Coaching para Concursos | Controle metas e objetivos
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Controle metas e objetivos e, assim, acalme a ansiedade | Coaching para Concursos

Controle metas e objetivos e, assim, acalme a ansiedade | Coaching para Concursos

 

Olá, pessoal, meu nome é Gustavo Garcia, sou Auditor-Fiscal da RFB e faço parte da equipe do Estratégia destinada à preparação para concursos públicos. Hoje trago um tema que é pauta de 10 em 10 concurseiros: a ansiedade.

 

Não pretendo enfrentar o assunto de forma direta, atacando as mil razões pelas quais a ansiedade pode aparecer e os infinitos problemas que pode acarretar, pois creio que esse assunto já tenha sido amplamente explorado aqui e nos demais fóruns pelos professores do Estratégia e outros profissionais da área. Todos sabemos: a ansiedade é um dos principais inimigos do concurseiro. Se não for o maior, pelo menos está disputando cabeça a cabeça com a procrastinação (desta eu tratarei em outra oportunidade).

 

Nesse breve texto, tenho o objetivo de trazer uma solução de ordem prática, que certamente os ajudará a controlar suas metas e objetivo e, de quebra, acabar com a ansiedade (ou pelo menos diminui-la a patamares administráveis). Adianto que, no meu caso, adotar essa solução (embora prefira chamar de postura) foi um divisor de águas durante minha a preparação para o concurso da RFB.

 

Logo de cara, lembrem-se de que os problemas pelos quais vocês passam não são exclusividade de ninguém. Uma certa falta de confiança em si e de certeza acerca da efetividade do que se está fazendo são dilemas comuns entre TODOS os concurseiros, aprovados e ainda em aprovação. Posso-lhes garantir que, se perguntarem a cada um dos aprovados nos concursos sobre seus anseios durante a preparação, terão como respostas praticamente as mesmas coisas.

 

Pois bem, para sabermos como controlar metas e objetivos, inicialmente devemos fazer uma breve distinção entre os conceitos. Objetivos são descrições concretas do que se está querendo conquistar ou onde se está querendo chegar. O objetivo tem, portanto, teor mais abrangente, às vezes, abstrato. Tomemos como exemplos os objetivos de emagrecer, de se tornar rico ou de ser aprovado em um concurso público.

 

As metas, por outro lado, são aquelas tarefas específicas que você se propõe a cumprir em determinado prazo ou com determinada eficiência com o fim de alcançar os objetivos estipulados. Vejam que, em linhas gerais, as metas são o caminho para o obtenção do objetivo. É isso que procuro deixar claro para os alunos do Estratégia Concursos. :)

 

Nós, humanos, somos imediatistas e míopes por natureza, precisamos dessas metas para enxergar o objetivo, sem as quais esse último ficaria solto, abstrato, inalcançável. Atingir essas metas nos dá a força para continuar e o conforto para não nos questionarmos, afinal partimos da premissa de que as metas compõem a trilha que terminará diretamente no sonho (ou objetivo) almejado.

 

É bom ressalvar que a vida não é uma receita de bolo ou uma máquina, totalmente previsíveis, e que não existe garantia absoluta de que, cumprindo as metas, invariavelmente chegaremos no objetivo, mas as chances de que isso aconteça são enormes e, portanto, como trabalhamos com probabilidades, é nisso que devemos apostar.

 

Ah, é claro, tudo isso só é válido se as metas forem bem traçadas e se mostrarem compatíveis com o objetivo almejado, por isso a importância de saber se planejar antes de estipular um objetivo e traçar as metas. É essencial saber a direção para onde se quer ir.

 

Tomemos como exemplo a pessoa que quer emagrecer. Imagine que essa pessoa vá a um nutricionista, siga as orientações, adote uma nova alimentação e passe a fazer atividades físicas. Provavelmente essa pessoa conseguirá emagrecer, em maior ou menor ritmo, a depender do seu metabolismo, variável sobre a qual não tem ingerência, em tese.

 

Essa pessoa poderia emagrecer em ritmo igual ou superior às suas expectativas iniciais. Provavelmente estaria satisfeita. Ela poderia, por outro lado, estar emagrecendo em ritmo mais lento, abaixo do esperado, o que certamente geraria uma frustração e aflição inicial, que poderiam migrar para uma situação de ansiedade.

 

Nessa situação, há dois caminhos a seguir. O primeiro, errado e mais fácil, é deixar essa ansiedade crescer e traçar as diretrizes das suas próximas atitudes. No exemplo, a aflição pelo medo de não emagrecer no ritmo esperado talvez fizesse a pessoa comer ainda mais, o que, agora sim, estaria a afastando de seus objetivos.

 

Há também o caminho correto e, como sempre, mais difícil. No caso, seria analisar racionalmente o cumprimento das metas estabelecidas por meio de perguntas bem objetivas acerca das metas estipuladas. No nosso exemplo, seriam coisas do tipo: “Estou realmente deixando de comer as coisas que devo evitar?”, “Estou comendo somente a quantidade estabelecida?”, “Estou comendo no horário estipulado?”, “Estou fazendo atividade física regularmente?”, e, por fim, “Posso melhorar em alguma das metas?”. Se a resposta a todas as perguntas, com exceção da última, for “sim”, você deve ficar satisfeito com o resultado, mesmo que aquém das expectativas iniciais, pois nesse caso estaria fazendo tudo aquilo que está a seu alcance e a consecução do objetivo (emagrecer) no ritmo ou momento esperado varia exclusivamente por conta de fatores sobre os quais não tem o menor controle (seu metabolismo).

 

Trazendo a discussão para o mundo dos concursos, o objetivo naturalmente é ser aprovado no concurso público. As metas para alcançar esse objetivo são várias: acordar cedo, estudar regularmente, revisar periodicamente, fazer questões, avaliar rendimento, etc. Vejam que as metas são, na medida do possível, totalmente influenciáveis por nós. Somente nós podemos fazer ou deixar de fazer algo que permita que cumpramos todas as metas, mais ninguém.

 

Somente nós podemos decidir ir dormir cedo para acordar cedo. Somente nós podemos estudar em vez de procrastinar. Somente nós podemos não nos boicotar e estudar com atenção e dedicação o conteúdo previsto.

 

Por outro lado, alcançar esse objetivo de efetivamente ser aprovado depende de fatores relacionados às nossas atitudes (o cumprimento das metas) e de outros em relação aos quais não temos a menor ingerência, tais como a abertura do concurso, a previsão de uma quantidade significativa de vagas, a exigência de conteúdo e nível de dificuldade compatíveis com a prova anterior.

 

Vejam que todas essas situações podem acontecer e nada se pode fazer para evitar que isso ocorra, pois não são controladas por nós. Não temos o poder de decidir sobre a data do concurso, nem sobre quantas vagas serão abertas. São situações que de fato podem atrapalhar ou atrasar, mas não impedir a consecução do objetivo. Posso garantir: com persistência e paciência, as variáveis indesejadas serão SEMPRE superadas.

 

Bem, e qual é a solução proposta para diminuirmos a ansiedade?

 

Como em relação aos nossos objetivos só temos ingerência sobre as metas, devemos ter 100% do nosso foco direcionado para elas. Não é razoável querer ter absoluto controle do objetivo traçado, pois, na prática, como já vimos, não podemos ter. Fatores externos que fogem ao nosso controle alteram o momento ou a forma como alcançaremos o nosso objetivo e quem sofre com ansiedade sabe o quanto é ruim querer ter controle sobre coisas em relação às quais não se tem a menor ingerência.

 

Na prática, o que quero dizer com isso é que o concurseiro que adota uma postura saudável e de candidato aprovado blinda a sua mente e para de se preocupar excessivamente com especulações relativas a assuntos fora do seu campo de atuação, tais como mudança de banca, data de autorização do concurso, número de vagas, etc.

 

O candidato com mentalidade de aprovado deve se preocupar somente em seguir à risca aquilo que se propôs a fazer para atingir o objetivo traçado: cumprir as suas metas pessoais.

 

Até mesmo porque ficaria no mínimo incoerente o concurseiro se preocupar com todas essas especulações antes de concluir ao menos a sua parte. Esse tipo de preocupação deve ser um “benefício” de quem já está pronto, de quem já fez, pelo menos, o básico, a sua parte.

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Adotando essa postura, ao realizar a nossa parte, automaticamente vem uma sensação de dever cumprido e de aceitação ao pouco de “acaso” decorrente dos fatores externos. Vem uma sensação de paz.

 

Você simplesmente passa a aceitar o que vem pela frente e saber que, cedo ou tarde, esse “acaso” será superado. Nesse momento, você “tira das suas costas” o peso pela decisão a respeito do momento e da forma como o seu objetivo será alcançado e o transfere para o que/quem lhe for conveniente. A ansiedade, assim, se acalma sozinha.

 

Bem, acho que me alonguei por hoje. Espero que esse texto os ajude.

 

Desejo a todos bons estudos.

 

Comentem aqui no artigo, ficarei feliz em responder.

 

Se quiserem conhecer mais sobre o programa de coaching do Estratégia, mandem um e-mail para [email protected].

 

Um grande abraço,

Gustavo Garcia

 

 

 

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Gustavo Garcia

Gustavo Garcia

Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil Aprovado em 7º lugar nacional no concurso para Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil de 2009. Formado em Engenharia Elétrica e aprovado também nos seguintes concursos:        - 9º lugar nacional para Analista-Tributário da Receita Federal do Brasil em 2009        - 3º lugar parar Assistente Técnico-Administrativo do Ministério da Fazenda em 2009        - Especialista em Regulação da ANAC em 2009        - Engenheiro da Petrobras em 2007

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