Aprovado em 1° lugar no CNU para o cargo de Analista de Comércio Exterior (Bloco 6)
Concursos Públicos“É uma longa jornada, mas cada passo dado, com planejamento, disciplina, esforço e o apoio de um bom curso preparatório, como o Estratégia, o levará inexoravelmente à vitória […]”
Confira nossa entrevista com Ricardo Cunha da Fonte, aprovado em 1° lugar no CNU para o cargo de Analista de Comércio Exterior (Bloco 6):
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua idade, formação e cidade natal?
Ricardo Cunha da Fonte: Tenho 68 anos, sou mestre em engenharia elétrica e advogado.
Estratégia: Conte o início da sua trajetória, o que te levou a iniciar os estudos para concursos?
Ricardo: Eu já estava aposentado como engenheiro da Eletrobrás há 11 anos e, por razões de cunho financeiro, me vi na necessidade de buscar uma fonte de renda adicional. Como o mercado de trabalho privado no Brasil é refratário a pessoas com mais idade, mesmo com bom currículo e experiência, não vi outra saída que não fosse o concurso público.
Estratégia: Como você conheceu o Estratégia Concursos e porque tomou a decisão de se tornar nosso aluno?
Ricardo: Conheci o Estratégia por meio do YouTube, assistindo às aulas de Revisão de Véspera disponibilizadas gratuitamente nessa plataforma.
Estratégia: Como era sua rotina e plano de estudos?
Ricardo: Estudava normalmente cerca de 6 horas líquidas por dia, não abrangendo mais do que 2 disciplinas a cada dia.
Estratégia: Quais ferramentas do Estratégia você mais utilizou em sua preparação e quais eram os diferenciais de cada?
Ricardo: Utilizei preponderantemente os PDFs, seja na versão completa, as do Passo Estratégico, ou mesmo as do Bizu Estratégico. Só assistia mesmo aos vídeos de Revisão de Véspera transmitidos ao vivo.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso?
Ricardo: Para o CNU 2024, especificamente, estudei por cerca de 5 meses, porém muitas disciplinas desse concurso já faziam parte de minha grade de estudos de concursos anteriores. Mantive a disciplina por meio de um planejamento rigoroso, traduzido em um cronograma que fiz no Excel e que eu respeitava religiosamente.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Ricardo: Como sou da área de ciências exatas, sempre gostei de entender os fundamentos e a lógica do que precisava aprender. Nesse contexto, reputo como as mais “difíceis” as legislações específicas, pois requerem uma grande dose de “decoreba”, o que me traz uma certa dificuldade adicional e me gera uma inconsciente resistência.
Estratégia: Qual sua estratégia de reta final?
Ricardo: Foquei mais nos simulados e nas questões dos PDFs. Nunca gostei de fazer resumos, pois acho uma “perda de tempo”. Fazia marcações, anotações e até mesmo desenhos e gráficos nos PDFs, visando facilitar uma eventual revisão.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi a sua rotina de estudos para esta importante fase do certame?
Ricardo: Nunca fiz uma preparação específica para provas discursivas. Focava em dominar o conteúdo que eu julgava que seria cobrado. Sempre fui bom em português e muito acostumado a redigir durante a minha vida profissional. Portanto, confiava na minha habilidade em colocar no papel tudo o que havia assimilado nos meus estudos. Jamais fiz um simulado sequer de prova discursiva durante minha preparação.
Estratégia: De que forma sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada?
Ricardo: Sou separado, tenho dois filhos adultos (um casal). Sempre tive apoio deles, no aspecto mais moral, dado que não convivem comigo no dia a dia.
Estratégia: Qual a sensação de ter sido convidado para o Baile dos Primeiros do Estratégia Concursos?
Ricardo: Ah, vou confessar um segredo: um dos maiores incentivos que eu utilizava para me manter motivado e firme nos meus estudos era o sonho de um dia poder participar desse evento. Embora achasse que seria uma possibilidade remota, estava na minha “wish list” após aprovação, junto com poder voltar a viajar, frequentar bons restaurantes, comprar um carro, ajudar meus filhos em alguma contingência, etc. Portanto, estou muito feliz de ter sido convidado.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Ricardo: Principais acertos: ter me mantido automotivado mesmo nas “derrotas” em concursos nos quais não obtive aprovação ou classificação dentro das vagas; ter lido atentamente os editais dos concursos, de modo a entender bem o processo seletivo, quais disciplinas deveriam ser priorizadas, dado seu peso relativo nas provas, etc.; não negligenciar exercícios físicos, momentos de lazer e boa alimentação.
Principais erros: não considero que tenha “errado” em algum momento, pois acho que tudo é um aprendizado, um processo de autoconhecimento. Cada candidato é um ser único; o que funciona ou não para mim pode ter um efeito exatamente oposto para outro colega concurseiro. O importante é não se deixar abater pelas derrotas e aprender com as falhas.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? O que você diria para a sua versão de 5 anos atrás?
Ricardo: Sim, não só pensei em desistir como o fiz na primeira metade de 2022, após duas não classificações seguidas nos concursos do TCU e da CGU. Achei que não dava para competir com tanta gente bem preparada, de todos os cantos do Brasil. Mas em maio/2023, após enfrentar um agravamento de minha situação econômico-financeira, resolvi retornar às disputas. O que eu diria não só para minha versão de 5 anos atrás mas para qualquer concurseiro é: “não desista ante as derrotas; o conhecimento é cumulativo e a preparação para um concurso no qual você não conquistou sua vaga servirá como degrau para que possa continuar subindo na escada que leva ao sucesso.
Estratégia: Por fim, deixe sua mensagem para todos aqueles que estão começando e almejam chegar aonde você chegou!
Ricardo: É uma longa jornada, mas cada passo dado, com planejamento, disciplina, esforço e o apoio de um bom curso preparatório, como o Estratégia, o levará inexoravelmente à vitória, ao cargo de seus sonhos. Se eu cheguei lá aos 68 anos, qualquer um também pode, com obstinação, boa preparação e confiança em si mesmo.