Aprovado em 1° lugar no concurso DNIT para o cargo de Analista em Infraestrutura de Transportes do DNIT
Concursos Públicos
“[…] é reconfortante a previsibilidade que seu cargo traz: salários pagos em dia, perspectiva de progressões, segurança empregatícia, entre outras coisas […]”
Confira nossa entrevista com Kauê Bressan Antunes, aprovado em 1° lugar no concurso DNIT para o cargo de Analista em Infraestrutura de Transportes do DNIT:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua idade, formação e cidade natal?
Kauê Bressan Antunes: Olá a todos, sou o Kauê, tenho 32 anos, sou engenheiro civil com pós-graduação em engenharia de custos, sou da cidade de Itapetininga/SP.
Estratégia: Conte o início da sua trajetória, o que te levou a iniciar os estudos para concursos?
Kauê: O concurso sempre foi uma porta que eu enxergava para o mercado de trabalho. Meus pais sempre citavam o concurso do Banco do Brasil e da Prefeitura de Itapetininga/SP como boas oportunidades de trabalho.
Quando me formei em engenharia civil comecei, ao mesmo tempo, a enviar currículos nas empresas e a fazer provas de concurso, mas ainda sem um estudo real para essas provas.
No final de 2019 a empresa em que eu trabalhava como técnico foi liquidada e a equipe foi toda desligada, nessa conjuntura decidi focar de modo firme no estudo para concurso com foco na minha formação.
Estratégia: Como você conheceu o Estratégia Concursos e porque tomou a decisão de se tornar nosso aluno?
Kauê: Conheci o Estratégia em 2018 quando procurava materiais de concurso com foco em Engenharia Civil pela internet, percebi que o Estratégia era o mais completo do mercado nesse quesito.
Estratégia: Como era sua rotina e plano de estudos?
Kauê: Eu sempre tentei estudar várias matérias ao mesmo tempo, fazia uma divisão de importância da matéria para o concurso e dividia um ciclo de estudos com base nisso. Para a prova do DNIT eu obtive uma mentoria para ajudar com meu plano de estudos, que eu ampliei com o uso dos meus resumos. Para a prova da CGM-SP eu usei o Princípio de Pareto para separar as matérias de maior relevância e montei um ciclo de estudos para aquele edital, além de montar vários cadernos de questões da banca.
Nos dias úteis eu estudava ao chegar em casa depois do trabalho, tentava fazer ao menos 2h líquidas de estudo. Já nos fins de semana e feriados eu tentava chegar nas 5h líquidas.
Estratégia: Você trabalhava e estudava?
Kauê: Eu trabalhei e estudei. A conciliação era difícil e muita das vezes eu falhava em completar minhas horas, mas sempre dei continuidade no processo até a data da prova.
Estratégia: Quais ferramentas do Estratégia você mais utilizou em sua preparação e quais eram os diferenciais de cada?
Kauê: Usei com muito afinco os PDFs que, devido ao seu caráter mais completo sobre a matéria, foi o que me deu a base dos estudos e o núcleo para montagem dos meus resumos. Em algumas matérias que tinha problemas eu também assisti as videoaulas para preencher as lacunas. Já próximo da prova eu assistia os aulões e as “Hora da Verdade” em ritmo acelerado como revisão complementar. No dia anterior à prova assisti a Revisão de Véspera do Estratégia enquanto estava no hotel, inclusive conseguindo ganhar algumas questões devido a essa revisão.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso?
Kauê: Para o DNIT, no final de 2023 eu resolvo voltar a estudar para concursos, fiz a prova do TRF-3 e do TRT-15 para o cargo de engenheiro, mas não obtive uma boa colocação. Logo após esses concursos, sai o edital do DNIT, um órgão de renome na área rodoviária e com salários acima do mercado. Logo me planejei para focar totalmente nele, deixando outras oportunidades de lado, como o CNU que havia saído na mesma época.
Não mantive disciplina por todo pós-edital, tive alguns momentos de procrastinação e dúvidas sobre fazer ou não o concurso, porém mesmo com esses “deslizes” eu retomava e focava na minha meta.
Já para a CGM-SP, com as mudanças devido a nomeação do DNIT, eu dei uma breve pausa nos estudos. Quando lançou o edital da CGM-SP eu até cheguei a ler o edital, verticalizar o conteúdo programático e me inscrever no concurso, mas não dei prosseguimento nos estudos. Depois de um mês, com o edital aberto, resolvo focar 100% na CGM-SP, com o intuito de voltar pra São Paulo.
Não mantive disciplina por todo pós-edital, tive alguns momentos de procrastinação e dúvidas sobre fazer ou não o concurso, porém mesmo com esses “deslizes” eu retomava e focava na minha meta. A ideia de voltar para São Paulo e de ir para a área de controle me motivavam a estudar com vontade.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Kauê: As disciplinas com cálculo e AFO eu consegui melhorar depois que passei a fazer muitas questões. Algumas disciplinas até hoje tenho dificuldades, mas aprendi a contornar, sabendo que não serei expert, mas conseguirei acertar uma quantidade boa de questões para a prova.
Estratégia: Qual sua estratégia de reta final?
Kauê: Na semana que antecedeu a prova eu lia meus resumos e fazia questões, sendo que a rotina não mudou tanto quanto a de pós-edital, continuei trabalhando pelo dia e estudando à noite. No dia pré-prova eu passei a tarde no hotel assistindo a Revisão de Véspera do Estratégia e relendo meus resumos, pela noite saí para descansar a mente.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi a sua rotina de estudos para esta importante fase do certame?
Kauê: Tive discursiva, com duas questões dissertativas de tema de engenharia e uma redação de tema geral.
Para a preparação eu tirava um dia da semana (normalmente domingo) para fazer discursivas de diversas bancas, além de esboçar uma redação.
Aconselho nas redações de tema aberto que o concurseiro tente escrever, mesmo que consultando, um esboço de redação, isso já te faz acostumar com o jeito de fazer um texto (conectivos, retomada de tese, argumentos de autoridade, etc.) e te deixa menos perdido na hora da prova.
Para a questão de tema específico, o estudo da objetiva ajuda na dissertativa e vice-versa, de modo que, escrever um resumo sobre uma matéria importante te ajuda a memorizar sobre o assunto.
Estratégia: De que forma sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada?
Kauê: Sou solteiro e sem filhos.
No começo da minha jornada a empresa em que trabalhava foi liquidada e fiquei desempregado por 3 meses, voltei para a casa dos meus pais e usei minha reserva de emergência para me manter enquanto estudava, tive total apoio deles nesse período, no fim resultou nas minhas primeiras nomeações em concurso como engenheiro.
No mais, o estudo mais concentrado sempre foi algo pessoal meu, no qual eu via um futuro plausível, não dando atenção a comentários que terceiros fizessem sobre a minha rotina. Quando começam a aparecer os resultados, as pessoas começam a entender o quão importante e difícil é essa caminhada do concurseiro.
Estratégia: Qual a sensação de ter sido convidado para o Baile dos Primeiros do Estratégia Concursos?
Kauê: Fiquei muito surpreso ao ser convidado, por mais que tenha tido uma boa colocação nos meus concursos não esperava ser chamado.
Estratégia: Durante sua preparação, ouviu falar sobre o Baile dos Primeiros? Imaginou que um dia estaria nesta confraternização?
Kauê: Sempre vi as notícias do Baile dos Primeiros na página inicial do Estratégia quando entrava para estudar na área do aluno. Achei interessante a iniciativa, mas nunca pensei que um dia eu seria chamado.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Kauê: Os principais erros que tive foi não resolver muitas questões no início da jornada e não dar tanta ênfase no estudo da discursiva. Tais erros me resultaram em reprovações, mas também me fizeram aprender como melhorar meu estudo.
Outro erro pessoal creio que foram as diversas pausas que fiz no meio do caminho. Por mais que tenha iniciado a fazer provas no final de 2018, se contar o tempo que me dediquei de forma real, tive muitas pausas longas nos meus estudos, procrastinando muito entre editais.
Os principais acertos foi montar resumos e fazer muitas questões. Com a criação de resumos eu consegui retomar os estudos com mais velocidade e criei um material para revisões rápidas. Com a grande quantidade de resolução de questões eu comecei a refinar meu estudo, conseguindo ter mais ideia da forma de cobrança da banca e passando a aumentar meus acertos consideravelmente.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? O que você diria para a sua versão de 5 anos atrás?
Kauê: Quando passei no concurso da CODEVASF em 2021 eu parei de vez com os estudos, pois pensei que tinha chegado aonde eu queria. Porém, com o passar do tempo foram aparecendo novas oportunidades e decidi retornar aos estudos.
Para minha versão de 5 anos atrás eu ficaria quieto, só olhando e sabendo que toda aquela resignação daria certo no fim.
Estratégia: Por fim, deixe sua mensagem para todos aqueles que estão começando e almejam chegar aonde você chegou!
Kauê: O concurso é uma ferramenta de ascensão profissional magnífica. Trabalhar no setor público é gratificante. Dentro da engenharia tive contato com grandes obras, projetos diversos e muitos estudos que visem a melhora da administração e do serviço público. Além disso, é reconfortante a previsibilidade que seu cargo traz: salários pagos em dia, perspectiva de progressões, segurança empregatícia, entre outras coisas.
Desse modo, aos que estão iniciando seus estudos para concurso: vale a pena! Vale a pena ter que se debruçar sobre o estudo, ir dormir tarde ou acordar cedo, sofrer com bancas de concurso, ter de se locomover para fazer provas… tudo isso para um dia você acordar com a sua nomeação em diário oficial e não ter mais de se preocupar com a inconstância que hoje você tem.
Por isso, estude. Não há nada melhor que depender de você mesmo para trilhar o seu futuro.