Concurso TJ MS: sugestões de recurso para analista judiciário
As provas objetivas do concurso TJ MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) foram aplicadas no último domingo (25/01) e aqui você poderá conferir as sugestões de recursos para o cargo de Analista Judiciário.
Lembre-se que o recurso é individual e a cópia pode resultar na anulação da sua interposição. Confira as sugestões na transcrição logo abaixo!
Recurso concurso TJ MS: analista judiciário
PROVA TIPO 2
QUESTÃO 8
Conforme anunciado na correção, há duas respostas para a questão 8.
O argumento é muito direto, o gabarito na E está perfeitamente de acordo com a norma culta, pois a concordância atrativa (com o núcleo mais próximo) é abonada quando o sujeito é composto e posposto (depois do verbo). É exatamente o que temos na E:
Entre as frases machadianas a seguir (adaptadas), assinale a que mostra concordância verbal correta.
A) Sofia, passado o susto e o espanto, mergulhou no devaneio. (Quincas Borba)
B) Nem eu, nem tu, nem ela, nem qualquer outra pessoa desta história poderiam responder mais. (Dom Casmurro)
C) Ou a idade do outro ou a índole de suas relações tolhiam essa confidência íntima. (Iaiá Garcia)
D) Fui devagar, mas ou o pé ou o espelho traíram-me. (Dom Casmurro)
E) Lá se ia a honra e a dignidade. (Memórias Póstumas de Brás Cubas)
A concordância é feita com o núcleo mais próximo “honra” e não há erro algum nisso. Qualquer gramática tradicional traz abona essa regra.
Começo com a lição de Celso Cunha:
Com mais de um sujeito
Concordância com o sujeito mais próximo
Vimos que o adjetivo que modifica vários substantivos pode, em certos casos, concordar com o substantivo mais próximo.Também o verbo que tem mais de um sujeito pode concordar com o sujeito mais próximo:
a) quando os sujeitos vêm depois dele:
Que te seja propício o astro e a flor, Que a teus pés se incline a Terra e o Mar.
(F. Espanca, S, 163.)
Habita -me o espaço e a desolação. (V. Ferreira, A, 24.)
Rua da União onde todas as tardes passava a preta das bananas com o xale vistoso de pano da Costa E o vendedor de roletes de cana.
Referência Bibliográfica: BRASIL:
CUNHA, Celso & CINTRA, L. F. L. Nova Gramática do Português. Contemporâneo. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira
Agora o consagrado Manual de Redação do STJ.
2.2 Sujeito composto. Havendo mais de um núcleo, o verbo vai para o plural: O assessor e a secretária redigiram o documento; Ciência, história e literatura são essenciais para o progresso. Quando o sujeito composto vem posposto ao verbo, pode ser feita a concordância com o núcleo mais próximo:
Acendeu-se a ira e a desconfiança;
Firmou-se a norma e a doutrina;
Apareceu o ator e o roteirista.
Referência Bibliográfica: BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Manual de padronização de textos do STJ. 2. ed. Brasília: Superior Tribunal de Justiça, 2012. 259 p. : il.
Cito também a lição de Cegalla:
Sendo o sujeito composto e posposto ao verbo, este poderá concordar no plural ou com o
“Não fossem o rádio de pilha e as revistas, que seria de Elisa?”
Referência Bibliográfica: CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 48. Ed. São Paulo: IBEP, 2009.
QUESTÃO 39
Em 28 de novembro de 2008, foi celebrado contrato de locação de imóvel urbano por 24 meses, garantido por fiança prestada por terceiros (…)
GABARITO PRELIMINAR: C (Os fiadores não permanecem responsáveis, pois a regra introduzida na Lei de Locações em 2009 não pode retroagir para alcançar contrato celebrado anteriormente, devendo ser preservado o ato jurídico perfeito, nos termos da LINDB, aplicando-se o regime vigente à época da contratação)
FUNDAMENTO DO RECURSO:
Trata a questão 39 de um contrato locatício por prazo determinado em que dele constava cláusula pela qual “os fiadores responderiam pelas obrigações contratuais durante toda a vigência do contrato”.
Note-se que ao se reportar à responsabilidade dos fiadores, o enunciado deixa claro que eles responderiam “durante toda a vigência do contrato”, sem especificar com clareza o significado da expressão.
Logo, por “toda a vigência do contrato”, se pode entender, tanto a vigência do contrato durante o prazo determinado, como também a vigência contratual durante a prorrogação por prazo indeterminado, em que o contrato, para todos os efeitos, também é capaz de viger.
Ora, quisesse o enunciado se referir à responsabilidade dos fiadores apenas durante o prazo determinado, deveria ser mais claro em sua redação, utilizando, por exemplo, a expressão “os fiadores responderiam pelas obrigações contratuais durante o tempo determinado previsto no contrato”.
Mas não foi o que aconteceu. A questão alude à responsabilidade dos fiadores “durante toda a vigência do contrato”.
Diante da dúvida suscitada, pugna-se pela ANULAÇÃO DA QUESTÃO, uma vez que não restou claro o significado exato da expressão “toda a vigência do contrato”.
Para saber de todos os detalhes sobre o concurso TJ MS, cujos gabaritos foram divulgados, acesse o link abaixo:
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