Aprovado nos concursos IBGE e Universidade Federal Fluminense
Estratégia Concursos: Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Rodrigo Cavalcanti: Possuo graduação e mestrado em Ciências Econômicas. Tenho 29 anos e sou natural do Rio de Janeiro.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Rodrigo: Após o término do mestrado, entendia que já era o momento de entrar no mercado de trabalho. Contudo, até pela situação do país, encontrei algumas dificuldades.
Paralelamente, a carreira pública sempre me atraiu, dentre outros motivos, pela questão da estabilidade de emprego.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Rodrigo: Eu tive a oportunidade de poder me dedicar integralmente aos estudos.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Rodrigo: Fui aprovado para Analista Socioeconômico pelo IBGE e como Técnico Administrativo de Nível Superior (Economia) pela UFF, sendo este último o mais recente. Ambos em quarto lugar, salvo engano. Na verdade, eu soube da aprovação na UFF no dia em que me apresentei ao IBGE, o que foi algo particularmente inusitado.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados(as)?
Rodrigo: Inicialmente é um choque (risos), pois a primeira reação é de incredulidade. Demora um tempo para você compreender que aquela etapa de estudos para concursos acabou, ao menos por um tempo.
É como um lutador que não tem mais inimigo (risos). Mas, é ótimo.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Rodrigo: Nunca tive uma vida social muito agitada (risos), mas foi um período de maior reclusão aos estudos.
Um pouco antes de começar a estudar para o concurso da UFF, tive que fazer uma cirurgia importante nos olhos, o que me obrigou a ficar mais em casa mesmo no pós-operatório.
Então, de certa forma, já estava mais acostumado ainda.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Rodrigo: Sou solteiro e moro com meus pais, no momento. Sempre tive o apoio dos meus pais nos estudos e no período do concurso foi igual, com o suporte financeiro e dentro de casa, permitindo que me dedicasse integralmente a esse objetivo.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Rodrigo: Com certeza vale a pena. Entendo que a aprovação em um concurso público passa muito pela experiência de realização de provas e estudo em uma área específica. Então, o ideal é escolher uma área de concursos (em que há uma certa convergência de conteúdos no edital) e realizar todos os concursos que aparecerem com essas características. A aprovação no primeiro concurso da vida é algo muito raro, então o quanto antes você ganhar essa experiência de prova, melhor. E isso é muito pessoal, não adianta…você pode ouvir centenas de pessoas falando sobre concursos públicos, mas só entenderá como funciona o dia em que for fazer. Tem muitos detalhes importantes e o que é ideal para mim, pode não ser para você.
Em relação a “concurso dos sonhos”, sempre tive interesse no BNDES e BACEN, porém está há muito tempo sem abrir. Então, no momento não estou estudando para isso. Mas, sempre ficamos de olho nas movimentações (risos).
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado?
Rodrigo: Foi um período relativamente curto, creio que uns 2 meses e meio, 3 meses.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Rodrigo: Não cheguei a estudar sem edital para esses concursos. Porém, eu já vinha da experiência recente de ter realizado dois concursos (Petrobrás e Transpetro) e de ter terminado o mestrado, o que, sem dúvida me ajudou muito, pois além de não sair do zero em matéria de estudos, me permitiu corrigir erros durante a preparação.
Esse um exemplo dos ganhos que temos realizando outras provas. Aprendemos com os erros.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Rodrigo: O Estratégia Concursos é bem conhecido nesse ramo. Já tinha alguns colegas que haviam utilizado o material em concursos anteriores também.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? O que funcionou melhor para você?
Rodrigo: Bom, eu utilizei os cursos em PDF, o que particularmente funciona muito para mim. Eu não sou chegado a videoaulas, gosto mesmo de material escrito. E isso foi um diferencial para escolher o Estratégia, pois o material escrito é muito completo.
Mas, como disse, tudo isso é muito pessoal; conheço pessoas que se dão super bem com videoaulas. O importante é descobrir o melhor caminho para você.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso?
Rodrigo: Bom, eu busquei focar o estudo na realização de exercícios. Com base nisso, a partir da teoria, realizava os resumos em cima do que se cobrava dos exercícios. Quer dizer, em um concurso você inverte o processo de aprendizagem, entende?
Nos assuntos em que tinha menor domínio, o estudo da teoria é mais completo e demorado. Nos assuntos em que eu conhecia mais, na minha parte específica, o estudo da teoria era muito mais rápido. Porém, em ambos os casos, o foco era em estudos periódicos dos resumos e realização de questões. Com base no que você observa das questões, você adapta o resumo e se perceber muita dificuldade, volta tudo na teoria. O que dá o tom do estudo é o desempenho nas questões.
Eu estudava em dois turnos (manhã e tarde), mas não costumava contar hora não. Normalmente dava o dia todo (risos). Focava em um pedaço do edital por um tempo, ficando naquela matéria; porém, ao longo do dia, trocava para outro assunto, mais para tarde.
Então, normalmente tinha um assunto predominante que eu estudava mais no período (normalmente o que conhecia menos) e outros que eu intercalava (os que eu já tinha mais conhecimento). Uma estratégia flexível e sempre com base no meu humor (risos). Não gosto de estratégias muito rígidas.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Rodrigo: No concurso da UFF, a parte de Direito e Administração Financeira e Orçamentária, que eu nunca tinha estudado. No concurso do IBGE, a parte de raciocínio lógico, que era novidade também.
Nessas matérias, eu procurei estudar mais tempo (sobretudo a teoria) e buscar um material de estudo bem completo. Por causa desses assuntos, busquei o material do Estratégia, que me ajudou muito.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Rodrigo: Acredito que em uma preparação de longo prazo, como é o concurso, com edital muito extenso, devemos reduzir o ritmo quando chega muito perto da prova. Pois, você já estudou o que dava. A coisa passa a ser mais psicológica.
Na semana que antecedeu os dois concursos, só revisei os resumos e fiz poucas questões.
Na véspera, acho que você deve fazer o que te acalma mais (risos). Se for estudar, estude. Se for não estudar, não estude (risos). Veja no dia. Na véspera do concurso da UFF eu estudei. No do IBGE, não.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Rodrigo: Eu tive que me preparar para a Redação no concurso da UFF. O que procurei fazer foi realizar várias redações de provas antigas, o máximo possível. Sempre buscava reproduzir o tempo da prova também.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Rodrigo: Acho que o maior erro foi não ter conseguido fechar todo o conteúdo do edital, por falta de tempo. O maior acerto creio que foi focar o estudo em resolução de questões e realização de resumos.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Rodrigo: A incerteza de não passar; o medo de não abrirem concursos na área; e o próprio estresse da preparação. Busquei me motivar nos momentos complicados, lembrar de outros momentos assim ao longo da vida.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Rodrigo: Adquirir estabilidade de emprego e ter algo próprio para o resto da vida. Eu sempre pensava, é difícil, mas só tem que dar certo uma vez.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar onde você chegou!
Rodrigo: Eu queria dizer que passar em um concurso é algo possível para todos, e tem muito mais a ver com dedicação e estratégia de estudos do que qualquer outra coisa.
Não se assustem com relação de candidatos/vagas, pois a relação real, daquelas pessoas que estão se preparando efetivamente, é muito menor.
Se você estiver realizando a sua preparação adequadamente e estiver nesse processo de realizar vários concursos, certamente você passará com o tempo. O mais importante é tentar manter o equilíbrio psicológico dentro desse processo, a fim de que ele seja sustentável ao longo do tempo. O concurso tem que ser um projeto de médio/longo prazo sempre. Acho que ter isso em mente é fundamental.