
“[…] tenha coragem para enfrentar as dificuldades. O arrependimento maior será o de não tentar.”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com RAMON FREITAS FIGUEIRÔA, aprovado em 5º lugar no Concurso TCE-RN para o cargo de Auditor de Controle Externo – Especialidade Contabilidade:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Ramon Freitas Figueirôa: Olá, meu nome é Ramon Freitas Figueirôa, sou formado em Ciências Contábeis, tenho 32 anos e sou natural de Campina Grande – PB.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Ramon: Tive influência de minha família. Meu pai é servidor federal, e pude presenciar a transformação que o concurso público trouxe para minha família, especialmente devido à estabilidade financeira.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Ramon: Durante a maior parte do tempo, tive que conciliar o trabalho como bancário e o estudo. Nesse período, realmente a organização fica um pouco mais prejudicada. Acredito que uma das coisas que ajudou foi o aproveitamento de cada tempo disponível, mesmo que não contabilizados como horas líquidas. Durante as refeições, ao praticar exercícios, durante deslocamentos, etc. Depois de um planejamento, pedi demissão do emprego e passei a me dedicar integralmente.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Ramon: Já havia sido aprovado em alguns concursos da área bancária, por volta de 2014:
- BANCO DO BRASIL (15º);
- CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (48º);
- BANCO DO NORDESTE (11º).
Após a conclusão do curso superior, fui aprovado para o cargo de contador na Empresa Paraibana de Comunicação (5º) e na Prefeitura de Caruaru – PE (1º), além de ATA para o MPO (32º). Mais recentemente, fui aprovado na 5ª colocação como Auditor do TCE RN. Pretendo continuar estudando, visando outros concursos na área de controle (principalmente TCU e TCE-PB).
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Ramon: Não sinto que tive a vida social prejudicada durante a preparação. Obviamente é preciso ponderar, diminuir os eventos sociais, mas ainda saía com amigos e familiares.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Ramon: Família e amigos sempre depositaram muita confiança de que as aprovações viriam. O momento de mais dificuldade foi na decisão de pedir demissão para me dedicar integralmente, principalmente por já ser um emprego obtido através de concurso público. É preciso entender que nem todas as pessoas têm a mesma visão, e algumas não entendem as etapas de concurso público como o concurseiro. Acredito que a persistência e obstinação fará, em algum momento, com que elas respeitem e apoiem suas decisões.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Ramon: Direcionado para o último concurso, estudei por volta de 6 meses. No entanto, já estava estudando para a área de controle (ciclo de disciplinas básicas). Para manter a disciplina foi necessário entender que a persistência é que trará o resultado desejado. Além de buscar inspiração em outras pessoas que passaram por processos parecidos. Se todas elas dizem coisas semelhantes, vale a pena ouvi-las.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Ramon: Utilizei como base principal os PDFs e as videoaulas (usei também em formato de áudio). Além disso, as aulas de Revisão de Véspera/Hora da Verdade nas semanas de prova ajudaram bastante. A vantagem é que o PDF completo é muito detalhado, e os professores são excelentes. Não vi desvantagens.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Ramon: Conheci o Estratégia Concursos quando alguns professores que eu acompanhava foram para a empresa. Daí pude conhecer a plataforma e os materiais, além de comentários de outros concurseiros.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Ramon: A linguagem dos materiais em PDF chamou bastante atenção, além da diagramação/formatação. Isso me fez perder o receio de estudar disciplinas que considerava muito complexas, além de me orientar bastante com as dicas dos professores e das corujas.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Ramon: Tentei deixar meu plano de estudo flexível, para que adaptasse conforme sentisse necessidade. Em regra, 2 matérias por dia, de segunda a sexta, por volta de 1h30 cada matéria. Conforme sentisse necessidade, alterava a carga horária ou a disposição das matérias. Após dispor de mais tempo, aumentei a meta para 3 disciplinas por dia, 2h cada. Aos finais de semana, focava em questões e simulados.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Ramon: Ao longo dos estudos fui elaborando meus próprios resumos. Caso me deparasse com assuntos em que os resumos prontos supriam minhas necessidades, utilizava-os sem problemas. Meus resumos e questões recentes da banca foram minhas formas de revisão.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Ramon: A resolução de exercícios é, para mim, a parte mais importante da preparação. No entanto, não contabilizo a quantidade de questões que fiz na trajetória. Acho muito útil gastar um bom tempo em questões, extrair o máximo de informações e entender o modelo de cada banca.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Ramon: Tinha mais dificuldade com as questões de Direito Administrativo e Constitucional. Uma das coisas que me ajudou a superar foi fazer o básico antes de tudo. Ler o PDF primeiro, resolver as questões daquele PDF. Caso não fosse suficiente, assistir às aulas (inclusive com diferentes professores, caso não estivesse assimilando).
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Ramon: A última semana costuma ser de revisão geral. Foco nos meus resumos, resolução de questões e aulas de véspera. Sou daqueles alunos que tento revisar até o último minuto pré-prova, isso me deixa mais tranquilo, por mais contraditório que pareça.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Ramon: A prova discursiva é uma etapa que eu costumava negligenciar nas provas. A consciência de sua importância me fez melhorar bastante os estudos. Aconselho que sempre faça a preparação em paralelo, mesmo que não se ache “pronto” para a discursiva, isso fará o estudo mais eficaz. Outro conselho é que busque provas discursivas anteriores da banca e vá para a prova sabendo desses itens.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Ramon: O principal erro que cometi inicialmente foi ser muito detalhista e metódico para prosseguir nos conteúdos. Algumas coisas só fizeram sentido com o passar dos PDFs, então se apegar com detalhes é um erro. Quanto aos acertos, acredito que a escolha da área que me satisfaça enquanto profissional foi o principal, além da coragem de fazer a transição de carreira após 10 anos como bancário.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso?
Ramon: Aconselharia que primeiramente escolha uma área que tenha afinidade, comece a estudar as disciplinas básicas que possam ser reaproveitadas em várias provas (é importante, na minha visão, não ter apenas um cargo/concurso como meta). Além disso, tenha coragem para enfrentar as dificuldades. O arrependimento maior será o de não tentar.