“[…] Minha principal mensagem é: comece com a realidade que você tem, e não com a realidade que gostaria de ter.”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com HENRIQUE GOMES ARAGÃO, aprovado em 2º lugar no Concurso CRO-ES para o cargo de Assistente Administrativo:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Henrique Gomes Aragão: Meu nome é Henrique Gomes Aragão, tenho 25 anos e sou bacharel em Direito. Sou de Vila Velha, no Espírito Santo. Minha trajetória profissional começou ainda durante a faculdade. Em 2024, quando prestei o concurso do Conselho Regional de Odontologia do Espírito Santo (CRO-ES), eu ainda cursava Direito e trabalhava como estagiário no setor jurídico do Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES).
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Henrique: A ideia de estudar para concursos surgiu da vontade de conquistar estabilidade e, ao mesmo tempo, construir uma carreira no serviço público. Como estudante de Direito, eu já tinha contato com a área pública por meio do estágio no CRM-ES. Essa experiência despertou ainda mais meu interesse pelo serviço público e me fez perceber que eu poderia utilizar minha formação para construir uma carreira nessa área.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Henrique: Sim. Essa foi uma das partes mais desafiadoras da preparação. Na época, eu fazia faculdade de Direito e, paralelamente, trabalhava como estagiário no Jurídico do CRM-ES. Então precisava dividir meu tempo entre faculdade, estágio, deslocamento, vida pessoal e preparação para o concurso. Eu não tinha uma rotina de quem podia passar o dia inteiro estudando. Precisava aproveitar os horários que tinha disponíveis.
Foi nesse período que aprendi uma das principais lições da minha preparação, não é necessário ter muito tempo disponível para começar. É preciso saber utilizar bem o tempo que você tem. Mesmo que fossem algumas horas por dia, eu procurava manter uma rotina constante de estudos.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Henrique: Minha principal aprovação até aquele momento foi no concurso do CRO-ES, para o cargo de Assistente Administrativo. Fiquei em 2º lugar na cota racial. Essa aprovação teve um significado muito especial porque aconteceu quando eu ainda era estudante de Direito e estagiário. Depois da aprovação, fui chamado e passei a fazer parte do CRO-ES. Hoje, continuo buscando crescimento profissional e novos desafios.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Henrique: Minha vida social naturalmente ficou mais limitada. Eu ainda era estudante e já tinha uma rotina bastante ocupada com faculdade e estágio. Quando comecei a estudar para o concurso, precisei organizar melhor meu tempo e fazer algumas escolhas. Não deixei completamente de conviver com minha família e meus amigos, mas passei a selecionar melhor os momentos de lazer. Acho que esse equilíbrio é importante. Não acredito que seja necessário abandonar completamente a vida social para ser aprovado, mas é preciso entender que determinadas fases exigem prioridades diferentes.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Henrique: Sim. O apoio das pessoas próximas foi importante. Ter pessoas que compreendem que você está passando por uma fase de preparação e respeitam suas escolhas ajuda muito. Às vezes, o apoio não precisa ser algo extraordinário. Ter alguém que entende sua ausência, respeita seu horário de estudo e incentiva você a continuar já faz uma grande diferença.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Henrique: Minha preparação foi direcionada ao concurso do CRO-ES durante 1 ano. Como eu tinha faculdade e estágio, não podia depender apenas de motivação. Precisava criar uma rotina que fosse possível cumprir. O principal fator para manter a disciplina foi ter um objetivo muito claro: eu queria ser aprovado. Também procurei não me desesperar com os dias em que não conseguia estudar tanto quanto gostaria. Eu entendia que a preparação precisava ser constante e não perfeita.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Henrique: Utilizei principalmente materiais digitais, PDFs, videoaulas e questões. Os PDFs foram importantes porque me permitiram estudar de forma objetiva e revisar o conteúdo com facilidade no ônibus no trajeto entre casa trabalho e faculdade. As videoaulas ajudavam principalmente nos assuntos em que eu tinha mais dificuldade. Mas a resolução de questões foi fundamental.
Eu precisava descobrir como o conteúdo era cobrado na prova, e as questões me ajudavam a identificar os assuntos que dominava e aqueles que ainda precisava estudar melhor.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Henrique: Sempre ouvi falar do Estratégia no YouTube vendo videoaulas.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Henrique: Sim. A organização dos materiais foi um dos principais diferenciais para mim. Como eu precisava conciliar faculdade, estágio e preparação, ter um material estruturado facilitava muito minha rotina. Eu conseguia estudar pelo PDF, complementar determinados assuntos com videoaulas e depois verificar meu desempenho por meio das questões. Essa possibilidade de utilizar diferentes ferramentas dentro da mesma preparação tornou o estudo mais eficiente.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Henrique: Como eu tinha uma rotina cheia, procurei organizar o estudo de acordo com o tempo que realmente tinha disponível. Eu estudava várias matérias ao longo da preparação, alternando as disciplinas para não ficar muitos dias sem contato com determinado conteúdo.
Não tinha condições de estudar durante o dia inteiro. O estudo precisava caber entre a faculdade, o estágio e os demais compromissos. Por isso, mais do que buscar uma quantidade enorme de horas, procurei manter regularidade.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Henrique: Minhas revisões eram feitas principalmente por meio de questões e da retomada dos assuntos em que eu tinha mais dificuldade. Também fazia marcações nos materiais e voltava aos pontos mais importantes. Com o tempo, percebi que não precisava produzir resumos enormes de tudo. Era muito mais eficiente identificar minhas dificuldades e direcionar a revisão para elas.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Henrique: Considero as questões uma das partes mais importantes da preparação. A teoria mostra o conteúdo, mas as questões mostram como aquele conteúdo aparece na prova. Elas também funcionavam como uma espécie de diagnóstico. Quando eu errava uma questão, precisava entender se o problema era falta de conhecimento, falta de atenção ou dificuldade de interpretação. Não consigo precisar exatamente quantas questões resolvi durante a preparação, mas foram muitas. O mais importante não foi simplesmente acumular números, mas aprender com os erros.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Henrique: As disciplinas que exigiam mais memorização e aquelas com conteúdos com os quais eu tinha menos familiaridade foram as que mais exigiram esforço. Quando percebia uma dificuldade, procurava voltar à teoria e, em seguida, resolver questões daquele assunto. Uma coisa que aprendi foi que não adianta fugir de uma matéria porque ela é difícil. Justamente aquela disciplina pode fazer diferença no resultado final.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Henrique: Na semana anterior, procurei priorizar revisões e questões, principalmente dos assuntos que já havia estudado. Evitei tentar aprender uma quantidade enorme de conteúdo novo nos últimos dias. Na véspera, procurei controlar a ansiedade e descansar. Eu sabia que não conseguiria aprender tudo de última hora e que precisava chegar à prova em boas condições físicas e mentais.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Henrique: Um dos meus principais erros foi acreditar que precisava fazer tudo perfeitamente. Às vezes, eu me cobrava por não conseguir estudar tantas horas quanto gostaria, esquecendo que minha realidade envolvia faculdade e estágio.
Com o tempo, aprendi a trabalhar melhor com a minha realidade. Meu principal acerto foi não esperar ter condições perfeitas para começar. Eu poderia ter pensado: “Primeiro termino a faculdade, depois começo a estudar”. Mas decidi começar enquanto ainda era estudante. Outro grande acerto foi resolver muitas questões e utilizar os erros como ferramenta de aprendizado.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Henrique: Um dos meus principais erros foi acreditar que precisava fazer tudo perfeitamente. Às vezes, eu me cobrava por não conseguir estudar tantas horas quanto gostaria, esquecendo que minha realidade envolvia faculdade e estágio. Com o tempo, aprendi a trabalhar melhor com a minha realidade. Meu principal acerto foi não esperar ter condições perfeitas para começar. Eu poderia ter pensado: “Primeiro termino a faculdade, depois começo a estudar”. Mas decidi começar enquanto ainda era estudante. Outro grande acerto foi resolver muitas questões e utilizar os erros como ferramenta de aprendizado.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Henrique: Sim. Em qualquer preparação existem momentos de dúvida. Quando você concilia várias responsabilidades e ainda precisa estudar, é normal pensar se todo aquele esforço realmente vai resultar em alguma coisa. O que me fazia continuar era justamente o objetivo.
Eu queria conquistar minha primeira aprovação e provar para mim mesmo que conseguiria. Quando veio o resultado do concurso do CRO-ES e vi que havia conquistado o 2º lugar na cota racial para Assistente Administrativo, todo aquele esforço passou a fazer sentido.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Henrique: Minha principal mensagem é: comece com a realidade que você tem, e não com a realidade que gostaria de ter. Se você trabalha, não espere deixar o emprego para começar a estudar. Se faz faculdade, não espere se formar. Se só possui algumas horas por dia, utilize essas horas da melhor maneira possível. Foi exatamente isso que aconteceu comigo. Eu ainda estava na faculdade, era estagiário do Jurídico do CRM-ES e tinha uma rotina bastante ocupada. Mesmo assim, decidi tentar. E fui aprovado. Por isso, acredito que uma das coisas mais perigosas para quem está começando é esperar o “momento perfeito”. Ele provavelmente nunca vai chegar. Estude com constância, resolva questões, aprenda com seus erros e tenha paciência com o processo.