Aprovada no concurso da SEFAZ PR para o cargo de Agente Fazendário Estadual – Função Contador
Concursos Públicos
“[…] É ESSENCIAL MANTER A DISCIPLINA MESMO NOS DIAS EM QUE A MOTIVAÇÃO FALTAR, TENDO EM MENTE QUE O ÚNICO FATOR VERDADEIRAMENTE SOB SEU CONTROLE É O SEU ESFORÇO E A SUA DEDICAÇÃO.”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com Gabrieli Furmann, aprovada no concurso da SEFAZ PR para o cargo de Agente Fazendário Estadual – Função Contador:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossas leitoras possam conhecê-la. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Gabrieli Furmann: Tenho 25 anos, sou natural de Mariluz, no noroeste do Paraná, uma cidade pequena, com cerca de 10 mil habitantes. Atualmente resido em Curitiba. Formei-me em Ciências Contábeis pela Unioeste, campus Foz do Iguaçu (PR), em 2023.
Estratégia: O que a levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Gabrieli: A possibilidade de conquistar um bom cargo pelo mérito próprio, com salários bem acima dos praticados no setor privado e, é claro, com a estabilidade que a carreira pública oferece.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Gabrieli: Até o pós-edital da SEFAZ PR, sempre conciliei trabalho, estudos e afazeres domésticos. Trabalhava 40 horas semanais em uma prefeitura e aproveitava os momentos vagos para estudar. Como ingressei no mundo dos concursos em meados de 2021, houve um período em que precisei conciliar trabalho, faculdade e estudos para concurso simultaneamente, o que reduzia bastante o rendimento, mas procurei manter sempre algum contato com o conteúdo. Após concluir a faculdade, consegui focar mais.
Meu período mais produtivo era a manhã: acordava por volta das 4h30 ou 5h para estudar de 1h30 a 2 horas líquidas antes de ir ao trabalho. Durante o almoço, tentava reservar pelo menos 30 minutos, e à noite estudava por volta de 2 horas, às vezes menos pelo cansaço. Nos finais de semana era onde me dedicava com mais intensidade, em torno de 6 a 7 horas no sábado e umas 3 horas no domingo.
A partir de janeiro deste ano, já no pós-edital, tive a oportunidade de me dedicar exclusivamente aos estudos, o que foi fundamental para a reta final.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovada? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Gabrieli: Iniciei minha trajetória com concursos municipais: fui aprovada para o cargo de Assistente Administrativo na Prefeitura de Medianeira (PR), em 2º lugar, e para o cargo de Assistente de Contabilidade na Prefeitura de Matelândia (PR), também em 2º lugar, ambos os cargos assumi e trabalhei por cerca de dois anos em cada.
Também fui aprovada no cargo de Contador no último concurso do Executivo do Governo do Paraná (33ª posição) e no cargo de Contador na Prefeitura de Paranavaí (PR), em 1º lugar CR; nos dois casos fui convocada, mas optei por não assumir por questões logísticas.
Mais recentemente, fui aprovada no Conselho Regional de Medicina do Paraná (1º CR) e no COMESP (1º lugar), ambos para o cargo de Contador.
Além disso, fiquei bem posicionada em outros concursos, como Câmara de Pinhais (3º CR) e Prefeitura de Londrina (20º CR).
Pretendo continuar estudando com foco no cargo de Contador, e tenho como objetivo de longo prazo a área de Controle, sendo o grande sonho o TCE-PR.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação? Você saía com amigos e família?
Gabrieli: Sempre fui muito caseira, então posso dizer que fui afetada nesse aspecto somente nos períodos de pós-edital, quando evitava ao máximo sair de casa e reservava as saídas apenas para trabalhar, ir à igreja e visitar meus pais.
No pré-edital, tentava equilibrar melhor os momentos de estudo com o convívio social.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseira? De que forma?
Gabrieli: Sim, sempre entenderam e apoiaram. Procurei contar para o menor número de pessoas possível que estava estudando, só compartilhava com quem eu tinha certeza de que apoiaria.
Meu esposo dividia comigo os afazeres domésticos para que ambos conseguíssemos estudar (ele também prestou alguns concursos), sempre me motivava, ia comigo às provas e me ajudava nos momentos de ansiedade.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionada ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Gabrieli: Para a SEFAZ PR, foquei de forma integral apenas no pós-edital, mas já havia estudado todo o conteúdo de algumas disciplinas para outros concursos, como Contabilidade Aplicada ao Setor Público, Raciocínio Lógico-Matemático e Direito Administrativo, o que certamente contribuiu para o bom desempenho. Traçava uma meta diária e me mantinha estudando mesmo nos dias em que a motivação faltava, sempre lembrando dos benefícios que esse concurso traria para mim e para a minha família. Esse pensamento foi o que sustentou minha disciplina.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Gabrieli: Usei bastante os cursos em PDF do Estratégia, mas nas disciplinas em que tinha mais dificuldade optava por videoaulas.
A maior vantagem do PDF é a velocidade de avanço no conteúdo, especialmente com as versões reduzidas disponibilizadas pelo Estratégia, que são muito úteis em determinadas disciplinas.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Gabrieli: Conheci por meio de pesquisas na internet.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos? O que mais a incomodava?
Gabrieli: Sim, iniciei com outro cursinho. O que mais me incomodava era a falta de integração entre o material em videoaula e o material em PDF. Acho essa organização um diferencial muito bem resolvido no Estratégia.
Estratégia: Depois que você se tornou aluna do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais?
Gabrieli: Senti uma melhora significativa no meu desempenho. Os PDFs do Estratégia são muito completos e repletos de questões. Além disso, na reta final utilizei bastante o Passo Estratégico e o Bizu Estratégico, que são, sem dúvida, grandes diferenciais da plataforma.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Gabrieli: Estudava por ciclo de estudos, com duas ou três disciplinas por dia, no máximo. No pós-edital da SEFAZ, incluí todas as disciplinas do edital no ciclo, em torno de 11, dedicando às que tinha mais facilidade, como AFO, uma frequência menor (uma vez por semana), e às demais pelo menos duas vezes.
No pré-edital, como ainda estava trabalhando, estudava de 3 a 4 horas líquidas nos dias de semana e de 5 a 6 horas nos finais de semana. A partir de janeiro deste ano, com foco exclusivo nos estudos, fiz cerca de 6 horas líquidas por dia na reta final.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Gabrieli: Revisava, principalmente, por meio de questões e flashcards, e em algumas disciplinas fiz resumos próprios.
Na reta final, utilizei também o Passo Estratégico e o Bizu Estratégico como ferramentas de revisão.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Gabrieli: A resolução de exercícios é primordial. Por meio deles, você conhece o estilo de cobrança da banca, revisa o conteúdo e consegue mensurar seu desempenho, afinal, na prova o que faz a diferença não é apenas saber mais, mas acertar mais questões.
Até o momento, resolvi cerca de 17 mil questões.
Estratégia: Em quais disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Gabrieli: Minha maior dificuldade, sem dúvida, é a parte de gramática em Língua Portuguesa. Para este concurso da SEFAZ especificamente, Noções de Economia também foi um desafio, pois não havia estudado a disciplina até então. Nesses casos, opto pelas videoaulas, já que a leitura do PDF tende a ser mais confusa, para mim, nessas matérias.
Estratégia: Como foi sua rotina na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Gabrieli: Sou uma pessoa muito ansiosa, então, como de costume em todos os concursos que prestei, intensifiquei os estudos na semana anterior à prova, elevando a carga horária para cerca de 7 horas líquidas por dia, a fim de revisar o máximo possível.
No dia anterior, estudei até a hora de dormir, mas de forma intercalada ao longo do dia para não sobrecarregar a mente. Cheguei a revisar alguns pontos até no portão de prova.
Estratégia: No seu concurso houve prova discursiva. Como foi sua preparação? O que você aconselha?
Gabrieli: Iniciei a preparação para a discursiva no pós-edital. Precisei estudar todo o conteúdo do zero, pois a prova envolvia temas específicos da área de Administração, com os quais não tinha muita familiaridade. Durante esse período, acessava os temas de discursivas disponibilizados pelo Estratégia: lia o enunciado, tentava formular uma resposta e, quando não conseguia, estudava o conteúdo antes de redigir. Ao final, comparava minha resposta com o espelho disponibilizado e identificava os pontos a melhorar.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Gabrieli: Meus dois principais erros foram a falta de constância, especialmente no início dos estudos, e a falta de confiança na minha capacidade de ser aprovada em concursos maiores: cheguei a não me inscrever em determinados concursos por achar que não passaria.
Meu maior acerto foi resolver muitos exercícios e manter o hábito de estudar pelo menos um pouco todos os dias.
Estratégia: Chegou a pensar em desistir? Qual foi sua motivação para seguir?
Gabrieli: Nunca pensei em desistir, mas já considerei mudar o foco por achar que concursos maiores não eram para mim.
A motivação para continuar sempre foi pensar nos benefícios que a aprovação em um cargo bom traria para mim e para a minha família.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos? Deixe sua mensagem para todas aquelas que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Gabrieli: Aconselharia a montar um plano de estudos bem organizado, focado para uma área específica, e a estudar todos os dias, mesmo que por pouco tempo. É essencial manter a disciplina mesmo nos dias em que a motivação faltar, tendo em mente que o único fator verdadeiramente sob seu controle é o seu esforço e a sua dedicação.
Dê sempre o seu melhor, mesmo quando a certeza do resultado não estiver presente, é justamente nessa constância que se constrói a aprovação.