Aprovado no concurso da PRF no estado de Roraima:

“Ver meu nome na lista de classificados, para o meu estado, foi a melhor sensação da minha vida.”
Confira nossa entrevista com Diogo Cunha, aprovado no concurso da PRF no estado de Roraima:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Diogo Cunha: Meu nome é Diogo Cunha, sou de Boa Vista/RR, tenho 30 anos e sou formado em Computação (2012) pela Faculdade Estácio.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Por que a área Policial?
Diogo: No final do ano de 2012, surgiu o concurso da Polícia Militar de Roraima com provas marcadas para janeiro de 2013. Findou que, à época, não havia essa difusão de materiais, frequentei um curso preparatório na minha cidade e, ao final, logrei êxito. A área Policial, de início, foi escolhida por impulso “era um concurso bem falado no meu Estado”.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Diogo: Desde que entrei na carreira de Soldado da Polícia Militar, passei a estudar por materiais mais específicos e acabei sendo aprovado nos Concursos do Instituto de Previdência do Estado de Roraima – IPERR (2017), do Ministério Público da União – MPU (2018) e da Polícia Rodoviária Federal (2018).
Durante minha jornada como concurseiro 2013 -2020, trabalhava como Policial Militar e, na maior parte desse período, em regime de escala de 24 horas de plantão por 72 horas de folga. Outro detalhe é que toda hora era hora, pois sempre que havia oportunidade, no próprio plantão, eu estudava.
Depois de muita persistência e dedicação, tive a honra de ser agraciado no concurso dos sonhos (PRF).
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados na primeira fase do certame?
Diogo: Ver meu nome na lista de classificados, para o meu estado, foi a melhor sensação da minha vida.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Diogo: Atualmente sou casado, possuo dois filhos de outro relacionamento, muitas vezes tive que ficar longe deles para estudar. Nunca foi fácil, a família nunca entendeu, mas no fundo apoiava.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Diogo: Sobre fazer diversos concursos em áreas diferentes, eu prefiro seguir os especialistas: não funciona. Hoje em dia, o ramo de concursos está muito competitivo, e quem foca em tudo, acaba não focando em nada.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Diogo: Durante um tempo, meu foco era PF-PRF, passei de 2016 em diante focado só neles, sem edital, só na expectativa da saída do edital de um ou de outro.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?
Diogo: Neste período, utilizei a técnica da leitura dos livros eletrônicos do Estratégia Concursos combinado com a resolução de questões, tanto só quanto em debates com o grupo de estudo. Lembro que me adaptei à leitura do material eletrônico, pois, para mim, era o material mais completo que havia.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Diogo: Conheci o estratégia em 2015 e de lá pra cá sempre tenho acompanhado sua evolução no ramo de concursos, isso facilitou na escolha, pois já tinha uma certa noção do que um bom material poderia representar na minha preparação.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso?
Diogo: Uma das minhas grandes dificuldades, no início, era a quantidade de matérias que cobravam nos editais. Para resolver isso, procurei me especializar na Banca Cespe. Depois de alguns tempos de estudo, você vai notando que nem tudo que está previsto é cobrado de fato. Outro ponto relevante é a qualidade do seu estudo, parece bobo, mas quando eu estudava, eu debatia com meus amigos, no debate eu cresci muito. Em seguida, nas questões, a cada erro um aprendizado, tem gente que tem medo de errar. Errar faz parte do processo.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Diogo: Como todo concurseiro, havia disciplinas em que eu era uma negação, por mais que eu me esforçasse, não evoluía muito. Quando eu detectava isso, eu pausava o estudo de todas as outras e focava em aprender aquela de maior dificuldade e que eu notava que era muito importante na quantidade de questões cobradas pela banca.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas e o TAF. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Diogo: Concurso de Polícia é repleto de fases, a cada fase uma superação, mas não basta ir bem em uma ou duas, é preciso ir bem em todas. Da prova objetiva ao curso de formação, passando por exames médicos, teste de aptidão física e psicotécnico. Nos concursos policiais, o limite é testado a todo momento, não basta ir bem na objetiva, há um conjunto de fatores que deve ser observado. Eu sempre fiz atividade física, então já havia algo que eu gostava muito de fazer e isso faz toda diferença.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Diogo: Meu maior erro na preparação foi achar que era possível viver em dois mundos, ter duas vidas, não focar, não cair de cabeça. Depois que eu já estava calejado, aprendi que toda hora era hora, com muita fé iria dar certo, a técnica foi se aperfeiçoando. Tem gente que passa em 2 meses, tem gente que passa com edital aberto. Eu comecei a estudar sem saber que existiam 10 classes de palavras na língua portuguesa, sem saber o que era um objeto direto. Minha maior dificuldade foi a língua portuguesa.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Diogo: Minha principal motivação eram meus filhos e minha mãe, eu queria dar orgulho a eles, mesmo com tantos problemas, mesmo estando longe deles contra minha vontade, tudo o que fiz foi para garantir um futuro melhor a eles.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar onde você chegou!
Diogo: Uma mensagem para quem está na luta, não desista! Não desista dos seus sonhos, não desista de você.