Aprovado no concurso TRF-4
“Desistir não pode ser uma opção. Essa é a primeira regra que um concurseiro deve ter carimbada na mente. Quando iniciei meus estudos, sonhava em ser o primeiro colocado em toda prova que fazia, embora passar e ser nomeado fosse o maior objetivo. Porém, com o passar dos certames, comecei a duvidar que isso seria possível. E vejam o que Deus reservou para mim. Com muita persistência e dedicação alcancei a tão sonhada aprovação/classificação”
Confira nossa entrevista com Jhony Tavares, aprovado em 1º lugar no concurso do Tribunal Regional Federal da 4ª Região para o cargo de Técnico Judiciário:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Jhony Tavares: Sou do interior do Espírito Santo, tenho 35 anos, formado em Técnico em Mecânica pelo IFES e atualmente cursando Gestão Pública – EAD.
Estratrégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Jhony: O principal motivo foi a possível estabilidade que o serviço público nos proporciona. Tive a experiência de trabalhar em empresas privadas, terceirizadas, e não posso negar que fui feliz. Entretanto, eventuais perdas ou fins de contrato, que são comuns, influenciam qualquer planejamento a longo prazo, sobretudo para quem já constituiu família.
Quando fiquei desempregado, justamente devido ao fim de contrato, tive a possibilidade de enxergar a situação como uma oportunidade de encarar os estudos em busca de algo melhor para minha família.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Jhony: Inicialmente, como estava desempregado, só estudava e cuidava dos afazeres domésticos. Mas, apesar de possuir tempo de sobra, não usufruía da melhor forma. Isso eu só entendi com o passar do tempo. Um ano depois comecei a trabalhar e tive que aprender a conciliar estudos e trabalho.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Jhony: Já fui aprovado em 11 concursos. Antes de ficar desempregado eu prestava concursos da minha área de formação técnica e fui aprovado em 5 deles: Petrobras Biocombustível (2º lugar CR); Petrobras (8º, 5º e 2º lugares, todos em CR); Transpetro (3º lugar CR). Quando desempregado, fui aprovado no IBGE (4º lugar para cargo temporário) e no TRF 2 (25º lugar CR).
Depois, já trabalhando no IBGE, fui aprovado em mais 4 concursos para Tribunais: TRF 5 (19º lugar CR); TRT 2 (53º lugar CR); TRT 15 (19º lugar CR); E por último o TRF 4, em 1º lugar.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados(as)?
Jhony: A primeira aprovação, segundo lugar na Petrobras Biocombustível (era uma vaga + CR), tem um lugar especial, pois estudei apenas na semana da prova com o material que eu tinha do curso técnico. Mas não fui convocado. Isso foi me mostrando, ao longo dos outros concursos, que ser aprovado em CR, apesar de necessário, não é suficiente para ser nomeado.
Agora, a sensação de ter o nome em primeiro lugar na lista é ímpar, é indescritível. Se não for igual a fazer um gol em uma final de copa do mundo, só pode ser melhor.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Jhony: No começo eu adotei a postura radical, sempre a partir da publicação do edital. Porém tive uma experiência positiva, em um concurso paralelo ao de foco principal, intercalando momentos de lazer. E foi assim que me comportei na preparação para o TRF4, adicionando pequenas doses de lazer nos momentos oportunos.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Jhony: Sou casado e ainda não tenho filhos. Casei justamente no mês que fiquei desempregado. E sim, minha esposa sempre me apoiou durante toda caminhada para a tão sonhada aprovação. A ajuda vinha de toda forma, financeira, emocional, motivacional, etc. Ela sempre dizia que confiava na minha aprovação. Inclusive, foi ela que insistiu para eu fazer a prova do TRF4, pois eu estava com medo da discursiva. Esse apoio foi essencial. Também tive apoio de verdadeiros amigos e outros familiares. São pequenos e grandes gestos que fazem toda diferença.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Jhony: Acredito que vale muito a pena, principalmente para se manter na rotina de estudos. Sempre que surgia uma oportunidade eu fazia. Prestei até concurso municipal para sentir o clima da prova. Alcancei meu principal objetivo, mas pretendo continuar estudando.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado?
Jhony: Direcionado para o TRF4 foram 2 meses e 20 dias. Entretanto, a maioria das matérias eram comuns a outros certames prestados anteriormente e isso certamente facilitou. Desde o primeiro concurso para o mesmo cargo até essa última aprovação foram oito provas em 2 anos e 8 meses, incluindo as pausas no estudo.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Jhony: Estudar sem edital aberto é fundamental, mas confesso que não é uma tarefa fácil. Eu tentava manter uma rotina pelo menos com as matérias mais prazerosas e praticando exercícios. Meu “start” geralmente acontecia com a escolha/assinatura da banca.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Jhony: Conheci através de um amigo.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?
Jhony: Usei cursos em PDF e videoaulas. Na minha concepção, eles se complementam de forma distinta entre os iniciantes e os mais avançados. As videoaulas eu usava quando restavam dúvidas após a leitura do PDF. Essa é, para mim, a sua principal vantagem. Mas torna-se desvantagem para aqueles que já dominam a matéria, ao detalhar demais.
Já os PDFs possuem uma dinamicidade incrível, intercalando questões, mnemônicos, dicas importantes, resumos, entre outros privilégios. Talvez sua única desvantagem é não ter respostas para todas as dúvidas, mas para suprir essa falta existem outras ferramentas.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Jhony: Eu costumava dividir meus estudos por matérias de conhecimento básico e específico. No meu concurso as matérias específicas tinham peso maior, então me dedicava mais a elas. Normalmente eram duas ou três matérias por dia. Pela manhã começava com a leitura da lei, antes mesmo de sair para o trabalho, e à noite resolvia questões e revisava a matéria, principalmente, nos assuntos que ainda restavam dúvidas.
Os sábados eram reservados para resolução de questões de todo o conteúdo estudado durante a semana. Eu ainda separava um tempo para estudar as matérias dos dois estudos de caso, os quais eram treinados aos domingos. Durante a semana, a quantidade de hora estudada variava devido ao trabalho. Geralmente era 1 hora e meia pela manhã e 4 horas à noite. Sábados, domingos e feriados eram o dia todo, de 8h a 10h aproximadamente. Essas horas eram não líquidas.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Jhony: A minha maior dificuldade foi ultrapassar a barreira de 90% de acerto na prova e isso incluía detalhes na maioria das disciplinas. Em Português o problema era interpretação de texto, resolvido, ou pelo menos amenizado, com videoaulas e muito exercício da própria banca. Quanto a legislações, a medida por mim adotada para esse concurso foi a leitura da lei na íntegra.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Jhony: Na semana que antecedeu a prova me preparei para revisar o conteúdo ao máximo e resolver o maior número de questões possíveis, intensificando minhas horas de estudo. Na véspera, já na cidade da prova desde o dia anterior, foi dia de revisão. Pela manhã com os meus próprios resumos e à tarde com Marcos Girão na “Revisão de Véspera”.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Jhony: Aqui posso apontar dois grandes erros que cometi durante toda minha preparação, desde o primeiro concurso para Tribunal. O primeiro foi adotar a postura radical, sem intercalar momentos de lazer, distrações necessárias. O segundo, que também tem relação com o anterior, foi não me preparar psicologicamente para o dia da prova, o momento mais esperado de todos. Minha aprovação, com a melhor classificação possível, só veio quando esses “monstros” estavam dominados.
Os maiores acertos foram: investimento em material de excelência, resolução de muitas questões, leitura da lei “seca” e, principalmente, não ter desistido do meu objetivo.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Jhony: O difícil é manter-se acordado depois de um dia inteiro de trabalho e ainda ter foco e disciplina para seguir em uma rotina de estudo consistente. Pensei em desistir do cargo, mas não dos estudos.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Jhony: A minha principal motivação para seguir em frente era saber que a cada prova eu estava melhorando em algum sentido. Isso me dava a certeza de que mais cedo ou mais tarde eu alcançaria o meu objetivo.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Jhony: Desistir não pode ser uma opção. Essa é a primeira regra que um concurseiro deve ter carimbada na mente. Quando iniciei meus estudos, sonhava em ser o primeiro colocado em toda prova que fazia, embora passar e ser nomeado fosse o maior objetivo. Porém, com o passar dos certames, comecei a duvidar que isso seria possível. E vejam o que Deus reservou para mim. Com muita persistência e dedicação alcancei a tão sonhada aprovação/classificação.
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