Aprovada em 1° lugar no concurso CGE-PI para o cargo de Auditor Governamental - Engenharia Civil
Controladorias/Gestão (CGU, CGE, STN, EPPGG)
“Olho para trás com orgulho: foi difícil, mas consegui. Essa conquista é também uma forma de dizer a quem passa por momentos turbulentos que é possível chegar lá, mesmo quando o mundo ao nosso redor tenta dizer o contrário”
Confira nossa entrevista com Marina Cardoso Nascimento Santos, aprovada em 1° lugar no concurso CGE-PI para o cargo de Auditor Governamental – Engenharia Civil:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-la. Qual a sua idade, formação e cidade natal?
Marina Cardoso Nascimento Santos: Me chamo Marina Cardoso, sou natural de José de Freitas – PI, onde moro desde que nasci. Sou engenheira civil formada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Estratégia: Conte o início da sua trajetória, o que te levou a iniciar os estudos para concursos?
Marina: Meu pai é dono de uma loja em nossa cidade e, embora o sustento da minha família tenha vindo, em sua maior parte, do setor privado e não fosse uma renda ruim, cresci observando de perto a instabilidade que o ramo poderia trazer. Desde cedo, percebi que queria uma vida financeira mais tranquila e estável. Por isso, algum tempo depois de formada e após a pandemia, decidi me dedicar aos estudos para concursos. Comecei completamente perdida, sem método nem direção, mas insisti.
Estratégia: Como você conheceu o Estratégia Concursos e porque tomou a decisão de se tornar nosso aluno?
Marina: Conheci o Estratégia por meio de colegas que elogiavam muito o material. No começo, confesso que fui cética, achava que todos os cursos eram parecidos. Mas mudei completamente de opinião!
Os PDFs do Estratégia se tornaram a base da minha preparação em Engenharia Civil, com uma linguagem acessível, objetiva e dinâmica. Foi a primeira vez que senti que meus estudos realmente faziam sentido e que eu estava no caminho certo.
Estratégia: Como era sua rotina e plano de estudos?
Marina: Montei meu plano de estudos com o auxílio da minha mentoria e do meu professor. O cronograma era semanal, abrangendo todas as matérias do edital.
Meu máximo chegou a cerca de 30 horas semanais, priorizando qualidade em vez de quantidade. Estudava, em média, 4 horas por dia, com flexibilidade para ajustar conforme o cansaço ou imprevistos. Evitei o hábito de “compensar” dias perdidos, pois isso gerava frustração. Preferia me concentrar em fazer o meu melhor a cada dia — meu “leão diário”.
Estratégia: Você trabalhava e estudava?
Marina: Sim. Eu trabalhava na loja do meu pai, mas, especialmente em períodos pós-edital, dedicava a maior parte do meu tempo aos estudos. As atividades do trabalho que não exigiam minha presença física eu resolvia de forma remota, o que me ajudava a equilibrar melhor as duas rotinas.
Estratégia: Quais ferramentas do Estratégia você mais utilizou em sua preparação e quais eram os diferenciais de cada?
Marina: Usei principalmente questões e PDFs, que se tornaram a base dos meus estudos. Lia os PDFs Simplificados quando tinha dúvidas e, nos dias mais cansativos ou quando sentia dificuldade em compreender o conteúdo, recorria às videoaulas para reforçar o aprendizado.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso?
Marina: Comecei a estudar para a CGE-PI assim que o edital foi publicado. Foi um dos maiores desafios da minha trajetória, porque a maioria das matérias eram completamente novas para mim — como Direito Tributário, Auditoria, Controle Interno, Matemática Financeira, Estatística, TI e Administração Pública. Outras, como Direito Administrativo e Constitucional, eu ainda dominava pouco.
Durante esse processo, meu pai adoeceu e precisei dividir meu tempo entre os estudos e os cuidados com ele. Esse período foi extremamente difícil: além das responsabilidades familiares, minha saúde mental se abalou bastante.
Houve momentos em que pensei em parar, mas insisti em driblar as adversidades e a adaptar meus dias conforme as circunstâncias. Mesmo sem conseguir estudar 40 horas semanais, como via alguns colegas fazendo, eu me mantive fiel ao meu propósito. Buscava fazer o melhor que conseguia naquele dia, sem me cobrar além do possível. Com o tempo, percebi que constância vale mais do que intensidade — e que, mesmo em meio ao caos, é possível vencer.
Olho para trás com orgulho: foi difícil, mas consegui. Essa conquista é também uma forma de dizer a quem passa por momentos turbulentos que é possível chegar lá, mesmo quando o mundo ao nosso redor tenta dizer o contrário.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Marina: Minha maior dificuldade foi com Direito Tributário — era uma matéria totalmente nova e complexa para mim. Para superar, investi mais tempo e usei revisões ativas, com foco em resolução de exercícios, até sentir segurança no conteúdo. Quando não conseguia entender nem vendo as questões comentadas, partia para a leitura dos PDFs, buscando fazer uma leitura dinâmica.
Estratégia: Qual sua estratégia de reta final?
Marina: Na reta final, priorizei revisões leves e objetivas: relia meu caderno de erros, refazia questões-chave e revisava assuntos de fácil assimilação.
Evitei conteúdos muito complexos para não aumentar a ansiedade. No dia anterior, procurei descansar a mente e confiar no que já havia feito, mas ainda dava uma olhadinha nos pontos importantes, sem colocar muita pressão em cima disso.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi a sua rotina de estudos para esta importante fase do certame?
Marina: Para a discursiva, refiz várias questões à mão, tanto da banca do concurso, quanto de provas recentes de outras instituições. Também adaptava questões objetivas para o formato discursivo, o que me ajudava a treinar a escrita e consolidar o conteúdo, mantendo assuntos recentes na memória. A prática constante foi essencial.
Estratégia: De que forma sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada?
Marina: Não sou casada, nem tenho filhos, ainda moro com meus pais. Desde o início, minha família e meus amigos foram meus maiores apoiadores. Cada um, à sua maneira, contribuía para tornar minha rotina mais leve — seja com palavras de incentivo, compreensão nas ausências sociais ou pequenos gestos que faziam a diferença.
Estratégia: Qual a sensação de ter sido convidado para o Baile dos Primeiros do Estratégia Concursos?
Marina: Sempre ouvia falar do Baile dos Primeiros do Estratégia, alguns conhecidos tiveram a oportunidade de comparecer nos anos anteriores e eu sempre imaginava a sensação e a honra de ser convidada para esse evento tão significativo.
Não é uma simples festa, não é apenas um dia de tirar fotos e fazer vídeos para postar nas redes sociais. É o reconhecimento de que todo esforço valeu a pena, é o atestado de que os sacrifícios tinham sentido e propósito, é a comprovação e a comemoração de uma mudança de vida.
Estratégia: Durante sua preparação, ouviu falar sobre o Baile dos Primeiros? Imaginou que um dia estaria nesta confraternização?
Marina: Sim, ouvi falar desde o início da minha caminhada no mundo dos concursos, mas nem de longe imaginava ser convocada. Quando recebi o convite, a sensação foi ainda melhor pela surpresa de ter sido alocada nesse seleto grupo que desde sempre tanto admirei.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Marina: Meu maior erro foi demorar a começar, pois queria fazer tudo de forma perfeita logo no início e isso travava a minha partida.
O principal acerto foi priorizar a resolução de exercícios — sem dúvida, o que mais me fez evoluir.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? O que você diria para a sua versão de 5 anos atrás?
Marina: Sim, várias vezes. A caminhada é feita de altos e baixos, e em muitos momentos a dúvida bateu forte. Mas a esperança e a fé (não necessariamente em sentido religioso) foram fundamentais. A necessidade de mudar minha realidade me impulsionava a continuar, mesmo nos dias mais difíceis.
Para minha versão de 5 anos atrás, diria que começasse, sem jeito, sem forma, sem dimensão exata do que fazer e como fazer, mas que aos poucos as respostas iriam chegar e o caminho seria moldado a melhor maneira possível.
Estratégia: Por fim, deixe sua mensagem para todos aqueles que estão começando e almejam chegar aonde você chegou!
Marina: A quem está iniciando, eu diria: não espere perfeição no começo. Estude de forma ativa, resolvendo muitas questões e revisando sempre. A rotina ideal não existe — o importante é o autoconhecimento: entender como você aprende, respeitar seus limites e manter constância.
Haverá dias bons e dias em que tudo parece desabar. Eu vivi isso — inclusive precisei cuidar do meu pai doente, em meio à ansiedade e ao medo. Mas aprendi que, mesmo quando o caminho é duro, ainda dá para seguir, um passo de cada vez. Cuide da sua saúde mental, e se puder, faça terapia — isso mudou minha vida. Reserve tempo para viver, para as pessoas que ama e para cuidar do corpo, pois esse é o nosso principal templo.
Ainda, e acima de tudo, não se compare com ninguém: cada caminhada é única, e a comparação só rouba a alegria do processo. Com paciência, constância e fé, o resultado vem — e quando chegar, você vai saber que foi merecido.