aprender os métodos e ferramentas com os quais você se adapta, aprender com seus erros, aprender a confiar em si mesmo […]”
Confira nossa entrevista com Erick Wilson Figueredo dos Santos, aprovado em 8° lugar no concurso CORE-SP para o cargo de Assistente Administrativo – São Paulo:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Erick Wilson Figueredo dos Santos: Nasci em Canavieiras-BA, mas vivi a maior parte da minha vida em Salvador, também morei em outras cidades da Bahia, em Belém-PA e hoje moro há um ano em São Paulo. Tenho 34 anos, sou bacharel em Administração com especialização em gestão financeira e auditoria e bacharel em Teologia. Já trabalhei na área bancária, com auditoria e controladoria.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Erick: Minha esposa é enfermeira e ela passou para residência no Hospital Sírio-Libanês. A princípio eu tentei conciliar meu trabalho e vinha sempre que podia a São Paulo, mas com o tempo foi ficando mais difícil conciliar, eu estava insatisfeito com algumas situações, então resolvi deixar meu emprego e vir de vez para cá. Eu já vinha estudando para concursos, mas quando me mudei decidi me dedicar totalmente aos estudos.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Erick: Em 2024 eu comecei a estudar, mas não tão focado, era um pouco difícil conciliar o trabalho com os estudos, mas sempre tentava tirar um tempo à noite e finais de semana. Quando saí do emprego então me dediquei totalmente.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Erick: Em vagas efetivas esse foi o primeiro. Para cadastro reserva eu passei na CEF e BNB mais dez anos atrás, mas não fui chamado. Recentemente fiquei em quarto lugar no concurso CRO-SP, mas havia apenas uma vaga efetiva, então fiquei em cadastro reserva. Eu continuo estudando, agora focado para área fiscal.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Erick: No geral eu tenho meu tempo de estudos mais definido e separo tempo para fazer exercícios, me distrair com filmes, séries, outras leituras e sair com família e amigos, principalmente com minha esposa. Mas faltando cerca de dois meses para o CORE-SP reduzi mais os momentos de lazer. Eu não estudo aos sábados em hipótese alguma, sábado à noite é meu dia de ficar com minha esposa, sair com amigos e família, então era o dia que eu tirava para isso. Nos outros dias só abria algumas exceções para assistir aos jogos do Flamengo e séries ou filmes com minha esposa, mas normalmente em momentos específicos como na hora do almoço ou uma vez ou outra de noite depois de terminar de estudar. Nesse período eu tentava estudar da hora que acordava até quando já não estava mais sendo produtivo.
Acho que os momentos de lazer, principalmente ficar com quem se gosta, e os momentos de se exercitar são essenciais para refazer as forças, se manter saudável, tanto física como mentalmente, então não abro mão desses momentos, mas tento equilibrá-los.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Erick: Tenho total apoio deles, principalmente da minha esposa. Na reta final eu conversei com eles para eu reduzir algumas atividades, principalmente as domésticas para que eu pudesse dedicar mais tempo ao estudo e eles foram muito compreensivos e ajudaram muito com isso.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Erick: Focado para o CORE-SP foram cerca de dois meses. Procurei estabelecer uma rotina de estudos com metas diárias, fazia o possível para cumpri-las, mas não ficava me cobrando caso não fosse possível e nos dias que eu alcançava as metas, se ainda me sentisse produtivo, avançava para as do dia seguinte. Tentava sempre visualizar a aprovação, a satisfação e orgulho que seria para mim e para minha família, principalmente meus pais e esposa. Eu vinha melhorando o desempenho em provas de Conselhos Profissionais, tinha ficado em quarto no CRO-SP, mas a maioria dos cursos eram de apenas uma vaga efetiva. Como esse tinha mais vagas eu sempre tentava manter na mente que essa era minha oportunidade e eu não poderia deixar passar.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Erick: Penso que todas as ferramentas são válidas e cada pessoa tem que aprender com quais ela melhor se adapta. Depois de meses apanhando tentando várias dicas que eu via, percebi que para mim o melhor era assistir videoaulas e fazer anotações. Ainda que leve mais tempo, é como aprendo e fixo melhor, pois me disperso menos e utilizo mais funções como visão, audição e escrita que ajudam mais a minha memória. Então eu assistia às aulas, fazia anotações, revisava constantemente essas anotações, resolvia questões e usava os PDFs para revisar, aprofundar mais algum tema ou vê-lo em outra perspectiva. Procurava sempre levar meus cadernos de anotações quando precisava sair para resolver alguma coisa e aproveitava cada momento numa fila, à espera de alguma coisa para revisar os cadernos e responder questões no aplicativo do Estratégia. De forma suplementar, eu utilizava as vezes inteligência artificial ou vídeos no YouTube, principalmente do órgão para tirar algumas dúvidas.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Erick: Por propaganda e indicação de amigos e familiares concurseiros.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos? Se sim, o que mais incomodava quando você estudava por esse concorrente?
Erick: Entre 10 e 15 anos atrás eu fiz um cursinho presencial em Salvador e antes ainda estudei com apostilas de banca de jornal.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material? Foi aprovado?
Erick: Lembro de ter feito BB, CEF, BNB e Petrobrás, talvez tenha tido outros, mas não me recordo. Fiquei no cadastro reserva do BNB e CEF. Mas atribuo meu desempenho mais aos conhecimentos básicos que eu tinha do ensino médio, da faculdade que eu estava fazendo e dos conhecimentos bancários que eu tinha da minha vivência de trabalho e dos cursos que eu fazia no banco do que aos materiais que tive acesso.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Erick: Acho que o principal é ter opções diferentes para estudar como víideoaulas, materiais em PDF, resumos, mapas mentais e banco de questões. O aplicativo para resolver questões me ajudava muito quando estava fora de casa, eu podia ficar fazendo questões em qualquer lugar e revisar com as resoluções.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Erick: Como eu já tinha feito outros concursos de conselho de classe (CRC-SP, CRP-SP, CRO-SP) e todos da banca Quadrix eu já tinha uma ideia do padrão de cobrança da prova, então foquei nas matérias que eu sabia que caíam mais e eu tinha dificuldades. Enfatizei mais nas matérias de direito, que eu tenho pouco conhecimento, nas leis específicas atreladas ao órgão e matemática e estatística que tenho mais dificuldade. Mas sempre procurava colocar alguma matéria que tenho mais conhecimento como administração e língua portuguesa. Eu estudo normalmente cerca de três matérias por vez. Então tento colocar duas que tenho menos conhecimento e uma que tenho mais facilidade. Além disso vou fazendo as revisões do que já estudei. Acho que eu estudava cerca de 6 a 7 horas líquidas por dia, alguns dias menos, alguns dias mais. Também peguei provas anteriores do órgão em vários estados para ver os assuntos que mais se repetiam e dar prioridade.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Erick: Principalmente dos meus cadernos de anotações e resolvendo questões do banco do Estratégia e dos PDFs. Via as questões e assuntos que mais se repetiam e os que estava tendo dificuldade para fazer revisões, reler o material, ler os resumos e mapas mentais.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Erick: Essencial para conhecer a banca, o padrão da prova, treinar tempo de prova, saber quais assuntos são mais cobrados e como são cobrados. Além de saber como está meu desempenho e direcionar as revisões. Nesses dois meses certamente mais de 500 questões. Normalmente eu pego para resolver 10, 20, 30 questões numa revisão ou logo após o estudo, mas não fico contando quantas já fiz. Também pego provas anteriores e as resolvo completamente, além de simulados. Não consigo precisar, mas foram centenas.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Erick: Matemática, estatística, matérias de direito e leis. Dei mais ênfase no estudo e revisão dessas matérias, tentei fazer mais questões e procurava explicações diferentes quando não entendia alguma coisa.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Erick: Tentei estudar de forma mais geral as matérias que ainda não tinha conseguido estudar, usando resumos e vídeos resumos do Estratégia para as matérias que tinham. Mas foquei principalmente em revisar o que já tinha estudado e os assuntos que mais caiam. Na última semana cortei totalmente outras atividades, até reduzi os exercícios físicos diários para ter mais tempo. Como não estudo no sábado, só abri uma exceção de noite para reler alguns resumos e leis, fiz o mesmo no domingo de manhã antes da prova.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Erick: Acho que o principal erro foi querer me forçar a utilizar métodos e ferramentas com os quais não me adapto só porque são os mais indicados, porque pessoas que foram aprovadas utilizaram. Outro erro foi no princípio dividir a atenção entre várias áreas. Os principais acertos foram focar em uma área e me autoconhecer e reconhecer que eu tenho minhas peculiaridades, minhas forças e fraquezas, para saber as formas de estudo às quais melhor me adapto e parar de forçar algo porque alguém disse que é o melhor jeito de estudar. Cada um tem que conhecer o seu próprio padrão e seguir focado.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Erick: Várias vezes. Cada semana e mês que o concurso esperado não saía, cada resultado ruim, cada decisão errada me afetava e me fazia pensar as vezes que eu não ia conseguir. Perceber e lutar contra isso me fez mudar a forma como eu via as coisas, passei a entender que tudo aquilo fazia parte de um processo e se eu continuasse persistindo, cada tempo aparentemente perdido viraria aprendizado, cada concurso em que não fosse aprovado seria mais um exercício de fortalecimento. Minha motivação é a necessidade, o brio pela conquista, querer dar orgulho aos meus pais e minha esposa.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Erick: Aprenda a aprender. Aprender a estudar, aprender os métodos e ferramentas com os quais você se adapta, aprender com seus erros, aprender a confiar em si mesmo. Continue estudando, continue tentando, persista, mantenha o foco. Tem dias mais difíceis e dias mais fáceis, dias que você avança muito no estudo e dias de estagnação, tudo isso é normal e faz parte do processo, se permita aprender com cada etapa até chegar na conquista.