Aprovado nos concursos PF e PCDF no cargo de Agente
“Tem dia que realmente não é o seu, e a prova de escrivão não foi a minha. Mas no dia seguinte fiz a prova de Agente e não tive nenhuma dificuldade. É um processo enorme que se finaliza em um dia, mas não é porque no dia não deu certo que o processo se finda. Tudo que você estudou ainda está ali com você. Cabe ao concurseiro se ajustar, ver o que fez de errado e como consertar.”
Confira nossa entrevista com Francisco Neto, aprovado nos concursos PF e PCDF no cargo de Agente:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Francisco Neto: Meu nome é Francisco Neto, sou formado em Engenharia Civil, tenho 26 anos e sou de Minas Gerais.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Por que a área Policial?
Francisco: Estava participando de alguns processos seletivos na área privada buscando vagas de Trainee, sempre ia bem nas etapas objetivas, porém ficava devendo na parte de currículo, pois não tinha experiência fora do país e atividades extracurriculares, devido à rotina corrida de trabalhar e fazer faculdade.
Já era concursado e resolvi voltar aos estudos, pois sabia que com a avaliação mais objetiva que acontece no concurso teria mais chance de êxito. Escolhi a área policial pela importância do trabalho desenvolvido, mais especificamente as polícias judiciárias pela admiração que tenho pelo trabalho investigativo.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Francisco: Trabalhei e estudei durante toda minha jornada.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado(a)? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Francisco: Já fui aprovado em 4 concursos públicos.
UFTM – aprovado e nomeado – 20ª colocação.
PMU – aprovado e nomeado – 32ª colocação.
Agente PF – aprovado e cursando – 98ª colocação.
Agente PC-DF – aprovado – 31ª colocação.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados na primeira fase do certame?
Francisco: No concurso da PC-DF, saí com uma grande segurança que tinha ido bem, então foi mais tranquilo. Já no concurso da PF – em que não sabia a situação real e ganhei vários pontos com o gabarito preliminar – foi uma festa só, corri pela casa, gritei, dancei com o cachorro, abracei os pais, tudo que tinha direito.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Francisco: Costumava sair principalmente com a namorada e família, infelizmente tive que abdicar um pouco dos amigos. Mas conseguia me programar e vê-los algumas vezes, principalmente nos períodos de adiamento.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Francisco: Namoro e moro com meus pais. Todos me apoiaram muito durante os estudos, além disso tinham muita confiança em mim. Quando me viam estudando todos já achavam que passaria, acaba gerando um pouco de pressão mesmo sendo com boa intenção.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Francisco: Acho que vale a pena, por exemplo, durante esse concurso pude me preparar com mais tranquilidade sabendo que já tinha um serviço garantido caso não desse certo. Além disso, o serviço público tem algumas alternativas de trabalho flexível, como revezamento de turno de 6 horas e durante a pandemia o home office se popularizou. Porém, acho que o concurso de escada deve se encaixar nas matérias do concurso final, para não haver um desvio total e excesso de disciplinas a serem estudadas.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?
Francisco: Por volta de 9 meses.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Francisco: Comecei para escrivão da PCDF, no início 2019, sem nenhuma base, não tinha disciplina. Começava e parava muitas vezes, voltei a estudar no segundo semestre do mesmo ano, até que saiu o edital de escrivão. Eu me dediquei muito até a prova, que aconteceria em março, porém foi adiada devido à pandemia.
Voltei a estudar com intensidade novamente só após o edital de Agente/PCDF sair. Daí pra frente quase não parei, já objetivando também um futuro concurso da PF, que teria matérias muito similares. Minha principal ferramenta para disciplina foi estipular metas e só ir além delas quando realmente estava muito disposto, às vezes você exagera num dia e não consegue fazer nada no outro. Outra ferramenta era finalizar tudo o quanto antes, acordar bem cedo e tentar bater as metas o mais rápido possível.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?
Francisco: PDF e videoaulas. Usava PDF nas que tinha mais facilidade, e videoaulas nas matérias que não conseguia assimilar facilmente.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Francisco: Por meio dos simulados, foi uma das ferramentas que me fizeram ver que eu precisava virar a chave nos meus estudos.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Francisco: Estudava muitas matérias ao mesmo tempo, e fazia resumos. Meu método de estudo foi muita revisão, gostava de montar meus resumos e sempre ler um pouco deles todos os dias. Fazia questões e ia alimentando e inchando os resumos, chegou um tempo em que os resumos ficaram até exagerados, mas funcionava. Estudava por volta de 6 horas por dia.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Francisco: A disciplina que tinha mais dificuldade era português, acho que vi o curso completo de cada professor. Fui superando conforme conseguia entender o que a banca queria de mim, principalmente nas questões de interpretação.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Francisco: Não teve dia de descanso na reta final. Quando oficializaram que haveria prova da PRF o desespero bateu. O estudo para PF, que estava um pouco letárgico por achar que a prova não aconteceria, mudou na mesma hora. Pedi férias do serviço e comecei a estudar no mínimo 8 horas líquidas por dia, e até em alguns finais de semana (algo que não era comum para mim durante a preparação).
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Francisco: Fazia pelo menos uma redação por semana, aconselho a pessoa ter algumas estruturas de redação em mente para não dificultar na hora da prova.
Estratégia: Como foi (ou está sendo) sua preparação para o TAF e para as demais etapas?
Francisco: A preparação para o TAF deve ser sempre prévia, exercitar-se entre um período e outro de estudos é muito importante, pois gera um descanso mental e libera substâncias importantes no processo de aprendizado.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Francisco: ERROS: Falta de constância, excesso de resumos.
ACERTOS: saber sempre me criticar e observar qual área precisava mais da minha atenção.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Francisco: O mais difícil foi a espera e a expectativa, conforme o seu tempo de estudo vai aumentando a pressão por uma aprovação. Entre idas e vindas, o tempo entre o início dos meus estudos e a minha primeira prova foi de quase dois anos, é muito tempo sem uma avaliação crua do desempenho.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Francisco: Minha família e minha namorada, tenho origens simples e estar aqui é uma glória imensa. Saber que poderei ter condições para colaborar com uma vida melhor pra todos que me amam é muito gratificante.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Francisco: Primeiramente, não desista. Desde que voltei a estudar prestei três provas, uma de Escrivão da PCDF, uma de Agente da PCDF e uma de Agente da PF. Comecei a estudar pela prova de escrivão e foi a única que não passei. Agora imagine se as provas viessem da forma que estavam inicialmente previstas, e se eu não passasse na prova de Escrivão e desanimasse? Parasse de estudar?
Tem dia que realmente não é o seu, e a prova de escrivão não foi a minha. Mas no dia seguinte fiz a prova de Agente e não tive nenhuma dificuldade. É um processo enorme que se finaliza em um dia, mas não é porque no dia não deu certo que o processo se finda, tudo que você estudou ainda está ali com você. Cabe ao concurseiro se ajustar e ver o que fez de errado e como consertar.
