
“Graças a Deus eu consegui passar nesses certames com 18 anos, mas eu comecei aos 14 e não parei desde então. Se uma pessoa encarar isso como um projeto de vida, se torna uma questão não de se vai passar, mas sobre quando vai passar”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com João Victor Guimarães de Souza, aprovado na ALERJ e no TJRJ aos 18 anos:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
João Victor Guimarães de Souza: Meu nome é João Victor Guimarães de Souza, tenho 19 anos, sou do RJ-capital e sou formado em Marketing Digital.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
João Victor: Foi aos 13 anos, eu vi uma live do Estratégia sobre o cargo de Auditor Fiscal da RFB. Depois daquele dia, eu soube que aquilo era o que eu queria. Pela influência da escola, na época, comecei a me preparar para concursos militares.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
João Victor: Aos 15 anos comecei a trabalhar num curso de inglês e também tinha a escola. Mas consegui conciliar, me dedicando e organizando meu tempo. Nesse período consegui 4 aprovações, no Colégio Naval, EPCAR, ESA e Caixa Econômica.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
João Victor: Aos 15 anos – Colégio Naval e EPCAR;
16 anos – ESA, Área Geral (102° na AC);
17 – Caixa Econômica, Técnico Bancário Novo (3° na AC RJ – Capital);
18 – Especialista Legislativo nível 3 da ALERJ (1° Hipossuficiente) e Técnico de Atividade Judiciária do TJ-RJ (16° Hipossuficiente 1° Região).
E pretendo continuar estudando para o cargo de auditor da RFB. O que eu quero, desde quando tinha 13 anos.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
João Victor: Eu sou cristão, faço parte do ministério de louvor, então, no mais, eu ia para igreja e para academia.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
João Victor: Sim, principalmente minha família, que se esforçou para que eu pudesse ter uma boa educação, nas condições que a gente tinha.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
João Victor: Para o TJ-RJ foram 6 meses e para a Alerj, 4 meses. Só que os editais saíram no mesmo mês, então tive que conciliar.
A disciplina foi mantida acredito que pela vontade que eu tinha de passar. Eu tinha um desejo muito forte de passar!
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação? (Aulas presenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens?)
João Victor: Fui um período curto, mas bastante intenso na minha preparação para ao TJRJ e para a ALERJ. Houve dias em que estudei 13h líquidas.
Eu não tinha tempo hábil para poder absorver todo o conteúdo do PDF, então, basicamente, o que eu fiz foi ver um resumo da teoria do PDF, ver videoaulas de matérias que tinham um alta grau de incidência e, principalmente, focar em questões da banca FGV.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
João Victor: Pelo segmento militar.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia? (Pode citar uma ou mais ferramentas que mais te ajudaram na preparação).
João Victor: Eu não assinei nenhum outro curso sem ser o Estratégia antes. Mas, além dos PDFs, o Sistema de Questões, as videoaulas e o Passo Estratégico me ajudaram bastante.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos? (Estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Quantas horas líquidas estudava por dia?)
João Victor: Eu estudava por ciclos de estudo, blocos de 0:30h a 2h. Estudava, em média, 8h líquidas por dia e, no máximo, 13h líquidas.
Estratégia: Como fazia suas revisões? (Costumava fazer resumos, simulados ou algo mais?)
João Victor: Além de questões, eu também montava cadernos de erros. Minhas revisões se baseavam em flashcards, os quais revisava diariamente.
Fiz mais de 800 flashcards autorais baseados em questões da FGV.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
João Victor: Nessa minha preparação, fazer questões foi imprescindível. Só na plataforma de questões do Estratégia, no período de agosto do ano passado a fevereiro, fiz 7.051 questões.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
João Victor: Disciplinas densas, como Direito Processual Civil e Direito Processual Penal, os professores foram muito importantes. Ver suas videoaulas me ajudou muito. Além disso, a resolução de questões.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
João Victor: As provas da ALERJ e do TJRJ foram em domingos seguidos, então eu peguei mais leve nas horas líquidas, e fazendo principalmente revisões e utilizando das estatísticas que os professores disponibilizaram na plataforma dos índices do que era mais recorrente.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
João Victor: Não vejo muitos erros, mas o meu principal acerto, acredito que foi me dedicar ao máximo nesse período e sempre querer superar o que eu fazia no dia anterior.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
João Victor: Quando passei na prova da Caixa, eu não pude entrar, porque tinha 17 anos. Eu fiquei chateado, porque passei em 3° lugar na AC, aqui para o RJ-capital. Estudar para o Banco do Brasil pareceu ser uma boa ideia, porque as provas eram bem parecidas, mas eu não sabia quando o edital ia sair (até hoje o edital não saiu ainda) e eu não tinha tanto o mesmo engajamento, então eu fiquei meio desnorteado. Mas, alguns meses depois, saiu o edital para técnico do MP-RJ, da banca FGV, e aquilo me deu um novo rumo. Acredito que foi o ponto de partida para que eu pudesse passar nesses dois certames da FGV.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
João Victor: Em linhas simples, eu aconselho resiliência e paciência. Estudar para um concurso, querendo ou não, é um pouco incerto, nunca se sabe exatamente quando o edital vai sair.
Graças a Deus eu consegui passar nesses certames com 18 anos, mas eu comecei aos 14 e não parei desde então. Se uma pessoa encarar isso como um projeto de vida, se torna uma questão não de se vai passar, mas sobre quando vai passar.